Os portugueses criam duas invenções por dia, mas nem sempre elas chegam às prateleiras das lojas. A falta de empreendedorismo continua a ser a pedra que trava a engrenagem
O vídeo que fez furor sobre "O Que os Finlandeses Devem Saber Acerca de Portugal" está cheio de referências às invenções atribuídas aos portugueses. Desde a vela latina à Via Verde, passando pelos cartões pré-pagos para telemóvel, ao famoso pastel de nata, até às recentes descobertas de novos fármacos ou à criação de equipamentos para utilização de energias renováveis, são muitas as criações (ou adaptações de outras existentes) que fazem de Portugal um dos países com maior número de registo de patentes.
O mais interessante é que o grosso dos pedidos de patente vem de inventores independentes (44%), em vez das universidades (25%), empresas (28%) ou institutos de investigação (35%), segundo números do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Continuamos a ser um país de engenhocas, capazes de criar objetos ou invenções peculiares, como uma almofada antirressono ou um método de esterilização de equipamento hospitalar cobiçado por Israel.
Até do lixo somos capazes de tirar boas ideias, como fez Mário Silva. Sendo um engenhocas desde criança, daqueles que desmontam tudo para montar algo diferente, cedo se habituou a olhar para as coisas e ver mais além. Foi o que aconteceu com o lixo, criando um processo inventivo próprio que partiu da seguinte premissa: "Como fazer com que as pessoas se apaixonem pelo lixo?". A resposta foi simples: "Trazendo valor para as pessoas. Se assim for, vão querer ficar com o lixo." Como se faz? "Criando resultados para o lixo que as pessoas adorem. Soluções de reciclagem doméstica atrativa."
A partir daqui, rapidamente chegou à ideia de reciclar óleo alimentar usado, transformando-o em velas. Contactou amigos, criou um grupo de trabalho, e assim nasceu a Candlemaker, uma máquina que faz isso mesmo: transforma óleo usado em velas aromáticas. Além da máquina, Mário, que tem formação em gestão e marketing, foi mais longe e criou também uma empresa, a Oon, para comercializar a sua invenção. Desde o registo de patente em 2007 até à comercialização em 2010 passou por um processo que começou com "100 euros para o pedido de registo e acabou num custo de 70 mil euros, em três anos". "Há uma complexidade de coisas a registar, desde processo a desenhos, nomes, etc. É um mundo", sublinha.
A Oon só foi possível através de empresas de capital de risco. "Não foi nada fácil pôr o projeto de pé, porque somos um país que se habituou a comprar tudo feito e não quer dar-se ao trabalho de colocar as nossas coisas lá fora, porque isso requer investimento e não temos a capacidade de ver primeiro do que os outros", critica. Este tom de Mário é compreensível, uma vez que a Oon está em risco de insolvência, porque os "acionistas não têm condições, face à atual crise, de dar seguimento ao projeto", que entraria agora na fase de internacionalização, o que implica, pelas contas de Mário, "um investimento de cinco milhões de euros".
Inventar e investir
Não chega ser inventor. Também é preciso ser empreendedor. A maior parte das vezes, o investimento é o calcanhar de Aquiles do inventor que não tem capacidade financeira. Por outro lado, algumas das invenções não vão avante porque a solução técnica pode já estar a ser explorada no mercado sob outra forma. O reconhecimento de que a ideia é boa não é fácil, mas José Maurício, responsável pelas marcas e patentes do INPI, considera que "deve ser o próprio inventor a definir uma estratégia de colocação do objeto no mercado".
Já a maioria dos inventores queixa-se da falta de apoio por parte do Estado e das empresas. Ao que José Maurício responde: "Não pensem que o Estado tem a obrigação de lhes abrir as portas para o sucesso da sua invenção. O Estado pode apoiar, mas o inventor tem de definir ele próprio uma estratégia de continuidade da sua invenção. Tem de estudar o mercado e a exploração comercial da sua invenção, o eventual licenciamento; estabelecer parcerias, garantir apoio financeiro através de empresas de capitais de risco, suportando-se numa análise de custo/benefício."
Este discurso é realista mas mal compreendido para quem a sua mais-valia é criar e já teve o trabalho e o mérito de fazê-lo. "Não se pode exigir do inventor uma diversidade de conhecimentos e que seja multifacetado para fazer tudo. O inventor, na maior parte das vezes, não é o melhor gestor", sublinha Pedro Carradinha, 'pai' do Heat-It, um equipamento para utilização em fogões de montanha que permite confecionar os alimentos sob praticamente todas as condições climatéricas.
O engenheiro, de 35 anos, que de início não tinha qualquer perspetiva comercial - a sua invenção nasceu da necessidade enquanto amante de alpinismo de ter algo que protegesse a chama do fogão em dias muito ventosos -, confessa que o processo por que passou, desde o momento em que criou o primeiro protótipo da sua ideia, em 1999, até à abertura da empresa e comercialização do produto (2009), foi difícil e longo.
"O primeiro registo de patente foi feito em 2005. Nessa altura já conhecia o Nuno Monge, com quem formei mais tarde a Ortik. Levámos mais de um ano a perceber como era o processo de registo de patente. Tivemos de redigir vários textos e fazer vários desenhos técnicos", explica. Em 2006, foram a uma feira na Alemanha para perceber se o produto tinha aceitação no mercado do montanhismo e alpinismo. O invento despertou interesse, de tal forma que "uns canadianos queriam comprar logo mil exemplares".
Assim que chegaram a Portugal tentaram arranjar um empresário da indústria têxtil que estivesse disposto a fabricar o artigo, mas as portas fecharam-se. "Alguns nem sequer responderam", garante Carradinha. Pedro e Nuno resolveram enviar o caderno de encargos para a China e três semanas depois receberam o seu produto já feito, "a custo zero" e com uma nota onde perguntavam se era aquilo que eles queriam. "Apesar de só termos feito uma produção, os chineses compraram tecido para duas produções, mas ainda só pagámos a primeira. Eles arriscaram. Cá, os empresários são pouco recetivos a novos projetos. Não estão para correr o risco. Não se informam, não apostam", concluem.
Apoios escassos. Quanto ao investimento, os donos da Ortik recordam que primeiro tentaram "a utopia de um financiamento bancário". Depois falaram com amigos e conseguiram um sócio investidor, mas foi através da entrada de três business angels -empresários que investem capital a título particular - que o negócio avançou. Mais tarde, uma sociedade de capital de risco de referência do Ministério da Economia decidiu também investir na empresa, que nesta altura, além do Heat-It, já tem uma série de outros produtos neste nicho de mercado, como tendas e colchões.
Fim da linha
Na verdade, os apoios são poucos, nomeadamente em tempos de crise. A Linha de Apoio à Internacionalização de Patentes, que financiava o processo de proteção da invenção a nível nacional e internacional, "acabou em dezembro último", diz José Maurício.
Ainda assim, o responsável pelas marcas e patentes reconhece que a ajuda aos inventores na fase de arranjar quem financie a sua patente "poderia ser atribuída ao INPI, porque tem uma boa rede de contactos". Ao mesmo tempo, salienta o papel dos centros tecnológicos que pode ser determinante nesse tipo de apoio. "Acho que dão esse apoio se forem consultados. Não o são por desconhecimento do próprio inventor. Há apoios dispersos, e os inventores têm de procurá-los", alerta.
Foi o que fizeram Manuel Londreira, Fortunato da Costa e Hélder Gonçalves. Os três conseguiram dar continuidade às suas invenções - pelo menos a algumas, no caso de Manuel Londreira -, mas acusam o país de falta de apoio à proteção das invenções e de, em alguns casos, terem sido vítimas de apropriação das suas ideias por parte de terceiros. Tanto Fortunato da Costa como Hélder Gonçalves tiveram as portas fechadas cá dentro, mas escancaradas lá fora.
O método de esterilização de equipamento hospitalar inovador que Hélder Gonçalves, de Boticas, inventou não conseguiu "derrubar os lóbis instalados no meio hospitalar português", nem mesmo depois de ter colocado máquinas em alguns hospitais, "sem custos, para que as experimentassem". Ainda que a máquina tenha custos mais baixos do que as concorrentes, segundo Hélder Gonçalves, a verdade é que continua "a perder os concursos de forma aberrante". Cá só conseguiu vender duas - uma para o Hospital de Mirandela e outra para a Maternidade de Coimbra -, mas a ideia suscitou o interesse de uma multinacional israelita, a Tuttnauer, que comprou o processo. O inventor garantiu, no entanto, que os componentes primários da máquina continuam a ser fabricados em Portugal.
Segundo José Maurício, "existem 100 a 150 inventores individuais, estando a maior parte deles ligados a empresas ou universidades. Verdadeiramente sozinhos serão só uns 20 inventores". Por ano, têm chegado ao INPI cerca de 18 a 20 mil pedidos de registos de marcas, mas na realidade os números são pouco expressivos. "Em termos absolutos, isto é, de novos pedidos de patentes, o significado não é tão forte. Comparativamente com outros países da Europa, o ideal era se recebêssemos de 2500 a 3000 pedidos por ano", adverte José Maurício, que acrescenta: "Em 2011 estão previstos entre 800 a 900 pedidos de patentes."
Resta saber se o que interessa a Portugal é o resultado da atividade dos inventores individuais ou do que se desenvolve nas empresas e universidades? Para o responsável do INPI, os resultados destas últimas têm maior importância, apesar de todos os anos haver inventores portugueses premiados no Salão Internacional de Genebra. Só que "não basta ter o prémio e a medalha. Um dos critérios para a patenteabilidade se verificar é o requisito da aplicação industrial. Tem de ser passível de ser explorado a nível industrial". E é aqui que tudo se complica, nomeadamente para os inventores independentes.
O diretor de marcas e patentes do INPI chama ainda a atenção para o facto de haver muitos inventores que não respondem às notificações do INPI no processo de registo, perdendo assim direito ao mesmo, enquanto outros deixam caducar as anuidades.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Empreendedorismo e inovação no sector cultural em Setúbal
Uma sessão de apresentação de programas comunitários de apoio ao empreendedorismo e inovação no sector cultural realiza-se no dia 2 de Junho, às 14h30, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal.
O encontro, organizado pela Câmara Municipal e pela Agência Inova, dirige-se especialmente a associações culturais, de juventude e de imigrantes, a escolas e academias e a empresas de organização de eventos, mas é de participação livre e aberta a todos os interessados, sem necessidade de marcação prévia.
Entre os vários programas a divulgar na sessão consta o projecto “Do It Outside The Box – DIOB”, financiado pelo QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, que se destina à promoção internacional do sector cultural e criativo português.
O “Criatividade Portugal – Programa Nacional de Desenvolvimento do Empreendedorismo, Inovação e Emprego no Sector Cultural e Criativo”, com o objectivo de integrar projectos de instituições públicas e privadas por forma a não se dispersar recursos financeiros e potenciar o crescimento sustentável do sector cultural e artístico, é outro dos programas em destaque no encontro.
O encontro, organizado pela Câmara Municipal e pela Agência Inova, dirige-se especialmente a associações culturais, de juventude e de imigrantes, a escolas e academias e a empresas de organização de eventos, mas é de participação livre e aberta a todos os interessados, sem necessidade de marcação prévia.
Entre os vários programas a divulgar na sessão consta o projecto “Do It Outside The Box – DIOB”, financiado pelo QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, que se destina à promoção internacional do sector cultural e criativo português.
O “Criatividade Portugal – Programa Nacional de Desenvolvimento do Empreendedorismo, Inovação e Emprego no Sector Cultural e Criativo”, com o objectivo de integrar projectos de instituições públicas e privadas por forma a não se dispersar recursos financeiros e potenciar o crescimento sustentável do sector cultural e artístico, é outro dos programas em destaque no encontro.
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in Rostos.pt
A Fundação Everis tem a decorrer a edição de 2011 dos prémios «Entrepeneurs» e «Essay»
Este concurso internacional destina-se a incentivar o empreendedorismo e a investigação tanto no meio empresarial como universitário.
Em comunicado a fundação explica que esta iniciativa visa «valorizar as boas práticas das empresas na área social, estimular novas aptidões e formas de colaboração a respeito de modelos e negócios inovadores, que transformem processos e sistemas de informação em diversas organizações».
A categoria «Entrepreneur Award« premeia o espírito empreendedor, no âmbito universitário e científico, com o objectivo de facilitar o financiamento de projectos empresariais que se destaquem pela inovação, viabilidade e benefício para a sociedade.
Quanto ao «Essay Award» o objectivo é incentivar a reflexão e a divulgação das Tecnologias de Informação, assim como os benefícios das mesmas para os novos modelos organizacionais e sociais.
No primeiro caso o valor do prémio é de 60 mil euros e no segundo de 24 mil. Este ano haverá ainda um valor complementar para o segundo em cada uma das categorias (40 mil e seis mil euros respectivamente).
Em comunicado a fundação explica que esta iniciativa visa «valorizar as boas práticas das empresas na área social, estimular novas aptidões e formas de colaboração a respeito de modelos e negócios inovadores, que transformem processos e sistemas de informação em diversas organizações».
A categoria «Entrepreneur Award« premeia o espírito empreendedor, no âmbito universitário e científico, com o objectivo de facilitar o financiamento de projectos empresariais que se destaquem pela inovação, viabilidade e benefício para a sociedade.
Quanto ao «Essay Award» o objectivo é incentivar a reflexão e a divulgação das Tecnologias de Informação, assim como os benefícios das mesmas para os novos modelos organizacionais e sociais.
No primeiro caso o valor do prémio é de 60 mil euros e no segundo de 24 mil. Este ano haverá ainda um valor complementar para o segundo em cada uma das categorias (40 mil e seis mil euros respectivamente).
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in www.sol.sapo.pt
Quem tem medo de empreender?
Quando perguntado, sete em cada dez brasileiros gostariam de ter seu próprio negócio. Mas o que impede muitos de realizar este sonho? Medo e acomodação. Sobre a acomodação, acredito que esta não tem remédio. É característico de certas pessoas se refugiarem no que a psicologia chama de zona de conforto, acostumando-se com uma vida acomodada, onde se escondem no aparentemente seguro e estável, deixando, nas palavras do sambista, “a vida me levar, vida leva eu”.
Uma vida calma e previsível pode gerar uma vida chata e monótona. Vejo muitos jovens – e às vezes não tão jovens assim... – investindo meses e anos no preparatório para concursos públicos. Quando perguntados o que querem para suas vidas, invariavelmente a resposta é: qualquer concurso! Entendo que nestes casos o emprego público não é por opção de vida, mas uma opção por um lugar “quentinho e gostosinho” onde se pode viver os dias até...
Uma coisa é certa neste mundo: nunca ninguém conseguiu progredir na vida parado na zona de conforto. Abdicar desta maneira de ser não é fácil, principalmente porque se precisa encarar as incertezas da vida – evolução e mudanças andam de mãos dadas.
Por outro lado, o medo de empreender é algo contornável. Diria até que um pouco de medo é bom, desde que não imobilize o empreendedor! O medo leva a pessoa a avaliar as alternativas, a elencar as opções, a identificar os pontos fortes e fracos de um negócio, ou mesmo enxergar as oportunidades sem desmerecer as ameaças. Medo é bom, desde que não sirva de gesso ou de fuga a imobilizar o espírito empreendedor que existe dentro de você.
E uma outra certeza é que o medo pode ser vencido através de algumas técnicas que fazem aflorar a ação empreendedora de forma consciente e organizada, minimizando os riscos e criando autoconfiança para gerar resultados. E como é gratificante se vencer um medo!
Nosso tempo carece de homens e mulheres corajosos! Brasileiros que desejem verdadeiramente novos desafios, lidando com mudanças velozes, com ideias inovadoras, pessoas focadas em resultados e movidas por metas desafiantes.
É do canadense Louis Jacques Filion, reconhecido como uma das maiores autoridades em empreendedorismo do mundo, a seguinte afirmação “O Brasil está sentado em cima de uma das maiores riquezas naturais do mundo, ainda relativamente pouco explorada: o potencial empreendedor dos brasileiros. Creio que o Brasil é atualmente um dos países onde poderia haver uma grande explosão empreendedora. Só os brasileiros têm poder para que isso aconteça.”
E você, tem medo de empreender? Que tal permitir-se realizar aquele sonho adormecido de ter seu próprio negócio? Vivemos um momento maravilhoso, onde as boas ideias tem um terreno fértil para serem plantadas. Mas para isto, não basta querer empreender, é importante saber empreender.
Mas, afinal, o que é importante saber para empreender? Nos mais diversos estudos sobre empreendedorismo no mundo, uma das características mais fortes identificadas nos homens e mulheres de sucesso é ter muito claro objetivos e metas que querem alcançar. Ter uma visão clara ajuda a convergir energias em torno de um sonho. A conseqüência da visão clara é o foco nos negócios, que leva a outras ações importantes, como conhecer o mercado, formar boas equipes, ser sensível às demandas financeiras, ter persistência, buscar sempre a qualidade, entre outras.
Tudo isto cercado da dose certa de entusiasmo forma o gostoso caldo da prosperidade. Como já ensinava Confúcio, há mais de 2.500 anos: “para onde quer que vá, vá de todo coração”. Pense nisso. Bom trabalho. Sucesso!
Uma vida calma e previsível pode gerar uma vida chata e monótona. Vejo muitos jovens – e às vezes não tão jovens assim... – investindo meses e anos no preparatório para concursos públicos. Quando perguntados o que querem para suas vidas, invariavelmente a resposta é: qualquer concurso! Entendo que nestes casos o emprego público não é por opção de vida, mas uma opção por um lugar “quentinho e gostosinho” onde se pode viver os dias até...
Uma coisa é certa neste mundo: nunca ninguém conseguiu progredir na vida parado na zona de conforto. Abdicar desta maneira de ser não é fácil, principalmente porque se precisa encarar as incertezas da vida – evolução e mudanças andam de mãos dadas.
Por outro lado, o medo de empreender é algo contornável. Diria até que um pouco de medo é bom, desde que não imobilize o empreendedor! O medo leva a pessoa a avaliar as alternativas, a elencar as opções, a identificar os pontos fortes e fracos de um negócio, ou mesmo enxergar as oportunidades sem desmerecer as ameaças. Medo é bom, desde que não sirva de gesso ou de fuga a imobilizar o espírito empreendedor que existe dentro de você.
E uma outra certeza é que o medo pode ser vencido através de algumas técnicas que fazem aflorar a ação empreendedora de forma consciente e organizada, minimizando os riscos e criando autoconfiança para gerar resultados. E como é gratificante se vencer um medo!
Nosso tempo carece de homens e mulheres corajosos! Brasileiros que desejem verdadeiramente novos desafios, lidando com mudanças velozes, com ideias inovadoras, pessoas focadas em resultados e movidas por metas desafiantes.
É do canadense Louis Jacques Filion, reconhecido como uma das maiores autoridades em empreendedorismo do mundo, a seguinte afirmação “O Brasil está sentado em cima de uma das maiores riquezas naturais do mundo, ainda relativamente pouco explorada: o potencial empreendedor dos brasileiros. Creio que o Brasil é atualmente um dos países onde poderia haver uma grande explosão empreendedora. Só os brasileiros têm poder para que isso aconteça.”
E você, tem medo de empreender? Que tal permitir-se realizar aquele sonho adormecido de ter seu próprio negócio? Vivemos um momento maravilhoso, onde as boas ideias tem um terreno fértil para serem plantadas. Mas para isto, não basta querer empreender, é importante saber empreender.
Mas, afinal, o que é importante saber para empreender? Nos mais diversos estudos sobre empreendedorismo no mundo, uma das características mais fortes identificadas nos homens e mulheres de sucesso é ter muito claro objetivos e metas que querem alcançar. Ter uma visão clara ajuda a convergir energias em torno de um sonho. A conseqüência da visão clara é o foco nos negócios, que leva a outras ações importantes, como conhecer o mercado, formar boas equipes, ser sensível às demandas financeiras, ter persistência, buscar sempre a qualidade, entre outras.
Tudo isto cercado da dose certa de entusiasmo forma o gostoso caldo da prosperidade. Como já ensinava Confúcio, há mais de 2.500 anos: “para onde quer que vá, vá de todo coração”. Pense nisso. Bom trabalho. Sucesso!
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Por Semio Timeni Segundo in Tribuna do Norte
III Feira de Empreendedorismo Junior
Os alunos das escolas do 1º ciclo que neste ano lectivo aderiram ao projecto Empreendedorismo nas Escolas, no concelho de Ansião, mostraram as suas ideias de negócio na manhã do Sábado, 28 de Maio, no mercado semanal de Avelar. As EB 1 de Avelar, Chão de Couce, Pedra do Ouro e uma turma da EB1 de Ansião, num total de alunos a rondar os 200, tentaram capitalizar o esforço, criatividade e espírito empreendedor colocados na sua concretização.
Esta III Feira do Empreendedorismo Júnior, iniciativa do município de Ansião, foi apoiada pelo programa Mais Centro, do QREN, e pela associação de desenvolvimento Terras de Sicó.
Esta III Feira do Empreendedorismo Júnior, iniciativa do município de Ansião, foi apoiada pelo programa Mais Centro, do QREN, e pela associação de desenvolvimento Terras de Sicó.
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www.cm-ansiao.pt
Mais de 110 projetos de 30 países representados na 4.ª edição do Prémio Empreendedorismo COTEC
Mais de uma centena de projetos empresariais oriundos de 30 países vão estar presentes na quarta edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, iniciativa promovida pela COTEC Portugal, que conta com o alto patrocínio da Presidência da República.
"Os resultados das candidaturas ao Prémio de 2011 são para a COTEC uma excelente prova do sucesso desta iniciativa. As 112 candidaturas representam um significativo aumento face à edição de 2010, o que vem solidificar o reconhecimento desta distinção, assim como o crescente interesse dos portugueses radicados no estrangeiro pelo país", afirmou Filipe de Botton, presidente do júri, num comunicado enviado às redações.
Entre as candidaturas deste ano encontram-se empreendedores radicados na África do Sul, México e Singapura, países que participam pela primeira vez nesta iniciativa, segundo a organização.
"Os resultados das candidaturas ao Prémio de 2011 são para a COTEC uma excelente prova do sucesso desta iniciativa. As 112 candidaturas representam um significativo aumento face à edição de 2010, o que vem solidificar o reconhecimento desta distinção, assim como o crescente interesse dos portugueses radicados no estrangeiro pelo país", afirmou Filipe de Botton, presidente do júri, num comunicado enviado às redações.
Entre as candidaturas deste ano encontram-se empreendedores radicados na África do Sul, México e Singapura, países que participam pela primeira vez nesta iniciativa, segundo a organização.
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in http://tv1.rtp.pt
domingo, 15 de maio de 2011
Novos Mercados – O Consumo Colaborativo (pear to pear)

Os mercados de consumo colaborativo estão por todo o lado: meios de comunicação, aluguer de automóveis, alojamento, livros escolares, vestuário, design gráfico e até mesmo nas finanças. A Netflix partilha DVDs entre uma grande base de dados de subscritores. A ZipCar e a GetAround tornaram a partilha de carro mais simples. Qualquer viajante pode alugar um apartamento por alguns dias através da HomeAway e da 9Flats. Os estudantes alugam livros escolares na Chegg. As mães trocam roupas dos seus filhos na ThredUp. Os designers gráficos criam belos produtos em papel e respondem aos pedidos dos seus clientes através do Minted.
Definindo em termos gerais, o consumo colaborativo é um modelo de negócio no qual bens ou serviços partilhados são distribuídos através de um mercado para uma comunidade de utilizadores. O consumo colaborativo redefine os mercados alterando o conceito económico da oferta e da procura. Estes novos mercados diminuem a procura de consumo de retalho. Cada carro partilhado permite retirar de circulação entre 5 a 20 carros. Um livro escolar que seja alugado 10 vezes durante o seu período de duração, substitui entre 5 a 7 novos exemplares. Considerando a dimensão do mercado, a reutilização liberta o ambiente do consumo excessivo.
Mas, estes modelos têm também a capacidade de aumentar a procura e a dimensão total do mercado, ao se dirigirem a segmentos a que anteriormente não se destinavam. A Netflix destina-se a clientes em qualquer local dos EUA, através da gestão de uma única colecção de filmes e enviando os DVDs através do correio. A Blockbuster não consegue concorrer com este modelo, nem satisfazer as populações das zonas rurais ou menos povoadas dos EUA. O capital necessário para replicar videotecas em centenas de lojas é elevado e não permite ser lucrativo.
Outros negócios de consumo colaborativo gerem mercados de duplo pregão (two-sided market) e utilizam a eficiência financeira destes modelos para se dirigirem a populações vastas e que se preocupam com o controlo dos custos. A HomeAway e a 9Flats permitem que qualquer pessoa alugue um quarto ou um apartamento a um qualquer viajante, normalmente a um preço inferior ao de um hotel. Esta oferta é muito atractiva para um segmento de mercado jovem, e preocupado com os custos e tem potencial para canibalizar as receitas dos hotéis. Além do mais, as receitas geradas para os proprietários são significativas.
Como resultado da sua natureza transformadora, os mercados de consumo colaborativo estão a ganhar mais importância. Rachel Botsman e Roo Rogers publicaram, recentemente o " What’s Mine is Yours” (em português, O que é meu é teu) um inquérito à satisfação face ao consumo colaborativo. No livro os autores delimitam três categorias de consumo colaborativo:
1. Sistemas produto-serviço que permitem o aluguer de produtos como DVDs, carros, livros ou casas;
2. Mercados de redistribuição onde são efectuadas trocas de produtos, incluindo roupas;
3. Intermediários para a prestação de serviços por parte de individuais.
Abrangendo bens e serviços, aluguer e compra, geografias e demografias, o consumo colaborativo é um modelo de negócio flexível que pode ser aplicado com sucesso a muitos sectores. Até o próprio modelo de negócio está a evoluir.
A primeira vaga de empresas que se dedicavam ao consumo colaborativo utilizava estratégias de business-to-consumer (B2C). Neste modelo, uma empresa adquire, faz a manutenção e aluga produtos. A Zipcar compra, faz a manutenção e aluga carros aos seus membros. A Chegg replicou este modelo para os livros escolares. Mas os custos de manutenção de frotas automóveis ou de bibliotecas são substanciais Por exemplo, a ZipCar gastou 71% das suas receitas de 2010 na aquisição e manutenção dos veículos.
Mais recentemente começam a florescer os modelos de consumo colaborativo peer-to-peer (P2P). Os modelos P2P são muito mais eficientes em termos de custos do que os modelos B2C porque não implicam qualquer investimento de capital na aquisição de activos. Pelo contrário, estes modelos assentam numa comunidade que os fornece, normalmente em troca de uma partilha das receitas obtidas com a transacção.
O aluguer de carros P2P permite que os proprietários dos veículos aluguem os seus próprios carros. A GetAround, uma empresa de São Francisco, gere um negócio P2P de aluguer de carros a uma fracção do custo praticado pela ZipCar. Os proprietários dos automóveis utilizam as receitas do aluguer para suportar o custo do veículo e da sua manutenção. Um sistema P2P é muito mais eficiente – menos carros na estrada que são utilizados com mais frequência. É benéfico para quase todos.
No entanto, os modelos P2P, são mais complexos que os modelos B2C. Os modelos P2P são modelos duplos de troca e implicam uma cuidada gestão do crescimento da oferta e da procura. À medida que o mercado cresce e que pessoas estranhas começam a participar nas transacções, torna-se complicado eliminar as duvidas através da criação de confiança e garantir o controlo da qualidade. De igual modo, é essencial garantir ao cliente uma experiência constante nas transacções de modo a poder criar uma imagem de marca e beneficiar do marketing boca-a-boca. Por último, em cada troca comercial é necessário decidir a forma de garantir a satisfação do cliente.
Uma empresa pioneira em trocas P2P, a ThredUp criou uma comunidade de centenas de milhares de mãe que trocam roupas dos seus filhos. Os compradores de roupa avaliam a qualidade e estilo das roupas e a informação é incluída na informação de perfil do vendedor de modo a informar os futuros compradores. A ThredUp garante a satisfação de modo a reduzir o receio inicial do comprador. Com uma gestão cuidadosa, a ThredUp conseguiu ser bem sucedida no crescimento do seu mercado P2P.
A tecnologia é um potenciador da utilização destes recursos. Através da Internet é possível atrair consumidores para o mercado e criar comunidades. As redes sociais, públicas e privadas, aumentam a confiança entre os utilizadores. Com o Facebook é fácil para um hóspede verificar a identidade do proprietário de um apartamento, principalmente se tiverem amigos em comum. Na altura de pagar, os telemóveis dispõem de mecanismos de pagamento que permitem fazer as transacções em qualquer lugar.
Um dos maiores desafios quando se inicia um mercado P2P é garantir o arranque inicial do negócio através dos clientes e da criação da marca. A maioria dos mercados on-line de sucesso têm correspondido a uma réplica de um comportamento off-line. As trocas P2P foram buscar inspiração às relações interpessoais mais próximas. Assim, estes mercados mexem com os clientes por motivos emocionais. Basta ver como algumas mães da ThredUp embrulham as roupas em papel de prenda antes de enviares as roupas à mãe seguinte. Ou as noivas que trabalham como donas de casa na personalização de convites de casamento na Minted.
À medida que estes mercados evoluem, o custo, conveniência e escolha adaptam-se à adopção em massa. Porquê pagar por dois quartos de hotel no Tuscan durante as férias em família quando se pode alugar um apartamento no 9Flats por um valor inferior? Porquê comprar um livro de física para o vender alguns meses depois quando se pode alugar um durante um semestre? Porque pegar num carro com uma cor aborrecida no aeroporto quando se pode alugar um bonito carro vermelho apenas 2 quarteirões ao lado no seu hotel? Este é o poder do modelo.
Quando aplicados ao mercado certo, os mercados de consumo colaborativo podem traduzir-se em importante mudanças. Até à data, os casos de maior sucesso estão relacionados com moeda digital (empréstimos), produtos que podem ser enviados por correio (roupa, DVDs), partilha de tempo e custo em produtos dispendiosos (carros, apartamentos e livros) e serviços (design gráfico, serviços domésticos).
Com o tempo, os mercados de consumo colaborativo vão continuar a crescer nestes segmentos. Visto que muitos destes serviços diminuem de forma drástica a dimensão do mercado, os mercados de mais sucesso vão ter de recorrer a mercados muito mais ricos para poderem aumentar as suas receitas.
Mas os modelos de receitas destas trocas não devem ser uma preocupação. Mais interessante será a forma como os retalhistas e fabricantes respondem a estes mercados P2P de sucesso. Não me surpreenderia encontrar um comerciante de automóveis que disponibilizassem os seus veículos em sistema de aluguer em mercados colaborativos. Ou cadeias de hotéis que adquirissem apartamentos para disponibilizar em regime de aluguer em negócios P2P.
Em ultima instância os principais beneficiários desta concorrência serão os consumidores e o ambiente. A optimização dos recursos vai mudar a forma como vivemos. Em 1900, 41% dos recursos naturais que entravam na economia americana eram reciclados. Actualmente este valor é de 13%. Entretanto, a população dos EUA cresceu 357%. Não podemos continuar a seguir o mesmo caminho.
Uma das melhores formas de regressarmos a um modo de vida sustentável é a maximização dos activos através dos mercados de consumo colaborativo. Ao disponibilizar incentivos económicos para maximizar a eficiência, unindo grandes comunidades na partilha de causas e diminuindo o consumo total, o consumo colaborativo vai tornar-se uma chave para o futuro sustentável da sociedade Americana.
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In NL EMPREENDER nº 7
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