O Millennium bcp e a Câmara Municipal de Portimão estabeleceram um protocolo com o objetivo de “dinamizar o empreendedorismo junto da população” através do microcrédito.
O acordo em causa visa “divulgar e promover o microcrédito, como instrumento de apoio à criação do auto-emprego e de combate eficaz à exclusão social e à pobreza”.
Esta parceria pretende estimular o aparecimento de iniciativas empresariais no concelho de Portimão e, em especial, as que possam beneficiar dos sistemas de microcrédito.
No âmbito deste protocolo, serão realizadas sessões públicas de sensibilização e divulgação do microcrédito, em especial junto de pessoas com alguma experiência e formação profissional, em situação de desemprego e carências sociais, que possam vir a criar ou desenvolver o seu próprio negócio.
No distrito de Faro, a taxa de desemprego atinge os 13.4%, “acentuando-se este problema nos meses de Inverno”, lembra a entidade bancária, em comunicado.
Através do microcrédito, o Millennium bcp revela que já apoiou a criação de cerca de 2106 negócios, que geraram aproximadamente 3266 novos postos de trabalho.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
‘Desafio Ousar’ de volta para apoiar dez ideias de negócio
A segunda edição do concurso ‘Desafio Ousar’ regressa em Setembro para apoiar dez novas ideias de negócio inovadoras.
Este concurso de apoio ao empreendedorismo é promovido pela Associação Industrial do Minho (AIMinho), decorre entre 19 de Setembro e 16 de Dezembro e tem como objectivo “despertar a capacidade de iniciativa e criatividade dos potenciais empreendedores, assim como desenvolver competências empreendedoras e cimentar ideias de negócios”.
O projecto baseia a sua intervenção numa filosofia de apoio ao empreendedorismo, através de trabalho em rede com entidades da região.
‘Desafio Ousar’ proporciona aos participantes a passagem por situações que lhes permitirão aferir se possuem as capacidades para serem um empreendedor.
O concurso conta com o apoio de instituições de Ensino S uperior e outras ligadas ao financiamento, inovação, gestão e empreendedorismo.
Os dez projectos melhor classificados que pretendam avançar para a criação da própria empresa irão beneficiar de apoio na elaboração do plano de negócio, aconselhamento e assistência técnica ao arranque do negócio.
O apoio é facultado através de 70 horas de consultoria técnica especializada. Adicionalmente, terão acesso a um programa de mentoring, no qual lhes será atribuído um mentor com grande experiência e conhecimentos na área de negócio do projecto, que irá dar apoio no avanço da ideia de negócio. As dez ideias beneficiarão também de apoio na procura de financiamento.
Os cinco melhores projectos obterão apoio na incubação das empresas.
Os três melhores projectos do ‘Desafio Ousar’ receberão prémios pecuniários entre 1500 e 2 500 euros.
Este concurso de apoio ao empreendedorismo é promovido pela Associação Industrial do Minho (AIMinho), decorre entre 19 de Setembro e 16 de Dezembro e tem como objectivo “despertar a capacidade de iniciativa e criatividade dos potenciais empreendedores, assim como desenvolver competências empreendedoras e cimentar ideias de negócios”.
O projecto baseia a sua intervenção numa filosofia de apoio ao empreendedorismo, através de trabalho em rede com entidades da região.
‘Desafio Ousar’ proporciona aos participantes a passagem por situações que lhes permitirão aferir se possuem as capacidades para serem um empreendedor.
O concurso conta com o apoio de instituições de Ensino S uperior e outras ligadas ao financiamento, inovação, gestão e empreendedorismo.
Os dez projectos melhor classificados que pretendam avançar para a criação da própria empresa irão beneficiar de apoio na elaboração do plano de negócio, aconselhamento e assistência técnica ao arranque do negócio.
O apoio é facultado através de 70 horas de consultoria técnica especializada. Adicionalmente, terão acesso a um programa de mentoring, no qual lhes será atribuído um mentor com grande experiência e conhecimentos na área de negócio do projecto, que irá dar apoio no avanço da ideia de negócio. As dez ideias beneficiarão também de apoio na procura de financiamento.
Os cinco melhores projectos obterão apoio na incubação das empresas.
Os três melhores projectos do ‘Desafio Ousar’ receberão prémios pecuniários entre 1500 e 2 500 euros.
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in correio do minho
São precisos empreendedores, mas não só
Os empreendedores reconhecem que são bons inventores mas que não têm a capacidade comercial ou de gestão para passarem o negócio do laboratório para o mercado real. É esta a componente mais importante em todo o processo de investimento e não apenas o capital que se aplica.
Os investidores muitas vezes queixam-se que não existem projectos de qualidade. Em parte é certo, mas tal facto é motivado pelo tamanho do país que temos, o que torna difícil a existência de muitos projectos de qualidade, mas os poucos que temos, às vezes são de grande qualidade a nível mundial, inclusive reconhecidos e premiados lá fora, mas que cá dentro não lhe dão a devida importância, o que torna o país cada vez menos inovador e competitivo.
São precisos empreendedores, mas também são necessários investidores que saibam analisar convenientemente os projectos que chegam às suas mãos, para não perderem oportunidades, não desiludir quem afinal poderia ser uma referência nacional ou até mundial, e para não impedir que o país cresça e se modernize.
Pedir tudo isto a um investidor, e ainda que o mesmo assuma o risco do investimento, não é pedir pouco, e é por isso que temos de profissionalizar a forma em como se investe em empreendedores em Portugal, em especial através das capitais de risco públicas.
Depois de ver a "grande reportagem" da SIC, onde dois empreendedores mostravam soluções absolutamente inovadoras e até com a realização de investimento próprio, para provar que as mesmas não eram apenas teóricas, através de protótipos, fiquei chocado como é que ideias como a de um carro com energia ilimitada, com baterias auto-recarregáveis por via eólica (ou seja, quanto mais o carro se desloca, mais a bateria se carrega - uma ideia genial), ou um sistema que evita inundações, premiados no estrangeiro, ficam na gaveta, destruindo o sonho de quem quer inovar e revolucionar o mundo.
Mas o problema, não está apenas na falta de capacidade de análise, mas também na falha de uma verdadeira incubadora de start-ups. Para fazer crescer um negócio, não temos apenas de colocar dinheiro nele (já tinha referido isto em artigos anteriores), é necessário envolver o negócio numa rede comercial que funcione e que potencie o mesmo. É esta a parte mais complicada do processo, e que não está devidamente estruturada nas capitais de risco públicas, (desaproveitando a grande sinergia comercial que o próprio estado pode dar) acabando por atirar para o lixo grande parte dos investimentos, e culpabilizando o empreendedor do não sucesso.
Os empreendedores, como estes que dou como exemplo, reconhecem eles próprios que são bons inventores e realizadores da sua invenções, mas que ao mesmo tempo não tem a capacidade comercial ou de gestão para passar o negócio do laboratório para o mercado real. É esta a componente mais importante em todo o processo de investimento, e não apenas o capital que se investe.
Temos por isso de reformular por completo a forma em como o estado gasta dinheiro em empreendedores e no empreendedorismo. O novo ministro da economia, já disse mais de uma vez que é preciso apostar no empreendedorismo, e não posso estar mais de acordo, mas enquanto não se criar um centro incubador que seja facilitador de contactos e gerador de negócios a nível nacional e internacional (com a chancela do governo) difícil será rentabilizar os investimentos.
Se definimos uma espécie de "selo de qualidade" em cada projecto investido por capitais de risco públicas, pode-se criar uma rede "ao estilo Cotec" que através de protocolos com grandes empresas internacionais e nacionais, possam vir a dar um empurrão significativo aos projectos. É preciso fazer este trabalho para termos uma boa "plataforma de lançamento" para os nossos inventores.
Este é um trabalho que ainda não foi feito, mas que é obrigatório se queremos ver o dinheiro do contribuinte bem investido, no futuro do país.
Se o estado, por exemplo, tem um acordo feito com a Auto Europa, neste centro incubador, permitindo que o protótipo do carro, passe para um cenário de aperfeiçoamento e comercialização, mais um acordo com o INPI para patentear o "estado da arte" deste projecto a nível global, todo o conceito ganharia muito mais força que apenas entregar capital a este empreendedor.
Mas quem investe no estado, em vez de criar esta "plataforma de lançamento" deixa tudo ao sabor do empreendedor, que muitas vezes não tem experiência, nem contactos, nem capacidade de tornar o seu protótipo num modelo comercializável.
É esta falta de consolidação da inovação com o mercado real, que deixa Portugal ao sabor do vento no que diz respeito a investimentos empreendedores. São os empreendedores que precisam deste apoio, não são as grandes empresas, por isso o estado tem de criar mecanismos para que seja possível juntar todas as peças e elevar o país a um nível de empreendedorismo e inovação nunca antes vivido.
Dedico este meu artigo aos dois empreendedores, e às suas excelentes ideias, lamentando que tenham ficado na gaveta. Contudo não pude de deixar de expressar a minha critica, e sugestão, na esperança de alguém retomar os referidos projectos e vir a integra-los numa "plataforma de lançamento" que os faça crescer.
Os investidores muitas vezes queixam-se que não existem projectos de qualidade. Em parte é certo, mas tal facto é motivado pelo tamanho do país que temos, o que torna difícil a existência de muitos projectos de qualidade, mas os poucos que temos, às vezes são de grande qualidade a nível mundial, inclusive reconhecidos e premiados lá fora, mas que cá dentro não lhe dão a devida importância, o que torna o país cada vez menos inovador e competitivo.
São precisos empreendedores, mas também são necessários investidores que saibam analisar convenientemente os projectos que chegam às suas mãos, para não perderem oportunidades, não desiludir quem afinal poderia ser uma referência nacional ou até mundial, e para não impedir que o país cresça e se modernize.
Pedir tudo isto a um investidor, e ainda que o mesmo assuma o risco do investimento, não é pedir pouco, e é por isso que temos de profissionalizar a forma em como se investe em empreendedores em Portugal, em especial através das capitais de risco públicas.
Depois de ver a "grande reportagem" da SIC, onde dois empreendedores mostravam soluções absolutamente inovadoras e até com a realização de investimento próprio, para provar que as mesmas não eram apenas teóricas, através de protótipos, fiquei chocado como é que ideias como a de um carro com energia ilimitada, com baterias auto-recarregáveis por via eólica (ou seja, quanto mais o carro se desloca, mais a bateria se carrega - uma ideia genial), ou um sistema que evita inundações, premiados no estrangeiro, ficam na gaveta, destruindo o sonho de quem quer inovar e revolucionar o mundo.
Mas o problema, não está apenas na falta de capacidade de análise, mas também na falha de uma verdadeira incubadora de start-ups. Para fazer crescer um negócio, não temos apenas de colocar dinheiro nele (já tinha referido isto em artigos anteriores), é necessário envolver o negócio numa rede comercial que funcione e que potencie o mesmo. É esta a parte mais complicada do processo, e que não está devidamente estruturada nas capitais de risco públicas, (desaproveitando a grande sinergia comercial que o próprio estado pode dar) acabando por atirar para o lixo grande parte dos investimentos, e culpabilizando o empreendedor do não sucesso.
Os empreendedores, como estes que dou como exemplo, reconhecem eles próprios que são bons inventores e realizadores da sua invenções, mas que ao mesmo tempo não tem a capacidade comercial ou de gestão para passar o negócio do laboratório para o mercado real. É esta a componente mais importante em todo o processo de investimento, e não apenas o capital que se investe.
Temos por isso de reformular por completo a forma em como o estado gasta dinheiro em empreendedores e no empreendedorismo. O novo ministro da economia, já disse mais de uma vez que é preciso apostar no empreendedorismo, e não posso estar mais de acordo, mas enquanto não se criar um centro incubador que seja facilitador de contactos e gerador de negócios a nível nacional e internacional (com a chancela do governo) difícil será rentabilizar os investimentos.
Se definimos uma espécie de "selo de qualidade" em cada projecto investido por capitais de risco públicas, pode-se criar uma rede "ao estilo Cotec" que através de protocolos com grandes empresas internacionais e nacionais, possam vir a dar um empurrão significativo aos projectos. É preciso fazer este trabalho para termos uma boa "plataforma de lançamento" para os nossos inventores.
Este é um trabalho que ainda não foi feito, mas que é obrigatório se queremos ver o dinheiro do contribuinte bem investido, no futuro do país.
Se o estado, por exemplo, tem um acordo feito com a Auto Europa, neste centro incubador, permitindo que o protótipo do carro, passe para um cenário de aperfeiçoamento e comercialização, mais um acordo com o INPI para patentear o "estado da arte" deste projecto a nível global, todo o conceito ganharia muito mais força que apenas entregar capital a este empreendedor.
Mas quem investe no estado, em vez de criar esta "plataforma de lançamento" deixa tudo ao sabor do empreendedor, que muitas vezes não tem experiência, nem contactos, nem capacidade de tornar o seu protótipo num modelo comercializável.
É esta falta de consolidação da inovação com o mercado real, que deixa Portugal ao sabor do vento no que diz respeito a investimentos empreendedores. São os empreendedores que precisam deste apoio, não são as grandes empresas, por isso o estado tem de criar mecanismos para que seja possível juntar todas as peças e elevar o país a um nível de empreendedorismo e inovação nunca antes vivido.
Dedico este meu artigo aos dois empreendedores, e às suas excelentes ideias, lamentando que tenham ficado na gaveta. Contudo não pude de deixar de expressar a minha critica, e sugestão, na esperança de alguém retomar os referidos projectos e vir a integra-los numa "plataforma de lançamento" que os faça crescer.
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in jornal de Negocios
Workshop de Empreendedorismo - ALGARVE - 14 de Setembro
Numa Parceria entre o NERA e a AIP-CCI realizar-se-á no âmbito da Conferência Internacional da ECCI XII, um Workshop sobre empreendedorismo, no qual serão apresentados casos exemplares de empreendedorismo no sector do Turismo.
Este Workshop é uma iniciativa do projecto Plataforma do Empreendedor (www.empreender.aip.pt), criado pela AIP-CCI e desenvolvido em parceria com o GEP (MTSS) e com o apoio do POAT/ FSE, que tem como objectivo principal levar a um público cada vez mais alargado a temática do empreendedorismo, criando diferentes dinâmicas de abordagem que visam a motivação e o despertar para novas oportunidades de saídas profissionais, como seja o auto-emprego.
Em 2010, realizaram-se com sucesso 9 workshops e uma sessão plenária com um orador internacional, na zona de Lisboa. O tema do empreendedorismo foi amplamente falado por diferentes sujeitos activos e com experiências diferenciadas: Professores, Peritos, Investigadores, Empreendedores, Financiadores, Consultores, entre outros.
Para 2011, a AIP-CCI apostou na realização de um roadshow, com a realização de workshops de empreendedorismo em diferentes regiões de Portugal continental, contando para o efeito com o contributo das diferentes Associações Empresariais Regionais, sendo que no Algarve a parceria foi estabelecida com o NERA, para a realização deste Workshop (gratuito):
TEMA: "Call for Action - EMP! Oportunidades e Desafios no Turismo Sustentável!"
DATA: 14 Setembro 2011
HORÁRIO: 13H30-16H30
LOCAL: Auditório da Esc. Sup. Saúde Univ. do Algarve (ESSUALG), Avª Dr. Adelino da Palma Carlos (FARO)
PROGRAMA:
13h30-14h00- Acreditação
14h30-14h45- Abertura: NERA e AIP-CCI
14h45-15h15- O Estado da Arte do Turismo em Portugal, que desafios para a região do Algarve – Vítor Neto, Presidente do NERA
15h15-15h45- Apresentação de 3 casos empreendedores:
Moderação: Frederico Carvalho Pinto, Docente Universitário na área do Empreendedorismo e Consultor AIP-CCI
15h45-16h30- EMPREENDER – O Jogo!
Para obter mais informações acerca desta iniciativa, sugerimos a consulta do www.empreender.aip.pt, onde poderá encontrar, no PONTO DE ENCONTRO, informação sobre os workshops já realizados.
Este Workshop é uma iniciativa do projecto Plataforma do Empreendedor (www.empreender.aip.pt), criado pela AIP-CCI e desenvolvido em parceria com o GEP (MTSS) e com o apoio do POAT/ FSE, que tem como objectivo principal levar a um público cada vez mais alargado a temática do empreendedorismo, criando diferentes dinâmicas de abordagem que visam a motivação e o despertar para novas oportunidades de saídas profissionais, como seja o auto-emprego.
Em 2010, realizaram-se com sucesso 9 workshops e uma sessão plenária com um orador internacional, na zona de Lisboa. O tema do empreendedorismo foi amplamente falado por diferentes sujeitos activos e com experiências diferenciadas: Professores, Peritos, Investigadores, Empreendedores, Financiadores, Consultores, entre outros.
Para 2011, a AIP-CCI apostou na realização de um roadshow, com a realização de workshops de empreendedorismo em diferentes regiões de Portugal continental, contando para o efeito com o contributo das diferentes Associações Empresariais Regionais, sendo que no Algarve a parceria foi estabelecida com o NERA, para a realização deste Workshop (gratuito):
TEMA: "Call for Action - EMP! Oportunidades e Desafios no Turismo Sustentável!"
DATA: 14 Setembro 2011
HORÁRIO: 13H30-16H30
LOCAL: Auditório da Esc. Sup. Saúde Univ. do Algarve (ESSUALG), Avª Dr. Adelino da Palma Carlos (FARO)
PROGRAMA:
13h30-14h00- Acreditação
14h30-14h45- Abertura: NERA e AIP-CCI
14h45-15h15- O Estado da Arte do Turismo em Portugal, que desafios para a região do Algarve – Vítor Neto, Presidente do NERA
15h15-15h45- Apresentação de 3 casos empreendedores:
Moderação: Frederico Carvalho Pinto, Docente Universitário na área do Empreendedorismo e Consultor AIP-CCI
15h45-16h30- EMPREENDER – O Jogo!
Para obter mais informações acerca desta iniciativa, sugerimos a consulta do www.empreender.aip.pt, onde poderá encontrar, no PONTO DE ENCONTRO, informação sobre os workshops já realizados.
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in nera.pt
Profissão: Empreendedor!
Imagine esta cena: depois de anos de estudos, uma jovem se prepara para a formatura no seu curso de odontologia. Vestido já escolhido, fotos tiradas, convites... Tudo pronto para a grande noite. Nome a nome, chega a sua vez e ela sobe ao palco solene para receber seu canudo... Desce e no dia seguinte é convidada para um novo palco, o palco da vida: a recém formada agora está no mercado. Um potencial imenso, mas com muitas dúvidas: estudar mais, arrumar um emprego, fazer um concurso...
E por que não empreender?
Tempos desses fui convidado para ministrar uma aula no Mestrado de Odontologia de uma universidade particular. Assunto? Empreendedorismo. Confesso que não é sempre que me deparo com este tipo de visão: uma instituição de ensino superior instigando seus alunos nas reflexões do universo empreendedor. Naquela oportunidade afirmei que não conheço profissão mais empreendedora que a de dentista. Até porque já fui sócio de um consultório odontológico e bem sei que para um recém formado a tarefa de abrir seu próprio negócio não é das mais fáceis. Reafirmo: não tem profissão mais empreendedora do que a de dentista! Pode ter parecida: advogado, arquiteto, médico, contador... Todas estas profissões se diferem nas técnicas aprendidas nos bancos universitários, mas são muito parecidas nos desafios do ato de empreender. E poucos são os cursos que vão além de formar o profissional operacional. Muitos esquecem que precisam formar estes jovens para o mercado, e que este mercado não tem emprego - seja público ou privado - para todo mundo.
Imaginemos esta outra cena: jovem dentista, recém formado, monta seu consultório em um prédio comercial. Primeira semana de trabalho e ele já tem pacientes: a mãe, o pai, a namorada e a sogra (o sogro não quis dar o cabimento!). Segunda semana? A madrinha, o irmão e três dos amigos mais chegados. E só! O resto do mês à míngua. Mas ele persiste, não desiste! Cartão de visitas no bolso, aproveita qualquer oportunidade para fazer seu nome: divulga entre os amigos, faz trabalho voluntário na comunidade carente, circula em festas, faz curso de gestão... E as coisas vão mudando: o amigo da prima que ele conheceu numa festa liga e marca consulta. O colega do curso indicou ele para a esposa... E de repente - mas não por acaso - sua agenda está cheia e ele, além de construir sua renda, está gerando emprego e riqueza para a secretária, a assistente de consultório dentário, o protético... Troque o personagem acima para o de um jovem engenheiro ou psicólogo e veja o quanto nossos cursos universitários poderiam estar gerando de novos empreendedores ano a ano: seriam centenas? Ou talvez milhares de empreendedores? Imagine o impacto positivo que tantos novos empreendedores, ano a ano, poderiam geram na economia?
Alguém já pensou sobre isto. Foi o economista francês Jean-Baptiste Say (1767-1832), um dos primeiros estudiosos sobre o impacto dos empreendedores na economia. Ele ensinava que um país estocado de empreendedores tem maior potencial de atingir prosperidade do que outros que não investem no empreendedorismo. Por isto, creio e milito na tese que quem cria emprego e renda, riqueza e prosperidade, para sua comunidade, sua cidade, seu estado e seu país, é somente um personagem: o empreendedor.
Por fim gostaria de formular algumas perguntas para os jovens estudantes desta miríade de profissões super empreendedoras que encontramos na atualidade: quantas horas por dia, por mês ou por ano você investe para pensar sobre coisas como:
- Quem é você?
- O que você quer para sua vida? Quais os seus sonhos, seus objetivos?
- Como você vai fazer para alcançar esses objetivos?Prepare-se para empreender conhecendo-se e sonhando, escreva planos e mãos à obra! Como já ensinava Shakespeare "Corra atrás dos seus objetivos. O dia não vai ser diferente se você não fizer diferente". Pense nisso. Bom trabalho. Sucesso!
E por que não empreender?
Tempos desses fui convidado para ministrar uma aula no Mestrado de Odontologia de uma universidade particular. Assunto? Empreendedorismo. Confesso que não é sempre que me deparo com este tipo de visão: uma instituição de ensino superior instigando seus alunos nas reflexões do universo empreendedor. Naquela oportunidade afirmei que não conheço profissão mais empreendedora que a de dentista. Até porque já fui sócio de um consultório odontológico e bem sei que para um recém formado a tarefa de abrir seu próprio negócio não é das mais fáceis. Reafirmo: não tem profissão mais empreendedora do que a de dentista! Pode ter parecida: advogado, arquiteto, médico, contador... Todas estas profissões se diferem nas técnicas aprendidas nos bancos universitários, mas são muito parecidas nos desafios do ato de empreender. E poucos são os cursos que vão além de formar o profissional operacional. Muitos esquecem que precisam formar estes jovens para o mercado, e que este mercado não tem emprego - seja público ou privado - para todo mundo.
Imaginemos esta outra cena: jovem dentista, recém formado, monta seu consultório em um prédio comercial. Primeira semana de trabalho e ele já tem pacientes: a mãe, o pai, a namorada e a sogra (o sogro não quis dar o cabimento!). Segunda semana? A madrinha, o irmão e três dos amigos mais chegados. E só! O resto do mês à míngua. Mas ele persiste, não desiste! Cartão de visitas no bolso, aproveita qualquer oportunidade para fazer seu nome: divulga entre os amigos, faz trabalho voluntário na comunidade carente, circula em festas, faz curso de gestão... E as coisas vão mudando: o amigo da prima que ele conheceu numa festa liga e marca consulta. O colega do curso indicou ele para a esposa... E de repente - mas não por acaso - sua agenda está cheia e ele, além de construir sua renda, está gerando emprego e riqueza para a secretária, a assistente de consultório dentário, o protético... Troque o personagem acima para o de um jovem engenheiro ou psicólogo e veja o quanto nossos cursos universitários poderiam estar gerando de novos empreendedores ano a ano: seriam centenas? Ou talvez milhares de empreendedores? Imagine o impacto positivo que tantos novos empreendedores, ano a ano, poderiam geram na economia?
Alguém já pensou sobre isto. Foi o economista francês Jean-Baptiste Say (1767-1832), um dos primeiros estudiosos sobre o impacto dos empreendedores na economia. Ele ensinava que um país estocado de empreendedores tem maior potencial de atingir prosperidade do que outros que não investem no empreendedorismo. Por isto, creio e milito na tese que quem cria emprego e renda, riqueza e prosperidade, para sua comunidade, sua cidade, seu estado e seu país, é somente um personagem: o empreendedor.
Por fim gostaria de formular algumas perguntas para os jovens estudantes desta miríade de profissões super empreendedoras que encontramos na atualidade: quantas horas por dia, por mês ou por ano você investe para pensar sobre coisas como:
- Quem é você?
- O que você quer para sua vida? Quais os seus sonhos, seus objetivos?
- Como você vai fazer para alcançar esses objetivos?Prepare-se para empreender conhecendo-se e sonhando, escreva planos e mãos à obra! Como já ensinava Shakespeare "Corra atrás dos seus objetivos. O dia não vai ser diferente se você não fizer diferente". Pense nisso. Bom trabalho. Sucesso!
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Por Semio Timeni Segundo in Tribuna do Norte
"O empreendedorismo está na moda"
"O empreendedorismo está na moda" é um projecto com apoio do COMPETE - Programa Operacional Factores de Competitividade (taxa de apoio 70%), no âmbito do SIAC- Sistema de Apoio a Acções Colectivas.
"O empreendedorismo está na moda" é um projecto com apoio do COMPETE- Programa Operacional Factores de Competitividade (taxa de apoio 70%), no âmbito do SIAC- Sistema de Apoio a Acções Colectivas promovido pela IMATEC - Intelligence em Tecnologias e Materiais Avançados) em co-promoção com o CITEVE -Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Líder Do Projecto), o CENTITVC – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnica e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes e o Centro Tecnológico do Calçado de Portugal.
Este Projecto teve como objectivo desenvolver de forma estruturada um programa de acção, de carácter transversal e orientado à inteligência tecnológica e à indução de actores (ligação a outras estratégias colectivas de âmbito nacional e Europeu), com vista a:
• Geração de intelligence empresarial em áreas de conhecimento/tecnologias consideradas prioritárias para a produção de inovação orientada à fileira moda;
• Induzir a geração de novos projectos empresariais suportados por estratégias de empreendedorismo com base em tecnologia e conhecimento.
• Articulação e concertação entre diferentes estratégias de eficiência colectiva, através de uma maior e mais eficiente articulação e colaboração entre actores de sectores complementares à fileira Moda, com vista à identificação de oportunidades de elevado potencial de exploração em mercados com interesse económico e conteúdo tecnológico.
Assim nasceu o "O empreendedorismo está na moda", um desafio lançado a alunos ou ex-alunos da Universidade do Minho que visa a apresentação propostas de negócio ligadas ao sector da moda: têxtil, vestuário, calçado ou ourivesaria. Em parceria com a spin-off EDIT VALUE Consultoria Empresarial, as oito melhores irão receber apoio técnico especializado, de forma a colocar em prática essas ideias.
"O empreendedorismo está na moda" é um projecto com apoio do COMPETE- Programa Operacional Factores de Competitividade (taxa de apoio 70%), no âmbito do SIAC- Sistema de Apoio a Acções Colectivas promovido pela IMATEC - Intelligence em Tecnologias e Materiais Avançados) em co-promoção com o CITEVE -Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Líder Do Projecto), o CENTITVC – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnica e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes e o Centro Tecnológico do Calçado de Portugal.
Este Projecto teve como objectivo desenvolver de forma estruturada um programa de acção, de carácter transversal e orientado à inteligência tecnológica e à indução de actores (ligação a outras estratégias colectivas de âmbito nacional e Europeu), com vista a:
• Geração de intelligence empresarial em áreas de conhecimento/tecnologias consideradas prioritárias para a produção de inovação orientada à fileira moda;
• Induzir a geração de novos projectos empresariais suportados por estratégias de empreendedorismo com base em tecnologia e conhecimento.
• Articulação e concertação entre diferentes estratégias de eficiência colectiva, através de uma maior e mais eficiente articulação e colaboração entre actores de sectores complementares à fileira Moda, com vista à identificação de oportunidades de elevado potencial de exploração em mercados com interesse económico e conteúdo tecnológico.
Assim nasceu o "O empreendedorismo está na moda", um desafio lançado a alunos ou ex-alunos da Universidade do Minho que visa a apresentação propostas de negócio ligadas ao sector da moda: têxtil, vestuário, calçado ou ourivesaria. Em parceria com a spin-off EDIT VALUE Consultoria Empresarial, as oito melhores irão receber apoio técnico especializado, de forma a colocar em prática essas ideias.
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in pofc.qren.pt
"Conciliar negócio próprio com emprego fixo depende de ética"
Ele é um líder, trabalha bem em equipe, enxerga oportunidades e ajuda a empresa a crescer. O profissional intraempreendedor é um perfil desejado pelas empresas que valorizam as novas ideias e facilitam a comunicação. Mas o que acontece quando esse empregado decide usar essas características e abrir um negócio próprio, sem se desligar da empresa onde trabalha? O economista Eduardo Bom Angelo, que foi diretor presidente da BrasilPrev entre 2003 e 2007 e, agora, atua como voluntário do Instituto Endeavor, coach e consultor, avalia que é possível manter a “vida dupla”. Mas – e sobretudo – desde que funcionário e empresa mantenham a ética e o respeito à verdade. Segundo o especialista, autor do livro “Empreendedor Corporativo” (Negócio Editora), o empreendedorismo nas corporações avança a cada ano, beneficiando-se de uma flexibilização das relações de trabalho.
Como identificar o profissional intraempreendedor?
Eu não acredito que haja uma diferença substancial entre quem empreende dentro de uma empresa ou fora dela. Como qualquer empreendedor, o intraempreendedor enxerga oportunidades onde outras pessoas enxergam obstáculos. Ele possui também traços de liderança e tem facilidade para trabalhar em equipe. A única diferença é que o empreendedor depende de seu próprio capital para levantar um negócio ou fazer uma boa ideia acontecer, enquanto o intraempreendedor está protegido pelo fato de usar dinheiro de terceiros.
É vantajoso para uma empresa contratar intraempreendedores?
Sim, desde que a empresa forneça um cenário favorável ao empreendedorismo. Não adianta contratar gente empreendedora e fornecer um ambiente de trabalho autoritário centralizador, hierarquizado, onde as informações não fluem. A partir disso, também é necessário que haja interlocutores que possam validar ideias empreendedoras, que reconheçam aqueles que estão se destacando e contribuindo com o crescimento da empresa.
Qual é a postura que uma empresa deve adotar diante de um intraempreendedor que decide investir em um negócio próprio?
Depende das regras da empresa. Algumas multinacionais, que são mais rígidas, não permitem que isso aconteça. Eu parto sempre do princípio – não só nessa situação, mas em qualquer impasse corporativo – que é sempre bom lidar com duas palavras: ética e verdade.
E a postura do funcionário?
Vale a mesma regra do bom senso. Eu não vejo muito sentido em alguém abrir um negócio próprio escondido porque, em algum momento, e de alguma forma, isto vai ser revelado, nem que seja por terceiros. A postura do empreendedor deve ser de preservar os interesses da empresa. Afinal, é ela quem paga o seu salário. Você não pode trabalhar num escritório e, às duas da tarde, no meio do expediente, sair correndo porque pegou fogo na cozinha da sua franquia de uma rede de doces, por exemplo. Nem gastar tempo de trabalho para resolver questões com fornecedores da sua empresa por telefone ou e-mail.
Vale abrir um negócio no mesmo ramo da empresa na qual o empreendedor trabalha?
Não. O empreendedor precisa tomar bastante cuidado com isso. Além de virar concorrente da empresa para a qual presta serviços, o empreendedor deve perceber que, nessa situação, precisará de tanto tempo quanto o que se dedica ao seu trabalho.
O que fazer numa situação como essa, em que o empreendimento exige bastante tempo?
Se o seu negócio exige alguém 100% focado no trabalho, é necessário procurar a ajuda de um gerente, gestor ou alguém que cuide da parte operacional, enquanto você se apresenta como sócio investidor, que dedica parte de seu tempo livre ao negócio, seja durante a noite ou nos finais de semana.
Desde 2003, quando publicou seu livro “Empreendedor Coorporativo”, houve alguma mudança no cenário do empreendedorismo nas corporações brasileiras?
Hoje há mais flexibilidade por parte das empresas em aceitar que seus funcionários “toquem” negócios paralelos. Até 11 anos atrás, quando comecei a dar aulas sobre empreendedorismo, não havia títulos publicados sobre esse assunto no Brasil, o que explicava a rejeição das empresas por funcionários que desejavam levar adiante um negócio particular. Ainda que a lei trabalhista brasileira seja rígida, engessada e antiga, as relações de trabalho estão se tornando cada vez mais flexíveis. O intraempreendedor que decide abrir um negócio próprio é apenas um exemplo disso.
Como identificar o profissional intraempreendedor?
Eu não acredito que haja uma diferença substancial entre quem empreende dentro de uma empresa ou fora dela. Como qualquer empreendedor, o intraempreendedor enxerga oportunidades onde outras pessoas enxergam obstáculos. Ele possui também traços de liderança e tem facilidade para trabalhar em equipe. A única diferença é que o empreendedor depende de seu próprio capital para levantar um negócio ou fazer uma boa ideia acontecer, enquanto o intraempreendedor está protegido pelo fato de usar dinheiro de terceiros.
É vantajoso para uma empresa contratar intraempreendedores?
Sim, desde que a empresa forneça um cenário favorável ao empreendedorismo. Não adianta contratar gente empreendedora e fornecer um ambiente de trabalho autoritário centralizador, hierarquizado, onde as informações não fluem. A partir disso, também é necessário que haja interlocutores que possam validar ideias empreendedoras, que reconheçam aqueles que estão se destacando e contribuindo com o crescimento da empresa.
Qual é a postura que uma empresa deve adotar diante de um intraempreendedor que decide investir em um negócio próprio?
Depende das regras da empresa. Algumas multinacionais, que são mais rígidas, não permitem que isso aconteça. Eu parto sempre do princípio – não só nessa situação, mas em qualquer impasse corporativo – que é sempre bom lidar com duas palavras: ética e verdade.
E a postura do funcionário?
Vale a mesma regra do bom senso. Eu não vejo muito sentido em alguém abrir um negócio próprio escondido porque, em algum momento, e de alguma forma, isto vai ser revelado, nem que seja por terceiros. A postura do empreendedor deve ser de preservar os interesses da empresa. Afinal, é ela quem paga o seu salário. Você não pode trabalhar num escritório e, às duas da tarde, no meio do expediente, sair correndo porque pegou fogo na cozinha da sua franquia de uma rede de doces, por exemplo. Nem gastar tempo de trabalho para resolver questões com fornecedores da sua empresa por telefone ou e-mail.
Vale abrir um negócio no mesmo ramo da empresa na qual o empreendedor trabalha?
Não. O empreendedor precisa tomar bastante cuidado com isso. Além de virar concorrente da empresa para a qual presta serviços, o empreendedor deve perceber que, nessa situação, precisará de tanto tempo quanto o que se dedica ao seu trabalho.
O que fazer numa situação como essa, em que o empreendimento exige bastante tempo?
Se o seu negócio exige alguém 100% focado no trabalho, é necessário procurar a ajuda de um gerente, gestor ou alguém que cuide da parte operacional, enquanto você se apresenta como sócio investidor, que dedica parte de seu tempo livre ao negócio, seja durante a noite ou nos finais de semana.
Desde 2003, quando publicou seu livro “Empreendedor Coorporativo”, houve alguma mudança no cenário do empreendedorismo nas corporações brasileiras?
Hoje há mais flexibilidade por parte das empresas em aceitar que seus funcionários “toquem” negócios paralelos. Até 11 anos atrás, quando comecei a dar aulas sobre empreendedorismo, não havia títulos publicados sobre esse assunto no Brasil, o que explicava a rejeição das empresas por funcionários que desejavam levar adiante um negócio particular. Ainda que a lei trabalhista brasileira seja rígida, engessada e antiga, as relações de trabalho estão se tornando cada vez mais flexíveis. O intraempreendedor que decide abrir um negócio próprio é apenas um exemplo disso.
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