quinta-feira, 8 de setembro de 2011

LinkedIn traça perfil de fundadores de empresas novatas nos EUA

A maioria dos empreendedores americanos que se aventura em uma empresa nova pela primeira vez tem entre 30 e 39 anos, enquanto 34% estão na faixa dos 20 e 25% têm mais de 40 anos de idade, de acordo com um levantamento do site de relacionamento LinkedIn.

A pesquisa foi feita com dados de mais de 13 mil perfis de donos de startups e procurou identificar aspectos comuns a profissionais que começaram seus negócios após o ano 2000

Os campos de estudos técnicos é o mais presentes nos perfis - além do empreendedorismo, engenharia da computação, ciências da computação e física aparecem mais vezes do que áreas como administração e recursos humanos.

As escolas de negócio mais frequentes na formação universitária dos empreendedores são Stanford, Harvard e MIT.

Outro dado apurado pela pesquisa são as empresas americanas que mais produzem fundadores de startups. As campeãs são companhias de tecnologia, como Adobe Systems, Apple, eBay, Electronic Arts e Google.

Em média, os profissionais passam 2,5 anos na posição de funcionário antes de abrir a própria empresa. As regiões que mais surgem nos perfis das startups são a Califórnia, onde fica o Silicon Valley, e as cidades de Nova York e Boston.



Transformar ideias em negócios

Até ao próximo dia 11 de setembro estão abertas inscrições para mais uma edição do BetaStart, um programa de aceleração de ideias e incentivos ao empreendedorismo, organizado pela Beta-i - Associação Para a Promoção do Empreendedorismo e Inovação, em colaboração com o Billy The Group.

Com duração de quatro semanas, o programa pretende afirmar-se como uma "plataforma que incentive e crie condições para que os empreendedores desenvolvam as suas ideias e possam atingir mais rapidamente o seu objetivo", explica uma nota à imprensa.

Esta terceira edição do programa decorre entre 17 de setembro e 14 de outubro no Bootcamp em Lisboa. Dedica-se a apoiar o desenvolvimento de ideias nas áreas de marketing e comunicação e pretende juntar uma equipa de 30 profissionais e empreendedores, em dois horários distintos: laboral e pós-laboral.

Durante a formação os empreendedores vão aprender a passar da ideia à prática e no fim terão ainda a possibilidade de ver o seu projeto apresentado a um grupo de investidores.

Prémios Diogo Vasconcelos distinguem investigação e empreendedorismo

Está a terminar o prazo de entrega de candidaturas para os prémios Diogo Vasconcelos. Os candidatos devem inscrever-se até 16 de Setembro.

O prazo de entrega de candidaturas para os prémios "Diogo Vasconcelos – Tecnology Export e Diogo Vasconcelos - Applied" está a terminar. Quem estiver interessado em participar deve enviar a sua candidatura até 16 de Setembro.

Os prémios surgem de uma parceria entre a Associação Comercial do Porto (ACP) e a Universidade do Porto (UP), como homenagem ao gestor e empreendedor portuense Diogo Vasconcelos, que faleceu recentemente. O objectivo é premiar uma empresa start-up ou spin-off da UP com "maior potencial de internacionalização" e o melhor "projecto de investigação desenvolvido" na universidade, garante, em comunicado, a ACP. O valor do prémio é igual para os dois concursos: 7500 euros para os projectos vencedores.

Os interessados podem consultar informação complementar no website do concurso e enviar as suas candidaturas para o email premiosacpup@cciporto.pt .

O anúncio dos vencedores acontece a 6 de Outubro, sendo que a entrega dos respectivos prémios terá lugar no Palácio da Bolsa.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cinco estratégias para melhorar seu brainstorm

Hoje foi dia de reunião de pauta, aquele momento em que nos reunimos para definir o que será produzido para as próximas edições da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. É a hora em que deixamos as ideias fluírem e tentamos espremer o máximo de criatividade de cada um. Você, empresário que prima pela inovação e por boas ideias, deve conhecer bem momentos como esses, mas com um nome diferente: as reuniões de brainstorm.

Nem sempre é fácil ter ideias geniais – horas de conversa podem muitas vezes resultar apenas em frustração. Então o mote é partir para a luta. Para ajudar seus leitores empreendedores, a revista Inc. listou algumas estratégias que facilitam esse tipo de reunião. Abaixo você confere cinco:


1) Vamos a la playa
A fundadora da empresa de design de games Morphonix, Karen Littman, aconselha a esquecer a mesa de conferência e ir para algum lugar mais inspirador. “Duas vezes por ano, nós alugamos uma casa de praia. Acredito que estar fora do escritório já inicia o processo criativo e estimula que você saia do lado esquerdo do cérebro”, afirma. Ou seja, mudar o ambiente pode tirar o funcionário de sua zona de conforto, dos seus comportamentos habituais e estimular a criação e inovação. Se você não tem dinheiro para algo mais elaborado, por que não um bar ou um restaurante?

2) Os tomadores de decisão também têm de participar
Para Steven Pritzker, professor de psicologia da Universidade de Saybrook, o brainstorm sempre fica mais eficiente se você coloca as pessoas que efetivamente tomam as decisões junto com os outros funcionários, na mesma sala. Para Pritzker, os executivos podem dizer na hora se uma ideia os agrada, e esse feedback estimula uma participação maior.

3) Tome uma ducha
O instrutor de comédia Geoff Garlock, do New York City’s Upright Citizens Brigade Theatre, recomenda uma boa ducha antes de começar a reunião. Durante o banho, a mente fica mais relaxada e as ideias surgem. Como não é nada prático sair de uma reunião para entrar debaixo do chuveiro, os funcionários podem usar essa tática para criar e depois trazer os novos conceitos para a empresa. Sem aparecer na reunião enrolado em uma toalha e com um pato de borracha, claro.

4) Faça todos se comportarem como seus consumidores
Karen, da Morphonix, diz que, quando quer tirar algo novo dos colaboradores, ela faz com que todos se comportem como os consumidores da empresa. No caso da sua, crianças. Esse processo pode fazer com que você pense fora da caixa.

5) Faça reuniões individuais
Em encontros com a equipe toda, algumas ideias podem ser minadas. Os colaboradores podem se sentir mais confortáveis ao exporem algumas das ideias sozinhos, e não na frente dos pares.

Procura-se um parceiro

Batman e Robin, Toquinho e Vinícius, Bill Gates e Steve Ballmer: o que faz uma parceria funcionar? Por que algumas duram décadas, enquanto outras não chegam a completar um ano? A revista Entrepeneur reuniu um time de especialistas e listou os elementos cruciais para uma boa parceria nos negócios. Descubra se você e seu sócio formam ou não uma dupla imbatível.

Confiança
Tem que ser total, dos dois lados. Para que os parceiros trabalhem e tomem decisões em perfeita sintonia, é preciso que os dois estejam comprometidos com a parceria. Aqui, não importa tanto se as personalidades são semelhantes ou opostas: o importante é que cada um seja capaz de colocar a mão no fogo pelo outro.

Respeito mútuo
Em um relacionamento de negócios, é fundamental que as habilidades dos parceiros sejam complementares. Dessa mameira, cada um vai respeitar o talento único do outro. É preciso cada um dos lados reconheça o valor do colega de sociedade: ele tem que saber que, sem a participação do parceiro, nada teria sido conquistado.

Mesmos valores e visão
Depois da confiança, é o item mais importante. É impossível abrir uma empresa junto com alguém que tenha objetivos diferentes: em algum momento, a receita vai desandar. Também não dá para confiar seus sonhos a alguém que não compartilhe os mesmos princípios éticos que você. Uma parceria assim está fadada às brigas e ao fracasso.

Transparência e honestidade
Aqui, os experts apontaram semelhanças com o casamento: todos os assuntos têm que ser colocados na mesa e discutidos, por mais difíceis que pareçam. É preciso conversar abertamente sobre dinheiro, ter coragem de admitir os erros, discutir as diferenças de estilos de gestão etc. Conselho de expert: ao conhecer um parceiro em potencial, conte a ele tudo o que acha que ele precisa saber de você. Depois, encoraje-o a fazer o mesmo. Se, depois disso, você ainda achar que a parceria vale a pena, vá em frente. Talvez você não fique tão famoso quanto as duplas aí em cima, mas com certeza seu negócio vai agradecer.

Marketing e Empreendedorismo

Nos últimos anos tem havido uma evolução grande na investigação, e na aplicação prática do Marketing e do Empreendedorismo, duas áreas consideradas consensualmente como fundamentais para o desenvolvimento das empresas e, em consequência, para o desenvolvimento económico e social dos países.

É incontestável que existe uma relação direta entre o nível de Empreendedorismo num país e o seu desenvolvimento económico. Percebemos assim claramente a importância da promoção do empreendedorismo, ainda mais, nos dias atuais, tendo em conta o clima socioeconómico que Portugal e a Europa atravessam.
Importa, também, realçar que o Empreendedorismo não está relacionado apenas com a criação de empresas, nem tão pouco com as micro e as PME. O Empreendedorismo está igualmente ligado às grandes empresas, qualquer empresa ou organização precisa de colaboradores criativos e empreendedores, pois eles são a força motora para as empresas inovarem, se diferenciarem, criando valor e se desenvolverem e, assim, criarem a sua identidade. Os empreendedores criam empresas, desenvolvem projetos novos dentro das empresas existentes, reestruturam empresas e expandem empresas. Falar de Empreendedorismo na criação de empresas, de intra-empreendorismo e de organizações empreendedoras é falar de cultura empreendedora.
O Marketing tal como o Empreendedorismo está (ou deverá estar, porque infelizmente em muitos casos o Marketing ainda é claramente negligenciado) presente em qualquer empresa, não apenas nas grandes empresas, mas também nas micro e PME. Peter Drucker ia mais longe e afirmava que o objetivo de qualquer empresa é estar no mercado, é ter clientes e que, por isso, as empresas têm apenas duas funções básicas, o Marketing e a Inovação, todas as outras representam custos e por isso mesmo o Marketing deve estar presente em todos os departamentos da empresa.
A verdade é que o Marketing e a comunicação são fundamentais. Podemos ser os melhores do mundo no que fazemos, no entanto, se não o comunicarmos ou se o comunicarmos mal, ninguém vem ter connosco, não vamos vender nem vamos garantir a sustentabilidade e crescimento da empresa.
E o Marketing e Empreendedorismo juntos? Qual a possível relação? Que valor pode gerar essa relação?
O Marketing está intimamente ligado a todas as fases do processo Empreendedor , as orientações e a perspetiva do Marketing são sem dúvida uma mais-valia para um Empreendedor ou uma empresa e, portanto, percorrem as várias fases do processo empreendedor.
Entendo o processo empreendedor como um modelo que se constitui como a base de sustento de toda a atividade empreendedora, seja na criação de empresas, lançamento de novos produtos ou serviços ou ainda a expansão e internacionalização de empresas, processo esse constituído por cinco fases: Cultura Empreendedora; Ideia-oportunidade; Projeto; Recursos; Startup.
A ideia (criatividade) é fundamental, a oportunidade (inovação) é, no entanto, essencial, só ela garante a razão de existir de qualquer empresa. O Marketing tem um papel fundamental nesta fase pois é ao Marketing que cabe o papel de realizar análises de mercado e avaliar se as ideias são realmente oportunidades. Pode acontecer as ideias não serem realmente oportunidades, o que é natural, mas isso não deve ser desmotivador para o(s) Empreendedor(es), pois faz parte do processo. Apenas uma pequena percentagem de ideias se revelam verdadeiras oportunidades, e é preciso continuar a trabalhar e seguir em frente.
Na fase do projeto (plano de negócios), o Marketing tem igualmente um papel preponderante. Os planos de negócios integram normalmente um conteúdo dedicado ao Maketing; todavia, o Marketing vai mais longe e está integrado na restante estrutura do documento, nomeadamente na sua base, a análise estratégica que irá determinar a evolução de toda a planificação do projeto.
Um empreendedor ou empresa, constituída para garantir a implementação do seu projeto, necessita angariar ou munir-se dos recursos necessários, que podem ser humanos, materiais e financeiros. O Marketing tem aqui novamente um papel fundamental, apenas uma eficaz e eficiente estratégia de Marketing, reforçada por uma comunicação personalizada, destinada a um público-alvo específico – Banca, Business Angels, Capital de risco, potenciais sócios ou colaboradores –, permitirá passar a mensagem e garantir o sucesso na angariação de recursos.
Por último, na fase de startup, o Marketing é um fator crítico de sucesso, a empresa já existe e agora precisa de vender … e aqui apenas a correta implementação, acompanhamento, monitorização e retificação, quando necessário (se o ambiente externo ou interno mudar o empreendedor ou empresa não podem ficar colados ao papel), permitirá obter o sucesso desejado.
O Empreendedorismo e as competências empreendedoras, nomeadamente a criatividade, a inovação, a resiliência, entre outras, são igualmente uma mais-valia para o Marketing e o desempenho de qualquer empresa nesta área. O Marketing tem que ser, cada vez mais, um Marketing empreendedor, principalmente no ambiente dinâmico, mais competitivo e em constante mutação em que empreendedores e empresas estão envolvidos atualmente.
As metodologias e as ferramentas utilizadas são, em alguns casos, necessariamente diferentes, mas os objetivos a atingir são os mesmos: diferenciar, criar valor e permitir o desenvolvimento e crescimento das empresas.
Devemos assim apoiar esta relação, de enorme potencial, entre o Marketing e o Empreendedorismo, promovendo em consequência o desenvolvimento do nosso tecido empresarial.

Artigo publicado em http://mktportugal.com/blog/ em 08 de agosto de 2011

Empreendedorismo e Franchising em Portugal

Portugal partilha uma realidade comum às restantes economias europeias. Como refere um estudo do IAPMEI (2008), as PME são dominantes na estrutura empresarial nacional, representando 99,6% das sociedades do país e criando 3/4 (75,2%) dos empregos (setor privado). Efetivamente, as PME, nomeadamente as micro e pequenas empresas, assumem-se como pilar das estruturas empresariais, contribuindo para o desenvolvimento económico e social.
A assumpção do risco por parte dos seus responsáveis, a flexibilidade e a inovação que as caracteriza, na busca consciente de soluções e na criação de emprego determinam a sua importância. O Franchising tem um papel fundamental nesta área, promovendo a criação de inúmeras microempresas.

O protagonismo do Franchising é cada vez maior em Portugal; o número de marcas, em particular de marcas nacionais, a criação de emprego e o volume de negócios tem vindo a crescer, acentuando-se esse crescimento no período de 2006 a 2009 como revelam as recentes estatísticas divulgadas (setembro, 2010 – EFF e associações nacionais de Franchising). Apesar deste crescimento, tal como noutros setores da economia, continuamos a ter um elevado número de insucesso e falência nos primeiros anos de atividade.

Sabemos que existem inúmeras vantagens e desvantagens associadas ao modelo de negócio do Franchising, tal como em qualquer outro modelo de negócio; das principais causas de insucesso, salientamos aqui a falta de formação e, por inerência, de competências necessárias para a gestão e expansão de uma empresa franchisada e mesmo franchisadora. A verdade é que a maior parte das empresas franchisadoras, na venda da franquia, incluem já uma Formação inicial. Todavia, apesar dos manuais e conteúdos das formações apresentarem, em alguns casos, uma qualidade de referência, preferencialmente, incidem no know-how e na assistência técnica, específicos do produto/serviço a comercializar, esquecendo componentes fundamentais – a comportamental e a técnica que sustentam o próprio know-how.
Consideramos, pois, que é necessária uma aposta por parte dos franchisadores e dos franchisados numa formação técnica, nas suas múltiplas vertentes – Estratégia, Finanças, Projetos de investimento, Marketing, etc. A aposta numa formação técnica possibilitará o desenvolvimento de competências empresariais, as quais implicam também uma formação comportamental que promova, em paralelo, o desenvolvimento de competências empreendedoras – Liderança, Motivação, Trabalho de equipa, entre outras, potenciando processos e procedimentos de gestão e, consequentemente, viabilizando o aumento das vendas.

A formação será sempre a alavanca para a diferença, que se procura para o tecido empresarial e para uma cultura empreendedora, ainda incipiente, que se quer e deseja fortalecida. O facto da União Europeia e da UNESCO, apontarem para a necessidade de um espírito e de uma cultura empreendedora reforçam esta ideia.

Artigo publicado na edição de novembro/dezembro 2010 da Revista Negócios e Franchising.