sexta-feira, 29 de julho de 2011

Conhecimento da concorrência é imprescindível


“Para se ter sucesso tem de ser ter um sonho muito grande e perseguir constantemente essa ideia”, revelou José Luis Alvim, durante o debate “Empreender à 5ª”, que teve como tema “Empreendedorismo e Estratégia de Negócio” e que decorreu na Fnac do Norteshopping.
Segundo o docente universitário, é muito importante do ponto de vista empresarial não ter medo, até porque “quem quer ser empresário não pode estar à espera de ter uma boa vida”.
O planeamento, a organização, a liderança pelo exemplo foram algumas das funções de um gestor que o professor ressalvou durante a sua intervenção.
José Luis Alvim aproveitou ainda para referir que numa estratégia de negócio, “os objectivos devem ser simples, consistentes e a longo prazo”, sendo imprescindível “um profundo conhecimento do ambiente competitivo”.
Falando de estratégias de sucesso, o professor e consultor de empresas, salientou a importância da execução efectiva dos objectivos delineados, contudo isso exige “liderança, foco, alinhamento, comunicação e determinação”.
O professor ressalvou ainda a aposta na internacionalização, contudo realçou a importância de ter competências para gerar receitas. Para isso considera fundamental um empresário rodear-se de pessoas competentes e trabalhadoras.
Durante o debate, a assistência ficou a conhecer o caso do empresário Vitor Oliveira, que é actualmente director-geral da Ginfoplan, uma empresa de consultoria informática, especializada em soluções integradas de sistemas de informação.
Com 45 anos, o empresário reconhece que sempre foi muito engenhoso. Começou com sete anos a vender rifas aos vizinhos e ficou-lhe o gosto por criar riqueza, vender e empreender.
Mas nem sempre as coisas correram como Vítor Oliveira planeara. Como é o caso do Portal do Consultor Autárquico, um portal com toda a informação legal, classificada e pesquisável para os presidentes de Junta de Freguesia.
Contudo depois do lançamento, as Juntas de Freguesia contactadas, embora demonstrassem sempre receptividade à ideia, por um ou outro motivo, iam adiando a decisão de compra dos conteúdos disponibilizados.
Vitor Oliveira reconhece que uma das suas incompetências é na área dos recursos humanos: “A tendência é para pôr as mãos na massa e não para orientar a equipa”.
Mesmo que este projecto não tenha corrido como inicialmente planeado, Vitor Oliveira não desiste.
"Um portal de auxílio à gestão autárquica continua a ser uma boa ideia, a necessidade de concentração de informação relevante, conjugado com a melhoria dos processos de pesquisa será crucial para o futuro na utilização da internet", salienta.
O futuro passa por reformular o negócio que deixará de ter conteúdos pagos: “Deixará de ser um portal informativo para ser colaborativo”.
Com isto, Vitor Oliveira acredita que ainda é possível recuperar o portal do Consultor Autárquico e a médio prazo vir a ter algum retorno financeiro com ele.

CRESCIMENTO SUSTENTADO


O maior desafio dos líderes empresariais de hoje é conseguir, ao mesmo tempo, crescimento e eficiência superior, aquilo que chamamos crescimento excepcional. A grande questão é que os caminhos para este crescimento excepcional estarão menos óbvios daqui para frente. Para alcançar esse objetivo, precisam não só extrair valor do negócio e capturar valor de seus concorrentes, mas precisam também, e acima de tudo, gerar novas fontes de valor. Esse é o potencial ilimitado da estratégia de crescimento sustentado.
O valor não é algo que existe por aí, esperando que as organizações apareçam para colhê-los. Antes de o valor poder ser apanhado, precisa ser criado. Criação de valor quer dizer todo o processo pelo qual um negócio cria valor que foi estabelecido para distribuir. A criação de valor começa com os clientes, que é a fonte original de todo o valor que as empresas podem distribuir a seus stakeholders. A capacidade da organização de levar valor de seus clientes para os stakeholders depende de sua capacidade de executar três competências fundamentais: extração de valor, captura de valor e geração de valor.
A extração de valor é garantir que a empresa é eficiente o suficiente para não desperdiçar grandes quantidades do valor que captura antes de passá-los aos stakeholders (eficiência interna). A captura de valor é o processo pelo qual o valor é conquistado pela organização, ou seja, aumentando pelas alianças com terceiros, como fornecedores, revendedores e distribuidores. Finalmente a geração de valor envolve a criação de novos produtos ou serviços que os clientes valorizam o suficiente para se disporem a pagar por eles. A grande questão é que as organizações não podem extrair mais valor do que capturam, e não conseguem capturar mais do que geram. Na verdade, em algumas situações, as empresas descobrem que é mais fácil e mais rápido melhorar seus resultados concentrando-se em extração de mais valor de suas operações atuais do que gerando novas fontes de valor. No entanto, quando um negócio extraiu o último centavo possível com corte de custos, gestão da qualidade, 6 sigma e outras semelhantes, não existe mais valor para extrair.
O mesmo ocorre com a captura de valor. Nas últimas décadas, a estratégia das empresas foi dominada por um foco na captura de valor. Entretanto, assim como ocorre na extração de valor, o crescimento por captura é limitado, pois a concorrência tradicional é um jogo de soma zero, e em pouco tempo estará precisado de novas vantagens competitivas. A captura e a extração de valor são fundamentais para o modo como fazemos negócios hoje, mas as organizações estão lutando para se tornarem mais eficientes e competitivas há anos e muitas ainda enfrentam grandes desafios para produzir crescimento lucrativo e consistente. A grande questão é que não estão suficientemente alinhadas com a geração de valor para os clientes, algumas estão tão obcecadas com a extração de valor que praticamente estão cegas as possibilidades de crescimento.
Para captura valor é preciso concentrar na concorrência e nos parceiros. Para extrair valor, é preciso concentrar em seus próprios processos internos. Para gerar valor a fonte ilimitada é concentrar-se nos clientes, crie uma proposta de valor, uma oferta que seja irresistível. Expandir as barreiras da eficiência com base nos custos permite que as empresas aumentem seus lucros, mas, por si só, não consegue produzir crescimento sustentado.

Comentário do Autor:

Como autor deste artigo, me sinto na orbrigação de resgistrar os autores que me influenciaram. Pois as ideias não são originais, mas articuladas formam um conceito poderoso. Aqueles que querem aprofundar no tema, sugiro a leitura:

1) o tema crescimento excepcional é tratado pelo professor JC Lareche em O Efeito Momento;
2) captura de valor é uma grande contribuição dos professores Kim e Renne no livro A Estratégia do Oceano Azul;
3) para concluir, minha sugestão e que me influenciou muito foi o livro Migração de Valor de Adrian J. Slywotzky.

Evite o gigantismo e o nanismo em suas organizações, aprendam a realizar um crescimento realmente sustentado.

Atenciosamente,
Luis Lobão

“Num contexto de crise económica é importante uma oferta balanceada em diversidade e complementaridade”

Bom dia. Sou proprietário de um pequeno negócio de produtos de electrónica (baterias, lâmpadas, ar - condicionado, interruptores, etc.), mas tenho o sonho de criar um negócio de comercialização de soluções energéticas renováveis dirigidas ao segmento de particulares. No entanto, falta-me um conhecimento aprofundado do negócio, de forma a encontrar os aspectos indispensáveis ao seu sucesso. O que devo considerar?

Os aspectos apontados são comummente designados de FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO (FCS), isto é, condições ou variáveis do negócio que determinam um impacto crucial na sua viabilidade. Para o caso específico serão os factores necessários ao sucesso da missão da sua empresa. Embora não a tenha revelado ficam a seguir alguns exemplos:

1. Sensibilização e aculturação do consumidor
Uma vez que o mercado de soluções energéticas renováveis assume uma expressão recente no mercado português, será crítico conquistar a confiança do consumidor pela satisfação da curiosidade natural em conhecer os novos equipamentos energéticos (como micro turbinas eólicas, caldeiras de biomassa, painéis solares, etc.). A conquista passa pela credibilidade na exposição sobre a sua funcionalidade, rentabilidade e impacto ambiental.

2. Oferta de mercado: actualização tecnológica permanente
Uma vez que grande parte das soluções energéticas poderá referir-se a equipamentos dotados de tecnologia, e que no contexto actual a inovação assume um papel fundamental no mercado, é crítica a capacidade de desenvolvimento tecnológico das soluções comercializadas, quer pela sua integração nos canais de compra, quer pela internalização em recursos próprios.

3. Diversidade e complementaridade da oferta
Num contexto de crise económica é importante uma oferta balanceada em diversidade e complementaridade, de forma a diluir o risco de comercialização e beneficiar da venda de soluções integradas. Exemplo: constituição de portfólio de serviços de certificação energética, equipamentos energéticos – painéis solares, micro turbinas eólicas caldeiras de biomassa, e de consumíveis – lâmpadas LED, pellets, etc.

4. Capital humano: competências técnicas e comportamentais
É critico que os recursos humanos tenham boas competências técnicas para efectuar um diagnóstico preliminar correcto da solução a implementar, uma vez que este aspecto determina todo o trabalho operacional à posteriori. A nível comportamental é crítica a relação de proximidade, comunicação e gestão de conflitos, de forma a fidelizar carteira de clientes.

5. Ponto de venda: localização e layout
Admitindo um ponto de venda ao público, uma vez que a intenção de compra é dirigida ao segmento particular / residencial, importa valorizar a sua atracão pela localização do estabelecimento e funcionalidade do respectivo layout, permitindo aos potenciais clientes contactar com os equipamentos num eventual showroom e moverem-se para os espaços de atendimento.

A análise dos FCS não deverá ser destacada, mas integrada no enquadramento estratégico da empresa, permitindo em primeira instância o alcance dos objectivos estratégicos e, em sequência última, o alcance da missão da empresa. Por isso, outros exemplos de FCS poderão ser dados, dependendo da missão da empresa dentro do mesmo sector de actividade. Pretende-se apenas a sua exemplificação para melhor elucidação do leitor. Em todo o caso, é certo que exigem uma atenção continuada e evolutiva, sob pena do seu negócio se perder.
Arrisque; transforme as suas ideias em negócios de sucesso!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Faro: Autarquia assina acordo com Millenium bcp para estimular iniciativas de apoio a micro-empresas

A Câmara Municipal de Faro e o Millenium bcp assinaram na passada semana um acordo de cooperação pelo empreendedorismo, no sentido de “estimular o aparecimento” de iniciativas empresariais no concelho de Faro, em especial as que possam beneficiar dos sistemas de micro-crédito.

O acordo foi assinado entre o presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, e a diretora do Millenium bcp para o micro-crédito, Helena Mena.

A aposta na concessão de micro-crédito a pessoas que perderam o seu posto de trabalho, ou que, querendo criar o seu próprio negócio, necessitam de montantes relativamente baixos de financiamento à instalação ou desenvolvimento do seu negócio “tem-se vindo a assumir como um instrumento bastante importante ao dispor das economias locais”, refere a autarquia.

Assim, ambas as entidades esperam também contribuir “para um estímulo ao auto-emprego, já que, claramente vocacionado para funcionar como um instrumento dirigido essencialmente a pessoas desempregadas ou sujeitas a situações de exclusão económica ou social”, esta linha de crédito poderá financiar “ideias de negócios viáveis, que apresentem, naturalmente, condições de exequibilidade e viabilidade”, com montantes que habitualmente rondam os 15 mil euros.

Para dar a conhecer este instrumento, serão realizadas sessões públicas de sensibilização e divulgação do sistema de incentivo, em especial junto de pessoas com alguma experiência e formação profissional, em situação de desemprego e carências sociais, que possam vir a criar ou desenvolver o seu próprio negócio.

A autarquia farense recorda em comunicado que já tinha assinado um acordo semelhante com o BES e espera “poder vir a ter o apoio de outras instituições bancárias”.

Figueira: CIMBM promove Jornadas do Empreendedorismo

A Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIMBM) apresentou, no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro (Mais Centro) o projeto “Operação Imaterial de Promoção do Empreendedorismo – CIMBM”, que foi recentemente aprovado. Esta Operação tem como objetivo geral o reforço do potencial empreendedor da Região do Baixo Mondego, através de iniciativas em rede que garantam os necessários suportes à dinamização e apoio ao empreendedorismo local, com especial enfoque nos serviços de suporte às atividades turísticas e de lazer na Região.

A CIMBM pretende, desta forma, facilitar o acesso à criação de empresas na Região mobilizando um conjunto diversificado de atores locais que, trabalhando em rede e com base num modelo concertado regionalmente, sensibilizem e mobilizem a população para o empreendedorismo, criando serviços partilhados e complementares que garantam o apoio desde a identificação de oportunidades de investimento à criação de empresas e emprego.

Com o objetivo de constituir a rede regional de apoio ao empreendedor, integrada na elaboração do Plano de Ação Territorial para a Promoção do Empreendedorismo, a Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego promoveu as Jornadas do Empreendedorismo, no passado dia 26 de julho de 2011, no CAE da Figueira da Foz.

Nas Jornadas do Empreendedorismo foram debatidas temáticas relacionadas com as dinâmicas de apoio ao empreendedor na Região do Baixo Mondego e com o papel de diferentes agentes internos e externos.

Cabo-Verde: Jovens empresários procuram oportunidades em feira empresarial

Praia - Uma centena de jovens empresários e empreendedores participa, de 28 a 31 de Julho, na cidade da Praia, na terceira edição da Feira de Empresas, Emprego e Empreendedorismo, denominada Feira dos 3E´s.

Trata-se de um projecto concebido a pensar nos empresários e nos empreendedores individuais, interessados em iniciar uma actividade empresarial.

A organização do evento espera que, com uma participação tão grande, a feira resulte em, pelo menos, 50 novas iniciativas empresariais no espaço de um ano.

A gestora de projectos de incubadoras da Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) e organizadora do evento, Dúnia Lopes, acredita que o evento irá mobilizar jovens empresários de todo o país, dado que haverá uma forte aposta em oferecer aos participantes acesso a diferentes oportunidades de negócio existentes.

Esta iniciativa visa estimular o pensar e o agir, na lógica do processo empreendedor que integra o bizcamp, espaço reservado às actividades de capacitação, através de palestras empresariais, mini-cursos, ateliês temáticos e oficinas empreendedoras.

O evento acontece na Feira Internacional de Cabo-Verde, campus da Praia, no antigo aeroporto.

domingo, 24 de julho de 2011

Alunos da Rafael Bordalo Pinheiro vencem importante concurso de empreendedorismo

O projecto EMPRE – Empresários na Escola, promovido pela Associação Tagusvalley, é uma importante iniciativa que pretende o desenvolvimento do espírito empreendedor e inovador nos jovens estudantes do 7º ao 12º ano.
Com o projecto “Flourmet”, criação de uma empresa na área da gastronomia alternativa e ecológica desenvolvida no âmbito da Área de Projecto do 12 º Ano, a Filipa Braz, a Anaisa Monteiro, a Jessica Ferreira e o Francisco Ferreira, foram os vencedores nacionais desta terceira e importante edição do EMPRE.
A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro sente-se de parabéns e agradecida a estes alunos pelo notável resultado alcançado. Resultado que é também um estímulo para a aposta que a ESRBP pretende fazer com a promoção de iniciativas que desenvolvam em todos os seus alunos este espírito empreendedor e inovador, numa perspectiva de formação integral dos jovens que a procuram.

Curso de Empreendedorismo na Mealhada resulta em dez ideias de negócios

Os 12 formandos que terminaram o curso de Empreendedorismo promovido pela Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra deram a conhecer os seus projectos finais, na passada sexta-feira, dia 15, na Escola Profissional da Mealhada. “Creche A Pekenada”, “Artes e Letras”, “Faça Você Mesmo”, “HP Invenções SA”, “Coimbra dos Doutores”, “Centro de Ciência Viva de Mira”, “Arte em Si”, “Kimikida – Móveis em Cartão”, “Dom Sabor” e “Tuk Tuk no Buçaco” são os nomes das propostas apresentadas. Ideias desenvolvidas durante a formação, que em Setembro próximo, em data ainda a definir, serão submetidas a um concurso de onde irá sair o conceito de negócio vencedor, que arrecadará um prémio de 5 mil euros.

O curso de Empreendedorismo, que arrancou no dia 8 de Abril no concelho da Mealhada, resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra. A grande finalidade da formação, que contou com 12 participantes, foi capacitar os formandos de competências pessoais e ferramentas técnicas para a avaliação de oportunidades, a promoção do projecto, a definição de estratégias para um adequado posicionamento de mercado, a realização de uma análise financeira e a elaboração de um plano promissor.

O curso prático ficou concluído na sexta-feira passada, dia 15 de Junho, com a apresentação dos projectos dos formandos que frequentaram a acção, cujo objectivo foi abrir os horizontes a todos os que tivessem uma ideia de negócio e que pretendessem adquirir uma melhor noção de como a desenvolver. Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara, congratulou todos os conceitos de negócio por se tratarem de “respostas concretas no âmbito do turismo e da gastronomia, bem com respostas sociais e de aproveitamento de recursos endógenos”.

Os projectos pautam pela diversidade e, do vasto leque de ideias, surgem: a instalação de uma creche em Mira que permita oferecer às crianças e aos seus pais um espaço de acolhimento de qualidade (Creche “A Pekenada”); o desenvolvimento de um espaço de lazer nocturno na Vila de Luso (“Artes e Letras”); o conceito que visa explorar o apoio, ao nível dos serviços e produtos, a um nicho de mercado de clientes que tenham um quintal abandonado, ou um jardim ou horta urbana (“Faça Você Mesmo”); o desenvolvimento de duas versões inovadoras e competitivas de almofadas de descanso continuando (“HP Invenções SA”); a comercialização de serviços de visitas guiadas temáticas em Coimbra subordinadas à vida e experiências académicas dos estudantes desta cidade (“Coimbra dos Doutores”); o desenvolvimento de um espaço de promoção da ciência para os estudantes do 1º,2º e 3º ciclos de ensino a desenvolver e em articulação com os Centros de Ciência Viva de Aveiro e Coimbra (“Centro de Ciência Viva de Mira”); a comercialização de artigos de bijutaria com elementos diferenciadores (“Arte em Si” ); a construção e venda de móveis em cartão reciclado com design exclusivo e adaptado a cada cliente, de elevada durabilidade e a baixos custos (“Kimikida – Móveis em Cartão”); o desenvolvimento de um espaço de restauração na Malaposta que aposta no mercado de gestores executivos e famílias, com oferta artística, cultural e gastronómica (“Dom Sabor”) e a realização de visitas guiadas em trilhos temáticos pela Serra do Buçaco e Vila de Luso, em veículo de transporte colectivo (Tuk Tuk no Buçaco”).

Uma panóplia de ideias “excelentes” e “viáveis”, como adjectivou a vice-presidente da Câmara, Filomena Pinheiro, trabalhadas durante o curso de Empreendedorismo, que serão agora submetidas a um concurso de ideias que atribuirá um prémio de cinco mil euros ao projecto vencedor. A gestão operacional do concurso será coordenada por uma Comissão de Acompanhamento composta por dois elementos representantes da Câmara Municipal e da Universidade de Coimbra, respectivamente. Neste contexto, a avaliação das várias propostas será efectuada por um júri constituído por cinco elementos indicados por cada parceiro do concurso. As ideias serão avaliadas segundo quatro critérios: viabilidade, originalidade, promotores e capacidade de síntese. Cabe ainda aos organizadores do concurso diligenciar no sentido de encontrar parceiros interessados em apoiar a implementação dos conceitos de negócio ganhadores.

IPAM desenvolve pós-graduação em marketing & empreendedorismo

Com o objectivo de ajudar os empresários, profissionais, estudantes e desempregados a adoptarem uma atitude empreendedora, o Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) desenvolveu uma pós-graduação em marketing & empreendedorismo, com início previsto para Setembro.

O curso tem como objectivo desenvolver novos projectos para quem pretende trabalhar por conta própria ou para quem trabalha por conta de outrem.

“Esta pós-graduação adopta uma metodologia inovadora, desde logo por aliar o marketing e o empreendedorismo, e eminentemente prática que levará os alunos a elaborar um projecto, devidamente acompanhados por especialistas em diversas áreas. No final da pós-graduação, os alunos, se desejarem, poderão ainda apresentar o seu projecto a um grupo de business angels com interesse e vontade em investir em projectos sólidos e inovadores”, refere a instituição.

Com a coordenação de Paulo Morais e Marco Lamas, o curso inclui um programa diversificado e actual que agrega um conjunto de disciplinas que servirão de suporte para a realização do plano de negócio. Todo o processo está preparado para conjugar e integrar a teoria com a prática para que todos os conceitos possam ser aplicados em ambiente empresarial.

Questionado sobre a importância do marketing, Paulo Morais afirma: “o marketing começa muito antes de a empresa ter um produto ou serviço, incluindo a fase de levantamento de necessidades (diagnóstico de situação) e a sua transformação em oportunidades. O marketing permanece durante todo o ciclo de vida do produto e é uma disciplina cada vez mais imprescindível para o sucesso das empresas”.

Para Marco Lamas, “o actual momento em que vivemos, de crise, o aumento considerável de desemprego, aliado à contenção no consumo, torna ainda mais premente a aposta na promoção do empreendedorismo e o apoio à criação e sustentação de novos projectos empresariais que permitam contribuir para a dinamização do tecido económico visando valorizá-lo e criar emprego. Por outro lado, permite que ideias inovadoras se transformem em iniciativas empresariais com êxito”.

Escola Superior Agrária aposta em mestrados sobre produção de plantas medicinais e agricultura sustentável

Produção de plantas medicinais para fins industriais, agricultura sustentável e tecnologia alimentar são três dos mestrados que a Escola Superior Agrária de Santarém vai ter a funcionar no próximo ano lectivo.

Artur Amaral, responsável pelo mestrado em produção de plantas medicinais para fins industriais, disse à agência Lusa que esta é uma área com grande potencial de desenvolvimento em Portugal, já que existe uma procura crescente por parte das indústrias farmacêutica, cosmética e alimentar.

O mestrado, com disciplinas específicas e também relacionadas com o empreendedorismo e o marketing, inclui um estágio profissional, sublinhando Artur Amaral o facto de decorrer próximo das Serras d’Aire e Candeeiros, zona rica em plantas medicinais e onde se situa uma das principais empresas de transformação e comercialização destes produtos.

O mestrado em agricultura sustentável vem procurar dar resposta às crescentes preocupações com a protecção ambiental, a conservação dos recursos e as alterações climáticas, disse a responsável pelo curso, Ana Ambrósio Paulo.

O plano de estudos procura atender às exigências das políticas agrícolas actuais, visando, ao mesmo tempo, incentivar o empreendedorismo na criação de novos produtos que integrem medidas de protecção ambiental relativas às práticas agrícolas e ligados ao mercado de emissões e à florestação, afirmou.

Também pela primeira vez, a ESAS vai disponibilizar no próximo ano lectivo um mestrado em tecnologia alimentar, que visa dotar os técnicos das áreas alimentar e nutricional de conhecimentos que permitam proceder ao controlo de riscos ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção primária à transformação de alimentos, disse Marília Henriques.

“Há cada vez maior responsabilidade de toda a parte da produção e indústria perante a sociedade sobre a segurança alimentar”, afirmou, sublinhando a importância do mestrado na actualização de conhecimentos em áreas “novas” que não faziam parte das antigas licenciaturas.

Além da formação pós Bolonha, os mestrados destinam-se igualmente a antigos licenciados que queiram actualizar conhecimentos.

Empreendedorismo tecnológico é o futuro

O livro de Pedro Manuel Saraiva baseia-se em casos práticos de sucesso.

Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".

"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.

Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".

E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.

Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".

Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.

Casos práticos para seguir as pistas

O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Equipa da Universidade do Porto vence competição europeia

Seis estudantes da Universidade do Porto (UP) venceram a conceituada competição JA-YE Europe Enterprise Challenge 2011, organizado pela maior e mais antiga associação de empreendedorismo mundial, a Junior Achievement. Os participantes tinham que criar um projecto inovador e lançar uma empresa a ele associada.

No concurso internacional, onde participaram 14 equipas de diversas universidades de dez países diferentes, o projecto desenvolvido por Bruno Brandão, Filipe Nascimento, Joana Santos, Rita Neto, Sérgio Tavares e Sofia Esteves ficou em primeiro lugar.
A equipa portuguesa apresentou um projecto inovador de detecção eficaz de fogos florestais, e uma empresa, a FLICKS. A ideia foi a grande vencedora europeia, sendo reconhecida como a «Start-up Company of the Year» e tendo acumulado ainda o prémio «Intel Innovation Award».
É a primeira vez que uma equipa portuguesa vence a competição europeia desta organização de programas de educação em empreendedorismo e para tal, os alunos da UP usaram tecnologias de ponta a um preço competitivo para uma gama variada de aplicações.
A criatividade da empresa FLICKS, consiste em fornecer serviços avançados para detecção de incêndios numa vasta gama de aplicações, através de um sistema composto por sensores multi-espectrais.
O projecto reduz substancialmente o tempo de detecção dos incêndios através de um sistema integrado composto por unidades de detecção autónoma que comunicam entre si e com centrais via wireless. A equipa tem por objectivo ser líder no fornecimento de serviços e desenvolvimento de sistemas avançados para a detecção de incêndios.
A final europeia da competição realizou-se em Madrid e estiveram ao lado das melhores equipas nacionais de diversos países europeus, num total de 14 equipas, de países como Bélgica, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Espanha, Roménia, Bulgária, Noruega e Holanda. A avaliação da ideia de negócio foi feita por 13 elementos do júri, gestores de topo de grandes empresas presentes no mercado europeu e internacional.
A missão da FLICKS está focalizada no desenvolvimento de soluções preventivas para proteger o planeta e fornecer um ambiente mais seguro e sustentável à comunidade e seu meio envolvente, que será alcançada através do desenvolvimento e fornecimento de serviços integrados de alta eficácia na detecção de incêndios numa vasta gama de aplicações.

"Espírito empreendedor" de Diogo Vasconcelos homenageado na Católica do Porto

Diogo Vasconcelos vai ser homenageado na próxima quinta-feira, 28 de Julho, na Universidade Católica do Porto. Pedro Passos Coelho será um dos presentes na cerimónia que vai decorrer a partir das 21h00.
A Universidade Católica do Porto, na próxima quinta-feira, 28 de Julho, pelas 21h00, vai homenagear Diogo Vasconcelos. A sessão vai realizar-se no Auditório Ilídio Pinho, no Campus Foz da instituição, e o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, será um dos presentes.

A cerimónia, segundo comunidade da universidade, tem como objectivo "relembrar aquele que foi e continuará a ser considerado um espírito empreendedor e marcante". Para a Católica do Porto, é um "reconhecimento público e sentido" e uma "oportunidade para testemunhar a paixão, generosidade, empreendedorismo e criatividade legados por Diogo Vasconcelos às actuais e futuras gerações".

Diogo Vasconcelos morreu a 8 de Julho, aos 43 anos, em Londres, vítima de paragem cardíaca. A sua estadia na cidade inglesa estava relacionada com o emprego como responsável internacional pela área de consultoria para o sector público do grupo americano Cisco Systems. Diogo Vasconcelos nasceu em 1968, no Porto, e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica, tendo sido uma figura importante na história da Federação Académica do Porto (FAP), que fundou e presidiu por três mandatos consecutivos. Apologista das novas tecnologias e defensor de uma relação de proximidade das pessoas com estas, foi mandatário digital da campanha eleitoral de Cavaco Silva, nas últimas eleições presidenciais, e vice-presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

sábado, 16 de julho de 2011

ANTECIPANDO ÀS MUDANÇAS NO AMBIENTE


Nunca antes na história vivemos um momento tão instigante e ao mesmo tempo tão perigoso para se fazer negócios. Estamos diante de um cenário de rara complexidade, onde fenômenos econômicos, sociais e até tecnológicos são responsáveis pela reestruturação do ambiente de negócio. Para complicar, somamos a este cenário de grande transformação, as atividades táticas do dia-a-dia consomem toda a energia e dificultam as organizações na identificação de mudanças de longo prazo.
A detecção inicial de mudanças no ambiente, entretanto, é um pré-requisito da gestão estratégica do negócio, e habilita a organização a participar do próximo ciclo de crescimento, gerando lucros e recompensas. A detecção e reação tardia aumentam os custos de participação e reduzem as oportunidades. Logos períodos de estabilidade também podem piorar esta capacidade de observação. Os concorrentes tradicionais estão acostumados a se concentrarem uns nos outros, não conseguem enxergar o movimento de empresas novatas ou não-tradicionais, ficando à margem do campo de visão competitivo. A detecção se torna ainda mais difícil quando uma nova concepção de negócio surge longe do círculo de concorrentes tradicionais.
É fundamental estar em sintonia com o ambiente, algumas respostas deveriam ser objeto de constante preocupação dos executivos. Quanto vale a minha empresa hoje? Quanto valerá daqui a cinco anos? A concepção do meu negócio é obsoleta? Como de ser a próxima concepção de negócio? Que atitudes capturarão o próximo ciclo de crescimento do meu setor?
O fato de os produtos passarem por ciclos, do crescimento à obsolescência, é amplamente reconhecido. O que não se reconhece, entretanto, é que as concepções de negócio também passam por ciclos e chegam à obsolescência. Uma concepção de negócio (business model) é a totalidade de como uma empresa seleciona seus clientes, define e diferencia suas ofertas, define as tarefas que realizará e às que terceirizará, configura seus recursos, entra no mercado, criar utilidade para o cliente, define os canais de distribuição e seu modelo de relacionamento, estabelece parcerias e captura lucros. As empresas podem oferecer produtos, podem oferecer tecnologia, solução para o cliente, mas a oferta encontra-se dentro de um abrangente sistema de atividades e relacionamentos que representam a concepção do negócio da empresa.
O valor de mercado de uma organização é um indicador do poder de sua concepção do negócio no sentido de criar e capturar valor. Para vencer o este jogo, os executivos devem se perguntar: onde, em meu setor, eu poderei gerar lucros? Como isso estará mudando? O que está impulsionando a mudança? O que a minha empresa pode fazer a esse respeito? Por trás destas respostas está uma questão fundamental: qual é o padrão da mudança. O que os clientes desejam, e estão dispostos a pagar e que concepção de negócio corresponde de forma mais eficaz a esse padrão de mudança. O padrão está claro: quando as necessidades estão surgindo, o cliente procura desempenho. Quando as necessidades estão maduras, o cliente busca preços baixos. Essa transformação sistemática das necessidades e prioridades do cliente aplica-se a maioria dos setores.

Disney - Crenças que Criam




There’s really no secret about our approach. We keep moving forward – opening up new doors and doing new things – because we’re curious. And curiosity keeps leading us down new paths. We’re always exploring and experimenting.

The whole thing here is the organization.
Whatever we accomplish belongs to our entire group,
a tribute to our combined effort.

Walt Disney
.

Apenas numa cultura cooperativa as pessoas sentem que a expressão das suas ideias é valorizada e é por isso que implementar esta cultura é fundamental para desenvolver um clima organizacional criativo na sua organização.
Uma verdadeira cultura cooperativa é aquela na qual os colaboradores se sentem confortáveis não só a expressar as suas ideias mas também a analisar, a criticar e a agir sobre elas.
Usando como estudo de caso a cultura organizacional da Walt Disney, seleccionei as 10 crenças que as pessoas têm neste tipo de cultura e que promovem um ambiente propício à criatividade e inovação. Quantas delas já são pensadas pelas pessoas com quem trabalha?

1. Toda a gente é criativa.
Isto significa que toda a gente pensa que tem ideias para melhorar processos de trabalho ou criar novas possibilidades de acção. O desafio começa em criar um ambiente no qual qualquer um partilhe de facto as suas ideias.
Embora existam muitos obstáculos que impedem a livre expressão de ideias, o motivo latente dessas barreiras é o sentimento de incerteza ou insegurança sobre como os outros irão reagir. E se eles não gostarem da minha ideia?

2. As minhas ideias estão separadas da minha identidade
Numa cultura cooperativa, as pessoas acreditam que todos os indivíduos na organização têm valor só por serem quem são e trazerem a sua perspectiva única para a mesa. Esta cultura é reforçada quando as pessoas compreendem que o seu valor não é medido apenas pela qualidade das suas ideias, mas que são valorizados pelo simples facto de expressarem ideias.
Acreditam que as ideias, uma vez expressas, já não têm um dono. A cultura cooperativa não opera no princípio de “a minha ideia contra a tua ideia,” mas antes, “vamos escolher a melhor das nossas ideias.”
A chave consiste em construir relações genuínas entre as pessoas para que as ideias possam ser expressas honestamente e sem medos. Nesta cultura, é fundamental compreender que as relações que as pessoas estabelecem umas com as outras são mais importantes do que as conexões que estabelecem com as ideias.

3. Identifico-me com a missão desta organização.
A identidade organizacional é integrada pelo colaborador e envolve a identidade individual. Uma identidade organizacional consistente inspira e atrai as pessoas para um objectivo comum.
Quando as pessoas vêm uma organização que procura satisfazer um objectivo que tem um significado para si, querem fazer parte dela. Ser parte dessa organização traz satisfação enquanto indivíduos.
Fazer parte de algo maior e mais durável do que o Eu gera orgulho. Actuando sozinhos, os indivíduos estão limitados à sua habilidade para criar impacto. Mas como parte de uma organização maior, os colaboradores podem trabalhar juntos para influenciarem o seu mundo e criarem um impacto duradouro.
Saber que se tem a oportunidade de contribuir para um legado que irá permanecer para além de nós gera uma sensação de orgulho e auto-estima.

4. Tenho coragem para fazer a diferença.
De tempos em tempos, as pessoas nas empresas ficam numa situação na qual perguntam a si próprias, ‘Será que alguém notaria se eu não estivesse aqui?’
A paixão cresce quando os colaboradores acreditam que o seu trabalho e a sua opinião acrescenta valor à organização e às pessoas envolvidas.
Numa cultura cooperativa as pessoas são reconhecidas pela forma como contribuem para a identidade organizacional com a sua visão única.
Cada um sente que faz a diferença e tem a coragem necessária para tomar a iniciativa e expressar as suas ideias independentemente da função que ocupa na organização.

5. Partilhamos os mesmos valores.
Os nossos valores são aquilo que é importante para nós; são demonstrados através dos comportamentos que exibimos. Os indivíduos, consciente ou inconscientemente, decidem o que querem fazer com o seu tempo cada dia. Aquilo que fazem envia uma mensagem acerca do que é importante para si; toda a gente inventa tempo para aquilo que valoriza.
Colectivamente, aquilo que as pessoas fazem na organização envia mensagens para o mundo acerca daquilo que é importante para a organização.
Partilhar valores comuns é a base na qual construímos as relações. Numa organização com uma cultura cooperativa e uma bem definida identidade organizacional, os colaboradores são capazes de criar laços através dos valores que partilham com os demais.
Estes valores, que foram abertamente comunicados e se tornaram parte da linguagem diária da cultura, estabelecem claras expectativas acerca do comportamento de cada um.
Os desacordos ocorrem regularmente num ambiente criativo. No entanto, essas divergências não têm de parar o processo criativo ou danificar as relações, desde que as pessoas saibam que uma certa dose de desacordo é esperada e encorajada.
As divergências aparecem, habitualmente, devido à diferença de valores. Por isso, enfatizar a partilha de valores ajuda cada um a determinar o que é importante e minimiza conflitos.

6. Comunicamos abertamente.
Os colaboradores devem ter consciência da forma como o seu trabalho contribui para os objectivos da organização.
A comunicação ajuda na prossecução dos objectivos. As pessoas não querem apenas ouvir coisas boas acerca do seu trabalho, precisam também de perceber como é que estão, ou podem, fazer a diferença.
Pelo mesmo motivo, o feedback ajuda os colaboradores a compreenderem como é que podem melhorar o seu desempenho e deve ser feito de forma a que sejam elas a se preocuparem e se responsabilizarem pelo seu próprio desenvolvimento.

7. Mantemos a nossa palavra.
Numa cultura cooperativa os colaboradores devem sentir que aqueles que os rodeiam possuem carácter e integridade.
Eles confiam que a informação pertinente é partilhada abertamente e que os pares mantêm as suas promessas.
A honestidade, transparência e cumprimento da palavra por parte da liderança é fundamental para estabelecer um padrão e um modelo para a equipa.
8. Somos competentes para desempenhar os nossos papéis.
Para que a organização seja bem sucedida, não só os papéis devem estar claramente definidos, mas também deve existir a confiança de que toda a gente é capaz de desempenhar bem o seu papel.
Quando esta confiança falta, os elementos da equipa perdem tempo a criticar o desempenho dos outros ou a fazer o trabalho por eles.
A confiança na competência dos papéis pode ser desenvolvida reconhecendo que as pessoas precisam de tempo para crescer nas suas funções e que estão a ser acompanhadas na direcção dos objectivos.

9. Ajudamo-nos mutuamente a crescer e a aprender.
Numa cultura cooperativa, as relações são tão fortes que toda a gente está focada em ajudar o outro. Existe a confiança de que os colaboradores têm uma rede de segurança de pessoas à volta a cuidar dos seus melhores interesses, motivando-os para novos desafios, e encorajando-os no seu crescimento profissional.
Quando as pessoas dentro de uma organização confiam umas nas outras a este nível, isto propulsiona a organização para novos níveis de performance.

10. É melhor ter diferentes perspectivas na nossa equipa.
Às vezes, os colaboradores retraem-se porque se sentem desconfortáveis em exprimir uma perspectiva diferente da opinião de alguém de “peso”; na cultura cooperativa, espera-se que toda a gente expresse as suas ideias e opiniões, mesmo quando são de desacordo.
O desacordo pode trazer questões ainda não consideradas ou pode forçar os outros a serem mais criativos na sua abordagem. Tudo isto ajuda a desenvolver um produto de maior qualidade.
Demasiado acordo cria um ambiente de complacência, mediocridade e de “mais do mesmo” dentro da cultura organizacional.
A diversidade de opiniões numa equipa leva a que muito muitas ideias sejam geradas, no entanto, será a análise destas ideias, através da lente da identidade organizacional, que vai determinar quais são as que devem ser desenvolvidas e que têm mais probabilidades para conduzir ao sucesso.
Existem sempre ideias extra que terão de ser recusadas, mas será apenas expressando todas que o grupo sentirá que teve a oportunidade de seleccionar as melhores.
Numa cultura cooperativa, as pessoas discordam porque estão genuinamente preocupadas com a qualidade daquilo que estão a criar. Quando todos os elementos de uma equipa confiam que estão a trabalhar juntos para alcançar a excelência do seu produto ou serviço, as diferenças são bem vindas como oportunidade para aumentar o nível de desempenho.
Parece-lhe impossível treinar uma equipa para que toda a gente pense assim? Se quer ter uma equipa criativa talvez seja melhor começar por mudar as suas próprias crenças acerca do seu papel enquanto lider de uma equipa criativa.


Veja a resposta de Walt Disney quando lhe perguntaram qual foi o seu papel no sucesso da equipa: 'I think if there's any part I've played... the vital part is coordinating these talents, and carrying them down a certain line. It's like pulling together a big orchestra. They're all individually very talented. I have an organization of people who are really specialists. You can't match them anywhere in the world for what they can do. But they all need to be pulled together, and that's may job'.

O Empreendedorismo no Centro da Acção Governativa

O empreendedorismo é visto como um elemento chave pelo novo Governo para tirar o país da crise.
Assim se explica a criação, pela primeira vez, de uma pasta dedicada ao empreendedorismo, juntamente com a inovação.
E são várias as medidas a tomar neste âmbito. Segundo o programa de Governo referente à “Inovação,Empreendedorismo e Internacionalização”, o objectivo central é o de “tornar Portugal um país de empresas de elevado potencial de crescimento e de internacionalização”.
Nesse sentido, o Governo assume como linhas de força a “criação, em articulação com o sector privado, de uma rede nacional de incubadoras de negócios de nova
geração e de um pacote dirigido a start-ups, incluindo crédito de pequeno montante e micro capital de risco”.
Também as linhas públicas de capital de risco (Caixa Capital, AICEP Capital e InovCapital) deverão ser concentradas numa única entidade.
Ao mesmo tempo, serão reavaliados os benefícios fiscais atribuídos aos Business Angels, em particular “o estudo de um regime fiscal mais favorável e compatível
Empreendedorismo no centro da acção governativa Actualidade com o Fundo de Co-Investimento” já disponível.
Será lançada a chancela Portugal Excellence Enterprise, a qual visa “a promoção da excelência, competências e diferenciação das empresas e produtos portugueses
através da chancela junto de investidores internacionais”.
Com isto, o Governo quer “atrair capital de risco (inicial e de desenvolvimento) junto de instituições nacionais e internacionais”

Participantes do Programa EBITnet poderão usar espaço de CoWorking



Face ao período que atravessamos, é bastante interessante abordar entidades como a NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A. que promove o empreendedorismo e a inovação, há já quase 25 anos, sobretudo numa altura em que o desemprego continua na ordem do dia, atingindo níveis cada vez mais preocupantes, e as empresas atravessam mais dificuldades. É fundamental, por isso, que as empresas sejam construídas com alicerces firmes, para que o negócio possa prosperar de forma sustentável. São mais de uma centena as empresas inovadoras e/ou de base tecnológica que nasceram e evoluíram com o apoio da NET e, apenas a título de exemplo, aproveito para referir um caso de sucesso do tecido empresarial instalado na NET - a Protosys, empresa de desenvolvimento do produto, que foi responsável, em parceria com a Monte Meão, pelo desenvolvimento dos bancos do Metro do Porto.

Sobre a NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A. - BIC Porto
A NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A., Business and Innovation Centre do Porto (BIC - Porto), que desde 1987 estimula o empreendedorismo da região Norte do País, é um caso de sucesso na rede BIC do País e um dos primeiros BIC criados a nível europeu. Foi distinguida pela EBN - European Business and Innovation Centre Network como um dos seis modelos de boas práticas , numa rede de 200 BIC.

Localizada no Pólo Tecnológico do Porto, no edifício PROMONET, a NET incuba empresas de características inovadoras e/ou base tecnológica e, através de técnicos especializados, presta serviços de apoio ao desenvolvimento do plano de negócio dos empreendedores e análise concorrencial do mercado, acompanhando passo a passo a criação da empresa, tal como a divulgação da mesma no exterior e sua internacionalização.

Sobre EIBTnet

A NET encontra-se a promover o EIBTnet, programa de empreendedorismo inovador e tecnológico de apoio ao desenvolvimento, implementação, criação e consolidação de novas Empresas Inovadoras e de Base Tecnológica, cofinanciado pelo ON2 - O Novo Norte e QREN, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, em € 239.927,80. No âmbito do EIBTnet, a NET presta apoio à medida de cada empreendedor/promotor, desde a promoção da geração e amadurecimento da Ideia, da sua validação, desenvolvimento do Projecto e criação da Empresa, ao apoio à consolidação empresarial e internacionalização. Paralelamente, serão disponibilizados a cada projecto, um conjunto de serviços de incubação, desde pré-incubação, incubação e pós-incubação (correspondentes a cada fase do processo).

A disponibilização de um espaço de coworking gratuito para desenvolvimento do plano de negócios e outras actividades inerentes à criação ou consolidação de uma empresa é um dos apoios prestado pela NET, previsto neste programa. Tratando-se de uma situação de coworking, o espaço de trabalho é um open space partilhado, o que traz a vantagem da sinergia de conhecimentos, troca de experiências e criação de parcerias. O empreendedor/promotor dispõe de um posto de trabalho onde desenvolve o seu projecto, o plano de negócios e todas as actividades inerentes à criação ou consolidação da empresa com o apoio de consultoria da NET, desde a pré-incubação ao arranque da empresa, conforme previsto pelo EIBTnet.

O período de tempo durante o qual o empreendedor/promotor poderá usufruir do espaço de coworking é definido com a NET e varia de acordo com as características e o estado de desenvolvimento do projecto apresentado.

São objectivos do EIBTnet facilitar o acesso a uma rede de contactos (networking) e a transferência de conhecimento e de tecnologia, dinamizar o tecido tecnológico da Região Norte, favorecer o emprego através da criação de empresas que geram valor acrescentado e reforçar mecanismos que sirvam de ponte entre a investigação e a inovação. A marca EIBTnet, símbolo de qualidade, será atribuída às empresas criadas, para que lhes permita alcançar o reconhecimento perante os seus diversos públicos (clientes, fornecedores, etc.).

O concurso de ideias, os seminários de geração e maturação de ideias, o consultório de ideias e as jornadas de inovação/tecnologia são também iniciativas que integram o programa, visando a sua divulgação e sensibilização para o empreendedorismo e para a inovação.

A quem se dirige e a que sectores?

Na prossecução do seu objectivo de Criação de Empresas Inovadoras e de Base Tecnológica, o EIBTnet dirige-se a empreendedores com uma ideia de negócio de elevado potencial tecnológico e de crescimento e a empreendedores oriundos do sistema nacional de inovação.

No que respeita ao objectivo da Consolidação Empresarial, o programa é direccionado a novas empresas de base tecnológica, criadas no âmbito deste programa, e a empresas de base tecnológica existentes, mas em fase ?early stage?.

Os sectores da tecnologias de informação e comunicação, software, electrónica, indústria e componentes automóvel, tecnologias de meio ambiente e energia, ciências da vida e biotecnologia, ciências e tecnologias do mar, nanotecnologias, novos materiais, bens de equipamento de alta tecnologia e a inovação dos sectores tradicionais, entre outros, constituem as áreas abrangidas pelo EIBTnet.


Sobre o director-geral da NET

Licenciado em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o Eng.º José de Almeida Martins é director-geral da NET - Novas Empresas e Tecnologias, S.A. - Business and Innovation Centre do Porto, desde Abril de 1997, e é o único português certificado pela EBN - European Business and Innovation Centre Network como avaliador acreditado de BIC, num universo de 23 avaliadores acreditados.

Tem uma vasta experiência na avaliação de novos projectos e na gestão de BIC - Business and Innovation Centre e de incubadoras de base tecnológica, em Portugal e na Europa, e coordena diversos projectos nacionais e internacionais com diferentes parceiros de diversos países europeus. É membro de várias comissões nacionais e regionais e integra o painel de especialistas em empreendedorismo e inovação em vários concursos de ideias para a criação de novas empresas.

Enquanto director-geral da NET, José de Almeida Martins é ainda, frequentemente, organizador e orador num grande número de conferências e seminários nacionais e internacionais e autor de papers sobre empreendedorismo, inovação, criação de empresas de base tecnológica, cooperação e internacionalização.

Entre 1991 e 1197 foi técnico sénior e gestor de participadas na NORPEDIP - Sociedade para o Desenvolvimento Industrial, S.A., depois de ter deixado o cargo de gestor do produto na COTESI - Companhia de Têxteis Sintéticos, S.A, que desempenhou de 1977 a 1991.

Concurso premeia melhores ideias de Negócio


Até ao final de Julho a Anje recebe as melhores ideias de negócio no âmbito da iniciativa Idea-Move: da Ideia ao Negócio. A competição premeiaas 18 melhores ideias com um Campo de Treino de Empreendedores, iniciando-se a partir de então um processo composto por diferentes fases de selecção. Os 12 melhores projectos resultantes
do campo de treino transitam para a etapa de Pré-Incubação e, durante um semestre, beneficiam de 150 horas de consultoria para elaborarem o plano de negócios. Na fase final - Incubação – só há lugar para seis equipas, galardoadas com um programa de apoio à constituição do negócio. Tecnologia e moda são as áreas temáticas do IdeaMove.
As candidaturas estão abertas a todos os jovens com idades iguais ou superiores a 18 anos, que apenas necessitam de aceder ao site da ANJE ou através do e-mail tecempreende@anje.pt.

ANJE lança guia com "Os 50 projectos mais criativos do Porto"


A ANJE lança, na edição deste mês da revista Time Out, um guia intitulado “Os 50 Projectos Mais Criativos do Porto”. “O roteiro de Indústrias Criativas vai das Galerias Miguel Bombarda ao Hard Club, passando por diversos ateliers de design,
lojas de moda e até pelo departamento de robótica da FEUP”, como se pode ler no site da Associação.
“Através deste guia, a ANJE dá a conhecer um Porto Criativo, cujo potencial merece ser reconhecido.
A pujança com que as Indústrias Criativas emergem na invicta sente-se ao dobrar de
cada esquina e necessita de ser canalizada enquanto driving force do crescimento económico”,afirma o presidente da Comissão Executivada ANJE, Manuel Teixeira. Acrescentando que “ao sistematizar ‘Os 50 Projectos Mais Criativos do Porto’ num guia bilingue, a ANJE aposta no estímulo do Turismo Criativo, traçando surpreendentes
itinerários, que têm como pontos de paragem obrigatória espaços onde a arte, a tecnologia e o negócio se fundem de um modo inovador”.

domingo, 10 de julho de 2011

5 perguntas a... João Marques

Foi lançado o massivemov, uma plataforma colaborativa que assenta no modelo de crowd funding, funcionando como uma nova ferramenta de angariação de capital para os empreendedores nacionais entre os recursos da Web 2.0.

Transcrevemos agora a entrevista que um dos seus fundadores, João Marques, deu ao TeK falando da origem do projecto e das expectativas relativamente ao seu sucesso.

Como surgiu a ideia de criar este projecto de crowd funding em Portugal?
A ideia surgiu nos numa viagem ao estrangeiro onde pela primeira vez tivemos contacto com o modelo de crowd funding ou financiamento cooperativo. O massivemov pretende fomentar o empreendedorismo. Apostámos no crowd funding como alternativa às formas de apoio existentes.
Dar início a um projecto empreendedor é muito difícil: não há um sistema de incentivo ao empreendedorismo adequado e só 16 em cada 100 projectos consegue os apoios para poder avançar. Por isso muitas ideias morrem, mesmo antes de terem nascido. Aqui, aparece o massivemov, da necessidade de reunir as condições para uma nova forma de promover o empreendedorismo e estimular a comunicação entre empreendedores e apoiantes, apresentando uma alternativa às burocracias e dificuldades, que são impostas à partida a quem quer passar da ideia à acção.
Há quanto tempo estão a trabalhar no projecto?
Estamos a desenvolver a plataforma há quatro meses e começámos com a comunicação da mesma através da página do Facebook e imprensa há um mês, com o objectivo claro de começar a dar a conhecer aos portugueses o conceito de crowd funding/financiamento cooperativo, dado que este era praticamente desconhecido em Portugal. Dia 7 de Junho começamos a comunicação com a presença na Prova Oral, o programa de Fernando Alvim, na Antena 3. Hoje, dia 7 de Julho a massivemov fica online…
O que pretendem com o massivemov?
Fomentar o empreendedorismo. Contrariar a inércia e a crise. Ser uma alternativa credível de financiamento para projectos que visem criar valor para o empreendedor, para os apoiantes e para a sociedade em geral. Ser uma plataforma completamente grátis. O nosso mantra é: Empreende. Apoia. Move-te!
Na prática, como funciona?
Para o empreendedor: colocar um projecto é acesso a financiamento que vai recompensado com o seu produto/serviço. É angariação de potenciais clientes e a construção de uma carteira de encomendas. O empreendedor detêm 100% da propriedade da sua ideia, sendo o responsável absoluto por ela, desde a definição do tempo a apoio, ao valor de apoio, aos patamares e respectivas recompensas que devem ser o fruto do seu projecto e por fim mas mais importante, a divulgação do mesmo junto de toda a gente que conhece reunindo assim o maior número de apoios possível.
Os projectos só podem ter sucesso com os contributos de quem acredita e os apoia. Por isso, para o apoiante, fazer parte de uma iniciativa assim e poder fazer a diferença com um valor de apenas cinco euros é gratificante. Quem sabe um dia, poderá ser aquele apoiante a apresentar o seu projecto…
Têm surgido muitos empreendedores portugueses interessados no massivemov? Como fazem a selecção?
Sim, tem havido muito interesse. Já temos cinco projectos publicados e muitos mais "na calha".
Todos os projectos submetidos estão sujeitos a uma análise prévia da nossa equipa. Esta análise permite fazer a selecção dos projectos que cumprem os requisitos e normas que estabelecemos. Avaliamos também o potencial sucesso do mesmo junto dos apoiantes, as recompensas, a forma como pretende comunicar e motivar a sua comunidade a participar. Essencialmente o que pretendemos é conhecer a paixão e a capacidade de executar o projecto que o empreendedor está a promover. Não temos intenção de avaliar qualidades artísticas, nem os modelos de negócio escolhidos.
As nossas expectativas relativamente ao sucesso do massivemov não podiam ser melhores. Pensámos arrancar com menos projectos do que aconteceu na realidade e logo ai quebrámos a primeira meta. Outra meta é ser completamente grátis enquanto nos for possível, para que isso não seja um entrave para os empreendedores.
Quanto a número de projectos acreditamos que os empreendedores portugueses nos vão surpreender com uma avalanche de boas ideias!

Empreendedorismo: o antídoto!

"O empreendedorismo é uma revolução silenciosa que será para o séc. XXI mais do que a revolução industrial para o séc. XX” (Timmons, 1990)


Fazendo uma retrospectiva da conjuntura económica portuguesa, na última década, Portugal foi um país de poucos progressos: em média crescemos menos de 1% ao ano, o desemprego praticamente duplicou, a dívida pública atingiu valores excessivos desde os 50% até aos 80% do PIB, o crédito às famílias sofreu o mesmo crescimento e o endividamento externo não parou de crescer. Portugal foi um país mal gerido, nos últimos anos, o que levou à situação económica actual do país. Gastamos mais do que aquilo que produzimos e, agora, vamos ter de pagar.
As contas do FMI mostram que seria preciso ganhar o jackpot do Euromilhões todos os dias - cerca de 100 milhões de euros - até ao final de 2012, para ultrapassar a crise sem qualquer esforço. Mas, recuperar Portugal exige agora um esforço que só é possível se todos contribuirmos. Não há milagres e ficar de braços cruzados não é a solução. Neste momento, a solução é reflectirmos sobre quais as alternativas possíveis para superar as dificuldades deste ano e, provavelmente, da próxima década.
A persistência de elevadas taxas de desemprego e a falta de oferta de emprego não devem ser vistas como uma desmotivação, mas sim como um incentivo aos portugueses em inovar. Por vezes, a solução passa por criar o seu próprio emprego. O emprego para toda a vida já não existe e, por isso, é fulcral começar-se a pensar na hipótese de gerarmos o nosso próprio emprego. No estado actual dos portugueses, denota-se uma absoluta necessidade de mudança de atitude assente num espírito inovador e empreendedor: fazer a diferença, identificar e explorar oportunidades ao máximo, assumir riscos, determinação e dedicação. É este espírito que conduz ao conceito de empreendedorismo: "O empreendedorismo é o fenómeno associado com a actividade empreendedora, sendo a actividade empreendedora toda a acção humana empresarial em busca da criação de valor através da criação ou expansão da actividade económica pela identificação e exploração de novos produtos, processos ou mercados" (in " A Framework for Addressing and Measuring Entrepreneurship", OECD)
Este fenómeno tem sido vastamente considerado um aspecto chave no desenvolvimento económico dos países e no bem-estar das sociedades. As vantagens são nítidas: a criação de novas empresas conduz a investimentos nas economias locais, criação de postos de trabalho, melhoria na competitividade e promoção de métodos, técnicas e modelos inovadores. É também uma forma de aproveitar o potencial dos indivíduos e explorar os interesses da sociedade (protecção do ambiente, produção de serviços de saúde, de serviços de educação e de segurança social).
Neste sentido, a formação, o apoio, a promoção e o fomento da iniciativa de uma cultura empreendedora e da criação de empresas, deverá ser um dos objectivos estratégicos prioritários de qualquer governo central, local ou de qualquer instituição (associações empresariais, universidades, etc.).
Assim, considero que o empreendedorismo é, neste momento, um dos poucos “antídotos” de que os portugueses dispõem para ultrapassar a falta de boas condições de vida.

"Portugal tem de ser uma nação start up"

Diogo Vasconcelos fez da inovação a sua profissão. Director internacional da Cisco, vive em Londres mas viaja pelo mundo à procura de experiências social ou economicamente inovadoras. Eis as suas lições sobre inovação que, considera, será a pedra-de-toque para o futuro da economia portuguesa.

«Nem imagina a minha semana passada...», diz Diogo Vasconcelos, às nove da manhã de segunda-feira.

Não é bem assim. Esta entrevista deu para fazer uma ideia: esteve marcada para uma das suas breves passagens por Lisboa, foi desmarcada e remarcada duas vezes e acabou por ser feita por videoconferência entre Porto Salvo e Londres. Tudo por causa dos problemas de agenda de Diogo Vasconcelos. Ele começou essa semana em Bruxelas a moderar um seminário com representantes dos ministros da Ciência dos 27 países da União Europeia (UE) sobre... inovação. E acabou-a em Lisboa numa reunião de um grupo que inclui a Caixa Geral de Depósitos e que pretende trazer capital de risco para jovens e inovadoras empresas portuguesas.

Mas não seria de esperar que o português que mais se dedica ao tema desta revista, a inovação, não tivesse uma agenda tão cheia.

Afinal, Diogo Vasconcelos é presidente da direcção da APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações -, director internacional da Cisco, onde coordena vários programas de inovação social como o Social Innovation Exchange - uma organização que reúne ONG nesta área -, presidente e membro de vários grupos de discussão sobre políticas de inovação dentro da UE e conselheiro do Presidente da República, para referirmos apenas as mais significativas.

E tem sido sempre assim. Foi vice-presidente e deputado do PSD. No governo de Durão Barroso, coordenou a Agência para a Sociedade do Conhecimento, que fez o Portal do Cidadão, a banda larga nas escolas, as compras electrónicas, entre outras coisas. E também fez parte da Agência para a Inovação.

Hoje, com 42 anos, este licenciado em Direito, mas que nunca exerceu advocacia, vive em Londres e parece ter encontrado na inovação a palavra-chave para a sua vida. Eis as lições, conselhos e visões de quem anda pelo mundo e acha que neste pequeno rectângulo ainda temos muito que aprender nesta área decisiva para a economia do futuro... e do presente.

Há alguma fórmula, método ou forma de pensar que propicie o aparecimento de novas ideias?

Em Where good ideas come from, Steve Johnson tenta encontrar essa resposta. E conclui que as boas ideias surgem quando diferentes intuições se confrontam. Como criar ambientes propícios a que tal aconteça? Um bom método é criar espaços para que gente com formações diferentes se encontre. Em Copenhaga, três ministérios criaram o MindLab, em que cidadãos são convidados a desenhar novos serviços públicos. A Google permite que os empregados usem vinte por cento do tempo a criar projectos além das suas funções - o Android nasceu assim. Ao contrário do que se ensina nas escolas de gestão, não é nas reuniões formais que se inova. A cafetaria da empresa é mil vezes mais importante do que a sala de reuniões.

Que conselhos daria aos empresários para terem sucesso?

Entrar num mercado em crescimento, onde seja possível fazer algo de verdadeiramente novo. Saber explicar a novidade em poucos segundos. Escolher uma boa equipa, começar pequeno, controlar bem os custos e a tesouraria. Escolher clientes exigentes. Não é um sprint, é uma maratona. Encarar cada «não» como uma pergunta. Ser flexível.

O que define e como se mede uma inovação?

Inovar é imaginar novos futuros possíveis. Quem inova é empreendedor e move-se pelo desejo de deixar uma marca. O economista austríaco Joseph Schumpeter foi o profeta da inovação. Destruição Criativa foi o nome dado a este processo de alterar o statu quo.

Uma inovação dá sempre dinheiro?

Não, inovar implica incerteza. Muitas inovações chegam antes do seu tempo. O primeiro tablet chamava-se Newton, foi lançado pela Apple em 1989 e foi um flop. Doze anos depois, o iPad conquista o mundo.

Quais são os negócios de futuro em Portugal?

Serviços e produtos a pensar no mercado dos seniores. Negócios na área do ambiente, da eficiência energética e da reabilitação urbana. Creio que é daí que virão muitos dos novos empregos.

Costumamos falar do desenrascanço português, desenrascar pode ser sinónimo de inovar?

Os portugueses são criativos, trabalhadores e adaptam-se facilmente a novos contextos. Desenrascar é uma mais-valia, mas cria excesso de confiança. Vale a pena planear. Os planos quase nunca se cumprem, mas ajudam a arrumar ideias, a identificar pontos francos, erros e objectivos.

Quando é que os portugueses foram mais inovadores? E o que é que nos faz falta agora?

Quando se abriram. Quando, confrontados com desafios difíceis, souberam mudar. Temos hoje gente mais qualificada e com mais mundo, empresas muito boas, cientistas de nível mundial e infra-estruturas de comunicações ao nível as melhores do mundo. O que falta? Confiança e capital social. Valorizar o conhecimento. Portugal tem um défice enorme de capital social, fraca mobilidade social e uma enorme incapacidade de gerar consensos sobre o futuro. A Suécia é o que é porque empresários e trabalhadores souberam construir em conjunto. Portugal não tem uma elite comprometida com o seu país, com coragem de intervir na política. Falta valorizar quem empreende, quem cria emprego.

Quem é o político português mais inovador de todos os tempos?

O infante D. Henrique.

Foi conselheiro do Presidente Cavaco Silva para esta área, o que fazia exactamente?

Acompanhava a actividade legislativa do governo e do Parlamento nas matérias ligadas à sociedade do conhecimento. Sugeria iniciativas sobre inovação, aconselhava, fazia a ponte entre a sociedade civil e a Presidência. Tive a responsabilidade da página do Presidente, que entrou no ar no momento da sua tomada de posse.

Já foi deputado e vice-presidente do PSD - continua ligado ao partido. A política portuguesa é um ambiente favorável à inovação?

A política portuguesa está sedenta de inovação. Os partidos deviam assumir-se como plataformas abertas de construção do futuro e não como grupos fechados. Deviam estar mais próximos das populações, abrir espaço a gente com vontade de participar, para além dos formatos tradicionais.

Em que medida é que a inovação é mais crucial, por exemplo, para Portugal do que para a Alemanha?

Para Portugal, a situação é de emergência. Vender mais e mais caro ao exterior implica incorporar mais conhecimento e mais design nos produtos, capitalizar as empresas, diminuir os custos e redobrar os apoios em I&D. A Alemanha é a quarta economia mundial e vai liderar a retoma europeia. Mas até a Alemanha está a mudar. Em Berlim e Munique, o que vemos? Um ambiente multicultural fantástico, atracção de talento de todo o mundo, confiança no futuro... Apesar dos cortes na despesa, a Alemanha vai fazer o maior aumento de sempre no investimento em inovação: mais 16 mil milhões de euros para educação e inovação, um aumento de dez por cento.

É director na Cisco, em Londres, e a sua vida é viajar pelo mundo de um lado para o outro. Que países estão a lidar melhor com os desafios do futuro e onde encontrou melhores exemplos?

Não é preciso ser grande nem central para inovar. Ninguém é demasiado pequeno ou periférico. Os finlandeses, por exemplo, querem dominar no design. Não só industrial mas de serviços. Fundiram três universidades - gestão, engenharia e design - para criar a Alvar Aalto University, que quer ser a primeira universidade de inovação no mundo. O design será neste século o que o marketing foi no século xx. Quando falamos de design, falamos de envolver o cliente na criação do produto. Os focus group já não chegam. Se levarem a sério este desafio de criar com e não para, as empresas vão precisar menos de MBA e mais de antropólogos. Israel é um outro exemplo. Há quarenta anos exportava laranjas e têxteis de baixo valor. Hoje, 53 por cento das exportações são alta tecnologia. É o segundo país mais atraente para capital de risco, o maior investidor mundial em I&D per capita, o primeiro não-americano com empresas no Nasdaq. Uma verdadeira start up nation. Um dos grandes responsáveis por isso foi Yigal Erlich, chief cientist nos anos 1990. Lançou o Yozma que atraiu para Israel a nata do capital de risco mundial. Passou de três a oitenta fundos de capital de risco e de 350 a 3500 start ups tecnológicas.

Na semana passada, esteve em Lisboa para uma reunião de investidores de capital de risco. Será por aí o nosso caminho?

Uma política de inovação mais ambiciosa e radical - um verdadeiro restart - passa essencialmente pela criação de espaço para os novos empreendedores e, em especial, para os mais radicais. Portugal tem de ser um paraíso para os empreendedores ambiciosos, pois só um surto de novas iniciativas empresariais pode criar emprego e abrir perspectivas de futuro. Sem capacidade de se financiarem no exterior e pouco capitalizadas, milhares de empresas podem asfixiar. A inovação incremental destrói emprego, pois estamos a pedir às empresas para serem mais produtivas e isso significa que uma parte da sua eficiência passará por menos gente. Só a inovação radical diminui o desemprego: novas empresas, novos produtos, novos mercados. Todos os estudos evidenciam que essas empresas criam mais emprego, mais qualificado e exportam mais. A nossa política económica devia estar voltada para isso: fazer de Portugal uma start up nation. A actual crise custou à Europa seis milhões de empregos e muitos desses postos de trabalho não vão voltar. É indispensável estimular novas fontes de crescimento. A Europa tem um grande défice de empresas inovadoras, jovens e de crescimento rápido. Nos EUA, entre 1992 e 2005, 64 por cento dos empregos foram criados por empresas com menos de cinco anos.

Como é que a Europa pode encurtar essa distância em relação aos Estados Unidos?

Há dois tipos de inovação, a incremental e a radical. A primeira é fazer cada vez melhor, mais com menos recursos. A Europa é boa nisso. A segunda, significa inventar o futuro. Aqui, os americanos dominam. Veja-se os telemóveis: foram as universidades e as empresas europeias a desenvolver o standard GSM e até há pouco a Europa era rainha e senhora neste mercado. Mas a Apple introduz o iPhone e um mercado totalmente novo, de centenas de milhares de aplicações. A Google reage com o Android, hoje com mais adesões diárias. Em escassos anos, a liderança mundial deste mercado passou para o outro lado do Atlântico, para a Califórnia, o lugar onde nada é impossível.

E onde fica a Europa?

Os programas de investigação europeus - cada vez mais burocráticos - favorecem as grandes empresas de hoje e ignoram as grandes empresas de amanhã. A prioridade europeia devia ser uma nova vaga empreendedora, capaz de criar um novo optimismo e um renascimento económico e social. É vital reforçar o mercado interno, criar um mercado único europeu para a inovação, acabando com a fragmentação actual.

Como?

Olhe, reduzindo drasticamente a complexidade e custos das patentes. Obter uma patente nos 27 países da União Europeia é 15 vezes mais caro do que nos EUA. E precisamos de aumentar o investimento em capital de risco. Os bancos mostram-se relutantes em emprestar a empresas sem colateral, pelo que o papel do capital de risco é decisivo para financiar as empresas. Ora, as empresas com potencial para se internacionalizar têm acesso muito limitado, pois a maior parte dos fundos de venture capital na Europa são pequenos.

Faz parte do grupo Innovation Union (União da Inovação) - que funciona junto da Comissão Europeia. Já conseguiu convencer Durão Barroso e a Comissão das vantagens de apoiar ideias inovadoras em vez de auto-estradas?

A Europa tem de passar das auto-estradas para as redes do futuro: banda larga e redes eléctricas inteligentes. Essas redes são a chave para novos empregos e novos mercados e para a redução de custos. Mas sem novos serviços, a apetência por estas redes ficará muito aquém do seu potencial. O grande driver do progresso terá de ser a criatividade de consumidores e empreendedores. Assim serão criados novos modelos de negócio e estímulo a novos padrões de consumo. Nos anos 1980 e 1990, a agenda da inovação esteve focada exclusivamente nas empresas. Hoje, a Europa precisa de mobilizar a criatividade colectiva para melhorar a capacidade de inovação e responder aos desafios sociais do nosso tempo: o envelhecimento, o desemprego juvenil e a redução das emissões de carbono.

Como é que isso se faz, se temos cada vez menos orçamento e uma enorme pressão para reduzir o défice?

Cortar nos desperdícios é fundamental, mas não chega: fazer mais com menos implica inovar radicalmente. A forma mais fácil de reduzir o défice é cortar nos salários e eliminar e reduzir serviços públicos. A forma mais inteligente é mobilizar a sociedade para criar novas soluções para as questões sociais. Em vez de reduzirmos a oferta de serviços públicos, devemos reduzir a procura. Como se faz? Prevenir o crime fica mais barato do que pôr mais polícias na rua. Se melhorar a autonomia dos doentes com doenças crónicas, estes não precisam de ir constantemente ao hospital. Um tempo de crise deve ser um tempo de criatividade social. E teremos uma nova lógica - sociedade do bem estar (welfare society) e não Estado de bem estar (welfare State). Se se acreditar que o Estado não tem o monopólio do serviço público, pode devolver-se o poder aos cidadãos.

Acha que alguém consegue ter boas ideias neste ambiente deprimido?

Muitas das empresas de sucesso foram criadas em períodos de crise. E todas as grandes recessões do passado foram seguidas por mudanças radicais na estrutura industrial. Na economia privada, o crescimento terá de vir das exportações. Num mundo ligado, os cidadãos de todo o mundo são clientes potenciais e recursos de alta qualidade podem ser encontrados em todo o mundo. Ou seja: nenhum país é, à partida, demasiado pequeno ou periférico. Veja-se a Holanda, a Suécia, a Dinamarca: são países pequenos mas abertos ao mundo, com empresas líderes em múltiplos sectores, um ambiente favorável ao empreendedorismo e uma cultura de rigor, de aposta permanente na ciência, na inovação e na criatividade.

Como é que podíamos estar a aproveitar esta crise do ponto de vista da inovação?

Apostando nos sectores que vão criar mais empregos: ambiente, envelhecimento, reabilitação urbana, indústrias criativas, manufactura flexível. Tornando o Estado um sistema aberto, para permitir colaboração e a criação de novos mercados. Usando o poder aquisitivo Estado para estimular a inovação. Na União Europeia, a contratação pública representa 2,155 mil milhões de euros, o equivalente a 17 por cento do PIB europeu. Nos EUA, o programa de compras do governo federal gera cerca de 1800 novos produtos anualmente, a maior parte dos quais desenvolvidos por PME inovadoras. Sugeria ainda consagrar pelo menos um por cento do orçamento de cada ministério a fundos de inovação social, destinados a financiar as melhores ideias para fazer mais com menos. Nos EUA, foi lançada uma série de fundos desse tipo pelo governo, os quais têm mobilizado milhares de projectos e financiamento privado. Vale a pena, pois, estudar os vários fundos de inovação social lançados em vários países.

Sente que o mundo está, de facto, a mudar de paradigma? Para que paradigma?

Um mundo mais com e menos para. De organizações como hierarquias a organizações como redes. De uma autoridade do topo para baixo a uma autoridade que se ganha pelo respeito entre os pares. De um mundo onde o valor nasce apenas da transacção ao mundo onde se cria valor pela relação. De políticos que falam para nós, para um mundo em que a política é uma conversação. Esta mudança significa que o futuro pertence às marcas, organizações e líderes que se assumirem como plataformas abertas, em que possamos participar na criação do futuro.

Os últimos acontecimentos no Médio Oriente enquadram-se nesse novo paradigma?

Sim. A informação está acessível, a expectativa de participação cresce sobretudo por parte de uma nova geração que não se resigna perante a corrupção e o nepotismo. Tenho andado pelo Médio Oriente e constato que a cultura ocidental é bem mais presente lá do que se imagina. Um dia veremos esta vaga inundar África.

E a manifestação de jovens que está marcada para dia 12 em Lisboa e no Porto também?

Creio que sim.

«Para nós, era inovar para sobreviver»

Isto da inovação é uma paixão. Como é que apareceu na sua vida?

O Rui Marques convidou-me para director adjunto da Forum Estudante, estava a terminar o curso de Direito. Tinha a paixão pelo jornalismo e não hesitei. Pouco depois, a Media Capital decidiu vender a revista e resolvemos assumir nós o projecto. A partir daí, aprendemos a inovar para sobreviver. Não tínhamos estudos sobre o assunto nem a inovação estava «na agenda». Se fizéssemos diferente podíamos competir com quem tinha escala. Assim fizemos, na área do múltimedia e da internet. Mais tarde, lancei a Ideias & Negócios para mostrar um Portugal inovador que não tinha lugar nas revistas económicas e iniciar uma pequena revolução cultural. A revista do «Despeça-se já!» mostrava um Portugal de novos empreendedores, gente com brilho nos olhos, grandes sonhos e ambições. Na ANJE, lancei a Academia dos Empreendedores para aproximar a universidade deste mundo.

Quando lhe fizeram o convite para ir para a Cisco, em Londres, ponderou ou aceitou rapidamente?

Aceitei rapidamente, pois gostei muito do desafio. Vim para Londres em Fevereiro de 2007. Estes quatro anos foram fantásticos e passaram num ápice.

Continua próximo do PSD. Considera regressar e voltar à política?

Não conto regressar à política partidária activa, mas mantenho um empenhamento activo no seio da sociedade civil.

«O direito ao emprego não existe»

Está a par da geração Deolinda e do movimento dos precários? O que lhe parece?

Compreendo a insatisfação e a revolta perante um sistema feito para proteger quem está. Mas, ao contrário do que diz a letra, quem estuda não é parvo, é inteligente. Estudar não é uma forma de obter emprego, é uma actividade indispensável e uma atitude permanente numa sociedade do conhecimento. Ainda mais em Portugal, onde quem tem licenciatura tem ganhos enormes face a quem não é qualificado. O emprego precário cresce porque se teima em manter uma enorme desigualdade entre quem está fora e quem está dentro do sistema.

Do ponto de vista da inovação não há direito ao emprego. Pois não?

Não tenho direito a emprego nem ele é para toda a vida. Se não está disponível, devo poder criar o meu emprego. Quanto ao governo, o que tem feito é piorar a situação: massacra os recibos verdes com impostos, regulamenta até ao limite os estágios, não facilita a contratação nem reduz os custos do emprego para as empresas. Sem perspectivas de emprego, ou os desempregados criam o seu emprego ou emigram. A opção mais fácil para os mais qualificados e mais jovens é emigrar. Aqui em Londres nunca se viram tantos portugueses, cada vez mais jovens e mais qualificados. O mundo está cheio de oportunidades.

Qual seria a sua bandeira se fizesse hoje uma manifestação?

Há dois anos, lancei com Geoff Mulgan e outros amigos um manifesto intitulado Fixing the Future. Mantém-se actual. Não basta corrigir o passado, é preciso preparar o futuro. Isso significa promover a inovação social, fomentar o empreendedorismo e focar os recursos escassos nas actividades que irão criar mais empregos. Tudo isso implica uma ruptura com a lógica actual. A dicotomia Estado/mercado está ultrapassada. Precisamos de reforçar as capacidades da sociedade encontrar novas respostas. É possível criar emprego e simultaneamente dar resposta a necessidades sociais.

Diogo Vasconcelos vai dar nome a prémios

A Universidade do Porto (UP) e a Associação Comercial do Porto (ACP) vão dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de inovação e empreendedorismo que tinham criado, homenageando assim o gestor que faleceu quinta-feira.

Diogo Vasconcelos, que foi mandatário digital da candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de janeiro deste ano, morreu na quinta-feira à noite em Londres, Inglaterra, aos 43 anos, vítima de paragem cardíaca.

Através de comunicado, é anunciado que "a Universidade do Porto e a Associação Comercial do Porto decidiram hoje dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de empreendedorismo e inovação que as duas instituições criaram no início do mês passado".

Desta forma, continua o texto, homenageia-se "o gestor portuense ontem falecido e o trabalho que desenvolveu na promoção do espírito empreendedor na sociedade portuguesa e criação de condições para uma maior cooperação entre universidades e indústrias no capítulo da inovação".

Os prémios ACP - Technology Export e ACP - Applied Research, cuja primeira edição arrancou a 13 de Junho, passam a chamar-se Prémio Diogo Vasconcelos - Technology Export e Prémio Diogo Vasconcelos - Applied Research.

Estes prémios anuais vão distinguir a empresa 'start-up' ou 'spin-off' da UP com maior potencial de internacionalização e o melhor projeto de investigação desenvolvido na universidade em cooperação com empresas portuguesas, "dois dos conceitos mais defendidos por Diogo Vasconcelos", adianta-se.

Networking para empreendedores

We Are Partners é o nome dado a uma iniciativa que decorre no próximo dia 16 de Julho e que tem como objectivo reunir e pôr em contacto empreendedores com interesses semelhantes e competências complementares.

A organização do encontro está a cargo da Beta-i, Associação para a Promoção da Inovação e Empreendedorismo, em parceria com a NetValueVentures (plataforma de investimento e apoio financeiro a startups) e o Billy The Group, uma criadora e aceleradora de startups na área criativa.
O principal objectivo é criar condições para cruzar competências e formar equipas de trabalho, que possam desenvolver projectos empresariais em parceria, explicam os promotores numa nota de imprensa.

"Para criar uma startup de sucesso é preciso uma boa ideia e uma boa equipa. Uma equipa de sócios complementares, que junte sonhadores a "implementadores", thinkers a doers", afirma Pedro Rocha Vieira, residente da Beta-i.

O evento agendado para o próximo dia 16 de Julho no espaço do Billy the Group conta com Pedro Brito da Jason Associates/Talent City como orador principal. O responsável vai partilhar com a audiência a experiência como empreendedor e a visão sobre o talento em projectos de empreendedorismo, como aliás costuma acontecer nas Beta-Talks que a Beta-i promove regularmente desde Fevereiro de 2011.

A grande novidade desta edição dos encontros (que pela primeira vez se realiza em parceria com o Billy the Group) é o facto de pela primeira vez estar prevista a promoção activa do networking entre empreendedores, com o objectivo de ajudar a encontrar características complementares que permitam formar equipas.

Os pais empreendedores contam também com um espaço de babysitting e actividades para crianças.

A participação no evento, que tem início às 19 horas é gratuita mas exige registo, que pode ser feito online.

Jovens aprendem a ser cientistas e empreendedores

Criado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica com o objectivo de inserir alunos do ensino secundário no ambiente real de investigação, o programa «Ocupação Científica de Jovens nas Férias» tem, há 15 anos, aproximado jovens alunos de investigadores, definindo mesmo carreiras futuras na área das ciências e tecnologias.

O lançamento do programa deste ano teve hoje lugar no INESC-Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) com a apresentação de dois projectos de alunos que participaram na oficina de trabalho «À descoberta do meu lado empreendedor». Na oficina aprenderam a fazer um programa de negócios para um produto de base tecnológica.

Fazer um plano para a concepção, produção e comercialização de um determinado produto foi o que os alunos fizeram em apenas um dia e meio de trabalho no INESC. Um grupo apresentou um robô cortador de relva automático e o outro um projecto para comida auto-aquecida, uma espécie de “marmita para o século XXI”.

Os alunos apresentaram os projectos na presença da Rosalia Vargas, presidente do Ciência Viva, José Manuel Mendonça, presidente do INESC Porto, e Paulo Ferreira dos Santos, CEO da Tomorrow Options, empresa spin-off do INESC Porto/FEUP, com filial em Inglaterra, e que representa um exemplo de empreendedorismo nacional bem sucedido.

No lançamento do programa, Paulo Ferreira dos Santos falou da sua empresa, destacando a necessidade de se fazer mais investigação aplicada, “que tenha potencialidade comercial e capacidade de arriscar”. Na Tomorrow Options “trabalhamos com pessoas novas, com nova mentalidade, coragem e conhecimento técnico”, acrescentou.

Rosalia Vargas contou um pouco da história inicial do programa, referindo o encontro em Coimbra com o cientista Arsélio Pato de Carvalho. “Ele passou muito tempo nos EUA e disse-me logo que este programa não ia funcionar porque as coisas em Portugal são muito lentas. Disse também que detestava perder tempo. Eu disse que também detestava e que acreditava neste projecto”, contou. Quase 15 anos passaram e o projecto continua e “nem pode mesmo crescer mais”.

O presidente do INESC-Porto realçou que se deve apostar numa ciência com “relevância social e impacto económico”.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Câmara de Lisboa lança rede social de inovação para munícipes empreendedores

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai utilizar a nova plataforma da startup Inocrowd para lançar uma rede social de inovação dirigida aos seus munícipes empreendedores.

De acordo com o Fibra, a notícia foi avançada durante a apresentação oficial desta startup, que criou a primeira rede online portuguesa que permite às empresas procurar inovação e tecnologia junto de investigadores de universidades de todo o mundo.

A CML pretende, através desta ferramenta, promover o empreendedorismo ligado à inovação no município, aproveitando para agregar ideias para atrair e manter inovação e perceber qual o melhor modelo para a gestão desta rede social.

O prémio para a melhor ideia é de 5 mil euros, sendo que a autarquia pretende que o vencedor tenha um ano para implementar e criar a nova rede, a primeira no universo autárquico. Ou seja, até ao Verão de 2012.

Recorde-se que a Inocrowd é apadrinhada pela PT Inovação, Brisa Inovação, ERA Portugal e Câmara Municipal de Lisboa.

Fórum sobre empreendedorismo é uma acção no combate contra fome

Dundo - O governador da província da Lunda Norte, Ernesto Muangala, considerou nesta quinta-feira, no Dundo, que o Fórum de Empreendedorismo promovido pelo seu executivo é uma acção de grande importância no combate à pobreza e ao desemprego.

No seu discurso de boas vindas aos participantes, o governante disse que as autoridades decidiram realizar este evento com o objectivo de proporcionar uma reflexão profunda sobre importância do estímulo e incutir na sociedade uma nova mentalidade empreendedora.

Fez saber que a província precisa despertar a atenção da sua população para espírito empreendedor, tendo sublinhado que o empreendedorismo, enquanto motor das sociedades modernas, é um processo de construção de novas mentalidades e como tal é
processo continuado.

"Formatamos este fórum de modo a podermos oferecer aos participantes todo um conjunto de conhecimentos estruturados especialmente dirigidos aos jovens licenciados e instituições, financeiras e empresários para desenvolvimento sócio económico
da nossa província, e do país em geral,"afirmou.

Exortou aos participantes no sentido de identificar os modelos necessários para proporcionar a população da Lunda Norte um futuro promissor, rico e desafios aliciantes.

"O Reforço do Sector Privado Agrícola e Industrial", "A Importância do Contributo das Empresas de Serviços, da Indústria Criativa e da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável de uma Região" bem como "A Qualificação de recursos Humanos, Sistemas de Financiamentos e Benefícios Fiscais de Investimentos Sustentáveis", são, entre outros, temas em agenda.

Presidiu a cerimónia da abertura o ministro da Economia, Abraão Gourgel, testemunhada pelos ministros da Saúde, José Van-Dúnem, Assuntos Parlamentares, Norberto dos Santos "Kwata Kanawa", as ministras do Planeamento, Ana Dias Lourenço, da Cultura, Rosa Cruz e Silva, Tecnologias de Informação, Cândida Maria Teixeira, do vice ministro da indústria, Kiala Gabriel, da Governadora da Lunda Sul e Membros dos executivos da Lunda Norte e Sul.

Prof. Jorge Araujo - "Ser Excelente"

Importa desmistificar, de uma vez por todas, o mito que só é excelente quem possui determinados dons inatos. Não se nasce diferente, para melhor e só através de um treino intensivo, exigente e rigoroso, conseguiremos afirmarmo-nos como excelentes. Ser excelente, é, acima de tudo, uma questão de esforço e de uma preparação apontada para o alto rendimento. Por vezes interrogamo-nos, então e os Mozart e os Tiger Woods deste mundo?
Mozart foi iniciado pelo pai aos 3 anos de idade, num programa intenso de preparação e execução musical. Até à sua primeira obra reconhecida como verdadeiramente notável, passaram 18 anos! E, durante esse período de tempo, trabalhou arduamente!
Tiger Woods, aos 2 anos, já andava nos campos de golfe a aprender e a treinar! Mas só aos 19 anos emergiu como o grande e notável jogador que ainda hoje é! Ser excelente, não é uma questão de capacidades físicas, mentais, emocionais ou espirituais de excepção! O que, desde logo, suscita mais uma pergunta: Então, se a diferença não reside na experiência, na inteligência, na memória, nos traços de personalidade ou qualquer outro tipo de capacidades inatas, porque razão, uns são excelentes e outros não? Simplesmente pela auto-preparação, a eficiência e a eficácia do treino intensivo a que se dedicam ao longo de anos (no mínimo uma década). Também pela quantidade de trabalho que desenvolveram (volume de horas) e respectiva qualidade (intensidade, o rigor, a exigência), tal como pela presença constante de um treinador, um tutor, um facilitador. O “coach” que, afinal, cuida, observa, comunica e ajuda sempre com a assertividade necessária.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fasthelp nasce e prospera depois de duas experiências mal sucedidas

O empreendedorismo sempre foi um traço marcante na personalidade de Paulo Ribeiro. Filho de um comerciante e de uma cabeleireira/quituteira nas horas vagas, escolheu a faculdade de Informática em uma época em que a Tecnologia da Informação no Brasil era, com muita boa vontade, um universo incipiente.

Em 1985, seu primeiro ano como universitário, a profissão não tinha sequer reconhecimento formal. O único computador disponível na faculdade era o UNIVAC – uma geringonça de 13 toneladas, formada por 5200 válvulas, que começou a ser produzida nos Estados Unidos na década de 1950.

A insegurança de um mercado em formação, entretanto, mostrou-se como uma oportunidade para ajudar a criar uma carreira. Logo depois de se formar, em 1988, Paulo decidiu unir o agradável ao mais agradável ainda: montar seu próprio negócio na área de desenvolvimento de sistemas gerenciais.

O investimento inicial foi um microcomputador 386, uma impressora matricial e muita vontade. Porém, as condições de trabalho não eram as ideais. Já responsável por uma família, não podia depender do faturamento do empreendimento recém-criado. Tinha que conciliar a vida de empresário com a de empregado na área de TI de uma grande indústria.

As visitas a clientes em potencial – na verdade, mais amigos do que prospects – só podiam ser realizadas fora do horário comercial. Tais dificuldades, aliadas à realidade do interior de Minas Gerais, onde o processamento de dados não era motivo de preocupação das empresas, redundaram do fechamento da empresa.

Em 1994, Paulo embarca no segundo empreendimento. Após mudar de cidade, resolveu mudar também de ramo. Inspirado no sucesso de empórios, rotisseries e similares em São Paulo, decide investir seus recursos no Empório Gerais, em Pouso Alegre (MG), direcionado ao público gourmet. Sem experiência no ramo, opta por contar com um sócio.

Inaugurado em outubro de 1995, o novo negócio teve seu pico de faturamento no primeiro Natal. O fim de ano bem sucedido dava sinais alvissareiros para o Empório Gerais, mas que não se confirmaram e o ano de 1996 foi de movimento baixo. Apesar da vasta gama de produtos, o negócio não emplacou no pequeno e calmo mercado pousoalegrense.

O sócio, que esperava fazer gordas retiradas do negócio, também se retira. Com isso, Paulo vê o empório naufragar, uma vez que, novamente, sua jornada de trabalho o impedia de se dedicar plenamente ao negócio.

Apesar de duas experiências mal sucedidas, a sanha de formar seu próprio negócio não arrefeceu. Depois de se mudar para Brasília, Paulo decide aplicar seu potencial empreendedor na área em que se destacou profissionalmente, a TI. Ao observar as deficiências da prestação de serviços em help desk na empresa em que trabalhava, decide novamente, montar sua própria empresa. Era o início da FastHelp.
Com base nas experiências vividas, resolve fazer diferente: aprofunda seus conhecimentos sobre prestação de serviço de TI, gestão de empresa, de clientes e de pessoas. Elabora um plano de negócio estruturado, planejando cada etapa deste novo negócio.

Em oito anos, a empresa, que abriu suas portas com apenas dois funcionários contratados e três estagiários, conta com 50 empregados. A causa do sucesso? Somar à intensa dedicação da equipe, estratégias inovadoras de negócio. ”Na prestação de serviços, não basta ser um ótimo técnico. Para realizar um bom trabalho, é preciso conhecer muito bem nosso o cliente. Além da eficiência, você será avaliado pela cordialidade e pelo comprometimento”, diz Paulo.

Com base nessa filosofia, Paulo investe continuamente tempo e recursos para contratar e treinar os profissionais de sua equipe. Entende, ainda, que reuniões periódicas são indispensáveis para a troca de experiência, análise dos resultados, compartilhamento de novas soluções e eventual redirecionamento das ações. “As escalas de trabalho são diferentes, os problemas técnicos são diversos, mas, no fundo, a forma de lidar com os clientes tem que ser a mesma”, comenta, lembrando que “continua a falar muito nesses encontros, mas, procura escutar mais ainda…”