"O empreendedorismo é uma revolução silenciosa que será para o séc. XXI mais do que a revolução industrial para o séc. XX” (Timmons, 1990)
Fazendo uma retrospectiva da conjuntura económica portuguesa, na última década, Portugal foi um país de poucos progressos: em média crescemos menos de 1% ao ano, o desemprego praticamente duplicou, a dívida pública atingiu valores excessivos desde os 50% até aos 80% do PIB, o crédito às famílias sofreu o mesmo crescimento e o endividamento externo não parou de crescer. Portugal foi um país mal gerido, nos últimos anos, o que levou à situação económica actual do país. Gastamos mais do que aquilo que produzimos e, agora, vamos ter de pagar.
As contas do FMI mostram que seria preciso ganhar o jackpot do Euromilhões todos os dias - cerca de 100 milhões de euros - até ao final de 2012, para ultrapassar a crise sem qualquer esforço. Mas, recuperar Portugal exige agora um esforço que só é possível se todos contribuirmos. Não há milagres e ficar de braços cruzados não é a solução. Neste momento, a solução é reflectirmos sobre quais as alternativas possíveis para superar as dificuldades deste ano e, provavelmente, da próxima década.
A persistência de elevadas taxas de desemprego e a falta de oferta de emprego não devem ser vistas como uma desmotivação, mas sim como um incentivo aos portugueses em inovar. Por vezes, a solução passa por criar o seu próprio emprego. O emprego para toda a vida já não existe e, por isso, é fulcral começar-se a pensar na hipótese de gerarmos o nosso próprio emprego. No estado actual dos portugueses, denota-se uma absoluta necessidade de mudança de atitude assente num espírito inovador e empreendedor: fazer a diferença, identificar e explorar oportunidades ao máximo, assumir riscos, determinação e dedicação. É este espírito que conduz ao conceito de empreendedorismo: "O empreendedorismo é o fenómeno associado com a actividade empreendedora, sendo a actividade empreendedora toda a acção humana empresarial em busca da criação de valor através da criação ou expansão da actividade económica pela identificação e exploração de novos produtos, processos ou mercados" (in " A Framework for Addressing and Measuring Entrepreneurship", OECD)
Este fenómeno tem sido vastamente considerado um aspecto chave no desenvolvimento económico dos países e no bem-estar das sociedades. As vantagens são nítidas: a criação de novas empresas conduz a investimentos nas economias locais, criação de postos de trabalho, melhoria na competitividade e promoção de métodos, técnicas e modelos inovadores. É também uma forma de aproveitar o potencial dos indivíduos e explorar os interesses da sociedade (protecção do ambiente, produção de serviços de saúde, de serviços de educação e de segurança social).
Neste sentido, a formação, o apoio, a promoção e o fomento da iniciativa de uma cultura empreendedora e da criação de empresas, deverá ser um dos objectivos estratégicos prioritários de qualquer governo central, local ou de qualquer instituição (associações empresariais, universidades, etc.).
Assim, considero que o empreendedorismo é, neste momento, um dos poucos “antídotos” de que os portugueses dispõem para ultrapassar a falta de boas condições de vida.
domingo, 10 de julho de 2011
"Portugal tem de ser uma nação start up"
Diogo Vasconcelos fez da inovação a sua profissão. Director internacional da Cisco, vive em Londres mas viaja pelo mundo à procura de experiências social ou economicamente inovadoras. Eis as suas lições sobre inovação que, considera, será a pedra-de-toque para o futuro da economia portuguesa.
«Nem imagina a minha semana passada...», diz Diogo Vasconcelos, às nove da manhã de segunda-feira.
Não é bem assim. Esta entrevista deu para fazer uma ideia: esteve marcada para uma das suas breves passagens por Lisboa, foi desmarcada e remarcada duas vezes e acabou por ser feita por videoconferência entre Porto Salvo e Londres. Tudo por causa dos problemas de agenda de Diogo Vasconcelos. Ele começou essa semana em Bruxelas a moderar um seminário com representantes dos ministros da Ciência dos 27 países da União Europeia (UE) sobre... inovação. E acabou-a em Lisboa numa reunião de um grupo que inclui a Caixa Geral de Depósitos e que pretende trazer capital de risco para jovens e inovadoras empresas portuguesas.
Mas não seria de esperar que o português que mais se dedica ao tema desta revista, a inovação, não tivesse uma agenda tão cheia.
Afinal, Diogo Vasconcelos é presidente da direcção da APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações -, director internacional da Cisco, onde coordena vários programas de inovação social como o Social Innovation Exchange - uma organização que reúne ONG nesta área -, presidente e membro de vários grupos de discussão sobre políticas de inovação dentro da UE e conselheiro do Presidente da República, para referirmos apenas as mais significativas.
E tem sido sempre assim. Foi vice-presidente e deputado do PSD. No governo de Durão Barroso, coordenou a Agência para a Sociedade do Conhecimento, que fez o Portal do Cidadão, a banda larga nas escolas, as compras electrónicas, entre outras coisas. E também fez parte da Agência para a Inovação.
Hoje, com 42 anos, este licenciado em Direito, mas que nunca exerceu advocacia, vive em Londres e parece ter encontrado na inovação a palavra-chave para a sua vida. Eis as lições, conselhos e visões de quem anda pelo mundo e acha que neste pequeno rectângulo ainda temos muito que aprender nesta área decisiva para a economia do futuro... e do presente.
Há alguma fórmula, método ou forma de pensar que propicie o aparecimento de novas ideias?
Em Where good ideas come from, Steve Johnson tenta encontrar essa resposta. E conclui que as boas ideias surgem quando diferentes intuições se confrontam. Como criar ambientes propícios a que tal aconteça? Um bom método é criar espaços para que gente com formações diferentes se encontre. Em Copenhaga, três ministérios criaram o MindLab, em que cidadãos são convidados a desenhar novos serviços públicos. A Google permite que os empregados usem vinte por cento do tempo a criar projectos além das suas funções - o Android nasceu assim. Ao contrário do que se ensina nas escolas de gestão, não é nas reuniões formais que se inova. A cafetaria da empresa é mil vezes mais importante do que a sala de reuniões.
Que conselhos daria aos empresários para terem sucesso?
Entrar num mercado em crescimento, onde seja possível fazer algo de verdadeiramente novo. Saber explicar a novidade em poucos segundos. Escolher uma boa equipa, começar pequeno, controlar bem os custos e a tesouraria. Escolher clientes exigentes. Não é um sprint, é uma maratona. Encarar cada «não» como uma pergunta. Ser flexível.
O que define e como se mede uma inovação?
Inovar é imaginar novos futuros possíveis. Quem inova é empreendedor e move-se pelo desejo de deixar uma marca. O economista austríaco Joseph Schumpeter foi o profeta da inovação. Destruição Criativa foi o nome dado a este processo de alterar o statu quo.
Uma inovação dá sempre dinheiro?
Não, inovar implica incerteza. Muitas inovações chegam antes do seu tempo. O primeiro tablet chamava-se Newton, foi lançado pela Apple em 1989 e foi um flop. Doze anos depois, o iPad conquista o mundo.
Quais são os negócios de futuro em Portugal?
Serviços e produtos a pensar no mercado dos seniores. Negócios na área do ambiente, da eficiência energética e da reabilitação urbana. Creio que é daí que virão muitos dos novos empregos.
Costumamos falar do desenrascanço português, desenrascar pode ser sinónimo de inovar?
Os portugueses são criativos, trabalhadores e adaptam-se facilmente a novos contextos. Desenrascar é uma mais-valia, mas cria excesso de confiança. Vale a pena planear. Os planos quase nunca se cumprem, mas ajudam a arrumar ideias, a identificar pontos francos, erros e objectivos.
Quando é que os portugueses foram mais inovadores? E o que é que nos faz falta agora?
Quando se abriram. Quando, confrontados com desafios difíceis, souberam mudar. Temos hoje gente mais qualificada e com mais mundo, empresas muito boas, cientistas de nível mundial e infra-estruturas de comunicações ao nível as melhores do mundo. O que falta? Confiança e capital social. Valorizar o conhecimento. Portugal tem um défice enorme de capital social, fraca mobilidade social e uma enorme incapacidade de gerar consensos sobre o futuro. A Suécia é o que é porque empresários e trabalhadores souberam construir em conjunto. Portugal não tem uma elite comprometida com o seu país, com coragem de intervir na política. Falta valorizar quem empreende, quem cria emprego.
Quem é o político português mais inovador de todos os tempos?
O infante D. Henrique.
Foi conselheiro do Presidente Cavaco Silva para esta área, o que fazia exactamente?
Acompanhava a actividade legislativa do governo e do Parlamento nas matérias ligadas à sociedade do conhecimento. Sugeria iniciativas sobre inovação, aconselhava, fazia a ponte entre a sociedade civil e a Presidência. Tive a responsabilidade da página do Presidente, que entrou no ar no momento da sua tomada de posse.
Já foi deputado e vice-presidente do PSD - continua ligado ao partido. A política portuguesa é um ambiente favorável à inovação?
A política portuguesa está sedenta de inovação. Os partidos deviam assumir-se como plataformas abertas de construção do futuro e não como grupos fechados. Deviam estar mais próximos das populações, abrir espaço a gente com vontade de participar, para além dos formatos tradicionais.
Em que medida é que a inovação é mais crucial, por exemplo, para Portugal do que para a Alemanha?
Para Portugal, a situação é de emergência. Vender mais e mais caro ao exterior implica incorporar mais conhecimento e mais design nos produtos, capitalizar as empresas, diminuir os custos e redobrar os apoios em I&D. A Alemanha é a quarta economia mundial e vai liderar a retoma europeia. Mas até a Alemanha está a mudar. Em Berlim e Munique, o que vemos? Um ambiente multicultural fantástico, atracção de talento de todo o mundo, confiança no futuro... Apesar dos cortes na despesa, a Alemanha vai fazer o maior aumento de sempre no investimento em inovação: mais 16 mil milhões de euros para educação e inovação, um aumento de dez por cento.
É director na Cisco, em Londres, e a sua vida é viajar pelo mundo de um lado para o outro. Que países estão a lidar melhor com os desafios do futuro e onde encontrou melhores exemplos?
Não é preciso ser grande nem central para inovar. Ninguém é demasiado pequeno ou periférico. Os finlandeses, por exemplo, querem dominar no design. Não só industrial mas de serviços. Fundiram três universidades - gestão, engenharia e design - para criar a Alvar Aalto University, que quer ser a primeira universidade de inovação no mundo. O design será neste século o que o marketing foi no século xx. Quando falamos de design, falamos de envolver o cliente na criação do produto. Os focus group já não chegam. Se levarem a sério este desafio de criar com e não para, as empresas vão precisar menos de MBA e mais de antropólogos. Israel é um outro exemplo. Há quarenta anos exportava laranjas e têxteis de baixo valor. Hoje, 53 por cento das exportações são alta tecnologia. É o segundo país mais atraente para capital de risco, o maior investidor mundial em I&D per capita, o primeiro não-americano com empresas no Nasdaq. Uma verdadeira start up nation. Um dos grandes responsáveis por isso foi Yigal Erlich, chief cientist nos anos 1990. Lançou o Yozma que atraiu para Israel a nata do capital de risco mundial. Passou de três a oitenta fundos de capital de risco e de 350 a 3500 start ups tecnológicas.
Na semana passada, esteve em Lisboa para uma reunião de investidores de capital de risco. Será por aí o nosso caminho?
Uma política de inovação mais ambiciosa e radical - um verdadeiro restart - passa essencialmente pela criação de espaço para os novos empreendedores e, em especial, para os mais radicais. Portugal tem de ser um paraíso para os empreendedores ambiciosos, pois só um surto de novas iniciativas empresariais pode criar emprego e abrir perspectivas de futuro. Sem capacidade de se financiarem no exterior e pouco capitalizadas, milhares de empresas podem asfixiar. A inovação incremental destrói emprego, pois estamos a pedir às empresas para serem mais produtivas e isso significa que uma parte da sua eficiência passará por menos gente. Só a inovação radical diminui o desemprego: novas empresas, novos produtos, novos mercados. Todos os estudos evidenciam que essas empresas criam mais emprego, mais qualificado e exportam mais. A nossa política económica devia estar voltada para isso: fazer de Portugal uma start up nation. A actual crise custou à Europa seis milhões de empregos e muitos desses postos de trabalho não vão voltar. É indispensável estimular novas fontes de crescimento. A Europa tem um grande défice de empresas inovadoras, jovens e de crescimento rápido. Nos EUA, entre 1992 e 2005, 64 por cento dos empregos foram criados por empresas com menos de cinco anos.
Como é que a Europa pode encurtar essa distância em relação aos Estados Unidos?
Há dois tipos de inovação, a incremental e a radical. A primeira é fazer cada vez melhor, mais com menos recursos. A Europa é boa nisso. A segunda, significa inventar o futuro. Aqui, os americanos dominam. Veja-se os telemóveis: foram as universidades e as empresas europeias a desenvolver o standard GSM e até há pouco a Europa era rainha e senhora neste mercado. Mas a Apple introduz o iPhone e um mercado totalmente novo, de centenas de milhares de aplicações. A Google reage com o Android, hoje com mais adesões diárias. Em escassos anos, a liderança mundial deste mercado passou para o outro lado do Atlântico, para a Califórnia, o lugar onde nada é impossível.
E onde fica a Europa?
Os programas de investigação europeus - cada vez mais burocráticos - favorecem as grandes empresas de hoje e ignoram as grandes empresas de amanhã. A prioridade europeia devia ser uma nova vaga empreendedora, capaz de criar um novo optimismo e um renascimento económico e social. É vital reforçar o mercado interno, criar um mercado único europeu para a inovação, acabando com a fragmentação actual.
Como?
Olhe, reduzindo drasticamente a complexidade e custos das patentes. Obter uma patente nos 27 países da União Europeia é 15 vezes mais caro do que nos EUA. E precisamos de aumentar o investimento em capital de risco. Os bancos mostram-se relutantes em emprestar a empresas sem colateral, pelo que o papel do capital de risco é decisivo para financiar as empresas. Ora, as empresas com potencial para se internacionalizar têm acesso muito limitado, pois a maior parte dos fundos de venture capital na Europa são pequenos.
Faz parte do grupo Innovation Union (União da Inovação) - que funciona junto da Comissão Europeia. Já conseguiu convencer Durão Barroso e a Comissão das vantagens de apoiar ideias inovadoras em vez de auto-estradas?
A Europa tem de passar das auto-estradas para as redes do futuro: banda larga e redes eléctricas inteligentes. Essas redes são a chave para novos empregos e novos mercados e para a redução de custos. Mas sem novos serviços, a apetência por estas redes ficará muito aquém do seu potencial. O grande driver do progresso terá de ser a criatividade de consumidores e empreendedores. Assim serão criados novos modelos de negócio e estímulo a novos padrões de consumo. Nos anos 1980 e 1990, a agenda da inovação esteve focada exclusivamente nas empresas. Hoje, a Europa precisa de mobilizar a criatividade colectiva para melhorar a capacidade de inovação e responder aos desafios sociais do nosso tempo: o envelhecimento, o desemprego juvenil e a redução das emissões de carbono.
Como é que isso se faz, se temos cada vez menos orçamento e uma enorme pressão para reduzir o défice?
Cortar nos desperdícios é fundamental, mas não chega: fazer mais com menos implica inovar radicalmente. A forma mais fácil de reduzir o défice é cortar nos salários e eliminar e reduzir serviços públicos. A forma mais inteligente é mobilizar a sociedade para criar novas soluções para as questões sociais. Em vez de reduzirmos a oferta de serviços públicos, devemos reduzir a procura. Como se faz? Prevenir o crime fica mais barato do que pôr mais polícias na rua. Se melhorar a autonomia dos doentes com doenças crónicas, estes não precisam de ir constantemente ao hospital. Um tempo de crise deve ser um tempo de criatividade social. E teremos uma nova lógica - sociedade do bem estar (welfare society) e não Estado de bem estar (welfare State). Se se acreditar que o Estado não tem o monopólio do serviço público, pode devolver-se o poder aos cidadãos.
Acha que alguém consegue ter boas ideias neste ambiente deprimido?
Muitas das empresas de sucesso foram criadas em períodos de crise. E todas as grandes recessões do passado foram seguidas por mudanças radicais na estrutura industrial. Na economia privada, o crescimento terá de vir das exportações. Num mundo ligado, os cidadãos de todo o mundo são clientes potenciais e recursos de alta qualidade podem ser encontrados em todo o mundo. Ou seja: nenhum país é, à partida, demasiado pequeno ou periférico. Veja-se a Holanda, a Suécia, a Dinamarca: são países pequenos mas abertos ao mundo, com empresas líderes em múltiplos sectores, um ambiente favorável ao empreendedorismo e uma cultura de rigor, de aposta permanente na ciência, na inovação e na criatividade.
Como é que podíamos estar a aproveitar esta crise do ponto de vista da inovação?
Apostando nos sectores que vão criar mais empregos: ambiente, envelhecimento, reabilitação urbana, indústrias criativas, manufactura flexível. Tornando o Estado um sistema aberto, para permitir colaboração e a criação de novos mercados. Usando o poder aquisitivo Estado para estimular a inovação. Na União Europeia, a contratação pública representa 2,155 mil milhões de euros, o equivalente a 17 por cento do PIB europeu. Nos EUA, o programa de compras do governo federal gera cerca de 1800 novos produtos anualmente, a maior parte dos quais desenvolvidos por PME inovadoras. Sugeria ainda consagrar pelo menos um por cento do orçamento de cada ministério a fundos de inovação social, destinados a financiar as melhores ideias para fazer mais com menos. Nos EUA, foi lançada uma série de fundos desse tipo pelo governo, os quais têm mobilizado milhares de projectos e financiamento privado. Vale a pena, pois, estudar os vários fundos de inovação social lançados em vários países.
Sente que o mundo está, de facto, a mudar de paradigma? Para que paradigma?
Um mundo mais com e menos para. De organizações como hierarquias a organizações como redes. De uma autoridade do topo para baixo a uma autoridade que se ganha pelo respeito entre os pares. De um mundo onde o valor nasce apenas da transacção ao mundo onde se cria valor pela relação. De políticos que falam para nós, para um mundo em que a política é uma conversação. Esta mudança significa que o futuro pertence às marcas, organizações e líderes que se assumirem como plataformas abertas, em que possamos participar na criação do futuro.
Os últimos acontecimentos no Médio Oriente enquadram-se nesse novo paradigma?
Sim. A informação está acessível, a expectativa de participação cresce sobretudo por parte de uma nova geração que não se resigna perante a corrupção e o nepotismo. Tenho andado pelo Médio Oriente e constato que a cultura ocidental é bem mais presente lá do que se imagina. Um dia veremos esta vaga inundar África.
E a manifestação de jovens que está marcada para dia 12 em Lisboa e no Porto também?
Creio que sim.
«Para nós, era inovar para sobreviver»
Isto da inovação é uma paixão. Como é que apareceu na sua vida?
O Rui Marques convidou-me para director adjunto da Forum Estudante, estava a terminar o curso de Direito. Tinha a paixão pelo jornalismo e não hesitei. Pouco depois, a Media Capital decidiu vender a revista e resolvemos assumir nós o projecto. A partir daí, aprendemos a inovar para sobreviver. Não tínhamos estudos sobre o assunto nem a inovação estava «na agenda». Se fizéssemos diferente podíamos competir com quem tinha escala. Assim fizemos, na área do múltimedia e da internet. Mais tarde, lancei a Ideias & Negócios para mostrar um Portugal inovador que não tinha lugar nas revistas económicas e iniciar uma pequena revolução cultural. A revista do «Despeça-se já!» mostrava um Portugal de novos empreendedores, gente com brilho nos olhos, grandes sonhos e ambições. Na ANJE, lancei a Academia dos Empreendedores para aproximar a universidade deste mundo.
Quando lhe fizeram o convite para ir para a Cisco, em Londres, ponderou ou aceitou rapidamente?
Aceitei rapidamente, pois gostei muito do desafio. Vim para Londres em Fevereiro de 2007. Estes quatro anos foram fantásticos e passaram num ápice.
Continua próximo do PSD. Considera regressar e voltar à política?
Não conto regressar à política partidária activa, mas mantenho um empenhamento activo no seio da sociedade civil.
«O direito ao emprego não existe»
Está a par da geração Deolinda e do movimento dos precários? O que lhe parece?
Compreendo a insatisfação e a revolta perante um sistema feito para proteger quem está. Mas, ao contrário do que diz a letra, quem estuda não é parvo, é inteligente. Estudar não é uma forma de obter emprego, é uma actividade indispensável e uma atitude permanente numa sociedade do conhecimento. Ainda mais em Portugal, onde quem tem licenciatura tem ganhos enormes face a quem não é qualificado. O emprego precário cresce porque se teima em manter uma enorme desigualdade entre quem está fora e quem está dentro do sistema.
Do ponto de vista da inovação não há direito ao emprego. Pois não?
Não tenho direito a emprego nem ele é para toda a vida. Se não está disponível, devo poder criar o meu emprego. Quanto ao governo, o que tem feito é piorar a situação: massacra os recibos verdes com impostos, regulamenta até ao limite os estágios, não facilita a contratação nem reduz os custos do emprego para as empresas. Sem perspectivas de emprego, ou os desempregados criam o seu emprego ou emigram. A opção mais fácil para os mais qualificados e mais jovens é emigrar. Aqui em Londres nunca se viram tantos portugueses, cada vez mais jovens e mais qualificados. O mundo está cheio de oportunidades.
Qual seria a sua bandeira se fizesse hoje uma manifestação?
Há dois anos, lancei com Geoff Mulgan e outros amigos um manifesto intitulado Fixing the Future. Mantém-se actual. Não basta corrigir o passado, é preciso preparar o futuro. Isso significa promover a inovação social, fomentar o empreendedorismo e focar os recursos escassos nas actividades que irão criar mais empregos. Tudo isso implica uma ruptura com a lógica actual. A dicotomia Estado/mercado está ultrapassada. Precisamos de reforçar as capacidades da sociedade encontrar novas respostas. É possível criar emprego e simultaneamente dar resposta a necessidades sociais.
«Nem imagina a minha semana passada...», diz Diogo Vasconcelos, às nove da manhã de segunda-feira.
Não é bem assim. Esta entrevista deu para fazer uma ideia: esteve marcada para uma das suas breves passagens por Lisboa, foi desmarcada e remarcada duas vezes e acabou por ser feita por videoconferência entre Porto Salvo e Londres. Tudo por causa dos problemas de agenda de Diogo Vasconcelos. Ele começou essa semana em Bruxelas a moderar um seminário com representantes dos ministros da Ciência dos 27 países da União Europeia (UE) sobre... inovação. E acabou-a em Lisboa numa reunião de um grupo que inclui a Caixa Geral de Depósitos e que pretende trazer capital de risco para jovens e inovadoras empresas portuguesas.
Mas não seria de esperar que o português que mais se dedica ao tema desta revista, a inovação, não tivesse uma agenda tão cheia.
Afinal, Diogo Vasconcelos é presidente da direcção da APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações -, director internacional da Cisco, onde coordena vários programas de inovação social como o Social Innovation Exchange - uma organização que reúne ONG nesta área -, presidente e membro de vários grupos de discussão sobre políticas de inovação dentro da UE e conselheiro do Presidente da República, para referirmos apenas as mais significativas.
E tem sido sempre assim. Foi vice-presidente e deputado do PSD. No governo de Durão Barroso, coordenou a Agência para a Sociedade do Conhecimento, que fez o Portal do Cidadão, a banda larga nas escolas, as compras electrónicas, entre outras coisas. E também fez parte da Agência para a Inovação.
Hoje, com 42 anos, este licenciado em Direito, mas que nunca exerceu advocacia, vive em Londres e parece ter encontrado na inovação a palavra-chave para a sua vida. Eis as lições, conselhos e visões de quem anda pelo mundo e acha que neste pequeno rectângulo ainda temos muito que aprender nesta área decisiva para a economia do futuro... e do presente.
Há alguma fórmula, método ou forma de pensar que propicie o aparecimento de novas ideias?
Em Where good ideas come from, Steve Johnson tenta encontrar essa resposta. E conclui que as boas ideias surgem quando diferentes intuições se confrontam. Como criar ambientes propícios a que tal aconteça? Um bom método é criar espaços para que gente com formações diferentes se encontre. Em Copenhaga, três ministérios criaram o MindLab, em que cidadãos são convidados a desenhar novos serviços públicos. A Google permite que os empregados usem vinte por cento do tempo a criar projectos além das suas funções - o Android nasceu assim. Ao contrário do que se ensina nas escolas de gestão, não é nas reuniões formais que se inova. A cafetaria da empresa é mil vezes mais importante do que a sala de reuniões.
Que conselhos daria aos empresários para terem sucesso?
Entrar num mercado em crescimento, onde seja possível fazer algo de verdadeiramente novo. Saber explicar a novidade em poucos segundos. Escolher uma boa equipa, começar pequeno, controlar bem os custos e a tesouraria. Escolher clientes exigentes. Não é um sprint, é uma maratona. Encarar cada «não» como uma pergunta. Ser flexível.
O que define e como se mede uma inovação?
Inovar é imaginar novos futuros possíveis. Quem inova é empreendedor e move-se pelo desejo de deixar uma marca. O economista austríaco Joseph Schumpeter foi o profeta da inovação. Destruição Criativa foi o nome dado a este processo de alterar o statu quo.
Uma inovação dá sempre dinheiro?
Não, inovar implica incerteza. Muitas inovações chegam antes do seu tempo. O primeiro tablet chamava-se Newton, foi lançado pela Apple em 1989 e foi um flop. Doze anos depois, o iPad conquista o mundo.
Quais são os negócios de futuro em Portugal?
Serviços e produtos a pensar no mercado dos seniores. Negócios na área do ambiente, da eficiência energética e da reabilitação urbana. Creio que é daí que virão muitos dos novos empregos.
Costumamos falar do desenrascanço português, desenrascar pode ser sinónimo de inovar?
Os portugueses são criativos, trabalhadores e adaptam-se facilmente a novos contextos. Desenrascar é uma mais-valia, mas cria excesso de confiança. Vale a pena planear. Os planos quase nunca se cumprem, mas ajudam a arrumar ideias, a identificar pontos francos, erros e objectivos.
Quando é que os portugueses foram mais inovadores? E o que é que nos faz falta agora?
Quando se abriram. Quando, confrontados com desafios difíceis, souberam mudar. Temos hoje gente mais qualificada e com mais mundo, empresas muito boas, cientistas de nível mundial e infra-estruturas de comunicações ao nível as melhores do mundo. O que falta? Confiança e capital social. Valorizar o conhecimento. Portugal tem um défice enorme de capital social, fraca mobilidade social e uma enorme incapacidade de gerar consensos sobre o futuro. A Suécia é o que é porque empresários e trabalhadores souberam construir em conjunto. Portugal não tem uma elite comprometida com o seu país, com coragem de intervir na política. Falta valorizar quem empreende, quem cria emprego.
Quem é o político português mais inovador de todos os tempos?
O infante D. Henrique.
Foi conselheiro do Presidente Cavaco Silva para esta área, o que fazia exactamente?
Acompanhava a actividade legislativa do governo e do Parlamento nas matérias ligadas à sociedade do conhecimento. Sugeria iniciativas sobre inovação, aconselhava, fazia a ponte entre a sociedade civil e a Presidência. Tive a responsabilidade da página do Presidente, que entrou no ar no momento da sua tomada de posse.
Já foi deputado e vice-presidente do PSD - continua ligado ao partido. A política portuguesa é um ambiente favorável à inovação?
A política portuguesa está sedenta de inovação. Os partidos deviam assumir-se como plataformas abertas de construção do futuro e não como grupos fechados. Deviam estar mais próximos das populações, abrir espaço a gente com vontade de participar, para além dos formatos tradicionais.
Em que medida é que a inovação é mais crucial, por exemplo, para Portugal do que para a Alemanha?
Para Portugal, a situação é de emergência. Vender mais e mais caro ao exterior implica incorporar mais conhecimento e mais design nos produtos, capitalizar as empresas, diminuir os custos e redobrar os apoios em I&D. A Alemanha é a quarta economia mundial e vai liderar a retoma europeia. Mas até a Alemanha está a mudar. Em Berlim e Munique, o que vemos? Um ambiente multicultural fantástico, atracção de talento de todo o mundo, confiança no futuro... Apesar dos cortes na despesa, a Alemanha vai fazer o maior aumento de sempre no investimento em inovação: mais 16 mil milhões de euros para educação e inovação, um aumento de dez por cento.
É director na Cisco, em Londres, e a sua vida é viajar pelo mundo de um lado para o outro. Que países estão a lidar melhor com os desafios do futuro e onde encontrou melhores exemplos?
Não é preciso ser grande nem central para inovar. Ninguém é demasiado pequeno ou periférico. Os finlandeses, por exemplo, querem dominar no design. Não só industrial mas de serviços. Fundiram três universidades - gestão, engenharia e design - para criar a Alvar Aalto University, que quer ser a primeira universidade de inovação no mundo. O design será neste século o que o marketing foi no século xx. Quando falamos de design, falamos de envolver o cliente na criação do produto. Os focus group já não chegam. Se levarem a sério este desafio de criar com e não para, as empresas vão precisar menos de MBA e mais de antropólogos. Israel é um outro exemplo. Há quarenta anos exportava laranjas e têxteis de baixo valor. Hoje, 53 por cento das exportações são alta tecnologia. É o segundo país mais atraente para capital de risco, o maior investidor mundial em I&D per capita, o primeiro não-americano com empresas no Nasdaq. Uma verdadeira start up nation. Um dos grandes responsáveis por isso foi Yigal Erlich, chief cientist nos anos 1990. Lançou o Yozma que atraiu para Israel a nata do capital de risco mundial. Passou de três a oitenta fundos de capital de risco e de 350 a 3500 start ups tecnológicas.
Na semana passada, esteve em Lisboa para uma reunião de investidores de capital de risco. Será por aí o nosso caminho?
Uma política de inovação mais ambiciosa e radical - um verdadeiro restart - passa essencialmente pela criação de espaço para os novos empreendedores e, em especial, para os mais radicais. Portugal tem de ser um paraíso para os empreendedores ambiciosos, pois só um surto de novas iniciativas empresariais pode criar emprego e abrir perspectivas de futuro. Sem capacidade de se financiarem no exterior e pouco capitalizadas, milhares de empresas podem asfixiar. A inovação incremental destrói emprego, pois estamos a pedir às empresas para serem mais produtivas e isso significa que uma parte da sua eficiência passará por menos gente. Só a inovação radical diminui o desemprego: novas empresas, novos produtos, novos mercados. Todos os estudos evidenciam que essas empresas criam mais emprego, mais qualificado e exportam mais. A nossa política económica devia estar voltada para isso: fazer de Portugal uma start up nation. A actual crise custou à Europa seis milhões de empregos e muitos desses postos de trabalho não vão voltar. É indispensável estimular novas fontes de crescimento. A Europa tem um grande défice de empresas inovadoras, jovens e de crescimento rápido. Nos EUA, entre 1992 e 2005, 64 por cento dos empregos foram criados por empresas com menos de cinco anos.
Como é que a Europa pode encurtar essa distância em relação aos Estados Unidos?
Há dois tipos de inovação, a incremental e a radical. A primeira é fazer cada vez melhor, mais com menos recursos. A Europa é boa nisso. A segunda, significa inventar o futuro. Aqui, os americanos dominam. Veja-se os telemóveis: foram as universidades e as empresas europeias a desenvolver o standard GSM e até há pouco a Europa era rainha e senhora neste mercado. Mas a Apple introduz o iPhone e um mercado totalmente novo, de centenas de milhares de aplicações. A Google reage com o Android, hoje com mais adesões diárias. Em escassos anos, a liderança mundial deste mercado passou para o outro lado do Atlântico, para a Califórnia, o lugar onde nada é impossível.
E onde fica a Europa?
Os programas de investigação europeus - cada vez mais burocráticos - favorecem as grandes empresas de hoje e ignoram as grandes empresas de amanhã. A prioridade europeia devia ser uma nova vaga empreendedora, capaz de criar um novo optimismo e um renascimento económico e social. É vital reforçar o mercado interno, criar um mercado único europeu para a inovação, acabando com a fragmentação actual.
Como?
Olhe, reduzindo drasticamente a complexidade e custos das patentes. Obter uma patente nos 27 países da União Europeia é 15 vezes mais caro do que nos EUA. E precisamos de aumentar o investimento em capital de risco. Os bancos mostram-se relutantes em emprestar a empresas sem colateral, pelo que o papel do capital de risco é decisivo para financiar as empresas. Ora, as empresas com potencial para se internacionalizar têm acesso muito limitado, pois a maior parte dos fundos de venture capital na Europa são pequenos.
Faz parte do grupo Innovation Union (União da Inovação) - que funciona junto da Comissão Europeia. Já conseguiu convencer Durão Barroso e a Comissão das vantagens de apoiar ideias inovadoras em vez de auto-estradas?
A Europa tem de passar das auto-estradas para as redes do futuro: banda larga e redes eléctricas inteligentes. Essas redes são a chave para novos empregos e novos mercados e para a redução de custos. Mas sem novos serviços, a apetência por estas redes ficará muito aquém do seu potencial. O grande driver do progresso terá de ser a criatividade de consumidores e empreendedores. Assim serão criados novos modelos de negócio e estímulo a novos padrões de consumo. Nos anos 1980 e 1990, a agenda da inovação esteve focada exclusivamente nas empresas. Hoje, a Europa precisa de mobilizar a criatividade colectiva para melhorar a capacidade de inovação e responder aos desafios sociais do nosso tempo: o envelhecimento, o desemprego juvenil e a redução das emissões de carbono.
Como é que isso se faz, se temos cada vez menos orçamento e uma enorme pressão para reduzir o défice?
Cortar nos desperdícios é fundamental, mas não chega: fazer mais com menos implica inovar radicalmente. A forma mais fácil de reduzir o défice é cortar nos salários e eliminar e reduzir serviços públicos. A forma mais inteligente é mobilizar a sociedade para criar novas soluções para as questões sociais. Em vez de reduzirmos a oferta de serviços públicos, devemos reduzir a procura. Como se faz? Prevenir o crime fica mais barato do que pôr mais polícias na rua. Se melhorar a autonomia dos doentes com doenças crónicas, estes não precisam de ir constantemente ao hospital. Um tempo de crise deve ser um tempo de criatividade social. E teremos uma nova lógica - sociedade do bem estar (welfare society) e não Estado de bem estar (welfare State). Se se acreditar que o Estado não tem o monopólio do serviço público, pode devolver-se o poder aos cidadãos.
Acha que alguém consegue ter boas ideias neste ambiente deprimido?
Muitas das empresas de sucesso foram criadas em períodos de crise. E todas as grandes recessões do passado foram seguidas por mudanças radicais na estrutura industrial. Na economia privada, o crescimento terá de vir das exportações. Num mundo ligado, os cidadãos de todo o mundo são clientes potenciais e recursos de alta qualidade podem ser encontrados em todo o mundo. Ou seja: nenhum país é, à partida, demasiado pequeno ou periférico. Veja-se a Holanda, a Suécia, a Dinamarca: são países pequenos mas abertos ao mundo, com empresas líderes em múltiplos sectores, um ambiente favorável ao empreendedorismo e uma cultura de rigor, de aposta permanente na ciência, na inovação e na criatividade.
Como é que podíamos estar a aproveitar esta crise do ponto de vista da inovação?
Apostando nos sectores que vão criar mais empregos: ambiente, envelhecimento, reabilitação urbana, indústrias criativas, manufactura flexível. Tornando o Estado um sistema aberto, para permitir colaboração e a criação de novos mercados. Usando o poder aquisitivo Estado para estimular a inovação. Na União Europeia, a contratação pública representa 2,155 mil milhões de euros, o equivalente a 17 por cento do PIB europeu. Nos EUA, o programa de compras do governo federal gera cerca de 1800 novos produtos anualmente, a maior parte dos quais desenvolvidos por PME inovadoras. Sugeria ainda consagrar pelo menos um por cento do orçamento de cada ministério a fundos de inovação social, destinados a financiar as melhores ideias para fazer mais com menos. Nos EUA, foi lançada uma série de fundos desse tipo pelo governo, os quais têm mobilizado milhares de projectos e financiamento privado. Vale a pena, pois, estudar os vários fundos de inovação social lançados em vários países.
Sente que o mundo está, de facto, a mudar de paradigma? Para que paradigma?
Um mundo mais com e menos para. De organizações como hierarquias a organizações como redes. De uma autoridade do topo para baixo a uma autoridade que se ganha pelo respeito entre os pares. De um mundo onde o valor nasce apenas da transacção ao mundo onde se cria valor pela relação. De políticos que falam para nós, para um mundo em que a política é uma conversação. Esta mudança significa que o futuro pertence às marcas, organizações e líderes que se assumirem como plataformas abertas, em que possamos participar na criação do futuro.
Os últimos acontecimentos no Médio Oriente enquadram-se nesse novo paradigma?
Sim. A informação está acessível, a expectativa de participação cresce sobretudo por parte de uma nova geração que não se resigna perante a corrupção e o nepotismo. Tenho andado pelo Médio Oriente e constato que a cultura ocidental é bem mais presente lá do que se imagina. Um dia veremos esta vaga inundar África.
E a manifestação de jovens que está marcada para dia 12 em Lisboa e no Porto também?
Creio que sim.
«Para nós, era inovar para sobreviver»
Isto da inovação é uma paixão. Como é que apareceu na sua vida?
O Rui Marques convidou-me para director adjunto da Forum Estudante, estava a terminar o curso de Direito. Tinha a paixão pelo jornalismo e não hesitei. Pouco depois, a Media Capital decidiu vender a revista e resolvemos assumir nós o projecto. A partir daí, aprendemos a inovar para sobreviver. Não tínhamos estudos sobre o assunto nem a inovação estava «na agenda». Se fizéssemos diferente podíamos competir com quem tinha escala. Assim fizemos, na área do múltimedia e da internet. Mais tarde, lancei a Ideias & Negócios para mostrar um Portugal inovador que não tinha lugar nas revistas económicas e iniciar uma pequena revolução cultural. A revista do «Despeça-se já!» mostrava um Portugal de novos empreendedores, gente com brilho nos olhos, grandes sonhos e ambições. Na ANJE, lancei a Academia dos Empreendedores para aproximar a universidade deste mundo.
Quando lhe fizeram o convite para ir para a Cisco, em Londres, ponderou ou aceitou rapidamente?
Aceitei rapidamente, pois gostei muito do desafio. Vim para Londres em Fevereiro de 2007. Estes quatro anos foram fantásticos e passaram num ápice.
Continua próximo do PSD. Considera regressar e voltar à política?
Não conto regressar à política partidária activa, mas mantenho um empenhamento activo no seio da sociedade civil.
«O direito ao emprego não existe»
Está a par da geração Deolinda e do movimento dos precários? O que lhe parece?
Compreendo a insatisfação e a revolta perante um sistema feito para proteger quem está. Mas, ao contrário do que diz a letra, quem estuda não é parvo, é inteligente. Estudar não é uma forma de obter emprego, é uma actividade indispensável e uma atitude permanente numa sociedade do conhecimento. Ainda mais em Portugal, onde quem tem licenciatura tem ganhos enormes face a quem não é qualificado. O emprego precário cresce porque se teima em manter uma enorme desigualdade entre quem está fora e quem está dentro do sistema.
Do ponto de vista da inovação não há direito ao emprego. Pois não?
Não tenho direito a emprego nem ele é para toda a vida. Se não está disponível, devo poder criar o meu emprego. Quanto ao governo, o que tem feito é piorar a situação: massacra os recibos verdes com impostos, regulamenta até ao limite os estágios, não facilita a contratação nem reduz os custos do emprego para as empresas. Sem perspectivas de emprego, ou os desempregados criam o seu emprego ou emigram. A opção mais fácil para os mais qualificados e mais jovens é emigrar. Aqui em Londres nunca se viram tantos portugueses, cada vez mais jovens e mais qualificados. O mundo está cheio de oportunidades.
Qual seria a sua bandeira se fizesse hoje uma manifestação?
Há dois anos, lancei com Geoff Mulgan e outros amigos um manifesto intitulado Fixing the Future. Mantém-se actual. Não basta corrigir o passado, é preciso preparar o futuro. Isso significa promover a inovação social, fomentar o empreendedorismo e focar os recursos escassos nas actividades que irão criar mais empregos. Tudo isso implica uma ruptura com a lógica actual. A dicotomia Estado/mercado está ultrapassada. Precisamos de reforçar as capacidades da sociedade encontrar novas respostas. É possível criar emprego e simultaneamente dar resposta a necessidades sociais.
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Diogo Vasconcelos vai dar nome a prémios
A Universidade do Porto (UP) e a Associação Comercial do Porto (ACP) vão dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de inovação e empreendedorismo que tinham criado, homenageando assim o gestor que faleceu quinta-feira.
Diogo Vasconcelos, que foi mandatário digital da candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de janeiro deste ano, morreu na quinta-feira à noite em Londres, Inglaterra, aos 43 anos, vítima de paragem cardíaca.
Através de comunicado, é anunciado que "a Universidade do Porto e a Associação Comercial do Porto decidiram hoje dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de empreendedorismo e inovação que as duas instituições criaram no início do mês passado".
Desta forma, continua o texto, homenageia-se "o gestor portuense ontem falecido e o trabalho que desenvolveu na promoção do espírito empreendedor na sociedade portuguesa e criação de condições para uma maior cooperação entre universidades e indústrias no capítulo da inovação".
Os prémios ACP - Technology Export e ACP - Applied Research, cuja primeira edição arrancou a 13 de Junho, passam a chamar-se Prémio Diogo Vasconcelos - Technology Export e Prémio Diogo Vasconcelos - Applied Research.
Estes prémios anuais vão distinguir a empresa 'start-up' ou 'spin-off' da UP com maior potencial de internacionalização e o melhor projeto de investigação desenvolvido na universidade em cooperação com empresas portuguesas, "dois dos conceitos mais defendidos por Diogo Vasconcelos", adianta-se.
Diogo Vasconcelos, que foi mandatário digital da candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de janeiro deste ano, morreu na quinta-feira à noite em Londres, Inglaterra, aos 43 anos, vítima de paragem cardíaca.
Através de comunicado, é anunciado que "a Universidade do Porto e a Associação Comercial do Porto decidiram hoje dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de empreendedorismo e inovação que as duas instituições criaram no início do mês passado".
Desta forma, continua o texto, homenageia-se "o gestor portuense ontem falecido e o trabalho que desenvolveu na promoção do espírito empreendedor na sociedade portuguesa e criação de condições para uma maior cooperação entre universidades e indústrias no capítulo da inovação".
Os prémios ACP - Technology Export e ACP - Applied Research, cuja primeira edição arrancou a 13 de Junho, passam a chamar-se Prémio Diogo Vasconcelos - Technology Export e Prémio Diogo Vasconcelos - Applied Research.
Estes prémios anuais vão distinguir a empresa 'start-up' ou 'spin-off' da UP com maior potencial de internacionalização e o melhor projeto de investigação desenvolvido na universidade em cooperação com empresas portuguesas, "dois dos conceitos mais defendidos por Diogo Vasconcelos", adianta-se.
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in www.dn.pt
Networking para empreendedores
We Are Partners é o nome dado a uma iniciativa que decorre no próximo dia 16 de Julho e que tem como objectivo reunir e pôr em contacto empreendedores com interesses semelhantes e competências complementares.
A organização do encontro está a cargo da Beta-i, Associação para a Promoção da Inovação e Empreendedorismo, em parceria com a NetValueVentures (plataforma de investimento e apoio financeiro a startups) e o Billy The Group, uma criadora e aceleradora de startups na área criativa.
O principal objectivo é criar condições para cruzar competências e formar equipas de trabalho, que possam desenvolver projectos empresariais em parceria, explicam os promotores numa nota de imprensa.
"Para criar uma startup de sucesso é preciso uma boa ideia e uma boa equipa. Uma equipa de sócios complementares, que junte sonhadores a "implementadores", thinkers a doers", afirma Pedro Rocha Vieira, residente da Beta-i.
O evento agendado para o próximo dia 16 de Julho no espaço do Billy the Group conta com Pedro Brito da Jason Associates/Talent City como orador principal. O responsável vai partilhar com a audiência a experiência como empreendedor e a visão sobre o talento em projectos de empreendedorismo, como aliás costuma acontecer nas Beta-Talks que a Beta-i promove regularmente desde Fevereiro de 2011.
A grande novidade desta edição dos encontros (que pela primeira vez se realiza em parceria com o Billy the Group) é o facto de pela primeira vez estar prevista a promoção activa do networking entre empreendedores, com o objectivo de ajudar a encontrar características complementares que permitam formar equipas.
Os pais empreendedores contam também com um espaço de babysitting e actividades para crianças.
A participação no evento, que tem início às 19 horas é gratuita mas exige registo, que pode ser feito online.
A organização do encontro está a cargo da Beta-i, Associação para a Promoção da Inovação e Empreendedorismo, em parceria com a NetValueVentures (plataforma de investimento e apoio financeiro a startups) e o Billy The Group, uma criadora e aceleradora de startups na área criativa.
O principal objectivo é criar condições para cruzar competências e formar equipas de trabalho, que possam desenvolver projectos empresariais em parceria, explicam os promotores numa nota de imprensa.
"Para criar uma startup de sucesso é preciso uma boa ideia e uma boa equipa. Uma equipa de sócios complementares, que junte sonhadores a "implementadores", thinkers a doers", afirma Pedro Rocha Vieira, residente da Beta-i.
O evento agendado para o próximo dia 16 de Julho no espaço do Billy the Group conta com Pedro Brito da Jason Associates/Talent City como orador principal. O responsável vai partilhar com a audiência a experiência como empreendedor e a visão sobre o talento em projectos de empreendedorismo, como aliás costuma acontecer nas Beta-Talks que a Beta-i promove regularmente desde Fevereiro de 2011.
A grande novidade desta edição dos encontros (que pela primeira vez se realiza em parceria com o Billy the Group) é o facto de pela primeira vez estar prevista a promoção activa do networking entre empreendedores, com o objectivo de ajudar a encontrar características complementares que permitam formar equipas.
Os pais empreendedores contam também com um espaço de babysitting e actividades para crianças.
A participação no evento, que tem início às 19 horas é gratuita mas exige registo, que pode ser feito online.
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in TEK - sapo.pt
Jovens aprendem a ser cientistas e empreendedores
Criado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica com o objectivo de inserir alunos do ensino secundário no ambiente real de investigação, o programa «Ocupação Científica de Jovens nas Férias» tem, há 15 anos, aproximado jovens alunos de investigadores, definindo mesmo carreiras futuras na área das ciências e tecnologias.
O lançamento do programa deste ano teve hoje lugar no INESC-Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) com a apresentação de dois projectos de alunos que participaram na oficina de trabalho «À descoberta do meu lado empreendedor». Na oficina aprenderam a fazer um programa de negócios para um produto de base tecnológica.
Fazer um plano para a concepção, produção e comercialização de um determinado produto foi o que os alunos fizeram em apenas um dia e meio de trabalho no INESC. Um grupo apresentou um robô cortador de relva automático e o outro um projecto para comida auto-aquecida, uma espécie de “marmita para o século XXI”.
Os alunos apresentaram os projectos na presença da Rosalia Vargas, presidente do Ciência Viva, José Manuel Mendonça, presidente do INESC Porto, e Paulo Ferreira dos Santos, CEO da Tomorrow Options, empresa spin-off do INESC Porto/FEUP, com filial em Inglaterra, e que representa um exemplo de empreendedorismo nacional bem sucedido.
No lançamento do programa, Paulo Ferreira dos Santos falou da sua empresa, destacando a necessidade de se fazer mais investigação aplicada, “que tenha potencialidade comercial e capacidade de arriscar”. Na Tomorrow Options “trabalhamos com pessoas novas, com nova mentalidade, coragem e conhecimento técnico”, acrescentou.
Rosalia Vargas contou um pouco da história inicial do programa, referindo o encontro em Coimbra com o cientista Arsélio Pato de Carvalho. “Ele passou muito tempo nos EUA e disse-me logo que este programa não ia funcionar porque as coisas em Portugal são muito lentas. Disse também que detestava perder tempo. Eu disse que também detestava e que acreditava neste projecto”, contou. Quase 15 anos passaram e o projecto continua e “nem pode mesmo crescer mais”.
O presidente do INESC-Porto realçou que se deve apostar numa ciência com “relevância social e impacto económico”.
O lançamento do programa deste ano teve hoje lugar no INESC-Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) com a apresentação de dois projectos de alunos que participaram na oficina de trabalho «À descoberta do meu lado empreendedor». Na oficina aprenderam a fazer um programa de negócios para um produto de base tecnológica.
Fazer um plano para a concepção, produção e comercialização de um determinado produto foi o que os alunos fizeram em apenas um dia e meio de trabalho no INESC. Um grupo apresentou um robô cortador de relva automático e o outro um projecto para comida auto-aquecida, uma espécie de “marmita para o século XXI”.
Os alunos apresentaram os projectos na presença da Rosalia Vargas, presidente do Ciência Viva, José Manuel Mendonça, presidente do INESC Porto, e Paulo Ferreira dos Santos, CEO da Tomorrow Options, empresa spin-off do INESC Porto/FEUP, com filial em Inglaterra, e que representa um exemplo de empreendedorismo nacional bem sucedido.
No lançamento do programa, Paulo Ferreira dos Santos falou da sua empresa, destacando a necessidade de se fazer mais investigação aplicada, “que tenha potencialidade comercial e capacidade de arriscar”. Na Tomorrow Options “trabalhamos com pessoas novas, com nova mentalidade, coragem e conhecimento técnico”, acrescentou.
Rosalia Vargas contou um pouco da história inicial do programa, referindo o encontro em Coimbra com o cientista Arsélio Pato de Carvalho. “Ele passou muito tempo nos EUA e disse-me logo que este programa não ia funcionar porque as coisas em Portugal são muito lentas. Disse também que detestava perder tempo. Eu disse que também detestava e que acreditava neste projecto”, contou. Quase 15 anos passaram e o projecto continua e “nem pode mesmo crescer mais”.
O presidente do INESC-Porto realçou que se deve apostar numa ciência com “relevância social e impacto económico”.
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in www.cienciahoje.pt
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Câmara de Lisboa lança rede social de inovação para munícipes empreendedores
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai utilizar a nova plataforma da startup Inocrowd para lançar uma rede social de inovação dirigida aos seus munícipes empreendedores.
De acordo com o Fibra, a notícia foi avançada durante a apresentação oficial desta startup, que criou a primeira rede online portuguesa que permite às empresas procurar inovação e tecnologia junto de investigadores de universidades de todo o mundo.
A CML pretende, através desta ferramenta, promover o empreendedorismo ligado à inovação no município, aproveitando para agregar ideias para atrair e manter inovação e perceber qual o melhor modelo para a gestão desta rede social.
O prémio para a melhor ideia é de 5 mil euros, sendo que a autarquia pretende que o vencedor tenha um ano para implementar e criar a nova rede, a primeira no universo autárquico. Ou seja, até ao Verão de 2012.
Recorde-se que a Inocrowd é apadrinhada pela PT Inovação, Brisa Inovação, ERA Portugal e Câmara Municipal de Lisboa.
De acordo com o Fibra, a notícia foi avançada durante a apresentação oficial desta startup, que criou a primeira rede online portuguesa que permite às empresas procurar inovação e tecnologia junto de investigadores de universidades de todo o mundo.
A CML pretende, através desta ferramenta, promover o empreendedorismo ligado à inovação no município, aproveitando para agregar ideias para atrair e manter inovação e perceber qual o melhor modelo para a gestão desta rede social.
O prémio para a melhor ideia é de 5 mil euros, sendo que a autarquia pretende que o vencedor tenha um ano para implementar e criar a nova rede, a primeira no universo autárquico. Ou seja, até ao Verão de 2012.
Recorde-se que a Inocrowd é apadrinhada pela PT Inovação, Brisa Inovação, ERA Portugal e Câmara Municipal de Lisboa.
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in www.greensavers.pt
Fórum sobre empreendedorismo é uma acção no combate contra fome
Dundo - O governador da província da Lunda Norte, Ernesto Muangala, considerou nesta quinta-feira, no Dundo, que o Fórum de Empreendedorismo promovido pelo seu executivo é uma acção de grande importância no combate à pobreza e ao desemprego.
No seu discurso de boas vindas aos participantes, o governante disse que as autoridades decidiram realizar este evento com o objectivo de proporcionar uma reflexão profunda sobre importância do estímulo e incutir na sociedade uma nova mentalidade empreendedora.
Fez saber que a província precisa despertar a atenção da sua população para espírito empreendedor, tendo sublinhado que o empreendedorismo, enquanto motor das sociedades modernas, é um processo de construção de novas mentalidades e como tal é
processo continuado.
"Formatamos este fórum de modo a podermos oferecer aos participantes todo um conjunto de conhecimentos estruturados especialmente dirigidos aos jovens licenciados e instituições, financeiras e empresários para desenvolvimento sócio económico
da nossa província, e do país em geral,"afirmou.
Exortou aos participantes no sentido de identificar os modelos necessários para proporcionar a população da Lunda Norte um futuro promissor, rico e desafios aliciantes.
"O Reforço do Sector Privado Agrícola e Industrial", "A Importância do Contributo das Empresas de Serviços, da Indústria Criativa e da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável de uma Região" bem como "A Qualificação de recursos Humanos, Sistemas de Financiamentos e Benefícios Fiscais de Investimentos Sustentáveis", são, entre outros, temas em agenda.
Presidiu a cerimónia da abertura o ministro da Economia, Abraão Gourgel, testemunhada pelos ministros da Saúde, José Van-Dúnem, Assuntos Parlamentares, Norberto dos Santos "Kwata Kanawa", as ministras do Planeamento, Ana Dias Lourenço, da Cultura, Rosa Cruz e Silva, Tecnologias de Informação, Cândida Maria Teixeira, do vice ministro da indústria, Kiala Gabriel, da Governadora da Lunda Sul e Membros dos executivos da Lunda Norte e Sul.
No seu discurso de boas vindas aos participantes, o governante disse que as autoridades decidiram realizar este evento com o objectivo de proporcionar uma reflexão profunda sobre importância do estímulo e incutir na sociedade uma nova mentalidade empreendedora.
Fez saber que a província precisa despertar a atenção da sua população para espírito empreendedor, tendo sublinhado que o empreendedorismo, enquanto motor das sociedades modernas, é um processo de construção de novas mentalidades e como tal é
processo continuado.
"Formatamos este fórum de modo a podermos oferecer aos participantes todo um conjunto de conhecimentos estruturados especialmente dirigidos aos jovens licenciados e instituições, financeiras e empresários para desenvolvimento sócio económico
da nossa província, e do país em geral,"afirmou.
Exortou aos participantes no sentido de identificar os modelos necessários para proporcionar a população da Lunda Norte um futuro promissor, rico e desafios aliciantes.
"O Reforço do Sector Privado Agrícola e Industrial", "A Importância do Contributo das Empresas de Serviços, da Indústria Criativa e da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável de uma Região" bem como "A Qualificação de recursos Humanos, Sistemas de Financiamentos e Benefícios Fiscais de Investimentos Sustentáveis", são, entre outros, temas em agenda.
Presidiu a cerimónia da abertura o ministro da Economia, Abraão Gourgel, testemunhada pelos ministros da Saúde, José Van-Dúnem, Assuntos Parlamentares, Norberto dos Santos "Kwata Kanawa", as ministras do Planeamento, Ana Dias Lourenço, da Cultura, Rosa Cruz e Silva, Tecnologias de Informação, Cândida Maria Teixeira, do vice ministro da indústria, Kiala Gabriel, da Governadora da Lunda Sul e Membros dos executivos da Lunda Norte e Sul.
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in AngolaPress
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