A realidade de muitos empreendedores pode ser resumida em uma equação aparentemente simples: uma empresa de sucesso vem de uma boa ideia, viabilizada com um investimento inicial. O que não é simples é achar esse capital. Foi isso que os irmãos Felipe e Fernando Dulinski, de Porto Alegre (RS) notaram ao trabalhar no mercado de música entre 2007 e 2008. “Os músicos são como empreendedores: muitos não têm o apoio necessário para terem sucesso”, afirma Felipe, 23 anos.
Ao identificar essa necessidade em outros mercados, a dupla abraçou a ideia de ligar projetos de empreendedorismo a possíveis investidores. Assim nasceu a rede social e colaborativa Makaha. O nome é inspirado em uma ilha havaiana que, de acordo com uma fábula, foi salva de uma forte estiagem por um dos moradores, que teve uma boa ideia, coragem e motivação.
Na rede, os participantes inscrevem suas ideias de negócios – um site, uma loja, um novo produto – e obtêm a avaliação de outros empreendedores e também de possíveis investidores.
A ideia dos irmãos é que essa rede ajude aperfeiçoar o projeto cadastrado, fazendo com que fique mais apto a receber algum tipo de investimento. O próprio Makaha recebeu apoio de um investidor anjo. “Nós percebemos que muitos dos projetos inscritos no site precisam melhorar pontos da gestão e do próprio modelo de negócio”, diz Felipe. “Com a ajuda do processo de avaliação pelos usuários, nós podemos minimizar os riscos dessa empresa no mercado de verdade.”
Ao se cadastrar no site, o usuário pode escolher um de três perfis: o de empreendedor, com um projeto que precisa de investimento e pode ser avaliado por outros usuários; o de investidor, que busca ideias interessantes de negócios e ao mesmo tempo pode ajudá-las com suas avaliações e conhecimento; e os especialistas, que não cadastraram um projeto, não estão procurando investir, mas acham que podem ajudar no aperfeiçoamento das ideias com seu know-how.
A avaliação, por sua vez, simula uma bolsa de valores, com compra e venda de ações virtuais de cada projeto, na moeda fictícia da rede – o Maks. Um projeto com ações valorizadas e, dessa forma, uma avaliação positiva, vai conquistando níveis mais altos de um processo que tem seis etapas. “Alcançar o topo desses passos é como ganhar um selo de qualidade, que mostra que ele está pronto para receber um investimento”, afirma Felipe. O próprio Makaha pretende investir em até quatro projetos até o fim do ano.
Lançado há cinco meses, o site possui 940 usuários e 120 projetos brasileiros cadastrados, além de dois internacionais. Eles ocupam todos os seis níveis de avaliação. Alguns ainda estão no papel, e outros têm estrutura formada e até faturamento. O próximo passo do Makaha é aprimorar o modelo de avaliação e classificar seus especialistas de acordo com o know-how de cada um.
Para manter o site no ar, os irmãos pretendem usar estratégias de gameficação – atividades tradicionais, como elaborar um plano de negócios, transformadas em games -, buscando a participação empresas que queriam associar suas marcas aos conteúdos que possam ajudar o desenvolvimento dos projetos cadastrados.
Bem bacana, não é? Com certeza pode empolgar muitos empreendedores que não sabiam como conseguir investimento. Ou até mesmo aqueles que precisam de críticas construtivas sobre suas ideias de negócios.
Confiram alguns projetos inscritos no site. “Eles têm bastante potencial por trabalharem conceitos atuais, como sustentabilidade e redes sociais”, afirma Felipe. “Também são projetos atrativos a possíveis investidores.”
MeuWebGestor
Plataforma de aplicativos baseados na nuvem com foco em gestão de micro e pequenas empresas. “Eles dão agilidade aos negócios de menor porte, que têm um número reduzido de colaboradores e departamentos para exercer todas essas funções”, diz Felipe.
Boombeer
Projeto de uma rede colaborativo-social em que os usuários do portal contribuem avaliando e compartilhando bons lugares para saborear cervejas. Também contará com uma parte de compras coletivas com o mesmo tema.
Desabafei.me
Um sistema que coleta reclamações de consumidores – os desabafos – para servir de pesquisa para produtos, empresas, ações e interações sociais. “Uma vez consolidado, o Desabafei.me pode se tornar uma ferramenta de marketing para mensuração de lançamentos, campanhas e até a imagem da companhia”, afirma Felipe.
ReciclaBituca
Projeto de reciclagem de bitucas de cigarro em papel reutilizável. Para isso, pretende desenvolver coletores específicos para recolherem esse material.
Kids Fitness
Academia que contará com uma equipe de psicólogos, nutricionistas e personal trainers especializados no trabalho com crianças. O objetivo do projeto é ajudar pais a melhorar a qualidade de vida dos seus filhos.
Energia do Calor
O projeto, desenvolvido pelo físico indiano Pranab Ghosh, sugere uma nova forma de produção de energia sustentável. A ideia é gerar eletricidade utilizando o calor da atmosfera, sem o uso de combustíveis fósseis.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Inovar ou não inovar
As estatísticas não são concordantes no que toca à classificação de Portugal como país inovador. O mercado pede mais inovação para garantir a sua sustentabilidade e os empreendedores debatem-se com o dilema dos apoios.
Portugal é muitas vezes referido como um país de inovadores, mas pôr em prática essas inovações nem sempre é tarefa fácil num ecossistema em que ainda existe muita dependência da máquina governativa. «Criou-se uma dependência do Estado para toda e qualquer actividade económica, a qual não é promotora de inovação ou empreendedorismo, e da qual temo que levemos mais de uma geração a livrar-nos», constata Pedro Vilarinho, CEO da Act (COTEC's Technology Commercialization Accelerator) na COTEC Portugal.
O caminho a seguir, segundo o CEO, é progredir, criando as condições para que as pessoas se tornem mais empreendedoras. «Se somos inovadores e empreendedores, é importante sê-lo muito mais e ajudar a criar mais valor do que o que se tem feito até agora», recomenda o responsável.
A questão do financiamento é também um handicap que tem de ser contornado, mas que Pedro Vilarinho diz não ser determinante. Os bons projectos «encontram sempre financiamento», mesmo numa época em que o crédito está mais restringido e em que a fasquia é mais elevada. «Para as startups, o financiamento junto da banca não é uma opção muito normal; os empreendedores devem procurar alternativas junto das capitais de risco e de investidores provados», aconselha o especialista.
Publicidade
Os programas e concursos de inovação também são uma parte importante na promoção do empreendedorismo de base tecnológica, e podem abarcar as várias perspectivas do processo.
O Programa COHiTEC é um dos que de algum modo têm desempenhado um bom papel nesta área. Criado em 2004, no Porto, o objectivo principal deste programa é valorizar boas ideias e a investigação que é realizada nos institutos de I&D nacionais, de forma que a ciência de qualidade possa chegar ao mercado e permita a criação de empresas de elevado potencial de crescimento. Assim se gera valor, se cria emprego científico e se faz a diferença em Portugal.
Equipas multidisciplinares
O programa é realizado em colaboração com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o Centro HiTEC da North Carolina State University, a EGP-University of Porto Business School, (EGP-UPBS), a Escola de Negócios da Universidade do Porto e o ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), que são os dois palcos onde se realizam as sessões semanais do COHiTEC. No caso da EGP-UPBS, há ainda o envolvimento de estudantes do MBA, que integram as equipas do programa.
«Participam no COHiTEC equipas multidisciplinares, constituídas por investigadores, proponentes das tecnologias, e estudantes de gestão e executivos, que apoiam o processo de comercialização», revela Pedro Vilarinho.
Fases do projecto de Acelerador de Comercialização
Programa COHiTEC – Acção de formação para avaliação do potencial comercial das tecnologias. Act to Prove – Desenvolvimento da prova de conceito tecnológico. Os projectos podem manter-se nesta fase dois anos, obter um financiamento do FCR Inovcapital ACTec de até 300 000 euros e beneficiar do apoio da equipa executiva do Act da COTEC.
Act to Enhance – Desenvolvimento de um plano de negócios “investment ready”, isto é, pronto a ser apresentado a investidores. Nesta fase, as equipas têm acesso ao Fundo IAPMEI, que financia esta etapa até aos 75 000 euros.
Act to Add Value – Fase de negociação com os investidores ou licenciadores (caso se pretenda licenciar a tecnologia, e não criar uma startup). Esta fase é apoiada pela COTEC, contando com o networking e a experiência que esta instituição possui neste tipo de processos.
Durante quatro meses, estas equipas têm sessões semanais nas quais adquirem competências na área de comercialização de tecnologias, e simultaneamente avaliam o potencial comercial dos produtos ou serviços que podem ser gerados a partir das tecnologias propostas pelos investigadores. Na sessão de encerramento do COHiTEC, as equipas apresentam os projectos de negócio desenvolvidos ao longo dos quatro meses do programa.
A edição deste ano (2011), que terminou há poucos dias, foi a oitava deste programa, que desde 2005 se passou a realizar em torno de dois pólos: «De forma a potenciar a participação de investigadores do maior leque possível de institutos de investigação, decidiu-se realizar o Programa COHiTEC em duas regiões geográficas: em Lisboa e no Porto», justifica Pedro Vilarinho. Segundo este responsável, na edição do Porto costumam participar também investigadores de outras universidades do Norte e Centro do País, como Aveiro, Coimbra e Minho.
Pedro Vilarinho revela que até à data participaram neste programa um total de 92 projectos, apresentados por 284 investigadores, que contaram com o apoio de 155 estudantes de gestão e de 96 mentores. Os participantes no COHiTEC criaram 26 empresas, 13 das quais tiveram como base a tecnologia e o projecto de negócios saídos deste programa. «Duas dessas empresas percorreram todo o trajecto até ao mercado com apoio da COTEC, nomeadamente a CEV-Consumo em Verde, que produz um fungicida natural de elevada eficácia, e a Advanced Cyclone Systems, que produz ciclones para filtragem de partículas», referiu o responsável. O valor do investimento contratualizado nessas duas empresas foi de 13,9 milhões de euros, um valor que Pedro Vilarinho considera «muito alto e invulgar» quando estão em causa startups.
12 projectos concluem COHiTEC
Em 2011, o programa foi co-financiado pelo ON.2-Programa Operacional Regional do Norte, obteve o patrocínio do IAPMEI e da InovCapital e contou com a participação de investigadores das universidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa e Católica Portuguesa, bem como da Clínica Médica St. António Joane, do Grupo de Investigação 3 B’s, do Instituto de Medicina Molecular, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e do Instituto Neurociências. Na elaboração dos projectos de negócios colaboraram também estudantes de gestão da EGP-UPBS e um grupo de tutores composto na sua maioria por antigos alunos do programa.
Neste ano, o programa envolveu 14 projectos (sete no Porto e sete em Lisboa), sendo que 12 deles concluíram com sucesso o COHiTEC e foram apresentados nas sessões finais. Questionado relativamente às fases que o projecto passa até concluir o programa, Pedro Vilarinho explicou que para um projecto concluir com sucesso o COHiTEC, e prosseguir pelas seguintes fases do Acelerador de Comercialização de Tecnologias (Act) da COTEC, chegando ao mercado, há diversos factores envolvidos, entre os quais se destacam dois: a qualidade do projecto, no que diz respeito à qualidade científica e sobretudo à oportunidade de mercado que o produto proposto representa, e a qualidade da equipa, que necessita de muito trabalho árduo, motivação, perseverança e coesão.
Os 12 projectos que concluíram o programa em 2011 e cujos autores desejam prosseguir através do processo de comercialização de tecnologias proposto pelo Act têm se passar à fase seguinte: a demonstração da prova de conceito tecnológica. De acordo com Pedro Vilarinho, os projectos que agora terminaram o COHiTEC podem candidatar-se à fase do programa Act to Prove. Para isso, têm de demonstrar que possuem uma licença de utilização da propriedade intelectual subjacente ao projecto e participar numa reunião de análise do modelo e do projecto de negócios proposto. Nesta reunião colaboram vários executivos que ajudam a COTEC na avaliação do projecto e contribuem para uma definição do caminho a seguir para o seu desenvolvimento.
Para 2012 está já prevista a realização da 9ª edição do Programa COHiTEC. As candidaturas abrem no próximo mês de Novembro e são realizadas online no site www.actbycotec.com.
Portugal é muitas vezes referido como um país de inovadores, mas pôr em prática essas inovações nem sempre é tarefa fácil num ecossistema em que ainda existe muita dependência da máquina governativa. «Criou-se uma dependência do Estado para toda e qualquer actividade económica, a qual não é promotora de inovação ou empreendedorismo, e da qual temo que levemos mais de uma geração a livrar-nos», constata Pedro Vilarinho, CEO da Act (COTEC's Technology Commercialization Accelerator) na COTEC Portugal.
O caminho a seguir, segundo o CEO, é progredir, criando as condições para que as pessoas se tornem mais empreendedoras. «Se somos inovadores e empreendedores, é importante sê-lo muito mais e ajudar a criar mais valor do que o que se tem feito até agora», recomenda o responsável.
A questão do financiamento é também um handicap que tem de ser contornado, mas que Pedro Vilarinho diz não ser determinante. Os bons projectos «encontram sempre financiamento», mesmo numa época em que o crédito está mais restringido e em que a fasquia é mais elevada. «Para as startups, o financiamento junto da banca não é uma opção muito normal; os empreendedores devem procurar alternativas junto das capitais de risco e de investidores provados», aconselha o especialista.
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Os programas e concursos de inovação também são uma parte importante na promoção do empreendedorismo de base tecnológica, e podem abarcar as várias perspectivas do processo.
O Programa COHiTEC é um dos que de algum modo têm desempenhado um bom papel nesta área. Criado em 2004, no Porto, o objectivo principal deste programa é valorizar boas ideias e a investigação que é realizada nos institutos de I&D nacionais, de forma que a ciência de qualidade possa chegar ao mercado e permita a criação de empresas de elevado potencial de crescimento. Assim se gera valor, se cria emprego científico e se faz a diferença em Portugal.
Equipas multidisciplinares
O programa é realizado em colaboração com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o Centro HiTEC da North Carolina State University, a EGP-University of Porto Business School, (EGP-UPBS), a Escola de Negócios da Universidade do Porto e o ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), que são os dois palcos onde se realizam as sessões semanais do COHiTEC. No caso da EGP-UPBS, há ainda o envolvimento de estudantes do MBA, que integram as equipas do programa.
«Participam no COHiTEC equipas multidisciplinares, constituídas por investigadores, proponentes das tecnologias, e estudantes de gestão e executivos, que apoiam o processo de comercialização», revela Pedro Vilarinho.
Fases do projecto de Acelerador de Comercialização
Programa COHiTEC – Acção de formação para avaliação do potencial comercial das tecnologias. Act to Prove – Desenvolvimento da prova de conceito tecnológico. Os projectos podem manter-se nesta fase dois anos, obter um financiamento do FCR Inovcapital ACTec de até 300 000 euros e beneficiar do apoio da equipa executiva do Act da COTEC.
Act to Enhance – Desenvolvimento de um plano de negócios “investment ready”, isto é, pronto a ser apresentado a investidores. Nesta fase, as equipas têm acesso ao Fundo IAPMEI, que financia esta etapa até aos 75 000 euros.
Act to Add Value – Fase de negociação com os investidores ou licenciadores (caso se pretenda licenciar a tecnologia, e não criar uma startup). Esta fase é apoiada pela COTEC, contando com o networking e a experiência que esta instituição possui neste tipo de processos.
Durante quatro meses, estas equipas têm sessões semanais nas quais adquirem competências na área de comercialização de tecnologias, e simultaneamente avaliam o potencial comercial dos produtos ou serviços que podem ser gerados a partir das tecnologias propostas pelos investigadores. Na sessão de encerramento do COHiTEC, as equipas apresentam os projectos de negócio desenvolvidos ao longo dos quatro meses do programa.
A edição deste ano (2011), que terminou há poucos dias, foi a oitava deste programa, que desde 2005 se passou a realizar em torno de dois pólos: «De forma a potenciar a participação de investigadores do maior leque possível de institutos de investigação, decidiu-se realizar o Programa COHiTEC em duas regiões geográficas: em Lisboa e no Porto», justifica Pedro Vilarinho. Segundo este responsável, na edição do Porto costumam participar também investigadores de outras universidades do Norte e Centro do País, como Aveiro, Coimbra e Minho.
Pedro Vilarinho revela que até à data participaram neste programa um total de 92 projectos, apresentados por 284 investigadores, que contaram com o apoio de 155 estudantes de gestão e de 96 mentores. Os participantes no COHiTEC criaram 26 empresas, 13 das quais tiveram como base a tecnologia e o projecto de negócios saídos deste programa. «Duas dessas empresas percorreram todo o trajecto até ao mercado com apoio da COTEC, nomeadamente a CEV-Consumo em Verde, que produz um fungicida natural de elevada eficácia, e a Advanced Cyclone Systems, que produz ciclones para filtragem de partículas», referiu o responsável. O valor do investimento contratualizado nessas duas empresas foi de 13,9 milhões de euros, um valor que Pedro Vilarinho considera «muito alto e invulgar» quando estão em causa startups.
12 projectos concluem COHiTEC
Em 2011, o programa foi co-financiado pelo ON.2-Programa Operacional Regional do Norte, obteve o patrocínio do IAPMEI e da InovCapital e contou com a participação de investigadores das universidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa e Católica Portuguesa, bem como da Clínica Médica St. António Joane, do Grupo de Investigação 3 B’s, do Instituto de Medicina Molecular, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e do Instituto Neurociências. Na elaboração dos projectos de negócios colaboraram também estudantes de gestão da EGP-UPBS e um grupo de tutores composto na sua maioria por antigos alunos do programa.
Neste ano, o programa envolveu 14 projectos (sete no Porto e sete em Lisboa), sendo que 12 deles concluíram com sucesso o COHiTEC e foram apresentados nas sessões finais. Questionado relativamente às fases que o projecto passa até concluir o programa, Pedro Vilarinho explicou que para um projecto concluir com sucesso o COHiTEC, e prosseguir pelas seguintes fases do Acelerador de Comercialização de Tecnologias (Act) da COTEC, chegando ao mercado, há diversos factores envolvidos, entre os quais se destacam dois: a qualidade do projecto, no que diz respeito à qualidade científica e sobretudo à oportunidade de mercado que o produto proposto representa, e a qualidade da equipa, que necessita de muito trabalho árduo, motivação, perseverança e coesão.
Os 12 projectos que concluíram o programa em 2011 e cujos autores desejam prosseguir através do processo de comercialização de tecnologias proposto pelo Act têm se passar à fase seguinte: a demonstração da prova de conceito tecnológica. De acordo com Pedro Vilarinho, os projectos que agora terminaram o COHiTEC podem candidatar-se à fase do programa Act to Prove. Para isso, têm de demonstrar que possuem uma licença de utilização da propriedade intelectual subjacente ao projecto e participar numa reunião de análise do modelo e do projecto de negócios proposto. Nesta reunião colaboram vários executivos que ajudam a COTEC na avaliação do projecto e contribuem para uma definição do caminho a seguir para o seu desenvolvimento.
Para 2012 está já prevista a realização da 9ª edição do Programa COHiTEC. As candidaturas abrem no próximo mês de Novembro e são realizadas online no site www.actbycotec.com.
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in semana informática
Portugueses premiados em evento de empreendedorismo
Dois projetos portugueses - apoiados pelo Audax, do ISCTE - foram distinguidos no evento internacional de empreendedorismo e inovação de Barcelona, o BizBarcelona, avança o portal Económico.
Os projetos Biosurfit e Selftech foram ambos premiados no evento internacional que decorreu recentemente em Barcelona, nas categorias de “Growth Company”.
O projeto de empreendedorismo da Selftech passou pelo desenvolvimento de um robô cortador de relva para campos de golfe, permitindo reduzir o ruído.
Já a Biosurfit apresentou em Barcelona o “Spinit”, uma tecnologia que permite utilizar apenas uma gota de sangue para conseguir análises clínicas em menos de 15 minutos.
"Foi uma experiência extremamente intensa, com dois dias cheios de apresentações a capitais de risco, com um tempo limitado de quatro minutos no primeiro dia e de minuto no segundo”, afirma ao jornal Económico Marco Barbosa, da Selftech.
Daniel Neves, chefe de marketing da empresa Biosurfit, destacou a importância de participar neste evento, podendo obter “reconhecimento por um mercado de capital de risco tão mais maduro e ativo do que o europeu”.
Os projetos Biosurfit e Selftech foram ambos premiados no evento internacional que decorreu recentemente em Barcelona, nas categorias de “Growth Company”.
O projeto de empreendedorismo da Selftech passou pelo desenvolvimento de um robô cortador de relva para campos de golfe, permitindo reduzir o ruído.
Já a Biosurfit apresentou em Barcelona o “Spinit”, uma tecnologia que permite utilizar apenas uma gota de sangue para conseguir análises clínicas em menos de 15 minutos.
"Foi uma experiência extremamente intensa, com dois dias cheios de apresentações a capitais de risco, com um tempo limitado de quatro minutos no primeiro dia e de minuto no segundo”, afirma ao jornal Económico Marco Barbosa, da Selftech.
Daniel Neves, chefe de marketing da empresa Biosurfit, destacou a importância de participar neste evento, podendo obter “reconhecimento por um mercado de capital de risco tão mais maduro e ativo do que o europeu”.
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in BoasNoticias.pt
ANJE premeia “boas ideias” de empreendedorismo
A ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários receberá, até 31 de Agosto, candidaturas à iniciativa IdeaMove: da Ideia ao Negócio.
Esta competição de projectos empresariais premeia as 18 melhores ideias com um Campo de Treino de Empreendedores, iniciando-se, a partir daí, um processo que integra duas fases de selecção.
Os 12 melhores projectos resultantes do campo de treino transitam para a etapa de "pré-incubação" e, durante um semestre, beneficiam de 150 horas de consultoria para elaborarem o plano de negócios.
Na fase final, intitulada "incubação", só há lugar para seis equipas, galardoadas com um programa de apoio à constituição do negócio. Tecnologia e moda são as áreas temáticas do IdeaMove.
Promovido em parceria com o INESC-Porto, no âmbito do projecto Tec - Empreende, o concurso visa estimular e apoiar ideias inovadoras para a criação de novos ou melhorados produtos e serviços, aplicados em empresas dos sectores das TICE - tecnologias de informação, comunicação e electrónica e do têxtil e vestuário. A competição destina-se a equipas de dois a três elementos, sendo, segundo a ANJE, valorizadas candidaturas de grupos de jovens das áreas da engenharia, gestão e design.
Na selecção das 18 melhores ideias de produto ou serviço, o painel de avaliadores, além do currículo dos promotores, terá em conta o carácter inovador da proposta, a sua competitividade comercial expectável, a convergência com as exigências do desenvolvimento sustentável e resistência da ideia face às alterações de contexto. No campo de treino de Empreendedores, as equipas receberão formação e acompanhamento especializados, no sentido de acrescentarem potencial às respectivas ideias. Empreendedorismo, negociação, estratégia, marketing, financiamento de negócios e liderança são alguns módulos desta formação.
Esta competição de projectos empresariais premeia as 18 melhores ideias com um Campo de Treino de Empreendedores, iniciando-se, a partir daí, um processo que integra duas fases de selecção.
Os 12 melhores projectos resultantes do campo de treino transitam para a etapa de "pré-incubação" e, durante um semestre, beneficiam de 150 horas de consultoria para elaborarem o plano de negócios.
Na fase final, intitulada "incubação", só há lugar para seis equipas, galardoadas com um programa de apoio à constituição do negócio. Tecnologia e moda são as áreas temáticas do IdeaMove.
Promovido em parceria com o INESC-Porto, no âmbito do projecto Tec - Empreende, o concurso visa estimular e apoiar ideias inovadoras para a criação de novos ou melhorados produtos e serviços, aplicados em empresas dos sectores das TICE - tecnologias de informação, comunicação e electrónica e do têxtil e vestuário. A competição destina-se a equipas de dois a três elementos, sendo, segundo a ANJE, valorizadas candidaturas de grupos de jovens das áreas da engenharia, gestão e design.
Na selecção das 18 melhores ideias de produto ou serviço, o painel de avaliadores, além do currículo dos promotores, terá em conta o carácter inovador da proposta, a sua competitividade comercial expectável, a convergência com as exigências do desenvolvimento sustentável e resistência da ideia face às alterações de contexto. No campo de treino de Empreendedores, as equipas receberão formação e acompanhamento especializados, no sentido de acrescentarem potencial às respectivas ideias. Empreendedorismo, negociação, estratégia, marketing, financiamento de negócios e liderança são alguns módulos desta formação.
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in Oje.pt
Aprenda a criar o seu negócio
O Startup Pirates organiza entre 28 de Agosto e 4 de Setembro uma iniciativa que irá permitir aos participantes acederem às ferramentas e ao conhecimento necessários para criar uma empresa e serem bem sucedido ao fazê-lo.
Na prática, o Startup Pirates, escola de empreendedorismo criada em Julho, pretende ser um Movimento de promoção do empreendedorismo em Portugal e no mundo, através da realização de programas de empreendedorismo com a duração de uma semana destinados a universitários e recém-licenciados.
Estes programas cruzarão de uma forma perfeita os conhecimentos teóricos das mais diversas áreas como modelos de negócio, gestão de Recursos Humanos, marketing e desenvolvimento de plano de negócio, com uma componente muito prática que vai desde a estruturação de um modelo de negócio, ao desenvolvimento de um produto até à apresentação do plano de negócio a potenciais investidores. Todo o conhecimento é transmitido e complementado por experientes empreendedores e mentores.
Para mais informações sobre o Startup Pirates @ Porto pode visitar o site www.startuppirates.org/porto.
Na prática, o Startup Pirates, escola de empreendedorismo criada em Julho, pretende ser um Movimento de promoção do empreendedorismo em Portugal e no mundo, através da realização de programas de empreendedorismo com a duração de uma semana destinados a universitários e recém-licenciados.
Estes programas cruzarão de uma forma perfeita os conhecimentos teóricos das mais diversas áreas como modelos de negócio, gestão de Recursos Humanos, marketing e desenvolvimento de plano de negócio, com uma componente muito prática que vai desde a estruturação de um modelo de negócio, ao desenvolvimento de um produto até à apresentação do plano de negócio a potenciais investidores. Todo o conhecimento é transmitido e complementado por experientes empreendedores e mentores.
Para mais informações sobre o Startup Pirates @ Porto pode visitar o site www.startuppirates.org/porto.
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in DESTAK
Mulheres empreendedoras beneficiam de crédito do BAI
Trinta mulheres empreendedoras da província do Moxico receberam hoje, quarta-feira, no Luena, um crédito bancário concedido pelo Banco Africano de Investimentos (BAI), no âmbito do Crédito de Campanha Agrícola, lançado pelo governo angolano em 2010.
Em declarações à Angop, o técnico nacional do BAI micro-finanças, Valdemir Gourgel, explicou que as mulheres contempladas vão receber 500 a cinco mil dólares americanos, que serão reembolsados num prazo de um a dois anos.
Segundo o responsável, numa primeira fase foram beneficiadas 30 mulheres do município sede, como experiência piloto e gradualmente estender-se-á para os restantes municípios e comunas da província do Moxico.
Valdemir Gourgel explicou que o objectivo principal desta política de micro financiamento é estabilizar a situação social das mulheres e melhorar as suas rendas.
Explicou que a sua instituição bancária está aberta para todas as pessoas com iniciativas de empreendedorismo, camponesas associadas e individuais que quiserem aproveitar os serviços dos BAI, para estabilizar e garantir os níveis de produtividade económica.
Maria da Conceição, uma das mulheres contempladas louvou o gesto do BAI e disse que ela e as suas companheiras vão empregar o montante disponibilizado na aquisição de inputs agrícolas, para melhorar a produtividade.
Sugeriu à gerência do banco e a outras instituições envolvidas no processo a abranger no microcrédito às mulheres rurais para igualmente melhorarem as suas condições sociais.
Em declarações à Angop, o técnico nacional do BAI micro-finanças, Valdemir Gourgel, explicou que as mulheres contempladas vão receber 500 a cinco mil dólares americanos, que serão reembolsados num prazo de um a dois anos.
Segundo o responsável, numa primeira fase foram beneficiadas 30 mulheres do município sede, como experiência piloto e gradualmente estender-se-á para os restantes municípios e comunas da província do Moxico.
Valdemir Gourgel explicou que o objectivo principal desta política de micro financiamento é estabilizar a situação social das mulheres e melhorar as suas rendas.
Explicou que a sua instituição bancária está aberta para todas as pessoas com iniciativas de empreendedorismo, camponesas associadas e individuais que quiserem aproveitar os serviços dos BAI, para estabilizar e garantir os níveis de produtividade económica.
Maria da Conceição, uma das mulheres contempladas louvou o gesto do BAI e disse que ela e as suas companheiras vão empregar o montante disponibilizado na aquisição de inputs agrícolas, para melhorar a produtividade.
Sugeriu à gerência do banco e a outras instituições envolvidas no processo a abranger no microcrédito às mulheres rurais para igualmente melhorarem as suas condições sociais.
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in AngolaPress
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Conhecimento da concorrência é imprescindível

“Para se ter sucesso tem de ser ter um sonho muito grande e perseguir constantemente essa ideia”, revelou José Luis Alvim, durante o debate “Empreender à 5ª”, que teve como tema “Empreendedorismo e Estratégia de Negócio” e que decorreu na Fnac do Norteshopping.
Segundo o docente universitário, é muito importante do ponto de vista empresarial não ter medo, até porque “quem quer ser empresário não pode estar à espera de ter uma boa vida”.
O planeamento, a organização, a liderança pelo exemplo foram algumas das funções de um gestor que o professor ressalvou durante a sua intervenção.
José Luis Alvim aproveitou ainda para referir que numa estratégia de negócio, “os objectivos devem ser simples, consistentes e a longo prazo”, sendo imprescindível “um profundo conhecimento do ambiente competitivo”.
Falando de estratégias de sucesso, o professor e consultor de empresas, salientou a importância da execução efectiva dos objectivos delineados, contudo isso exige “liderança, foco, alinhamento, comunicação e determinação”.
O professor ressalvou ainda a aposta na internacionalização, contudo realçou a importância de ter competências para gerar receitas. Para isso considera fundamental um empresário rodear-se de pessoas competentes e trabalhadoras.
Durante o debate, a assistência ficou a conhecer o caso do empresário Vitor Oliveira, que é actualmente director-geral da Ginfoplan, uma empresa de consultoria informática, especializada em soluções integradas de sistemas de informação.
Com 45 anos, o empresário reconhece que sempre foi muito engenhoso. Começou com sete anos a vender rifas aos vizinhos e ficou-lhe o gosto por criar riqueza, vender e empreender.
Mas nem sempre as coisas correram como Vítor Oliveira planeara. Como é o caso do Portal do Consultor Autárquico, um portal com toda a informação legal, classificada e pesquisável para os presidentes de Junta de Freguesia.
Contudo depois do lançamento, as Juntas de Freguesia contactadas, embora demonstrassem sempre receptividade à ideia, por um ou outro motivo, iam adiando a decisão de compra dos conteúdos disponibilizados.
Vitor Oliveira reconhece que uma das suas incompetências é na área dos recursos humanos: “A tendência é para pôr as mãos na massa e não para orientar a equipa”.
Mesmo que este projecto não tenha corrido como inicialmente planeado, Vitor Oliveira não desiste.
"Um portal de auxílio à gestão autárquica continua a ser uma boa ideia, a necessidade de concentração de informação relevante, conjugado com a melhoria dos processos de pesquisa será crucial para o futuro na utilização da internet", salienta.
O futuro passa por reformular o negócio que deixará de ter conteúdos pagos: “Deixará de ser um portal informativo para ser colaborativo”.
Com isto, Vitor Oliveira acredita que ainda é possível recuperar o portal do Consultor Autárquico e a médio prazo vir a ter algum retorno financeiro com ele.
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Autor: Patricia Flores - Jornalista
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