A Câmara de Castro Verde vai celebrar um protocolo de entendimento e colaboração com o Instituto Politécnico de Beja, com vista à criação e manutenção da Rede de Fomento ao Empreendedorismo do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.
Gerar dinâmicas de promoção do empreendedorismo, contribuir para a optimização de recursos e capacidade instalada das estruturas de apoio ao empreendedorismo que fazem parte da rede ou constituir uma plataforma concelhia de trabalho e entendimento entre os membros da rede são alguns dos objectivos comuns assumidos no âmbito deste protocolo.
"O estímulo à competitividade, ao crescimento da economia e à sustentabilidade de emprego só poderão ser alcançados, a longo prazo, através do aumento da capacidade empreendedora", sublinha fonte oficial da autarquia, que acrescenta: "Para estimular essa capacidade é essencial proporcionar os apoios à constituição ou ao desenvolvimento de empresas".
Nesse sentido, a Câmara de Castro Verde propõe-se, no âmbito da parceria, a promover e divulgar acções de fomento do empreendedorismo, a organizar ou colaborar em seminários, conferências e outras actividades similares, a nível nacional, e a desenvolver outras actividades relacionadas com o seu objecto.
Já o Instituto Politécnico de Beja será responsável pela consultoria, prestação de serviços e acções de formação nas áreas-chave (marketing, plano de negócios, plano financeiro e jurídico), assim como pela promoção e divulgação de acções de fomento ao empreendedorismo.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Posso dizer "eu sou empreendedor"?
Dentro do conceito de empreendedorismo, quem pode ser considerado empreendedor?
Qual o conceito de empreendedor? É quem abre uma empresa? É que cria algo novo? O empresário?
As definições acima cabem no conceito de empreendedor, mas não constituem a sua definição, pois deixam de fora importantes personagens. As diferentes definições conceituais de Empreendedor coincidem em alguns pontos importantes. Por exemplo: a inovação. Inovar é criar novidade, renovar. Nesse sentido, cabem desde as menores e menos perceptíveis inovações até as grandes invenções que revolucionaram o mundo.
Uma vez que gênios inventores são poucos e não se confundem com o conceito de empreendedor, cabem àqueles que propõem pequenas novidades ou renovações o papel de empreendedor. No entanto, não apenas a inovação faz o Empreendedor, pois, caso o inventor guarde para si o seu invento, ele não passará de inventor.
É necessário que a inovação seja oferecida e tenha Valor. Lembrando que valor não se confunde com preço e custo. Valor é a expectativa criada quanto aos benefícios que um produto ou serviço oferece. Assim, valores sociais e pessoais são incluídos.
Dessa forma, abrimos espaço para o conceito de empreendedor social, que utiliza as ferramentas empreendedoras para tentar resolver problemas sociais.
Sem esquecer também do intraempreendedor, ou empreendedor corporativo, que desenvolve a inovação em empresas já constituídas. Nesse caso, há a necessidade da empresa oferecer esse espaço para o empreendedorismo.
Mas, se a empresa em que eu trabalho não oferece espaço ao desafio e à inovação? E se eu não quiser abrir uma empresa (pois sim, há desvantagens em ser empresário e abrir uma empresa, mas isso é assunto para outro post)? Ainda assim eu posso afirmar: "Eu sou empreendedor!"?
Sim! Pode, pois o caminho a seguir, as escolhas, as inovações e desafios a serem buscados independem do meu local de trabalho. Basta que eu deseje algo novo, com valor, que pode ser pessoal, trace os meus objetivos, planeje, aceite os riscos e, principalmente, ponha em prática.
Agir é o principal!
Por isso, quem buscar melhorar a si primeiramente, e com isso oferecer algo de valor para o mercado (por exemplo: um profissional mais qualificado, mais competente) pode-se considerar um empreendedor.
Qual o conceito de empreendedor? É quem abre uma empresa? É que cria algo novo? O empresário?
As definições acima cabem no conceito de empreendedor, mas não constituem a sua definição, pois deixam de fora importantes personagens. As diferentes definições conceituais de Empreendedor coincidem em alguns pontos importantes. Por exemplo: a inovação. Inovar é criar novidade, renovar. Nesse sentido, cabem desde as menores e menos perceptíveis inovações até as grandes invenções que revolucionaram o mundo.
Uma vez que gênios inventores são poucos e não se confundem com o conceito de empreendedor, cabem àqueles que propõem pequenas novidades ou renovações o papel de empreendedor. No entanto, não apenas a inovação faz o Empreendedor, pois, caso o inventor guarde para si o seu invento, ele não passará de inventor.
É necessário que a inovação seja oferecida e tenha Valor. Lembrando que valor não se confunde com preço e custo. Valor é a expectativa criada quanto aos benefícios que um produto ou serviço oferece. Assim, valores sociais e pessoais são incluídos.
Dessa forma, abrimos espaço para o conceito de empreendedor social, que utiliza as ferramentas empreendedoras para tentar resolver problemas sociais.
Sem esquecer também do intraempreendedor, ou empreendedor corporativo, que desenvolve a inovação em empresas já constituídas. Nesse caso, há a necessidade da empresa oferecer esse espaço para o empreendedorismo.
Mas, se a empresa em que eu trabalho não oferece espaço ao desafio e à inovação? E se eu não quiser abrir uma empresa (pois sim, há desvantagens em ser empresário e abrir uma empresa, mas isso é assunto para outro post)? Ainda assim eu posso afirmar: "Eu sou empreendedor!"?
Sim! Pode, pois o caminho a seguir, as escolhas, as inovações e desafios a serem buscados independem do meu local de trabalho. Basta que eu deseje algo novo, com valor, que pode ser pessoal, trace os meus objetivos, planeje, aceite os riscos e, principalmente, ponha em prática.
Agir é o principal!
Por isso, quem buscar melhorar a si primeiramente, e com isso oferecer algo de valor para o mercado (por exemplo: um profissional mais qualificado, mais competente) pode-se considerar um empreendedor.
Mulheres açorianas estão mais empreendedoras
A coordenadora geral da Cooperativa CRESAÇOR afirmou que tem havido um crescimento no número de mulheres que lançam negócios por conta própria.
Num seminário sobre a presença feminina no mundo dos negócios, a coordenadora geral da Cooperativa Regional de Economia Solidária (CRESAÇOR) falou que tem havido um crescimento, “ainda que não muito elevado”, no número de mulheres que se lançam por conta própria em pequenos negócios”.
Célia Pereira salientou que os cursos, promovidos pela CRESAÇOR, de empreendedorismo mostram que o sexo feminino está a aproveitar estas novas oportunidades de negócio e cada vez mais pró-activo no sentido de aumentar as habilitações académicas e criar novas competências.
As mulheres ainda ocupam uma posição inferior aos homens no mercado de trabalho, uma vez que estes continuam a empregar cargos mais altos e mais bem renumerados, frisou a directora do Centro de Estudos Sociais da UAC.
Gilberta Rocha explicou que para que o crescimento a nível de ganhos no trabalho venha a crescer é preciso um espírito empreendedor feminino.
Num seminário sobre a presença feminina no mundo dos negócios, a coordenadora geral da Cooperativa Regional de Economia Solidária (CRESAÇOR) falou que tem havido um crescimento, “ainda que não muito elevado”, no número de mulheres que se lançam por conta própria em pequenos negócios”.
Célia Pereira salientou que os cursos, promovidos pela CRESAÇOR, de empreendedorismo mostram que o sexo feminino está a aproveitar estas novas oportunidades de negócio e cada vez mais pró-activo no sentido de aumentar as habilitações académicas e criar novas competências.
As mulheres ainda ocupam uma posição inferior aos homens no mercado de trabalho, uma vez que estes continuam a empregar cargos mais altos e mais bem renumerados, frisou a directora do Centro de Estudos Sociais da UAC.
Gilberta Rocha explicou que para que o crescimento a nível de ganhos no trabalho venha a crescer é preciso um espírito empreendedor feminino.
Etiquetas:
in www.jornaldiario.com
Fale sobre seu negócio em 60 segundos
Falar sobre seu negócio pode ser uma tarefa difícil, principalmente quando você tem um tempo limitado. Em alguns segundos, você precisa resumir o seu sonho e vendê-lo para quem estiver ouvindo, seja um possível cliente, um investidor, a sua família, um amigo ou um conhecido. Aprender a falar sobre o que você faz é essencial e um exercício constante.
Algumas pessoas, principalmente no início do negócio, não sabem ao certo o que sua empresa será ou ficam com medo de que outras pessoas copiem suas ideias e acabam não praticando esse exercício. Muitas vezes, perdem valiosas oportunidades de ouvir o que outras pessoas têm a dizer.
Desde que eu comecei a empreender, participo de eventos de empreendedorismo fazendo apresentações sobre a Zuggi. Elas variam de 60 segundos, o famoso Elevator Pitch, a 10 minutos, para as mais longas. Em nenhuma das apresentações que eu fiz até hoje me senti 100% pronta e preparada. Sempre acho que devo esperar o lançamento de um novo recurso, a resolução de um bug que ainda estava pendente, a conquista de mais usuários, a entrada em um novo mercado. No entanto, mesmo com todas essas incertezas, nunca deixei de fazer uma apresentação e cada vez mais tenho certeza de que esse é o caminho certo.
Esperar o momento perfeito faria com que eu deixasse de aprender inúmeras coisas, desde novas visões sobre o meu negócio, novos caminhos a seguir, até sobre mim mesma, como me comporto em público, que tipo de pergunta respondo com mais facilidade.
Basicamente, minhas apresentações contêm o problema, a solução, o mercado, o modelo de negócio, nosso time e, em alguns casos, a parte financeira. Busco sempre fazer uma apresentação mais emocional do que racional, para poder prender a atenção das pessoas. E procuro também me preparar para as perguntas, que geralmente representam o momento mais difícil de uma apresentação. Para essa hora, acredito que a dica mais importante é saber escutar e não tentar ter uma resposta para tudo!
Mesmo que não seja em uma apresentação formal, o exercício de falar para várias pessoas sobre minhas ideias de negócio com certeza tem ampliado meus horizontes, aberto muitas portas e me ajudado a construir minha empresa de uma forma mais sustentável.
Deixo para vocês um vídeo em inglês em que apresentei a Zuggi em 60 segundos para o programa This Week In Startups, nos Estados Unidos. Eu apareço mais ou menos 11 minutos depois do começo do vídeo. E você, já treinou apresentar o seu negócio em 60 segundos? Pratique esse exercício! Até breve.
Algumas pessoas, principalmente no início do negócio, não sabem ao certo o que sua empresa será ou ficam com medo de que outras pessoas copiem suas ideias e acabam não praticando esse exercício. Muitas vezes, perdem valiosas oportunidades de ouvir o que outras pessoas têm a dizer.
Desde que eu comecei a empreender, participo de eventos de empreendedorismo fazendo apresentações sobre a Zuggi. Elas variam de 60 segundos, o famoso Elevator Pitch, a 10 minutos, para as mais longas. Em nenhuma das apresentações que eu fiz até hoje me senti 100% pronta e preparada. Sempre acho que devo esperar o lançamento de um novo recurso, a resolução de um bug que ainda estava pendente, a conquista de mais usuários, a entrada em um novo mercado. No entanto, mesmo com todas essas incertezas, nunca deixei de fazer uma apresentação e cada vez mais tenho certeza de que esse é o caminho certo.
Esperar o momento perfeito faria com que eu deixasse de aprender inúmeras coisas, desde novas visões sobre o meu negócio, novos caminhos a seguir, até sobre mim mesma, como me comporto em público, que tipo de pergunta respondo com mais facilidade.
Basicamente, minhas apresentações contêm o problema, a solução, o mercado, o modelo de negócio, nosso time e, em alguns casos, a parte financeira. Busco sempre fazer uma apresentação mais emocional do que racional, para poder prender a atenção das pessoas. E procuro também me preparar para as perguntas, que geralmente representam o momento mais difícil de uma apresentação. Para essa hora, acredito que a dica mais importante é saber escutar e não tentar ter uma resposta para tudo!
Mesmo que não seja em uma apresentação formal, o exercício de falar para várias pessoas sobre minhas ideias de negócio com certeza tem ampliado meus horizontes, aberto muitas portas e me ajudado a construir minha empresa de uma forma mais sustentável.
Deixo para vocês um vídeo em inglês em que apresentei a Zuggi em 60 segundos para o programa This Week In Startups, nos Estados Unidos. Eu apareço mais ou menos 11 minutos depois do começo do vídeo. E você, já treinou apresentar o seu negócio em 60 segundos? Pratique esse exercício! Até breve.
O estudo do empreendedorismo
Pouca gente sabe, mas o empreendedorismo é um dos temas mais estudados ultimamente na academia no campo das Ciências Sociais Aplicadas. Embora não haja ainda unanimidade de que o empreendedorismo possa ser compreendido cientificamente, a quantidade de periódicos acadêmicos internacionais sobre o tema vem crescendo a cada dia. Para entender melhor esse interesse crescente, descrevo a seguir os principais campos de estudo relacionados direta ou indiretamente com empreendedorismo.
• Criação de novos negócios. Existe um certo consenso de que o começo de um novo negócio exige competências e habilidades que são diferentes da fase de crescimento de um negócio já existente. Para muitos estudiosos, o empreendedorismo só pode ser aplicado ao fenômeno do começo de um negócio, quando não existia nada antes.
• Micro e pequenas empresas. É uma das principais categorias do empreendedorismo. Reúne estudos relacionados à sobrevivência e à gestão de empresas de pequeno porte e, em vários casos, o empreendedor individual ou autônomo. Nos Estados Unidos, compreende também as empresas de porte médio.
• Empreendedorismo corporativo. Estuda o fenômeno da geração de novos negócios dentro de organizações já existentes, sobretudo as de grande porte. Abrange também estudos sobre clima interno de estímulo à atitude empreendedora de funcionários (intraempreendedorismo) e as estratégias de natureza empreendedora das organizações.
• Empreendedorismo social. São estudos relacionados com empreendedorismo no terceiro setor, explicando as diferenças entre empreendimentos com e sem fins lucrativos. Também abrange conhecimentos relacionados com o setor 2,5, ou seja, empresas com fins lucrativos.
• Empresas familiares. Considerado por muitos um campo de estudo próprio, relacionado indiretamente com empreendedorismo, procura compreender o fenômeno por trás de processos sucessórios entre gerações e a profissionalização da gestão de empresas.
• Franquias. Também considerado um campo de estudo ligado a empreendedorismo, procura entender as particularidades desse modelo de negócio na expansão de empresas já existentes, em que se replica de forma estruturada um modelo operacional bem-sucedido.
• Políticas públicas. Tema com interesse crescente na comunidade acadêmica, estuda os efeitos positivos e negativos de ações do governo sobre as empresas de micro, pequeno e médio portes. Muito baseado em estudos macroeconômicos de cada país ou localidade.
• Capital de risco. Campo de estudo com vida própria, relacionado com empreendedorismo. Concentra os interesses no funcionamento dos modelos de capitalização de empresas, incluindo o capital semente usado no início dos empreendimentos, os fundos de investimento de risco, o private equity e a oferta pública no mercado de ações.
• Empreendedorismo internacional. Especializado em estratégias adotadas por pequenas e médias empresas para a expansão internacional, abordando aspectos de diferenças culturais, regulamentação, infraestrutura, comércio exterior e modelos de negócios.
• Empreendedorismo feminino. Aborda questões de gênero e suas diferenças ao empreender, incluindo o papel da mulher na sociedade, a inserção social e as características psicológicas da mulher empreendedora.
• Empreendedorismo étnico. Estudo do fenômeno do empreendedorismo em comunidades de minorias raciais, abrangendo as relações sociais e culturais, os tipos de negócio comuns em cada grupo, os modelos de gestão para o desenvolvimento e o crescimento desse tipo de negócio.
• Ensino de empreendedorismo. Concentra-se na explicação do processo de desenvolvimento de competências e habilidades empreendedoras e as relações com o processo formal de ensino. É subdividido por fases do desenvolvimento humano.
• Empreendedorismo e idade. Estuda o surgimento do viés empreendedor em duas faixas etárias, o jovem e a terceira idade. Foca as características dos empreendimentos iniciados, o processo decisório que leva a empreender e os efeitos das particularidades típicas de cada idade no empreendedorismo.
• Empreendedorismo tecnológico. Tem interesse em novos negócios na internet, baseados em tecnologia da informação e negócios de alto impacto. Em muitos casos está inserido ou conectado com estudos sobre inovação, mas fora da área das ciências.
• Inovação. Área de estudo paralela ao empreendedorismo, porém com alta aderência com empreendedorismo tecnológico. Direcionado para o entendimento do processo de inovação em ações de pesquisa e desenvolvimento, proteção intelectual, transferência de tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos.
Existem outras áreas de menor expressão que também reúnem grupos específicos de estudiosos e pesquisadores. A verdade é que o empreendedorismo como campo de estudo é muito amplo e aberto a uma enorme variedade de temas de interesse da comunidade acadêmica, que busca explicações para um dos mais relevantes fenômenos da economia mundial.
• Criação de novos negócios. Existe um certo consenso de que o começo de um novo negócio exige competências e habilidades que são diferentes da fase de crescimento de um negócio já existente. Para muitos estudiosos, o empreendedorismo só pode ser aplicado ao fenômeno do começo de um negócio, quando não existia nada antes.
• Micro e pequenas empresas. É uma das principais categorias do empreendedorismo. Reúne estudos relacionados à sobrevivência e à gestão de empresas de pequeno porte e, em vários casos, o empreendedor individual ou autônomo. Nos Estados Unidos, compreende também as empresas de porte médio.
• Empreendedorismo corporativo. Estuda o fenômeno da geração de novos negócios dentro de organizações já existentes, sobretudo as de grande porte. Abrange também estudos sobre clima interno de estímulo à atitude empreendedora de funcionários (intraempreendedorismo) e as estratégias de natureza empreendedora das organizações.
• Empreendedorismo social. São estudos relacionados com empreendedorismo no terceiro setor, explicando as diferenças entre empreendimentos com e sem fins lucrativos. Também abrange conhecimentos relacionados com o setor 2,5, ou seja, empresas com fins lucrativos.
• Empresas familiares. Considerado por muitos um campo de estudo próprio, relacionado indiretamente com empreendedorismo, procura compreender o fenômeno por trás de processos sucessórios entre gerações e a profissionalização da gestão de empresas.
• Franquias. Também considerado um campo de estudo ligado a empreendedorismo, procura entender as particularidades desse modelo de negócio na expansão de empresas já existentes, em que se replica de forma estruturada um modelo operacional bem-sucedido.
• Políticas públicas. Tema com interesse crescente na comunidade acadêmica, estuda os efeitos positivos e negativos de ações do governo sobre as empresas de micro, pequeno e médio portes. Muito baseado em estudos macroeconômicos de cada país ou localidade.
• Capital de risco. Campo de estudo com vida própria, relacionado com empreendedorismo. Concentra os interesses no funcionamento dos modelos de capitalização de empresas, incluindo o capital semente usado no início dos empreendimentos, os fundos de investimento de risco, o private equity e a oferta pública no mercado de ações.
• Empreendedorismo internacional. Especializado em estratégias adotadas por pequenas e médias empresas para a expansão internacional, abordando aspectos de diferenças culturais, regulamentação, infraestrutura, comércio exterior e modelos de negócios.
• Empreendedorismo feminino. Aborda questões de gênero e suas diferenças ao empreender, incluindo o papel da mulher na sociedade, a inserção social e as características psicológicas da mulher empreendedora.
• Empreendedorismo étnico. Estudo do fenômeno do empreendedorismo em comunidades de minorias raciais, abrangendo as relações sociais e culturais, os tipos de negócio comuns em cada grupo, os modelos de gestão para o desenvolvimento e o crescimento desse tipo de negócio.
• Ensino de empreendedorismo. Concentra-se na explicação do processo de desenvolvimento de competências e habilidades empreendedoras e as relações com o processo formal de ensino. É subdividido por fases do desenvolvimento humano.
• Empreendedorismo e idade. Estuda o surgimento do viés empreendedor em duas faixas etárias, o jovem e a terceira idade. Foca as características dos empreendimentos iniciados, o processo decisório que leva a empreender e os efeitos das particularidades típicas de cada idade no empreendedorismo.
• Empreendedorismo tecnológico. Tem interesse em novos negócios na internet, baseados em tecnologia da informação e negócios de alto impacto. Em muitos casos está inserido ou conectado com estudos sobre inovação, mas fora da área das ciências.
• Inovação. Área de estudo paralela ao empreendedorismo, porém com alta aderência com empreendedorismo tecnológico. Direcionado para o entendimento do processo de inovação em ações de pesquisa e desenvolvimento, proteção intelectual, transferência de tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos.
Existem outras áreas de menor expressão que também reúnem grupos específicos de estudiosos e pesquisadores. A verdade é que o empreendedorismo como campo de estudo é muito amplo e aberto a uma enorme variedade de temas de interesse da comunidade acadêmica, que busca explicações para um dos mais relevantes fenômenos da economia mundial.
Etiquetas:
Por Marcos Hashimoto
Doce de roupa nova
O hobby de fazer brigadeiros para os amigos se transformou em cinco lojas em apenas um ano
Recém-casada e morando havia pouco tempo em São Paulo, a mineira Taciana Kalili achou que iria agradar se preparasse os doces para os 400 convidados do marido aniversariante. Acertou. “Eles me perguntavam quem tinha feito os brigadeiros e, nos dias seguintes, começaram a ligar fazendo encomendas”, conta. Quatro meses depois, no Natal de 2009, já gerenciava 20 pessoas trabalhando em sua casa para dar conta das entregas. A sala de estar virou depósito de caixas forradas com tecidos estampados, onde os doces eram embalados. Taciana então juntou R$ 40 mil e abriu a primeira loja, em março de 2010. No fim do ano, já tinha faturado R$ 5 milhões.
Hoje Taciana tem uma fábrica e cinco lojas em shoppings de São Paulo – planeja chegar a Campinas (SP) e Rio de Janeiro. No cardápio, há 35 receitas à base de chocolate belga com ingredientes como cheesecake de goiaba, limão, macadâmia e pistache. As embalagens estampadas são sua marca registrada. Hoje a Brigaderia tem 70 funcionários para atender 22 mil clientes, incluindo empresas que encomendam os doces para seus eventos.
Recém-casada e morando havia pouco tempo em São Paulo, a mineira Taciana Kalili achou que iria agradar se preparasse os doces para os 400 convidados do marido aniversariante. Acertou. “Eles me perguntavam quem tinha feito os brigadeiros e, nos dias seguintes, começaram a ligar fazendo encomendas”, conta. Quatro meses depois, no Natal de 2009, já gerenciava 20 pessoas trabalhando em sua casa para dar conta das entregas. A sala de estar virou depósito de caixas forradas com tecidos estampados, onde os doces eram embalados. Taciana então juntou R$ 40 mil e abriu a primeira loja, em março de 2010. No fim do ano, já tinha faturado R$ 5 milhões.
Hoje Taciana tem uma fábrica e cinco lojas em shoppings de São Paulo – planeja chegar a Campinas (SP) e Rio de Janeiro. No cardápio, há 35 receitas à base de chocolate belga com ingredientes como cheesecake de goiaba, limão, macadâmia e pistache. As embalagens estampadas são sua marca registrada. Hoje a Brigaderia tem 70 funcionários para atender 22 mil clientes, incluindo empresas que encomendam os doces para seus eventos.
Faturamento de gente grande
Precoce na cozinha, incansável no dia a dia e ligada à família, Renata Vanzetto é chef de sucesso aos 23 anos
Renata Vanzetto começou a cozinhar aos 9 anos. Aos 17, deixou Ilhabela, no litoral de São Paulo, para fazer estágios em cozinhas da França e da Espanha. Quando voltou, resolveu começar a faculdade de gastronomia. “Detestei. Fiquei quatro dias na aula e voltei correndo para Ilhabela”, conta. A família a ajudou a montar um restaurante na ilha. A mãe, Silvia, entrou com um fogão e a decoração, a tia cedeu o micro-ondas e o pai, René, entrou com o ponto na marina. O cardápio tinha apenas um prato principal. “Era um negócio caseiro. De repente, o restaurante explodiu e nossa fama subiu a serra.”
Em 2008, a jovem chef foi procurada por um investidor para abrir uma unidade em São Paulo. “Ele desistiu quando tudo estava pronto. Decidimos levar o projeto adiante. Investimos R$ 600 mil”, lembra. Três anos depois, a casa tem um faturamento mensal de R$ 200 mil.
Mesmo sem ter formação na área, Renata já foi indicada em importantes guias gastronômicos do mundo. Recusou convites como um estágio na cozinha do D.O.M., de Alex Atala (porque estava envolvida na inauguração de São Paulo), e até para posar para uma revista masculina.
Em julho, fez estágio no restaurante número 1 do mundo, o dinamarquês Noma, do chef René Redzepi. “Lá, retomei a relação com a natureza e a atenção aos ingredientes. E senti o desejo de, um dia, voltar definitivamente para Ilhabela, onde cresci e fui criada”, conta. “O restaurante na ilha é o laboratório para tornar realidade meu grande projeto de trabalhar só com os produtos de lá, valorizando os ingredientes naturais e orgânicos.” O Marakuthai de Ilhabela tem 18 lugares e funciona na alta temporada, quando fatura R$ 300 mil por mês.
Renata Vanzetto começou a cozinhar aos 9 anos. Aos 17, deixou Ilhabela, no litoral de São Paulo, para fazer estágios em cozinhas da França e da Espanha. Quando voltou, resolveu começar a faculdade de gastronomia. “Detestei. Fiquei quatro dias na aula e voltei correndo para Ilhabela”, conta. A família a ajudou a montar um restaurante na ilha. A mãe, Silvia, entrou com um fogão e a decoração, a tia cedeu o micro-ondas e o pai, René, entrou com o ponto na marina. O cardápio tinha apenas um prato principal. “Era um negócio caseiro. De repente, o restaurante explodiu e nossa fama subiu a serra.”
Em 2008, a jovem chef foi procurada por um investidor para abrir uma unidade em São Paulo. “Ele desistiu quando tudo estava pronto. Decidimos levar o projeto adiante. Investimos R$ 600 mil”, lembra. Três anos depois, a casa tem um faturamento mensal de R$ 200 mil.
Mesmo sem ter formação na área, Renata já foi indicada em importantes guias gastronômicos do mundo. Recusou convites como um estágio na cozinha do D.O.M., de Alex Atala (porque estava envolvida na inauguração de São Paulo), e até para posar para uma revista masculina.
Em julho, fez estágio no restaurante número 1 do mundo, o dinamarquês Noma, do chef René Redzepi. “Lá, retomei a relação com a natureza e a atenção aos ingredientes. E senti o desejo de, um dia, voltar definitivamente para Ilhabela, onde cresci e fui criada”, conta. “O restaurante na ilha é o laboratório para tornar realidade meu grande projeto de trabalhar só com os produtos de lá, valorizando os ingredientes naturais e orgânicos.” O Marakuthai de Ilhabela tem 18 lugares e funciona na alta temporada, quando fatura R$ 300 mil por mês.
Subscrever:
Mensagens (Atom)