quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Net premeia potenciais empreendedores

Estão abertas as candidaturas à VIII Edição do Concurso de Ideias promovido pela NET – Novas Empresas e Tecnologias com o patrocínio da InovCapital e a colaboração do IAPMEI – Instituto de Apoio às PME e ao Investimento – e da Adi – Agência de Inovação.

As candidaturas poderão ser apresentadas até ao último dia do ano, sendo que esta
iniciativa visa premiar o espírito empreendedor e contribuir para o crescimento do tecido empresarial inovador da Região Norte.

“É fundamental apoiar e incentivar as ideias e projetos que fervilham nos nossos potenciais empreendedores, criando oportunidades para se tornarem realidade”, refere
o diretor-geral da NET, José de Almeida Martins, em comunicado de imprensa.

No âmbito do concurso, serão selecionadas dez ideias que visem a criação de PME inovadoras na Região Norte e que venham a desenvolver a sua atividade em setores como: bens de equipamento de alta tecnologia; ciências da vida e biotecnologia; ciências e tecnologiasdo mar; eletrónica; indústria e componentesautomóvel; inovação nos setores tradicionais; meio ambiente e energia; nanotecnologias; novos materiais; software; tecnologias de informação e comunicação.

Numa primeira fase, as dez ideias selecionadas beneficiarão de assistência técnica à elaboração e desenvolvimento do plano de negócios. Na segunda fase, o melhor plano de negócios será premiado, após criação da empresa, com um computador portátil
e dois mil euros para a realização de capital social, caso a empresa criada se enquadre nos critérios do FCR FINICIA.
Numa situação em que a empresa não se enquadre no FCR FINICIA, poderá usufruir de incubação no Centro de Empresas NET, até perfazer o referido valor.
O segundo classificado receberá um computador portátil e o terceiro será premiado com um tablet. A terceira fase de prémios confere às empresas criadas noconcurso a possibilidade de beneficiar de inclusão no EIBT net para apoio à sua consolidação.
O regulamento e formulário de inscrição estão disponíveis em www.net-sa.pt.

domingo, 6 de novembro de 2011

10 conselhos que os empreendedores devem ignorar

Saiba de quais palpites fugir na hora de abrir sua própria empresa

O empreendedorismo não precisa nem deve ser uma atividade solitária. Quem quer abrir uma empresa, deve conversar com o máximo de pessoas possível. Isso ajuda a enxergar pontos de vista diferentes e até aprender um pouco com a experiência dos amigos e familiares.

O problema é que muita gente gosta de dar palpites aos novos empresários que podem ser ruins para o negócio. Os palpiteiros de plantão geralmente não conhecem sobre o seu mercado, nunca se arriscaram em uma empresa própria e podem até dar dicas que trazem problemas legais.

Marcio de Oliveira Santos Filho, especialista em empreendedorismo, associado da Inseed Investimentos e coordenador do Desafio Brasil, e Reinaldo Messias, consultor do Sebrae/SP, sapontam alguns conselhos que os empreendedores costumam ouvir, mas devem ignorar.

1. "Atire para todos os lados”

As pequenas empresas, em especial durante o estágio inicial, precisam definir com clareza qual será seu foco de atuação. Tentar atingir vários públicos pode ser um desvio e prejudicar a rentabilidade do negócio. “Esse tipo de conselho é para tirar o empreendedor do foco e deve ser encarado como uma distração”, diz Filho. A sugestão do especialista é que os empreendedores tenham claro qual o foco central do negócio e fazer de tudo para alcançá-lo.

2. “Copie quem faz sucesso”

As compras coletivas são um bom exemplo de como correr para um mercado que está dando certo para alguns pode ser uma roubada. “As pessoas dizem que tem muita gente abrindo negócios deste tipo e ganhando dinheiro, o que não é garantia de sucesso”, explica Messias. O consultor alerta que os modismos podem ser perigosos e o investimento no negócio pode não dar retorno nenhum depois que a moda passar.

3. "Eu conheço um contador que pode te ajudar a pagar menos impostos"

O que parece uma vantagem pode se transformar em um pesadelo com o tempo. Por isso, fuja de conselhos para resolver as coisas com 'jeitinhos'. “Esqueça esse tipo de conselho na hora de abrir o seu negócio e faça tudo legalmente. Você não quer esse problema na hora de vender sua empresa”, explica o especialista. O melhor conselho é arrumar um bom contador e um advogado que saibam defender legalmente os interesses da sua empresa.

4. "Não perca tempo planejando”

Em negócios extremamente novos e inovadores, quando não há mercado para analisar e comparar, o planejamento pode atrasar o lançamento. Em empresas mais tradicionais, quando há centenas de concorrentes disputando o mercado, dispensar o planejamento pode ser muito perigoso. “Há uma chance 30% maior de sobreviver no mercado quando você planeja”, conta Messias, do Sebrae/SP.

5. "Faça isso e adicione aquilo também"

Um dos principais conselhos de quem entende de negócios é pesquisar o mercado e focar em um público e produto específicos. Os aspirantes a conselheiros, por outro lado, incentivam os novos empresários a ampliarem cada vez mais o leque de atuação. “Os empreendedores devem dar preferência para desenvolver e testar os mercados passo-a-passo, sem querer abraçar o mundo. É impossível criar uma grande empresa da noite para o dia”, alerta Filho.

6. “Prepare-se para não ganhar dinheiro no começo”

Depois de meses e meses no vermelho, o empreendedor costuma ouvir que negócio é assim mesmo e não dá dinheiro no começo. Os especialistas alertam que toda empresa tem um período de maturação, mas o empreendedor deve conhecer e agir se o retorno não vier no tempo esperado. “O empresário precisa ver como está a evolução das vendas frente ao que foi previsto para avaliar como o capital de giro está sendo consumido”, ensina Messias.

7. "Vou te apresentar um investidor com bastante dinheiro”

Conseguir um investimento para fazer o negócio andar não é uma tarefa simples. Mais do que os recursos financeiros, os empreendedores precisam escolher o investidor que pode ajudar o projeto a crescer, seja com gestão ou networking. “Verifique se os investidores indicados realmente podem agregar ao seu negócio”, explica o especialista em empreendedorismo.

8. “É melhor comprar à vista para garantir um bom preço”

Para muita gente, um desconto na compra à vista parece compensar. A dica dos especialistas é, sempre que possível, receber antes e pagar depois. “Assim, você consegue conciliar os prazos de compra e venda e garante o melhor fluxo no seu capital de giro”, explica Messias.

9. "Contrate alguém bom para tomar conta da empresa"

Há quem diga que os empresários não devem se preocupar em ficar 100% envolvido no negócio. Para Filho, este conselho é mais uma roubada. Se os proprietários não acompanham de perto o desenvolvimento da empresa, não podem medir como está o andamento do negócio.

“O empreendedor que não acompanha o seu próprio negócio de perto não tem a menor ideia de como funciona a empresa”, diz. É importante ter um gerente eficiente, mas estar envolvido ajuda a avaliar se seu posicionamento está adequado e se as pessoas contratadas são de confiança.

10. “Formalize a empresa depois que o negócio der certo”

A informalidade ainda é um dos principais problemas do empreendedorismo brasileiro. Apesar de programas que facilitam a formalização, alguns empresários esperam o negócio dar certo para abrir a empresa legalmente.

"Quando você formaliza a empresa, precisa começar a pagar impostos corretamente. Pode ser que sem as taxas o negócio dê resultado. Quando acrescentar a carga tributária, ele pode não sobreviver”, alerta o consultor do Sebrae/SP.

Desafio Ousar estimula empreendedorismo nacional

Está de volta o Desafio Ousar com a sua segunda edição e vai apoiar a criação de dez novas empresas. Quem quiser criar o seu negócio pode submeter a sua ideia a este concurso até 16 de dezembro. Pedro Almeida e Natália Rego são um exemplo de que arriscar compensa. Em 2009 participaram na primeira edição desta iniciativa e viram os seus projetos singrar. Explicam na primeira pessoa como é que um concurso como este contribui realmente para dinamizar o empreendedorismo nacional.

O apoio ao empreendedorismo e à inovação é o objetivo principal do Desafio Ousar que está de volta este ano e vai apoiar a criação de novos negócios. As melhores ideias serão apoiadas com prémios pecuniários, consultoria e assistência técnica, incubação, mentoring e ajuda na procura de financiamento. Podem concorrer jovens de forma individual ou em equipa, com idades entre os 18 e 35 anos da zona norte e centro do país. Promovido pela AIMinho – Associação Empresarial, a primeira edição deste concurso decorreu entre 2009 e 2010 e teve 236 candidaturas, das quais resultaram 20 novas empresas e 40 postos de trabalho.

A ANR – Applied Neurobehavioural Research e a Atelier Atelier resultaram deste desafio.
“Concorremos ao Ousar no sentido de perceber se a ideia que tínhamos fazia sentido aos olhos das associações empresariais ou se era descabida”, conta Pedro Almeida que em conjunto com Bruno Ribeiro, Pedro Chaves e Francisco Marques Teixeira criaram a ANR que atua na área de estudos de mercado e investigação em neurociência cognitiva aplicada. Explica que o Ousar constitui um processo muito fácil e desburocratizado de formalizar e estruturar ideias. “Muitas vezes a participação formal num evento deste género dá o ‘push’ aos promotores para passarem à ação e se envolverem a sério nos seus projetos”, acrescenta Pedro Almeida.

Há um ano que os empreendedores estão a preparar devidamente a estrutura e a amadurecer a ANR, cuja atividade vão iniciar em novembro com a prestação de serviços no domínio clínico. No âmbito deste concurso, tiveram acesso a apoio na execução do plano de negócios e aconselhamento jurídico. Para além dos apoios a que formalmente tiveram direito, sentiram-se bastante acompanhados por parte da AIMinho que facilitou o contacto com business angels e outras empresas. A visibilidade que a participação no Ousar deu aos empreendedores foi também fundamental para algumas das parcerias que estabeleceram. A quem quer avançar com a criação de um negócio próprio Pedro Almeida aconselha a “se têm uma boa ideia, formalizarem-na e colocarem-na no mercado para perceber qual o feedback e agir de acordo”.

Tal como a ANR, também a Atelier Atelier que se dedica ao design, decoração e remodelação de interiores, criada por Natália Rego e Teresa Araújo, resultou do Desafio Ousar. “Ajudou-nos a planificar a nossa estratégia, a organizar ideias e a termos uma melhor perceção dos nossos pontos forte e fracos, para conseguirmos gerir essa informação de uma forma cuidada e pensada”, refere Natália Rego. Acrescenta que o aconselhamento que têm tido é muito importante, pois os negócios são paradigmas e processos evolutivos. Na perspetiva de Natália Rego “ser empreendedor em Portugal é muito difícil, principalmente em tempo de crise, pelo que o apoio de programas como o Desafio Ousar é fundamental. Não que torne as coisas fáceis, mas de facto atenua muitas barreiras”.

O grande problema da maioria das empresas é o crescimento das mesmas de uma forma desorganizada e desestruturada. Para Natália Rego, desafios como estes ajudam os novos empresários a criarem empresas com bases bastante sólidas e por isso com maiores probabilidades de singrarem numa altura em que tanto se fala de crise. O facto de termos desenvolvido um plano de negócios com a ajuda do desafio ousar ajudou a consolidar os pontos fortes da Atelier Atelier que já está no mercado há quase um ano. A quem quer criar a sua empresa Natália Rego aconselha a ser organizado e a ponderar todas as decisões a tomar. “É importante conhecer os nossos concorrentes, saber em que mercado estamos a entrar e como fazê-lo”, finaliza a empreendedora.

No Desafio Ousar são consideradas ideias de negócio de qualquer setor de atividade, sendo a área das tecnologias de informação, da comunicação e da eletrónica; biotecnologia, saúde e bem-estar; energia e indústrias criativas as preferenciais. A candidatura é realizada integralmente online em www.ousar.pt. Esta segunda edição vai contar uma novidade: o clube de mentores que com a sua experiência, conhecimento e rede de contactos irão ser mentores das ideias vencedoras.

O empreendedor, o inovador e o pequeno empresário

Há um certo tempo, comecei a notar uma confusão generalizada entre os termos pequeno empresário, empreendedor e inovador. Parte da mídia e do meio acadêmico considera que os três elementos estão visceralmente ligados, sendo usados quase como sinônimos. Sim, há uma correlação entre as palavras, mas elas querem dizer coisas completamente diferentes. Usá-las sem critério pode ser perigoso por distorcer a realidade e gerar leituras míopes, que podem acabar balizando, erroneamente, as políticas públicas e privadas para o desenvolvimento das PMEs.

O Brasil tem cerca de 6 milhões de negócios de pequeno e médio porte. Eles somam 99% das empresas do país e, naturalmente, não podem ser classificados em uma única categoria. A maioria dos pequenos é formada por negócios comuns, que pouco têm de inovação. Está muito disseminada a imagem romântica do pequeno empresário que vai revolucionar a sociedade com um achado tecnológico. Mas poucos humanos são como Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. A maior parte dos pequenos atua em setores mais tradicionais da economia, como varejo, serviços e indústria. A tecnologia não é sua atividade-fim. No fim do dia, eles só querem fechar o caixa com dinheiro suficiente para manter o negócio funcionando e gerar algum lucro.

Não é demérito nenhum ter um negócio que não seja tecnológico ou inovador. O Brasil tem um mercado interno gigantesco e comporta muitas novas empresas, apesar da concorrência pesada. Ter uma startup digital não é a única maneira de ter sucesso nos negócios (aliás, não é garantia nenhuma). Mas quem está antenado no mundo do empreendedorismo pode acabar induzido a esse raciocínio errado.

O que vejo em reportagens, trabalhos acadêmicos e até no discurso do presidente norte-americano Barack Obama é a falta de distinção entre o que é um empreendedor, um inovador e um pequeno empresário. Pesquisas de diversos institutos tratam de empreendedorismo e inovação como se fosse um tema sem nuances. Colocam todos os tipos de negócio no mesmo balaio e fazem ponderações generalistas. Os teóricos preconizam que o empreendedor é a pessoa que assume grandes riscos econômicos e cria produtos e negócios que tornam os anteriores obsoletos. Não vou discutir a semântica dos termos. Mas se só pudermos chamar de empreendedor aqueles que conseguiram dar algum salto de inovação, nosso número de empreendedores seria infinitamente menor.

Esse debate ainda estava nebuloso em minha cabeça, até que li trechos de um estudo feito pelos pesquisadores Erick Hurst e Benjamin Wild Pugsley, da Universidade de Chicago, uma das mais influentes do mundo no que se refere a estudos econômicos. No artigo O que as pequenas empresas fazem?, os estudiosos enfatizam a confusão entre os termos e concluem que a maior parte das pequenas empresas americanas não é composta por geeks tentando abrir uma startup no Vale do Silício, mas sim por proprietários de postos de gasolina e pequenos comércios, mais temerosos que desejosos pela inovação.

O objetivo do estudo era mostrar um erro fundamental na política do governo norte-americano para ajudar as pequenas empresas a ampliar o número de empregos no país. Para eles, a discussão é importante porque o estado está injetando milhões de dólares para beneficiar as pequenas empresas, com a esperança de que um efeito cascata de prosperidade surja com a manobra. Segundo os acadêmicos, a retórica de que os pequenos negócios são os mais inovadores peca por não diferenciar a natureza destas companhias, e o dinheiro pode estar sendo desperdiçado quando destinado a negócios que não têm condições nem pretensões de crescer e gerar mais empregos.

Para nós, a discussão é valida para acabar com a confusão. Não sou pretensioso a ponto de cravar qual seria a definição mais precisa para cada um dos termos. Sou capaz, porém, de fazer algumas inferências. Muitas pequenas empresas são inovadoras, mas nem todas precisam inovar. Quem luta para abrir um negócio no Brasil e vence todas as dificuldades certamente é um empreendedor. Mas não é, necessariamente, um inovador. Quando ler uma reportagem com informações relevantes sobre empreendedorismo e inovação, o dono do negócio deve se perguntar: sobre qual tipo de empresas estão falando? São negócios tecnológicos ou não? Será que eu me encaixo nesse tema?

Não estou aconselhando ninguém a não inovar. Nem estou dizendo que as pesquisas sobre empreendedorismo estão erradas. Só busco lentes que tragam mais clareza para a situação. Uma preocupação minha é com os donos de negócios considerados comuns, para que não se sintam diminuídos se não se identificarem com os perfis empreendedores exaltados na mídia e nos estudos acadêmicos. Há muitos tipos de negócio. Embora alguns sejam mais cativantes no momento, todos são importantes. Outro ponto é levar a discussão aos leitores. Não é necessário um pouco mais de precisão para tratar desses assuntos?

Acções do Documento CONCLUSÕES DA SEMANA DO EMPREENDEDORISMO 2011

Foi uma semana rica em actividades de sensibilização, networking, partilha, demonstração e disseminação.


Este ano, o mote foi mais uma vez a motivação empreendedora em rede e por isso, assumimos a Semana do Empreendedorismo 2011, com actividades em vários concelhos do país (Marinha Grande, Pombal e Oliveira de Azeméis). Aos presidentes dessas Autarquias, o nosso agradecimento.

A Semana do Empreendedorismo 2011, envolveu cerca de 500 participantes (empreendedores, estudantes e professores, empresários, técnicos da indústria, parceiros institucionais e decisores políticos, comunicação social e stakeholders na generalidade).

Os temas da semana envolveram cerca de 40 comunicações e apresentações formais, que agradecemos desde já a disponibilidade e contributo de todos os intervenientes para o sucesso desta iniciativa.

Principais conclusões:

A Nossa Região e Indústria continuam a ser caracterizadas pela sua capacidade empreendedora e de networking;

A OPEN assume-se como um espaço de oportunidades, suportada por uma rede de competências e de parcerias, que tornam esta incubadora um “solo fértil para a germinação e desenvolvimento de novas ideias e projectos empresariais”;

A OPEN continua a assumir o empreendedorismo como a saída para o futuro e desenvolvimento, de pessoas e competências, da indústria e do país;

A OPEN e o seu Clube de Business Angels, estão disponíveis para continuar a apoiar ideias de negócio e empreendedores, na alavancagem dos seus projectos empresariais. Contudo, torna-se crucial e urgente que se apresentem novos instrumentos de apoio ao empreendedorismo, ao nível do “seed capital”, como por exemplo, os “Vales de Empreendedorismo” há muito reivindicados junto dos poderes públicos;

As incubadoras nacionais, são um activo infraestruturante da nossa economia, contudo, o carácter pré-competitivo da sua missão, necessita de alinhamento na acção e suporte entre os agentes do terreno e os instrumentos de politica pública, de forma a dar consistência á estratégia nacional de inovação e empreendedorismo;

A inserção de empresas em redes de inovação e internacionalização é hoje um factor crítico de sucesso para a iniciativa empresarial. Neste contexto, o ecossistema do qual a OPEN faz parte, é claramente uma mais-valia que deve ser explorada pelas empresas;

A responsabilidade social das empresas, organizações e dos cidadãos, é um elemento central na competitividade das empresas e das regiões, quer ao nível da competitividade das empresas, que da promoção e competitividade das regiões e do país. Ficou bem patente nesta semana, que existem boas práticas de responsabilidade social nas empresas nacionais, contudo, nem sempre estão claramente formalizadas, e como tal apresentam-se como pouco visíveis para os stakeholders;

O empreendedorismo intra-empresa é um activo crucial à competitividade das empresas. Neste contexto, o processo tradicional de evolução das chefias intermédias (técnicos que ascendem naturalmente a coordenadores/chefes), merece atenção especial no que diz respeito à formação e ao desenvolvimento de novas competências de motivação, liderança, coordenação e controlo. Esta é claramente uma oportunidade para a qualificação dos nossos empreendedores.

O empreendedorismo tem de continuar a ser trabalhado nas escolas e desde a mais “tenra idade”. A OPEN, com as restantes incubadoras da RIERC assumem claramente esta missão, promovendo acções de grande alcance junto das escolas secundárias, politécnicos e universidades, mas também junto da sociedade em geral, motivando, sensibilizando e apoiando o estímulo ao empreendedorismo.

Odemira: Autarca defende incentivo ao empreendedorismo para promover desenvolvimento sustentável

Os investimentos públicos em infraestruturas nos territórios de baixa densidade populacional não são suficientes para fixar população, diz o presidente da Câmara de Odemira, que defende a promoção do empreendedorismo na região. José Alberto Guerreiro falava durante a sessão de abertura do Congresso Regional do Baixo Alentejo sobre o "Desenvolvimento Sustentável nos Territórios de Baixa Densidade". Uma das dificuldades com que estes territórios se deparam, segundo apontou o autarca, é o esforço financeiro mais acentuado de qualquer entidade, pública ou privada, na altura de concretizar ou manter um projecto. O chefe do Gabinete do Secretário de Estado da Economia e do Desenvolvimento Regional, Álvaro Santos, que participou na sessão de abertura do congresso em representação do governante, deixou a mensagem de que o estímulo ao investimento privado nas áreas de baixa densidade é um dos objectivos da tutela. O debate continua hoje, no auditório municipal Camacho Costa, em Odemira.


Obter financiamento em contexto de crise

No capital de risco, nunca houve tanto financiamento disponível para o chamado "early stage".

"A falta de confiança dos agentes económicos e, sobretudo, as dificuldades de acesso ao crédito estão, sem dúvida, a condicionar fortemente a actividade empreendedora em Portugal", afirma Francisco Balsemão. Para o presidente da ANJE, existem outros entraves estruturais: barreiras administrativas ao investimento, lentidão da justiça e os chamados "custos de contexto". Mas pode haver esperança. Francisco Pegado explica que, quem quiser aventurar-se num negócio seu, poderá obter financiamento na área de capital de risco e na de crédito. "No capital de risco, nunca houve tanto financiamento disponível para as áreas do pré-semente, semente e o chamado "early stage", isto é, projectos empresariais até três anos de actividade comercial." Na área do crédito, destaca linhas de crédito com risco partilhado pelo Estado, como as do IEFP e do programa FINICIA. "Sabe que no último mês só o IEFP acolheu, nas suas linhas de crédito, mais de um milhão de euros para a criação de empresas?"

Além das soluções ligadas à área pública, existem as soluções bancárias. O problema é que o grau de exigência dos financiadores se alterou, segundo Francisco Pegado. "Deixou de haver dinheiro ‘fácil’. Não há financiamento para ideias de negócio, há financiamento apenas para projectos empresariais." E acrescenta que as melhores alternativas de financiamento passam, na área do capital de risco, pelo microcapital do FINICIA (até 100 mil euros de investimento), ou pelos fundos de co-investimento de "businss angels" (até 300 mil euros). "É preciso dizer, neste segmento de projectos mais pequenos, que é possível juntar vários operadores num projecto, com vista ao aumento dos montantes investidos e à diminuição de risco", adianta. Os "business angels" podem ter interesse para quem não tenha experiência de gestão, porque, além do conhecimento na área, têm acesso a uma agenda de contactos útil para quem está a iniciar actividade.

"O verdadeiro empreendedor é aquele que não fica à espera de ser tratado de forma paternalista para empreender." É preciso mostrar aos jovens que lançar um negócio é algo que está ao seu está ao alcance, com soluções e apoios "como nunca houve na geração anterior".

A educação para o empreendedorismo é fundamental para que o tema circule. O IPJ vai lançar um concurso de criatividade e participação cívica, apadrinhado pelo Ministério da Educação, aos alunos do terceiro ciclo do básico e aos do secundário. "Este ano, vamos aumentar substancialmente o número de turmas e de professores envolvidos em formação para o empreendedorismo", acrescenta.

O IAPMEI vai passar o "Poliempreende" (concurso de planos de negócio dos institutos politécnicos) para algumas escolas profissionais. "As escolas superiores têm todas competições, muitas delas com carácter formativo na área dos projectos empresariais, e muitas fazem ciclicamente laboratórios de aprendizagem, para quem se interessa por estas temáticas."

Para Francisco Pelgado, é importante que os jovens sejam persistentes, realistas, procurem minimizar ao máximo os riscos e que tenham planos de contingência para os factores mais críticos de sucesso, como a relação com o mercado, concorrência, fornecedores, equipas e tesourarias. Na relação com os financiadores, é fundamental a credibilidade e, no caso do capital de risco, deve procurar-se indexar ganhos dos promotores aos resultados alcançados. "No caso do crédito, é mais fácil fazer os outros acreditar quando arriscamos também o que é nosso", diz.

O microcrédito é uma das alternativas possíveis para quem quer estar por conta própria e criar o seu posto de trabalho. José Centeio, secretário-geral da ANDC – Associação Nacional de Direito ao Crédito informa que não possui produtos específicos para jovens, já que o microcrédito se dirige a toda a população, desde que os candidatos não tenham acesso ao crédito bancário normal por falta de garantias reais ou devido a uma situação de desemprego.

"A associação tem feito sessões de informação em escolas, nomeadamente a alunos da via profissional e participado em iniciativas como as feiras de emprego, em várias regiões do país. Mas temos consciência de que é preciso fazer mais e ir ao encontro dos jovens. Nesse sentido, a ANDC está a pensar numa estratégia que permita uma maior divulgação junto dos jovens universitários."