O projecto EMPRE – Empresários na Escola, promovido pela Associação Tagusvalley, é uma importante iniciativa que pretende o desenvolvimento do espírito empreendedor e inovador nos jovens estudantes do 7º ao 12º ano.
Com o projecto “Flourmet”, criação de uma empresa na área da gastronomia alternativa e ecológica desenvolvida no âmbito da Área de Projecto do 12 º Ano, a Filipa Braz, a Anaisa Monteiro, a Jessica Ferreira e o Francisco Ferreira, foram os vencedores nacionais desta terceira e importante edição do EMPRE.
A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro sente-se de parabéns e agradecida a estes alunos pelo notável resultado alcançado. Resultado que é também um estímulo para a aposta que a ESRBP pretende fazer com a promoção de iniciativas que desenvolvam em todos os seus alunos este espírito empreendedor e inovador, numa perspectiva de formação integral dos jovens que a procuram.
domingo, 24 de julho de 2011
Curso de Empreendedorismo na Mealhada resulta em dez ideias de negócios
Os 12 formandos que terminaram o curso de Empreendedorismo promovido pela Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra deram a conhecer os seus projectos finais, na passada sexta-feira, dia 15, na Escola Profissional da Mealhada. “Creche A Pekenada”, “Artes e Letras”, “Faça Você Mesmo”, “HP Invenções SA”, “Coimbra dos Doutores”, “Centro de Ciência Viva de Mira”, “Arte em Si”, “Kimikida – Móveis em Cartão”, “Dom Sabor” e “Tuk Tuk no Buçaco” são os nomes das propostas apresentadas. Ideias desenvolvidas durante a formação, que em Setembro próximo, em data ainda a definir, serão submetidas a um concurso de onde irá sair o conceito de negócio vencedor, que arrecadará um prémio de 5 mil euros.
O curso de Empreendedorismo, que arrancou no dia 8 de Abril no concelho da Mealhada, resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra. A grande finalidade da formação, que contou com 12 participantes, foi capacitar os formandos de competências pessoais e ferramentas técnicas para a avaliação de oportunidades, a promoção do projecto, a definição de estratégias para um adequado posicionamento de mercado, a realização de uma análise financeira e a elaboração de um plano promissor.
O curso prático ficou concluído na sexta-feira passada, dia 15 de Junho, com a apresentação dos projectos dos formandos que frequentaram a acção, cujo objectivo foi abrir os horizontes a todos os que tivessem uma ideia de negócio e que pretendessem adquirir uma melhor noção de como a desenvolver. Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara, congratulou todos os conceitos de negócio por se tratarem de “respostas concretas no âmbito do turismo e da gastronomia, bem com respostas sociais e de aproveitamento de recursos endógenos”.
Os projectos pautam pela diversidade e, do vasto leque de ideias, surgem: a instalação de uma creche em Mira que permita oferecer às crianças e aos seus pais um espaço de acolhimento de qualidade (Creche “A Pekenada”); o desenvolvimento de um espaço de lazer nocturno na Vila de Luso (“Artes e Letras”); o conceito que visa explorar o apoio, ao nível dos serviços e produtos, a um nicho de mercado de clientes que tenham um quintal abandonado, ou um jardim ou horta urbana (“Faça Você Mesmo”); o desenvolvimento de duas versões inovadoras e competitivas de almofadas de descanso continuando (“HP Invenções SA”); a comercialização de serviços de visitas guiadas temáticas em Coimbra subordinadas à vida e experiências académicas dos estudantes desta cidade (“Coimbra dos Doutores”); o desenvolvimento de um espaço de promoção da ciência para os estudantes do 1º,2º e 3º ciclos de ensino a desenvolver e em articulação com os Centros de Ciência Viva de Aveiro e Coimbra (“Centro de Ciência Viva de Mira”); a comercialização de artigos de bijutaria com elementos diferenciadores (“Arte em Si” ); a construção e venda de móveis em cartão reciclado com design exclusivo e adaptado a cada cliente, de elevada durabilidade e a baixos custos (“Kimikida – Móveis em Cartão”); o desenvolvimento de um espaço de restauração na Malaposta que aposta no mercado de gestores executivos e famílias, com oferta artística, cultural e gastronómica (“Dom Sabor”) e a realização de visitas guiadas em trilhos temáticos pela Serra do Buçaco e Vila de Luso, em veículo de transporte colectivo (Tuk Tuk no Buçaco”).
Uma panóplia de ideias “excelentes” e “viáveis”, como adjectivou a vice-presidente da Câmara, Filomena Pinheiro, trabalhadas durante o curso de Empreendedorismo, que serão agora submetidas a um concurso de ideias que atribuirá um prémio de cinco mil euros ao projecto vencedor. A gestão operacional do concurso será coordenada por uma Comissão de Acompanhamento composta por dois elementos representantes da Câmara Municipal e da Universidade de Coimbra, respectivamente. Neste contexto, a avaliação das várias propostas será efectuada por um júri constituído por cinco elementos indicados por cada parceiro do concurso. As ideias serão avaliadas segundo quatro critérios: viabilidade, originalidade, promotores e capacidade de síntese. Cabe ainda aos organizadores do concurso diligenciar no sentido de encontrar parceiros interessados em apoiar a implementação dos conceitos de negócio ganhadores.
O curso de Empreendedorismo, que arrancou no dia 8 de Abril no concelho da Mealhada, resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra. A grande finalidade da formação, que contou com 12 participantes, foi capacitar os formandos de competências pessoais e ferramentas técnicas para a avaliação de oportunidades, a promoção do projecto, a definição de estratégias para um adequado posicionamento de mercado, a realização de uma análise financeira e a elaboração de um plano promissor.
O curso prático ficou concluído na sexta-feira passada, dia 15 de Junho, com a apresentação dos projectos dos formandos que frequentaram a acção, cujo objectivo foi abrir os horizontes a todos os que tivessem uma ideia de negócio e que pretendessem adquirir uma melhor noção de como a desenvolver. Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara, congratulou todos os conceitos de negócio por se tratarem de “respostas concretas no âmbito do turismo e da gastronomia, bem com respostas sociais e de aproveitamento de recursos endógenos”.
Os projectos pautam pela diversidade e, do vasto leque de ideias, surgem: a instalação de uma creche em Mira que permita oferecer às crianças e aos seus pais um espaço de acolhimento de qualidade (Creche “A Pekenada”); o desenvolvimento de um espaço de lazer nocturno na Vila de Luso (“Artes e Letras”); o conceito que visa explorar o apoio, ao nível dos serviços e produtos, a um nicho de mercado de clientes que tenham um quintal abandonado, ou um jardim ou horta urbana (“Faça Você Mesmo”); o desenvolvimento de duas versões inovadoras e competitivas de almofadas de descanso continuando (“HP Invenções SA”); a comercialização de serviços de visitas guiadas temáticas em Coimbra subordinadas à vida e experiências académicas dos estudantes desta cidade (“Coimbra dos Doutores”); o desenvolvimento de um espaço de promoção da ciência para os estudantes do 1º,2º e 3º ciclos de ensino a desenvolver e em articulação com os Centros de Ciência Viva de Aveiro e Coimbra (“Centro de Ciência Viva de Mira”); a comercialização de artigos de bijutaria com elementos diferenciadores (“Arte em Si” ); a construção e venda de móveis em cartão reciclado com design exclusivo e adaptado a cada cliente, de elevada durabilidade e a baixos custos (“Kimikida – Móveis em Cartão”); o desenvolvimento de um espaço de restauração na Malaposta que aposta no mercado de gestores executivos e famílias, com oferta artística, cultural e gastronómica (“Dom Sabor”) e a realização de visitas guiadas em trilhos temáticos pela Serra do Buçaco e Vila de Luso, em veículo de transporte colectivo (Tuk Tuk no Buçaco”).
Uma panóplia de ideias “excelentes” e “viáveis”, como adjectivou a vice-presidente da Câmara, Filomena Pinheiro, trabalhadas durante o curso de Empreendedorismo, que serão agora submetidas a um concurso de ideias que atribuirá um prémio de cinco mil euros ao projecto vencedor. A gestão operacional do concurso será coordenada por uma Comissão de Acompanhamento composta por dois elementos representantes da Câmara Municipal e da Universidade de Coimbra, respectivamente. Neste contexto, a avaliação das várias propostas será efectuada por um júri constituído por cinco elementos indicados por cada parceiro do concurso. As ideias serão avaliadas segundo quatro critérios: viabilidade, originalidade, promotores e capacidade de síntese. Cabe ainda aos organizadores do concurso diligenciar no sentido de encontrar parceiros interessados em apoiar a implementação dos conceitos de negócio ganhadores.
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in Ribeirinhas.com
IPAM desenvolve pós-graduação em marketing & empreendedorismo
Com o objectivo de ajudar os empresários, profissionais, estudantes e desempregados a adoptarem uma atitude empreendedora, o Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) desenvolveu uma pós-graduação em marketing & empreendedorismo, com início previsto para Setembro.
O curso tem como objectivo desenvolver novos projectos para quem pretende trabalhar por conta própria ou para quem trabalha por conta de outrem.
“Esta pós-graduação adopta uma metodologia inovadora, desde logo por aliar o marketing e o empreendedorismo, e eminentemente prática que levará os alunos a elaborar um projecto, devidamente acompanhados por especialistas em diversas áreas. No final da pós-graduação, os alunos, se desejarem, poderão ainda apresentar o seu projecto a um grupo de business angels com interesse e vontade em investir em projectos sólidos e inovadores”, refere a instituição.
Com a coordenação de Paulo Morais e Marco Lamas, o curso inclui um programa diversificado e actual que agrega um conjunto de disciplinas que servirão de suporte para a realização do plano de negócio. Todo o processo está preparado para conjugar e integrar a teoria com a prática para que todos os conceitos possam ser aplicados em ambiente empresarial.
Questionado sobre a importância do marketing, Paulo Morais afirma: “o marketing começa muito antes de a empresa ter um produto ou serviço, incluindo a fase de levantamento de necessidades (diagnóstico de situação) e a sua transformação em oportunidades. O marketing permanece durante todo o ciclo de vida do produto e é uma disciplina cada vez mais imprescindível para o sucesso das empresas”.
Para Marco Lamas, “o actual momento em que vivemos, de crise, o aumento considerável de desemprego, aliado à contenção no consumo, torna ainda mais premente a aposta na promoção do empreendedorismo e o apoio à criação e sustentação de novos projectos empresariais que permitam contribuir para a dinamização do tecido económico visando valorizá-lo e criar emprego. Por outro lado, permite que ideias inovadoras se transformem em iniciativas empresariais com êxito”.
O curso tem como objectivo desenvolver novos projectos para quem pretende trabalhar por conta própria ou para quem trabalha por conta de outrem.
“Esta pós-graduação adopta uma metodologia inovadora, desde logo por aliar o marketing e o empreendedorismo, e eminentemente prática que levará os alunos a elaborar um projecto, devidamente acompanhados por especialistas em diversas áreas. No final da pós-graduação, os alunos, se desejarem, poderão ainda apresentar o seu projecto a um grupo de business angels com interesse e vontade em investir em projectos sólidos e inovadores”, refere a instituição.
Com a coordenação de Paulo Morais e Marco Lamas, o curso inclui um programa diversificado e actual que agrega um conjunto de disciplinas que servirão de suporte para a realização do plano de negócio. Todo o processo está preparado para conjugar e integrar a teoria com a prática para que todos os conceitos possam ser aplicados em ambiente empresarial.
Questionado sobre a importância do marketing, Paulo Morais afirma: “o marketing começa muito antes de a empresa ter um produto ou serviço, incluindo a fase de levantamento de necessidades (diagnóstico de situação) e a sua transformação em oportunidades. O marketing permanece durante todo o ciclo de vida do produto e é uma disciplina cada vez mais imprescindível para o sucesso das empresas”.
Para Marco Lamas, “o actual momento em que vivemos, de crise, o aumento considerável de desemprego, aliado à contenção no consumo, torna ainda mais premente a aposta na promoção do empreendedorismo e o apoio à criação e sustentação de novos projectos empresariais que permitam contribuir para a dinamização do tecido económico visando valorizá-lo e criar emprego. Por outro lado, permite que ideias inovadoras se transformem em iniciativas empresariais com êxito”.
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in briefing.pt
Escola Superior Agrária aposta em mestrados sobre produção de plantas medicinais e agricultura sustentável
Produção de plantas medicinais para fins industriais, agricultura sustentável e tecnologia alimentar são três dos mestrados que a Escola Superior Agrária de Santarém vai ter a funcionar no próximo ano lectivo.
Artur Amaral, responsável pelo mestrado em produção de plantas medicinais para fins industriais, disse à agência Lusa que esta é uma área com grande potencial de desenvolvimento em Portugal, já que existe uma procura crescente por parte das indústrias farmacêutica, cosmética e alimentar.
O mestrado, com disciplinas específicas e também relacionadas com o empreendedorismo e o marketing, inclui um estágio profissional, sublinhando Artur Amaral o facto de decorrer próximo das Serras d’Aire e Candeeiros, zona rica em plantas medicinais e onde se situa uma das principais empresas de transformação e comercialização destes produtos.
O mestrado em agricultura sustentável vem procurar dar resposta às crescentes preocupações com a protecção ambiental, a conservação dos recursos e as alterações climáticas, disse a responsável pelo curso, Ana Ambrósio Paulo.
O plano de estudos procura atender às exigências das políticas agrícolas actuais, visando, ao mesmo tempo, incentivar o empreendedorismo na criação de novos produtos que integrem medidas de protecção ambiental relativas às práticas agrícolas e ligados ao mercado de emissões e à florestação, afirmou.
Também pela primeira vez, a ESAS vai disponibilizar no próximo ano lectivo um mestrado em tecnologia alimentar, que visa dotar os técnicos das áreas alimentar e nutricional de conhecimentos que permitam proceder ao controlo de riscos ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção primária à transformação de alimentos, disse Marília Henriques.
“Há cada vez maior responsabilidade de toda a parte da produção e indústria perante a sociedade sobre a segurança alimentar”, afirmou, sublinhando a importância do mestrado na actualização de conhecimentos em áreas “novas” que não faziam parte das antigas licenciaturas.
Além da formação pós Bolonha, os mestrados destinam-se igualmente a antigos licenciados que queiram actualizar conhecimentos.
Artur Amaral, responsável pelo mestrado em produção de plantas medicinais para fins industriais, disse à agência Lusa que esta é uma área com grande potencial de desenvolvimento em Portugal, já que existe uma procura crescente por parte das indústrias farmacêutica, cosmética e alimentar.
O mestrado, com disciplinas específicas e também relacionadas com o empreendedorismo e o marketing, inclui um estágio profissional, sublinhando Artur Amaral o facto de decorrer próximo das Serras d’Aire e Candeeiros, zona rica em plantas medicinais e onde se situa uma das principais empresas de transformação e comercialização destes produtos.
O mestrado em agricultura sustentável vem procurar dar resposta às crescentes preocupações com a protecção ambiental, a conservação dos recursos e as alterações climáticas, disse a responsável pelo curso, Ana Ambrósio Paulo.
O plano de estudos procura atender às exigências das políticas agrícolas actuais, visando, ao mesmo tempo, incentivar o empreendedorismo na criação de novos produtos que integrem medidas de protecção ambiental relativas às práticas agrícolas e ligados ao mercado de emissões e à florestação, afirmou.
Também pela primeira vez, a ESAS vai disponibilizar no próximo ano lectivo um mestrado em tecnologia alimentar, que visa dotar os técnicos das áreas alimentar e nutricional de conhecimentos que permitam proceder ao controlo de riscos ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção primária à transformação de alimentos, disse Marília Henriques.
“Há cada vez maior responsabilidade de toda a parte da produção e indústria perante a sociedade sobre a segurança alimentar”, afirmou, sublinhando a importância do mestrado na actualização de conhecimentos em áreas “novas” que não faziam parte das antigas licenciaturas.
Além da formação pós Bolonha, os mestrados destinam-se igualmente a antigos licenciados que queiram actualizar conhecimentos.
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in o Mirante
Empreendedorismo tecnológico é o futuro
O livro de Pedro Manuel Saraiva baseia-se em casos práticos de sucesso.
Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".
"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.
Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".
E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.
Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".
Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.
Casos práticos para seguir as pistas
O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC
Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".
"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.
Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".
E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.
Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".
Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.
Casos práticos para seguir as pistas
O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC
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in Economico
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Equipa da Universidade do Porto vence competição europeia
Seis estudantes da Universidade do Porto (UP) venceram a conceituada competição JA-YE Europe Enterprise Challenge 2011, organizado pela maior e mais antiga associação de empreendedorismo mundial, a Junior Achievement. Os participantes tinham que criar um projecto inovador e lançar uma empresa a ele associada.
No concurso internacional, onde participaram 14 equipas de diversas universidades de dez países diferentes, o projecto desenvolvido por Bruno Brandão, Filipe Nascimento, Joana Santos, Rita Neto, Sérgio Tavares e Sofia Esteves ficou em primeiro lugar.
A equipa portuguesa apresentou um projecto inovador de detecção eficaz de fogos florestais, e uma empresa, a FLICKS. A ideia foi a grande vencedora europeia, sendo reconhecida como a «Start-up Company of the Year» e tendo acumulado ainda o prémio «Intel Innovation Award».
É a primeira vez que uma equipa portuguesa vence a competição europeia desta organização de programas de educação em empreendedorismo e para tal, os alunos da UP usaram tecnologias de ponta a um preço competitivo para uma gama variada de aplicações.
A criatividade da empresa FLICKS, consiste em fornecer serviços avançados para detecção de incêndios numa vasta gama de aplicações, através de um sistema composto por sensores multi-espectrais.
O projecto reduz substancialmente o tempo de detecção dos incêndios através de um sistema integrado composto por unidades de detecção autónoma que comunicam entre si e com centrais via wireless. A equipa tem por objectivo ser líder no fornecimento de serviços e desenvolvimento de sistemas avançados para a detecção de incêndios.
A final europeia da competição realizou-se em Madrid e estiveram ao lado das melhores equipas nacionais de diversos países europeus, num total de 14 equipas, de países como Bélgica, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Espanha, Roménia, Bulgária, Noruega e Holanda. A avaliação da ideia de negócio foi feita por 13 elementos do júri, gestores de topo de grandes empresas presentes no mercado europeu e internacional.
A missão da FLICKS está focalizada no desenvolvimento de soluções preventivas para proteger o planeta e fornecer um ambiente mais seguro e sustentável à comunidade e seu meio envolvente, que será alcançada através do desenvolvimento e fornecimento de serviços integrados de alta eficácia na detecção de incêndios numa vasta gama de aplicações.
No concurso internacional, onde participaram 14 equipas de diversas universidades de dez países diferentes, o projecto desenvolvido por Bruno Brandão, Filipe Nascimento, Joana Santos, Rita Neto, Sérgio Tavares e Sofia Esteves ficou em primeiro lugar.
A equipa portuguesa apresentou um projecto inovador de detecção eficaz de fogos florestais, e uma empresa, a FLICKS. A ideia foi a grande vencedora europeia, sendo reconhecida como a «Start-up Company of the Year» e tendo acumulado ainda o prémio «Intel Innovation Award».
É a primeira vez que uma equipa portuguesa vence a competição europeia desta organização de programas de educação em empreendedorismo e para tal, os alunos da UP usaram tecnologias de ponta a um preço competitivo para uma gama variada de aplicações.
A criatividade da empresa FLICKS, consiste em fornecer serviços avançados para detecção de incêndios numa vasta gama de aplicações, através de um sistema composto por sensores multi-espectrais.
O projecto reduz substancialmente o tempo de detecção dos incêndios através de um sistema integrado composto por unidades de detecção autónoma que comunicam entre si e com centrais via wireless. A equipa tem por objectivo ser líder no fornecimento de serviços e desenvolvimento de sistemas avançados para a detecção de incêndios.
A final europeia da competição realizou-se em Madrid e estiveram ao lado das melhores equipas nacionais de diversos países europeus, num total de 14 equipas, de países como Bélgica, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Espanha, Roménia, Bulgária, Noruega e Holanda. A avaliação da ideia de negócio foi feita por 13 elementos do júri, gestores de topo de grandes empresas presentes no mercado europeu e internacional.
A missão da FLICKS está focalizada no desenvolvimento de soluções preventivas para proteger o planeta e fornecer um ambiente mais seguro e sustentável à comunidade e seu meio envolvente, que será alcançada através do desenvolvimento e fornecimento de serviços integrados de alta eficácia na detecção de incêndios numa vasta gama de aplicações.
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in Mundo Portugues
"Espírito empreendedor" de Diogo Vasconcelos homenageado na Católica do Porto
Diogo Vasconcelos vai ser homenageado na próxima quinta-feira, 28 de Julho, na Universidade Católica do Porto. Pedro Passos Coelho será um dos presentes na cerimónia que vai decorrer a partir das 21h00.
A Universidade Católica do Porto, na próxima quinta-feira, 28 de Julho, pelas 21h00, vai homenagear Diogo Vasconcelos. A sessão vai realizar-se no Auditório Ilídio Pinho, no Campus Foz da instituição, e o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, será um dos presentes.
A cerimónia, segundo comunidade da universidade, tem como objectivo "relembrar aquele que foi e continuará a ser considerado um espírito empreendedor e marcante". Para a Católica do Porto, é um "reconhecimento público e sentido" e uma "oportunidade para testemunhar a paixão, generosidade, empreendedorismo e criatividade legados por Diogo Vasconcelos às actuais e futuras gerações".
Diogo Vasconcelos morreu a 8 de Julho, aos 43 anos, em Londres, vítima de paragem cardíaca. A sua estadia na cidade inglesa estava relacionada com o emprego como responsável internacional pela área de consultoria para o sector público do grupo americano Cisco Systems. Diogo Vasconcelos nasceu em 1968, no Porto, e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica, tendo sido uma figura importante na história da Federação Académica do Porto (FAP), que fundou e presidiu por três mandatos consecutivos. Apologista das novas tecnologias e defensor de uma relação de proximidade das pessoas com estas, foi mandatário digital da campanha eleitoral de Cavaco Silva, nas últimas eleições presidenciais, e vice-presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).
A Universidade Católica do Porto, na próxima quinta-feira, 28 de Julho, pelas 21h00, vai homenagear Diogo Vasconcelos. A sessão vai realizar-se no Auditório Ilídio Pinho, no Campus Foz da instituição, e o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, será um dos presentes.
A cerimónia, segundo comunidade da universidade, tem como objectivo "relembrar aquele que foi e continuará a ser considerado um espírito empreendedor e marcante". Para a Católica do Porto, é um "reconhecimento público e sentido" e uma "oportunidade para testemunhar a paixão, generosidade, empreendedorismo e criatividade legados por Diogo Vasconcelos às actuais e futuras gerações".
Diogo Vasconcelos morreu a 8 de Julho, aos 43 anos, em Londres, vítima de paragem cardíaca. A sua estadia na cidade inglesa estava relacionada com o emprego como responsável internacional pela área de consultoria para o sector público do grupo americano Cisco Systems. Diogo Vasconcelos nasceu em 1968, no Porto, e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica, tendo sido uma figura importante na história da Federação Académica do Porto (FAP), que fundou e presidiu por três mandatos consecutivos. Apologista das novas tecnologias e defensor de uma relação de proximidade das pessoas com estas, foi mandatário digital da campanha eleitoral de Cavaco Silva, nas últimas eleições presidenciais, e vice-presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).
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