terça-feira, 20 de setembro de 2011

FLEXIBILIZANDO A ORGANIZAÇÃO


A estrutura organizacional segue a estratégia, sendo a principal ferramenta de sua implementação. Os executivos tendem a desenvolver projetos estratégicos, planos e propostas que de certa forma são adequados aos seus cargos e responsabilidades atuais, maximizando suas recompensas na atual estrutura operacional. Não se engane a estratégia também segue a estrutura, porque as estruturas limitam não apenas quais estratégias serão desenvolvidas, mas também que tipos de estratégias podem ser facilmente implementadas. Entretanto, esse modelo convencional é uma fonte de rigidez, não de agilidade. Na maior parte do tempo, a estrutura direciona rigidamente a estratégia e sua execução. Dessa forma, ao definir os domínios e alocar as responsabilidades, a estrutura limita a estratégia.
Alguns executivos por vezes ainda mantêm a ilusão de que as estruturas organizacionais podem ser mudadas com um risco de caneta no organograma. Isso não é verdade. As bases das redes pessoais são extremamente resistentes, talvez tão resistentes quanto os esquemas cognitivos. As redes sociais tendem a sobreviver e têm sido freqüentemente sintetizadas como a causa da importância da organização informal. Desta forma, transformar a mudança organizacional em uma efetiva alavanca para a renovação requer atenção às características complementares do desenho da organização, incluindo as redes de relacionamentos informais.
Na verdade, é o equilíbrio cuidadoso das múltiplas perspectivas e dimensões na organização que promove a agilidade. As empresas precisam liberar a estratégia da estrutura e depois reorganizar a sua estrutura que deverá ser governada pela estratégia escolhida. Quanto mais ágil a organização, menor o poder e a necessidade do desenho organizacional e principalmente das estruturas formais. Precisamos engajar todos na colaboração e negociação com seus colegas que representam as dimensões da organização. Em vez de estar alinhada estavelmente a uma única hierarquia organizacional piramidal, uma organização deve ser multidimensional. Tal organização requer constantes negociações e equilíbrio entre os executivos que representam cada uma de suas dimensões.
A organização flexível requer que os executivos tomem decisões descentralizadas. Integrar as ações coletivas em torno de valores e normas comuns são fundamentais para se tornar uma organização de livre desempenho. Uma organização nova e mais flexível deve nascer. Os problemas das nossas organizações não podem ser revolvidos com o mesmo tipo de pensamento que produzimos no passado. Tentar fazer isso significa repetir as mesmas coisas “erradas” de maneira melhor. Um caminho mais produtivo, no entanto, seria começar definindo o que são as coisas “certas”. Durante as últimas décadas, a administração de nossas empresas, teve como característica marcante a definição de regras, papéis e procedimentos regidamente definidos, bem como por um estilo de gestão sustentado pela hierarquia. Tais culturas funcionam melhor em mercados e segmentos estáveis e previsíveis. Nossa economia e sociedade mudaram substancialmente ao logo das últimas décadas. É preciso voltar nossas empresas a uma cultura mais colaborativa e orientada por objetivos comuns, apostar nas equipes e flexibilizar a organização.

Universidade Técnica de Lisboa promove curso de Empreendedorismo de base científica e tecnológica

A Oficina de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento (OTIC) da Universidade Técnica de Lisboa (UTL) vai realizar a 5ª edição do curso de “Empreendedorismo de Base Científica e Tecnológica”. As inscrições, limitadas a 30 vagas, decorrem até 30 de setembro.
A formação tem um total de 33 horas e será ministrada em horário pós laboral, das 18h30 às 20h30, e decorrerá de seis de outubro a seis de dezembro, todas as terças e quintas feiras, nas instalações da Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa.
O curso destina-se a todos aqueles que tenham ou venham a ter projetos de lançamento de empresas de base científica e tecnológica. “Em particular, o curso adequa-se aos investigadores envolvidos em projetos com potenciais spin-offs empresariais, bem como a alunos de doutoramento ou de outro nível que pretendam explorar resultados dos seus projetos através do estabelecimento de empresas de base científica e tecnológica”, refere o comunicado de imprensa.
O valor de inscrição é de 25 euros para alunos de 1º e 2º Ciclos das escolas da UTL e de 50 euros para alunos de 3º ciclo, docentes, investigadores ou técnicos superiores ligados à instituição. No caso de candidatos exteriores à UTL o valor de inscrição será de cem euros.

Alfândega recebe Feira do Empreendedor em novembro

A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, através da marca Academia dos Empreendedores e com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional organiza de 17 a 19 de novembro de 2011, a 14ª edição da Feira do Empreendedor subordinada ao tema “Inovação Portugal”.
O evento, que tem lugar no Centro de Congressos de Alfândega do Porto, pretende reunir no mesmo espaço um conjunto de produtos e serviços de apoio ao empreendedorismo. Paralelamente, os visitantes poderão assistir a alguns eventos que promovem o networking empresarial, o apoio informativo e formativo, apoio consultivo e coaching, como adianta a organização.
Com mais de cem empresas presentes, a organização espera mais de 20 mil vistantes.

“Realize o seu Sonho” até 15 de maio

Está já em marcha mais uma edição do concurso de empreendedorismo “Realize o Seu Sonho”. Promovido pela associação Acredita Portugal, este visa promover o empreendedorismo empresarial e social. As inscrições para o mesmo estão abertas até ao próximo dia 15 de maio, em www.sonho.org.
Cada pessoa “pode inscrever até três sonhos”, sendo que “cada sonho demora só 30 segundos a inscrever”. Os critérios de avaliação dos projetos incluem a sua viabilidade, inovação, a motivação do promotor e utilidade pública. O montante de prémios pode ir até aos 60.000 euros.
A associação Acredita Portugal é uma organização sem fins lucrativos, políticos ou religiosos que tem como missão “desenvolver e reforçar a confiança dos portugueses e nos portugueses” e o objetivo de apoiar na realização de projetos empreendedores.
A sua atividade está centrada em dois eixos de atuação: a promoção de uma atitude positiva e construtiva e a disponibilização de ferramentas de autodesenvolvimento. Foi assim desenvolvida uma ferramenta “online” que ajuda potenciais empreendedores a estruturar o seu plano de negócio de uma forma acompanhada e cujo produto final é uma apresentação em “power point” que pode ser apresentada a financiadores.
Foi esta ferramenta que deu origem ao concurso “Realize o Seu Sonho”. Até agora foram recebidas mais de 700 candidaturas, oriundas de mais de 100 concelhos. Sete dos dez projetos finalistas estão, neste momento, em fase de implementação. “Na 2ª edição do concurso recebemos 2965 projetos de 224 concelhos, representando 73% de todos os concelhos em Portugal”. Como júri do concurso contam-se personalidades como Francisco Pinto Balsemão, António Câmara, Vera Pires Coelho, Tomaz Morais, António Gomes Mota, Manuel Forjaz, Isabel Jonet e Paulo Taylor.

Duas empresas nascidas na Católica com crescimento significativo

A FoodInTech e SAport, duas empresas nascidas na Universidade Católica, acabam de se lançar sozinhas no mercado. “Em incubação desde 2008, e após um crescimento significativo, os responsáveis pelos negócios concluíram que possuíam já estrutura e uma atividade consolidadas para atuar por conta própria”, refere a escola em comunicado de imprensa.
A Universidade possui, atualmente, 30 projetos de incubação em diferentes fases, desde o desenvolvimento de ideias ao estádio de saída.
A FoodInTech (www.foodintech.pt) desenvolve tecnologias de informação concebidas para apoiar as empresas do setor agroalimentar nas suas operações de transformação. Conta com um total de sete colaboradores e um volume de negócios superior a 150 mil euros. A SAport (www.saport.pt) emprega nove pessoas e alcançou já um volume de negócios de 120 mil euros, estando direcionada para a consultoria nas áreas da engenharia, qualidade e segurança alimentar também do setor agroalimentar.
A Católica Porto promove “o empreendedorismo junto da sua comunidade de estudantes, investigadores e docentes, incluindo a disponibilização de uma incubadora com espaços para incubação e pré-incubação”, esclarece a mesma fonte. Aí, são prestados serviços de apoio, como promoção do desenvolvimento empresarial, prestação de serviços de utilização de infraestruturas e equipamentos ou apoio em transferência de tecnologia.
A promoção do empreendedorismo está incluída na iniciativa SpinLogic, enquadrada no programa “O Novo Norte ON2”, cofinanciado pela União Europeia. Os projetos estão organizados por linhas temáticas: Artspin para a área das Indústrias Culturais e Criativas (seis empresas em incubação e cinco projetos em pré-incubação); Biospin no domínio da Bio-Economia (seis empresas em incubação e quatro projetos em pré-incubação) e Socialspin para o setor da Economia Social (quatro empresas em incubação e cinco projetos em pré-incubação).

A Bi4all foi considerado o melhor parceiro do ano pela Microsoft


A Microsoft distinguiu a Bi4all com o prémio “Melhor Parceiro de Business Intelligence em Portugal”.
Como reconhecimento pela dedicação e compromisso no desenvolvimento e implementação
de soluções e serviços inovadores com tecnologia Microsoft, a Bi4all recebeu da Microsoft Portugal o prémio “Distinção pelo desempenho e contributo para o desenvolvimento do negócio Microsoft Business Intelligence em Portugal”.

O prémio foi entregue em nome da Microsoft ao partner Andro Moreira durante o evento Microsoft WorldwidePartner Conference 2011 que decorreu em julho em Los Angeles.
“Este prémio vem coroar o esforço e o investimento que a Bi4all tem vindo a realizar, e demonstra que a aposta na especialização e certificação de todos os seus consultores tem dado frutos”, refere a empresa premiada em comunicado de imprensa.

Recentemente a Bi4all foi selecionada também para fazer parte do BIPAC da Microsoft. O Partner AdvisoryCouncil (PAC) é um Programa exclusivo acessível apenas por convite.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Escolha uma Plataforma. Escolha um Mercado. Lance-se.


Apenas dez websites controlam 75% do total das visitas a páginas. A Apple vende 70% da música digital; a Amazon controla 70% dos eBooks. A Google dá resposta a 63% das pesquisas mundiais. Vinte e cinco comerciantes on-line dominam 75% do comércio eletrónico, tendo o valor aumentado face aos 70% do ano anterior[1,2,3,4]
Não se engane, estas estatísticas caracterizam-se por monopólios. Ao passar os olhos pelas análises a estes mercados, o leitor pode concluir que a Internet não tem oportunidades para startups. Mas os números contradizem a realidade. Por três motivos estamos agora na melhor altura de sempre para lançar uma empresa:
1. As Startups podem vender a centenas de milhões de utilizadores através das novas plataformas;
2. A computação elástica minimiza os custos de desenvolvimento e permite atingir escalas infinitas.
3. Os mercados financeiros estão a ficar mais fortes.

Novos mercados-alvo
Atualmente, um empresário da Internet pode aceder a um mercado de enorme dimensão, como a Índia, clicando apenas num botão. O Facebook, Apple e as plataformas de distribuição da Google servem em conjunto mil milhões de utilizadores no F8 iOS e Android. Estas plataformas disputam os utilizadores através da oferta de conteúdos únicos criados pelas equipas de desenvolvimento. Para aumentarem a sua parte do mercado, as plataformas aliciam os criadores com ferramentas de distribuição e acesso livre a clientes pagantes, simplificando as estratégias de implementação.

A competição entre plataformas exige períodos de tempo mais rápidos na comercialização de conteúdos. As plataformas não se podem arriscar a empatar uma potencial vantagem competitiva com burocracia - para grande benefício dos empreendedores. Atualmente uma startup já não tem de aumentar o seu capital para sobreviver a uma negociação de uma parceria de distribuição que poderia durar 12 meses, seguida de um período de seis meses de distribuição. Pelo contrário, um processo de análise de duas semanas permite rever, cuidadosamente, uma aplicação antes de a disponibilizar a centenas de milhões de utilizadores. Se a aplicação for única e valiosa, a plataforma comercializa a aplicação em lojas de aplicações como as do Android ou a loja iTunes. A publicidade gratuita corta os custos de marketing de um produto ao mesmo tempo que conduz à sua adoção massiva.

Uma vez nas mãos dos clientes, as aplicações permitem aceder a milhares de milhões de dólares de poder de compra com as opções existentes para pagamento só com 1-clique. Os pagamentos 1 clique multiplicam as taxas de conversão de vendas ao eliminarem a necessidade de introdução do cartão de crédito. Os clientes compram, por capricho bens virtuais, revistas e livros. Estes sistemas também facilitam as transações entre países e moedas diferentes, abrindo a possibilidade de novos mercados. As startups podem fazer negócios em 190 países logo no primeiro dia, sem se precisarem de preocupar com taxas de câmbio ou fraudes. O Facebook e a Apple vendem, quer nos EUA quer fora, milhões de cartões pré-pagos, que servem de solução a clientes com contas bancárias a descoberto. A simplificação dos pagamentos aumenta a base de clientes e maximiza as compras, enriquecendo tanto o criar como a plataforma.

Computação Elástica
Quando uma aplicação tem sucesso, a infraestrutura backend tem de suportar uma base de clientes em crescimento. Servidores carregados e sobrelotados é anacrónico. Ao permitir substituir este dispendioso equipamento, a computação elástica à medida responde aos picos e a crescimentos na procura por parte dos clientes, fornecendo aprovisionamento, armazenamento e gestão de servidores – baixo custo. A Amazon cobra dez cêntimos por uma hora de tempo de computação. Com a computação elástica as startups podem substituir os custos fixos por custos variáveis, reduzindo o capital necessário para o lançamento e eliminando os riscos de fazer previsões de procura antes do lançamento. .[5]

Como consequência das plataformas e computação elástica, os custos de distribuição são diminuídos, as dificuldades com pagamentos ultrapassadas e as dores de cabeça com servidores deixam de existir. Assim, para lançar um produto torna-se necessário um reduzido investimento de capital. E o mesmo acontece com o custo de aprendizagem. Com uma pequena quantia de dinheiro os empreendedores podem lançar, e fazer várias tentativas enquanto procuram servir o mercado com diferentes produtos. Quando um empreendedor cria um produto de sucesso os mercados financeiros premeiam de forma simpática a empresa.

Desafios aos Empreendedores
À medida que as barreiras de entrada diminuem e que aumenta o retorno das empresas de sucesso, a concorrência começa, obviamente, a materializar-se. Para terem sucesso as startups precisam de criar barreiras de entrada à concorrência seja através de tecnologia proprietária, mecanismos de distribuição exclusivos, marcas fortes, custos de mudança ou economias de escala. Estas barreiras de entrada vão substituir aquelas que foram eliminadas pelas plataformas de distribuição e pelo cloud computing.Além do mais, as startups têm de ter as habilidades e conhecimentos necessários para darem resposta a novos mercados que podem ser alcançados através de plataformas de distribuição. 450 Milhões de Chineses utilizam a Internet, mais do que o número de utilizados nos EUA. Os 750 milhões de utilizadores de telemóvel na índia aumentam mensalmente em cerca de 20 milhões. 70% dos utilizadores do Facebook vivem fora dos EUA. A localização é o primeiro passo de um longo percurso para alcançar o sucesso nestes mercados. Concorrer com operadores locais e startups implica conhecimento do mercado, publicidade hábil e criação de parcerias.[9,10,11]

Por último, à medida que mais empreendedores tentam a sua sorte, aumenta a concorrência pelo talento. Recentemente, a Google deu a todos os seus colaboradores um aumento de 10% para premiar a retenção. A Facebook paga aos engenheiros mais do que qualquer outra empresa de tecnologia de Sillicon Valley. Neste contexto competitivo, os empreendedores precisam de visões de sucesso para conseguirem ganhar talento.[12]

2011: O Ano do Empreendedor.
Em 2011, o otimismo dos empreendedores está garantido. Mercados massivos, computação rentável, e um contexto de saída cada vez mais simples são tudo sinais de que existem um oceano de oportunidades à sua espera.
Por isso, escolha uma plataforma. Escolha um mercado. Lance-se.