sábado, 16 de julho de 2011

Disney - Crenças que Criam




There’s really no secret about our approach. We keep moving forward – opening up new doors and doing new things – because we’re curious. And curiosity keeps leading us down new paths. We’re always exploring and experimenting.

The whole thing here is the organization.
Whatever we accomplish belongs to our entire group,
a tribute to our combined effort.

Walt Disney
.

Apenas numa cultura cooperativa as pessoas sentem que a expressão das suas ideias é valorizada e é por isso que implementar esta cultura é fundamental para desenvolver um clima organizacional criativo na sua organização.
Uma verdadeira cultura cooperativa é aquela na qual os colaboradores se sentem confortáveis não só a expressar as suas ideias mas também a analisar, a criticar e a agir sobre elas.
Usando como estudo de caso a cultura organizacional da Walt Disney, seleccionei as 10 crenças que as pessoas têm neste tipo de cultura e que promovem um ambiente propício à criatividade e inovação. Quantas delas já são pensadas pelas pessoas com quem trabalha?

1. Toda a gente é criativa.
Isto significa que toda a gente pensa que tem ideias para melhorar processos de trabalho ou criar novas possibilidades de acção. O desafio começa em criar um ambiente no qual qualquer um partilhe de facto as suas ideias.
Embora existam muitos obstáculos que impedem a livre expressão de ideias, o motivo latente dessas barreiras é o sentimento de incerteza ou insegurança sobre como os outros irão reagir. E se eles não gostarem da minha ideia?

2. As minhas ideias estão separadas da minha identidade
Numa cultura cooperativa, as pessoas acreditam que todos os indivíduos na organização têm valor só por serem quem são e trazerem a sua perspectiva única para a mesa. Esta cultura é reforçada quando as pessoas compreendem que o seu valor não é medido apenas pela qualidade das suas ideias, mas que são valorizados pelo simples facto de expressarem ideias.
Acreditam que as ideias, uma vez expressas, já não têm um dono. A cultura cooperativa não opera no princípio de “a minha ideia contra a tua ideia,” mas antes, “vamos escolher a melhor das nossas ideias.”
A chave consiste em construir relações genuínas entre as pessoas para que as ideias possam ser expressas honestamente e sem medos. Nesta cultura, é fundamental compreender que as relações que as pessoas estabelecem umas com as outras são mais importantes do que as conexões que estabelecem com as ideias.

3. Identifico-me com a missão desta organização.
A identidade organizacional é integrada pelo colaborador e envolve a identidade individual. Uma identidade organizacional consistente inspira e atrai as pessoas para um objectivo comum.
Quando as pessoas vêm uma organização que procura satisfazer um objectivo que tem um significado para si, querem fazer parte dela. Ser parte dessa organização traz satisfação enquanto indivíduos.
Fazer parte de algo maior e mais durável do que o Eu gera orgulho. Actuando sozinhos, os indivíduos estão limitados à sua habilidade para criar impacto. Mas como parte de uma organização maior, os colaboradores podem trabalhar juntos para influenciarem o seu mundo e criarem um impacto duradouro.
Saber que se tem a oportunidade de contribuir para um legado que irá permanecer para além de nós gera uma sensação de orgulho e auto-estima.

4. Tenho coragem para fazer a diferença.
De tempos em tempos, as pessoas nas empresas ficam numa situação na qual perguntam a si próprias, ‘Será que alguém notaria se eu não estivesse aqui?’
A paixão cresce quando os colaboradores acreditam que o seu trabalho e a sua opinião acrescenta valor à organização e às pessoas envolvidas.
Numa cultura cooperativa as pessoas são reconhecidas pela forma como contribuem para a identidade organizacional com a sua visão única.
Cada um sente que faz a diferença e tem a coragem necessária para tomar a iniciativa e expressar as suas ideias independentemente da função que ocupa na organização.

5. Partilhamos os mesmos valores.
Os nossos valores são aquilo que é importante para nós; são demonstrados através dos comportamentos que exibimos. Os indivíduos, consciente ou inconscientemente, decidem o que querem fazer com o seu tempo cada dia. Aquilo que fazem envia uma mensagem acerca do que é importante para si; toda a gente inventa tempo para aquilo que valoriza.
Colectivamente, aquilo que as pessoas fazem na organização envia mensagens para o mundo acerca daquilo que é importante para a organização.
Partilhar valores comuns é a base na qual construímos as relações. Numa organização com uma cultura cooperativa e uma bem definida identidade organizacional, os colaboradores são capazes de criar laços através dos valores que partilham com os demais.
Estes valores, que foram abertamente comunicados e se tornaram parte da linguagem diária da cultura, estabelecem claras expectativas acerca do comportamento de cada um.
Os desacordos ocorrem regularmente num ambiente criativo. No entanto, essas divergências não têm de parar o processo criativo ou danificar as relações, desde que as pessoas saibam que uma certa dose de desacordo é esperada e encorajada.
As divergências aparecem, habitualmente, devido à diferença de valores. Por isso, enfatizar a partilha de valores ajuda cada um a determinar o que é importante e minimiza conflitos.

6. Comunicamos abertamente.
Os colaboradores devem ter consciência da forma como o seu trabalho contribui para os objectivos da organização.
A comunicação ajuda na prossecução dos objectivos. As pessoas não querem apenas ouvir coisas boas acerca do seu trabalho, precisam também de perceber como é que estão, ou podem, fazer a diferença.
Pelo mesmo motivo, o feedback ajuda os colaboradores a compreenderem como é que podem melhorar o seu desempenho e deve ser feito de forma a que sejam elas a se preocuparem e se responsabilizarem pelo seu próprio desenvolvimento.

7. Mantemos a nossa palavra.
Numa cultura cooperativa os colaboradores devem sentir que aqueles que os rodeiam possuem carácter e integridade.
Eles confiam que a informação pertinente é partilhada abertamente e que os pares mantêm as suas promessas.
A honestidade, transparência e cumprimento da palavra por parte da liderança é fundamental para estabelecer um padrão e um modelo para a equipa.
8. Somos competentes para desempenhar os nossos papéis.
Para que a organização seja bem sucedida, não só os papéis devem estar claramente definidos, mas também deve existir a confiança de que toda a gente é capaz de desempenhar bem o seu papel.
Quando esta confiança falta, os elementos da equipa perdem tempo a criticar o desempenho dos outros ou a fazer o trabalho por eles.
A confiança na competência dos papéis pode ser desenvolvida reconhecendo que as pessoas precisam de tempo para crescer nas suas funções e que estão a ser acompanhadas na direcção dos objectivos.

9. Ajudamo-nos mutuamente a crescer e a aprender.
Numa cultura cooperativa, as relações são tão fortes que toda a gente está focada em ajudar o outro. Existe a confiança de que os colaboradores têm uma rede de segurança de pessoas à volta a cuidar dos seus melhores interesses, motivando-os para novos desafios, e encorajando-os no seu crescimento profissional.
Quando as pessoas dentro de uma organização confiam umas nas outras a este nível, isto propulsiona a organização para novos níveis de performance.

10. É melhor ter diferentes perspectivas na nossa equipa.
Às vezes, os colaboradores retraem-se porque se sentem desconfortáveis em exprimir uma perspectiva diferente da opinião de alguém de “peso”; na cultura cooperativa, espera-se que toda a gente expresse as suas ideias e opiniões, mesmo quando são de desacordo.
O desacordo pode trazer questões ainda não consideradas ou pode forçar os outros a serem mais criativos na sua abordagem. Tudo isto ajuda a desenvolver um produto de maior qualidade.
Demasiado acordo cria um ambiente de complacência, mediocridade e de “mais do mesmo” dentro da cultura organizacional.
A diversidade de opiniões numa equipa leva a que muito muitas ideias sejam geradas, no entanto, será a análise destas ideias, através da lente da identidade organizacional, que vai determinar quais são as que devem ser desenvolvidas e que têm mais probabilidades para conduzir ao sucesso.
Existem sempre ideias extra que terão de ser recusadas, mas será apenas expressando todas que o grupo sentirá que teve a oportunidade de seleccionar as melhores.
Numa cultura cooperativa, as pessoas discordam porque estão genuinamente preocupadas com a qualidade daquilo que estão a criar. Quando todos os elementos de uma equipa confiam que estão a trabalhar juntos para alcançar a excelência do seu produto ou serviço, as diferenças são bem vindas como oportunidade para aumentar o nível de desempenho.
Parece-lhe impossível treinar uma equipa para que toda a gente pense assim? Se quer ter uma equipa criativa talvez seja melhor começar por mudar as suas próprias crenças acerca do seu papel enquanto lider de uma equipa criativa.


Veja a resposta de Walt Disney quando lhe perguntaram qual foi o seu papel no sucesso da equipa: 'I think if there's any part I've played... the vital part is coordinating these talents, and carrying them down a certain line. It's like pulling together a big orchestra. They're all individually very talented. I have an organization of people who are really specialists. You can't match them anywhere in the world for what they can do. But they all need to be pulled together, and that's may job'.

O Empreendedorismo no Centro da Acção Governativa

O empreendedorismo é visto como um elemento chave pelo novo Governo para tirar o país da crise.
Assim se explica a criação, pela primeira vez, de uma pasta dedicada ao empreendedorismo, juntamente com a inovação.
E são várias as medidas a tomar neste âmbito. Segundo o programa de Governo referente à “Inovação,Empreendedorismo e Internacionalização”, o objectivo central é o de “tornar Portugal um país de empresas de elevado potencial de crescimento e de internacionalização”.
Nesse sentido, o Governo assume como linhas de força a “criação, em articulação com o sector privado, de uma rede nacional de incubadoras de negócios de nova
geração e de um pacote dirigido a start-ups, incluindo crédito de pequeno montante e micro capital de risco”.
Também as linhas públicas de capital de risco (Caixa Capital, AICEP Capital e InovCapital) deverão ser concentradas numa única entidade.
Ao mesmo tempo, serão reavaliados os benefícios fiscais atribuídos aos Business Angels, em particular “o estudo de um regime fiscal mais favorável e compatível
Empreendedorismo no centro da acção governativa Actualidade com o Fundo de Co-Investimento” já disponível.
Será lançada a chancela Portugal Excellence Enterprise, a qual visa “a promoção da excelência, competências e diferenciação das empresas e produtos portugueses
através da chancela junto de investidores internacionais”.
Com isto, o Governo quer “atrair capital de risco (inicial e de desenvolvimento) junto de instituições nacionais e internacionais”

Participantes do Programa EBITnet poderão usar espaço de CoWorking



Face ao período que atravessamos, é bastante interessante abordar entidades como a NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A. que promove o empreendedorismo e a inovação, há já quase 25 anos, sobretudo numa altura em que o desemprego continua na ordem do dia, atingindo níveis cada vez mais preocupantes, e as empresas atravessam mais dificuldades. É fundamental, por isso, que as empresas sejam construídas com alicerces firmes, para que o negócio possa prosperar de forma sustentável. São mais de uma centena as empresas inovadoras e/ou de base tecnológica que nasceram e evoluíram com o apoio da NET e, apenas a título de exemplo, aproveito para referir um caso de sucesso do tecido empresarial instalado na NET - a Protosys, empresa de desenvolvimento do produto, que foi responsável, em parceria com a Monte Meão, pelo desenvolvimento dos bancos do Metro do Porto.

Sobre a NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A. - BIC Porto
A NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A., Business and Innovation Centre do Porto (BIC - Porto), que desde 1987 estimula o empreendedorismo da região Norte do País, é um caso de sucesso na rede BIC do País e um dos primeiros BIC criados a nível europeu. Foi distinguida pela EBN - European Business and Innovation Centre Network como um dos seis modelos de boas práticas , numa rede de 200 BIC.

Localizada no Pólo Tecnológico do Porto, no edifício PROMONET, a NET incuba empresas de características inovadoras e/ou base tecnológica e, através de técnicos especializados, presta serviços de apoio ao desenvolvimento do plano de negócio dos empreendedores e análise concorrencial do mercado, acompanhando passo a passo a criação da empresa, tal como a divulgação da mesma no exterior e sua internacionalização.

Sobre EIBTnet

A NET encontra-se a promover o EIBTnet, programa de empreendedorismo inovador e tecnológico de apoio ao desenvolvimento, implementação, criação e consolidação de novas Empresas Inovadoras e de Base Tecnológica, cofinanciado pelo ON2 - O Novo Norte e QREN, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, em € 239.927,80. No âmbito do EIBTnet, a NET presta apoio à medida de cada empreendedor/promotor, desde a promoção da geração e amadurecimento da Ideia, da sua validação, desenvolvimento do Projecto e criação da Empresa, ao apoio à consolidação empresarial e internacionalização. Paralelamente, serão disponibilizados a cada projecto, um conjunto de serviços de incubação, desde pré-incubação, incubação e pós-incubação (correspondentes a cada fase do processo).

A disponibilização de um espaço de coworking gratuito para desenvolvimento do plano de negócios e outras actividades inerentes à criação ou consolidação de uma empresa é um dos apoios prestado pela NET, previsto neste programa. Tratando-se de uma situação de coworking, o espaço de trabalho é um open space partilhado, o que traz a vantagem da sinergia de conhecimentos, troca de experiências e criação de parcerias. O empreendedor/promotor dispõe de um posto de trabalho onde desenvolve o seu projecto, o plano de negócios e todas as actividades inerentes à criação ou consolidação da empresa com o apoio de consultoria da NET, desde a pré-incubação ao arranque da empresa, conforme previsto pelo EIBTnet.

O período de tempo durante o qual o empreendedor/promotor poderá usufruir do espaço de coworking é definido com a NET e varia de acordo com as características e o estado de desenvolvimento do projecto apresentado.

São objectivos do EIBTnet facilitar o acesso a uma rede de contactos (networking) e a transferência de conhecimento e de tecnologia, dinamizar o tecido tecnológico da Região Norte, favorecer o emprego através da criação de empresas que geram valor acrescentado e reforçar mecanismos que sirvam de ponte entre a investigação e a inovação. A marca EIBTnet, símbolo de qualidade, será atribuída às empresas criadas, para que lhes permita alcançar o reconhecimento perante os seus diversos públicos (clientes, fornecedores, etc.).

O concurso de ideias, os seminários de geração e maturação de ideias, o consultório de ideias e as jornadas de inovação/tecnologia são também iniciativas que integram o programa, visando a sua divulgação e sensibilização para o empreendedorismo e para a inovação.

A quem se dirige e a que sectores?

Na prossecução do seu objectivo de Criação de Empresas Inovadoras e de Base Tecnológica, o EIBTnet dirige-se a empreendedores com uma ideia de negócio de elevado potencial tecnológico e de crescimento e a empreendedores oriundos do sistema nacional de inovação.

No que respeita ao objectivo da Consolidação Empresarial, o programa é direccionado a novas empresas de base tecnológica, criadas no âmbito deste programa, e a empresas de base tecnológica existentes, mas em fase ?early stage?.

Os sectores da tecnologias de informação e comunicação, software, electrónica, indústria e componentes automóvel, tecnologias de meio ambiente e energia, ciências da vida e biotecnologia, ciências e tecnologias do mar, nanotecnologias, novos materiais, bens de equipamento de alta tecnologia e a inovação dos sectores tradicionais, entre outros, constituem as áreas abrangidas pelo EIBTnet.


Sobre o director-geral da NET

Licenciado em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o Eng.º José de Almeida Martins é director-geral da NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A. - Business and Innovation Centre do Porto, desde Abril de 1997, e é o único português certificado pela EBN - European Business and Innovation Centre Network como avaliador acreditado de BIC, num universo de 23 avaliadores acreditados.

Tem uma vasta experiência na avaliação de novos projectos e na gestão de BIC - Business and Innovation Centre e de incubadoras de base tecnológica, em Portugal e na Europa, e coordena diversos projectos nacionais e internacionais com diferentes parceiros de diversos países europeus. É membro de várias comissões nacionais e regionais e integra o painel de especialistas em empreendedorismo e inovação em vários concursos de ideias para a criação de novas empresas.

Enquanto director-geral da NET, José de Almeida Martins é ainda, frequentemente, organizador e orador num grande número de conferências e seminários nacionais e internacionais e autor de papers sobre empreendedorismo, inovação, criação de empresas de base tecnológica, cooperação e internacionalização.

Entre 1991 e 1197 foi técnico sénior e gestor de participadas na NORPEDIP - Sociedade para o Desenvolvimento Industrial, S.A., depois de ter deixado o cargo de gestor do produto na COTESI - Companhia de Têxteis Sintéticos, S.A, que desempenhou de 1977 a 1991.

Concurso premeia melhores ideias de Negócio


Até ao final de Julho a Anje recebe as melhores ideias de negócio no âmbito da iniciativa Idea-Move: da Ideia ao Negócio. A competição premeiaas 18 melhores ideias com um Campo de Treino de Empreendedores, iniciando-se a partir de então um processo composto por diferentes fases de selecção. Os 12 melhores projectos resultantes
do campo de treino transitam para a etapa de Pré-Incubação e, durante um semestre, beneficiam de 150 horas de consultoria para elaborarem o plano de negócios. Na fase final - Incubação – só há lugar para seis equipas, galardoadas com um programa de apoio à constituição do negócio. Tecnologia e moda são as áreas temáticas do IdeaMove.
As candidaturas estão abertas a todos os jovens com idades iguais ou superiores a 18 anos, que apenas necessitam de aceder ao site da ANJE ou através do e-mail tecempreende@anje.pt.

ANJE lança guia com "Os 50 projectos mais criativos do Porto"


A ANJE lança, na edição deste mês da revista Time Out, um guia intitulado “Os 50 Projectos Mais Criativos do Porto”. “O roteiro de Indústrias Criativas vai das Galerias Miguel Bombarda ao Hard Club, passando por diversos ateliers de design,
lojas de moda e até pelo departamento de robótica da FEUP”, como se pode ler no site da Associação.
“Através deste guia, a ANJE dá a conhecer um Porto Criativo, cujo potencial merece ser reconhecido.
A pujança com que as Indústrias Criativas emergem na invicta sente-se ao dobrar de
cada esquina e necessita de ser canalizada enquanto driving force do crescimento económico”,afirma o presidente da Comissão Executivada ANJE, Manuel Teixeira. Acrescentando que “ao sistematizar ‘Os 50 Projectos Mais Criativos do Porto’ num guia bilingue, a ANJE aposta no estímulo do Turismo Criativo, traçando surpreendentes
itinerários, que têm como pontos de paragem obrigatória espaços onde a arte, a tecnologia e o negócio se fundem de um modo inovador”.

domingo, 10 de julho de 2011

5 perguntas a... João Marques

Foi lançado o massivemov, uma plataforma colaborativa que assenta no modelo de crowd funding, funcionando como uma nova ferramenta de angariação de capital para os empreendedores nacionais entre os recursos da Web 2.0.

Transcrevemos agora a entrevista que um dos seus fundadores, João Marques, deu ao TeK falando da origem do projecto e das expectativas relativamente ao seu sucesso.

Como surgiu a ideia de criar este projecto de crowd funding em Portugal?
A ideia surgiu nos numa viagem ao estrangeiro onde pela primeira vez tivemos contacto com o modelo de crowd funding ou financiamento cooperativo. O massivemov pretende fomentar o empreendedorismo. Apostámos no crowd funding como alternativa às formas de apoio existentes.
Dar início a um projecto empreendedor é muito difícil: não há um sistema de incentivo ao empreendedorismo adequado e só 16 em cada 100 projectos consegue os apoios para poder avançar. Por isso muitas ideias morrem, mesmo antes de terem nascido. Aqui, aparece o massivemov, da necessidade de reunir as condições para uma nova forma de promover o empreendedorismo e estimular a comunicação entre empreendedores e apoiantes, apresentando uma alternativa às burocracias e dificuldades, que são impostas à partida a quem quer passar da ideia à acção.
Há quanto tempo estão a trabalhar no projecto?
Estamos a desenvolver a plataforma há quatro meses e começámos com a comunicação da mesma através da página do Facebook e imprensa há um mês, com o objectivo claro de começar a dar a conhecer aos portugueses o conceito de crowd funding/financiamento cooperativo, dado que este era praticamente desconhecido em Portugal. Dia 7 de Junho começamos a comunicação com a presença na Prova Oral, o programa de Fernando Alvim, na Antena 3. Hoje, dia 7 de Julho a massivemov fica online…
O que pretendem com o massivemov?
Fomentar o empreendedorismo. Contrariar a inércia e a crise. Ser uma alternativa credível de financiamento para projectos que visem criar valor para o empreendedor, para os apoiantes e para a sociedade em geral. Ser uma plataforma completamente grátis. O nosso mantra é: Empreende. Apoia. Move-te!
Na prática, como funciona?
Para o empreendedor: colocar um projecto é acesso a financiamento que vai recompensado com o seu produto/serviço. É angariação de potenciais clientes e a construção de uma carteira de encomendas. O empreendedor detêm 100% da propriedade da sua ideia, sendo o responsável absoluto por ela, desde a definição do tempo a apoio, ao valor de apoio, aos patamares e respectivas recompensas que devem ser o fruto do seu projecto e por fim mas mais importante, a divulgação do mesmo junto de toda a gente que conhece reunindo assim o maior número de apoios possível.
Os projectos só podem ter sucesso com os contributos de quem acredita e os apoia. Por isso, para o apoiante, fazer parte de uma iniciativa assim e poder fazer a diferença com um valor de apenas cinco euros é gratificante. Quem sabe um dia, poderá ser aquele apoiante a apresentar o seu projecto…
Têm surgido muitos empreendedores portugueses interessados no massivemov? Como fazem a selecção?
Sim, tem havido muito interesse. Já temos cinco projectos publicados e muitos mais "na calha".
Todos os projectos submetidos estão sujeitos a uma análise prévia da nossa equipa. Esta análise permite fazer a selecção dos projectos que cumprem os requisitos e normas que estabelecemos. Avaliamos também o potencial sucesso do mesmo junto dos apoiantes, as recompensas, a forma como pretende comunicar e motivar a sua comunidade a participar. Essencialmente o que pretendemos é conhecer a paixão e a capacidade de executar o projecto que o empreendedor está a promover. Não temos intenção de avaliar qualidades artísticas, nem os modelos de negócio escolhidos.
As nossas expectativas relativamente ao sucesso do massivemov não podiam ser melhores. Pensámos arrancar com menos projectos do que aconteceu na realidade e logo ai quebrámos a primeira meta. Outra meta é ser completamente grátis enquanto nos for possível, para que isso não seja um entrave para os empreendedores.
Quanto a número de projectos acreditamos que os empreendedores portugueses nos vão surpreender com uma avalanche de boas ideias!

Empreendedorismo: o antídoto!

"O empreendedorismo é uma revolução silenciosa que será para o séc. XXI mais do que a revolução industrial para o séc. XX” (Timmons, 1990)


Fazendo uma retrospectiva da conjuntura económica portuguesa, na última década, Portugal foi um país de poucos progressos: em média crescemos menos de 1% ao ano, o desemprego praticamente duplicou, a dívida pública atingiu valores excessivos desde os 50% até aos 80% do PIB, o crédito às famílias sofreu o mesmo crescimento e o endividamento externo não parou de crescer. Portugal foi um país mal gerido, nos últimos anos, o que levou à situação económica actual do país. Gastamos mais do que aquilo que produzimos e, agora, vamos ter de pagar.
As contas do FMI mostram que seria preciso ganhar o jackpot do Euromilhões todos os dias - cerca de 100 milhões de euros - até ao final de 2012, para ultrapassar a crise sem qualquer esforço. Mas, recuperar Portugal exige agora um esforço que só é possível se todos contribuirmos. Não há milagres e ficar de braços cruzados não é a solução. Neste momento, a solução é reflectirmos sobre quais as alternativas possíveis para superar as dificuldades deste ano e, provavelmente, da próxima década.
A persistência de elevadas taxas de desemprego e a falta de oferta de emprego não devem ser vistas como uma desmotivação, mas sim como um incentivo aos portugueses em inovar. Por vezes, a solução passa por criar o seu próprio emprego. O emprego para toda a vida já não existe e, por isso, é fulcral começar-se a pensar na hipótese de gerarmos o nosso próprio emprego. No estado actual dos portugueses, denota-se uma absoluta necessidade de mudança de atitude assente num espírito inovador e empreendedor: fazer a diferença, identificar e explorar oportunidades ao máximo, assumir riscos, determinação e dedicação. É este espírito que conduz ao conceito de empreendedorismo: "O empreendedorismo é o fenómeno associado com a actividade empreendedora, sendo a actividade empreendedora toda a acção humana empresarial em busca da criação de valor através da criação ou expansão da actividade económica pela identificação e exploração de novos produtos, processos ou mercados" (in " A Framework for Addressing and Measuring Entrepreneurship", OECD)
Este fenómeno tem sido vastamente considerado um aspecto chave no desenvolvimento económico dos países e no bem-estar das sociedades. As vantagens são nítidas: a criação de novas empresas conduz a investimentos nas economias locais, criação de postos de trabalho, melhoria na competitividade e promoção de métodos, técnicas e modelos inovadores. É também uma forma de aproveitar o potencial dos indivíduos e explorar os interesses da sociedade (protecção do ambiente, produção de serviços de saúde, de serviços de educação e de segurança social).
Neste sentido, a formação, o apoio, a promoção e o fomento da iniciativa de uma cultura empreendedora e da criação de empresas, deverá ser um dos objectivos estratégicos prioritários de qualquer governo central, local ou de qualquer instituição (associações empresariais, universidades, etc.).
Assim, considero que o empreendedorismo é, neste momento, um dos poucos “antídotos” de que os portugueses dispõem para ultrapassar a falta de boas condições de vida.