Depois do sucesso da primeira edição, está de regresso ao Pavilhão Rota dos Móveis, em Lordelo, Paredes, a segunda edição da inVista – Feira de Emprego,Formação e Empreendedorismo, iniciativa do Projecto Paredes m.e.i.a.s. com o apoio da Câmara Municipal de Paredes, Junta de Freguesia de Lordelo e Instituto da Segurança Social.
Agendada para os dias 5, 6 e 7 de Maio, a InVista 2011 prepara-se para dar um salto assinalável nesta edição, passando a ocupar a totalidade do Pavilhão Rota dos Móveis, por força do crescente número de entidades que manifestaram já o desejo de se associarem a esta iniciativa.
De acordo com a Organização, existem já cerca de 40 entidades que confirmaram a sua presença neste evento que se tornou já uma referência na Região do Vale do Sousa e que pretende ser uma janela aberta para o futuro de jovens e adultos à procura de emprego ou de se lançarem pela primeira vez no mercado de trabalho.
Assim, além da presença de várias escolas públicas e profissionais da Região do Vale do Sousa, a InVista 2011 viu também a sua influência alargada a diversos Centros de Formação do Distrito do Porto e nada menos do que cinco Universidades.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Lagoa: Sessão de esclarecimento para imigrantes sobre empreendedorismo
A câmara de Lagoa vai promover, dia 28 de abril, a partir das 9:00 horas, no salão nobre dos paços do concelho, uma sessão de esclarecimento para imigrantes, integrada num projecto de promoção do empreendedorismo.
Trata-se de uma iniciativa que resulta de uma parceria entre a autarquia, o Centro de Emprego e Formação Profissional de Portimão e a Rede GIP Imigrante, integrada no projeto «Promoção do Empreendedorismo Imigrante (PEI 2011)», dirigida aos cidadãos imigrantes que pretendam “melhorar a sua condição de vida através do desenvolvimento de uma atitude empreendedora”.
O PEI 2011, patrocinado pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultura (ACIDI) e Presidência de Conselho de Ministros, pretende promover o empreendedorismo junto das comunidades imigrantes que, no caso do município de Lagoa, reforça a edilidade, “são bastante activas e numerosas”.
Esta sessão de esclarecimento contempla os seguintes apoios: realização de um curso de «Apoio à Criação de Negócios», facilitação de contactos junto de programas de apoio ao empreendedorismo, acompanhamento ao longo do desenvolvimento do negócio e a possibilidade de candidatura a um concurso de ideias de negócio.
A entrada é livre e as sessões contarão com a presença de técnicos de origem moldava, russa, ucraniana, brasileira e cabo-verdiana, aptos a esclarecer os presentes em português ou na sua língua materna ou em ambas.
Para mais informações, os interessados podem contactar a câmara de Lagoa através da linha verde 800272475.
Trata-se de uma iniciativa que resulta de uma parceria entre a autarquia, o Centro de Emprego e Formação Profissional de Portimão e a Rede GIP Imigrante, integrada no projeto «Promoção do Empreendedorismo Imigrante (PEI 2011)», dirigida aos cidadãos imigrantes que pretendam “melhorar a sua condição de vida através do desenvolvimento de uma atitude empreendedora”.
O PEI 2011, patrocinado pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultura (ACIDI) e Presidência de Conselho de Ministros, pretende promover o empreendedorismo junto das comunidades imigrantes que, no caso do município de Lagoa, reforça a edilidade, “são bastante activas e numerosas”.
Esta sessão de esclarecimento contempla os seguintes apoios: realização de um curso de «Apoio à Criação de Negócios», facilitação de contactos junto de programas de apoio ao empreendedorismo, acompanhamento ao longo do desenvolvimento do negócio e a possibilidade de candidatura a um concurso de ideias de negócio.
A entrada é livre e as sessões contarão com a presença de técnicos de origem moldava, russa, ucraniana, brasileira e cabo-verdiana, aptos a esclarecer os presentes em português ou na sua língua materna ou em ambas.
Para mais informações, os interessados podem contactar a câmara de Lagoa através da linha verde 800272475.
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“Aveiro Empreendedor”
O protocolo entre as 18 entidades que se associaram ao projecto pretendem fomentar o investimento e criar mais emprego no município de Aveiro. O presidente do conselho de administração da Martifer, Carlos Martins, foi o orador convidado da cerimónia que decorreu no edifício da antiga Capitania e deixou a perspectiva de que o momento actual, de crise económico-financeira, poderá vir “trazer alguma dose de empreendedorismo às pessoas”.
Para o empresário, não restam dúvidas de que o cenário actual de crescimento do desemprego pode impulsionar os portugueses “a darem o salto”, criando o seu próprio emprego. Na sessão de apresentação pública do “Aveiro Empreendedor”, Carlos Martins acabou também por falar do seu exemplo pessoal e do percurso traçado pela Martifer, lembrando o facto de ter arrancado com a empresa com apenas 26 anos. E deixou alguns conselhos aos futuros e potenciais empreendedores.
“Ser empreendedor é alguém que tem uma ideia e estuda noites a fio sobre essa ideia”, vincou o empresário. “O empreendedor é aquele que toma uma decisão sozinho”, acrescentou Carlos Martins, evidenciando também a necessidade de “o empreendedor ser alguém que sabe dizer não” e “alguém que sabe escolher pessoas e, acima de tudo, escolher líderes”.
Para o empresário, não restam dúvidas de que o cenário actual de crescimento do desemprego pode impulsionar os portugueses “a darem o salto”, criando o seu próprio emprego. Na sessão de apresentação pública do “Aveiro Empreendedor”, Carlos Martins acabou também por falar do seu exemplo pessoal e do percurso traçado pela Martifer, lembrando o facto de ter arrancado com a empresa com apenas 26 anos. E deixou alguns conselhos aos futuros e potenciais empreendedores.
“Ser empreendedor é alguém que tem uma ideia e estuda noites a fio sobre essa ideia”, vincou o empresário. “O empreendedor é aquele que toma uma decisão sozinho”, acrescentou Carlos Martins, evidenciando também a necessidade de “o empreendedor ser alguém que sabe dizer não” e “alguém que sabe escolher pessoas e, acima de tudo, escolher líderes”.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Empreendedorismo: Portugueses que empreendem lá fora
São mais de cinco milhões os portugueses que vivem no estrangeiro. Desde 2008, a Cotec já distinguiu seis com o Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa. Conheça as histórias por detrás do sucesso.
Inserir o nome e palavra passe, conversar com amigos, sair. Onde quer que esteja, pode utilizar o eBuddy para comunicar nos seus “chats” preferidos. A ideia é de origem lusitana, mas tem sede em Amesterdão, Holanda. Paulo de Carvalho, 32 anos, é a cabeça por trás do conceito. Quatro anos depois de se ter mudado para aquele país lançou a sua própria empresa.
Hoje, a eBuddy tem escritórios em Londres, São Francisco (EUA) e emprega 90 pessoas. Em 2009, venceu a segunda edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, promovido pela Cotec Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, com o Alto Patrocínio do Presidente da República. Não foi o único. Desde 2008, já foram distinguidos seis empreendedores portugueses.
As candidaturas para a quarta edição do galardão estão abertas até 26 de Março. Objectivo: distinguir os portugueses que se destacaram pelo seu papel empreendedor, inovador e responsável fora do país. Para Filipe de Botton, membro da direcção da Cotec e presidente do júri, há duas lições a reter. “Por um lado, o prazer genuíno que têm todos os que participam, por serem reconhecidos e acarinhados por Portugal.” Por outro, a rede de contactos que resulta do encontro entre os participantes e empresários portugueses.
Lançado em Fevereiro de 2008, o galardão visa estimular a cooperação entre Portugal e os países onde estão sediados os cidadãos nacionais. Para se candidatarem, os empreendedores devem residir no estrangeiro há mais de cindo anos. A receita para o sucesso parece simples: os empresários devem ser exemplos de integração nas economias em que operam. “É importante que os empreendedores conheçam bem o produto que querem vender, exportar ou comercializar. Além disso, devem ter uma enorme humildade, resistência e persistência grande, e saber direccionar de forma inovadora o seu produto, seja de que área for”, revela Filipe de Botton.
EUA e Brasil
São mais de cinco milhões os portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro. Na edição de 2010, candidataram-se 81 portugueses provenientes de 26 países e dos mais diversos sectores de actividade. Isidro Fartaria, 55 anos, foi o grande vencedor. Presidente da Titel Holding, um grupo ligado à construção civil, presente em 11 países, incluindo Portugal, está em França desde os sete anos. Nessa mesma edição também foi atribuída uma Menção Honrosa de empreendedorismo social a Acácio Vieira, 36 anos, fundador e director-geral da Healing Wings, uma Organização Não Governamental (ONG) criada em 2000.
Desde 2008, candidataram-se 117 pessoas, provenientes de 30 países. Este ano, Filipe de Botton espera atingir as cem. Se isso acontecer, será “um sucesso”. Os países mais representados têm sido os Estados Unidos da América (EUA), com 27 candidaturas, o Brasil, com 15 e França, com 12. “Acho que é por uma questão cultural: são os países com que os portugueses se identificam mais, que estão mais próximos. O que me surpreende é não estarmos representados nos 192 países onde residem os cinco milhões de portugueses que estão fora de Portugal”, comenta.
A maioria dos candidatos (87%) é do sexo masculino. Os sectores de actividade com maior representação são o empresarial e financeiro (27%), restauração e turismo (17%) e investigação e ciência (16%). Filipe de Botton explica que a maior dificuldade tem sido a escolha do vencedor. “A maioria dos participantes merece ganhar.” O júri classifica as candidaturas em função de cinco eixos de desenvolvimento e nem sempre é fácil encontrar apenas um vencedor. Em 2008, Carlos de Mattos e Fernando Ferreira foram os galardoados, e no ano seguinte foi a vez de Manuel Vieira e Paulo de Carvalho. “Todas as candidaturas se consideram vencedoras só pelo facto de virem a Portugal e serem reconhecidas pelo Estado Português. Isto já lhes dá a noção de que valeu a pena.”
A quem quiser entrar numa aventura “além-fronteiras” pela primeira vez, Filipe de Botton desaconselha o mercado espanhol. “É um mercado extremamente competitivo, muito fechado para as empresas estrangeiras, e que nunca recomendo como primeira experiência de internacionalização”. Para o presidente do júri, as estreias “lá fora” devem ser feitas em mercados mais interessantes, como o inglês. Importante é que estudem todas as vantagens competitivas antes de se aventurarem.
Inserir o nome e palavra passe, conversar com amigos, sair. Onde quer que esteja, pode utilizar o eBuddy para comunicar nos seus “chats” preferidos. A ideia é de origem lusitana, mas tem sede em Amesterdão, Holanda. Paulo de Carvalho, 32 anos, é a cabeça por trás do conceito. Quatro anos depois de se ter mudado para aquele país lançou a sua própria empresa.
Hoje, a eBuddy tem escritórios em Londres, São Francisco (EUA) e emprega 90 pessoas. Em 2009, venceu a segunda edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, promovido pela Cotec Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, com o Alto Patrocínio do Presidente da República. Não foi o único. Desde 2008, já foram distinguidos seis empreendedores portugueses.
As candidaturas para a quarta edição do galardão estão abertas até 26 de Março. Objectivo: distinguir os portugueses que se destacaram pelo seu papel empreendedor, inovador e responsável fora do país. Para Filipe de Botton, membro da direcção da Cotec e presidente do júri, há duas lições a reter. “Por um lado, o prazer genuíno que têm todos os que participam, por serem reconhecidos e acarinhados por Portugal.” Por outro, a rede de contactos que resulta do encontro entre os participantes e empresários portugueses.
Lançado em Fevereiro de 2008, o galardão visa estimular a cooperação entre Portugal e os países onde estão sediados os cidadãos nacionais. Para se candidatarem, os empreendedores devem residir no estrangeiro há mais de cindo anos. A receita para o sucesso parece simples: os empresários devem ser exemplos de integração nas economias em que operam. “É importante que os empreendedores conheçam bem o produto que querem vender, exportar ou comercializar. Além disso, devem ter uma enorme humildade, resistência e persistência grande, e saber direccionar de forma inovadora o seu produto, seja de que área for”, revela Filipe de Botton.
EUA e Brasil
São mais de cinco milhões os portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro. Na edição de 2010, candidataram-se 81 portugueses provenientes de 26 países e dos mais diversos sectores de actividade. Isidro Fartaria, 55 anos, foi o grande vencedor. Presidente da Titel Holding, um grupo ligado à construção civil, presente em 11 países, incluindo Portugal, está em França desde os sete anos. Nessa mesma edição também foi atribuída uma Menção Honrosa de empreendedorismo social a Acácio Vieira, 36 anos, fundador e director-geral da Healing Wings, uma Organização Não Governamental (ONG) criada em 2000.
Desde 2008, candidataram-se 117 pessoas, provenientes de 30 países. Este ano, Filipe de Botton espera atingir as cem. Se isso acontecer, será “um sucesso”. Os países mais representados têm sido os Estados Unidos da América (EUA), com 27 candidaturas, o Brasil, com 15 e França, com 12. “Acho que é por uma questão cultural: são os países com que os portugueses se identificam mais, que estão mais próximos. O que me surpreende é não estarmos representados nos 192 países onde residem os cinco milhões de portugueses que estão fora de Portugal”, comenta.
A maioria dos candidatos (87%) é do sexo masculino. Os sectores de actividade com maior representação são o empresarial e financeiro (27%), restauração e turismo (17%) e investigação e ciência (16%). Filipe de Botton explica que a maior dificuldade tem sido a escolha do vencedor. “A maioria dos participantes merece ganhar.” O júri classifica as candidaturas em função de cinco eixos de desenvolvimento e nem sempre é fácil encontrar apenas um vencedor. Em 2008, Carlos de Mattos e Fernando Ferreira foram os galardoados, e no ano seguinte foi a vez de Manuel Vieira e Paulo de Carvalho. “Todas as candidaturas se consideram vencedoras só pelo facto de virem a Portugal e serem reconhecidas pelo Estado Português. Isto já lhes dá a noção de que valeu a pena.”
A quem quiser entrar numa aventura “além-fronteiras” pela primeira vez, Filipe de Botton desaconselha o mercado espanhol. “É um mercado extremamente competitivo, muito fechado para as empresas estrangeiras, e que nunca recomendo como primeira experiência de internacionalização”. Para o presidente do júri, as estreias “lá fora” devem ser feitas em mercados mais interessantes, como o inglês. Importante é que estudem todas as vantagens competitivas antes de se aventurarem.
Investigação sobre “Trabalho em tempos de crise” vence Prémio de Mérito Científico Santander Totta/NOVA
O projecto de investigação “Trabalho em tempos de crise: factores e estratégias de inserção profissional entre graduados do Ensino Superior”, liderado pelo investigador Miguel Chaves, é o vencedor da 4ª edição do Prémio de Mérito Científico Santander Totta/NOVA.
A cerimónia teve lugar hoje, na Universidade NOVA, e contou com a presença do Reitor da NOVA, António Rendas, e do Administrador do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro.
Este trabalho, distinguido com o Prémio de Mérito Científico, no valor de 25 mil euros, assume maior relevância no actual contexto económico. A inserção profissional dos graduados do Ensino Superior assumiu uma visibilidade social crescente nos últimos anos, tornando-se objecto de preocupação da sociedade em geral.
A equipa vencedora, liderada pelo investigador da NOVA, Miguel Chaves, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, conta também com os investigadores Mariana Gaio Alves e Pedro Portugal, das Faculdades da NOVA, de Ciências e Tecnologia e Economia.
Com este projecto, os investigadores pretendem analisar as condicionantes que facilitam ou dificultam o acesso dos graduados do Ensino Superior ao mercado de trabalho e o modo como evoluem as suas expectativas profissionais. A equipa visa ainda constituir uma rede de universidades e de centros de investigação que trabalhem a temática da inserção profissional.
Esta é a 4ª edição deste Prémio, que visa distinguir projectos de investigação desenvolvidos por jovens investigadores e fomentar colaborações dentro da Universidade NOVA, nas áreas das Ciências da Vida, das Ciências Sociais e Humanas e das Ciências Exactas e Engenharias. Os membros do Júri do Prémio integram representantes das duas instituições.
O Banco Santander Totta atribui anualmente cerca de 350 bolsas de estudo e investigação, prémios de mérito a estudantes universitários e apoia vários projectos desenvolvidos pelas Universidades, seguindo o eixo da acção social do Banco Santander, que tem a nível mundial mais de 800 acordos de colaboração com universidades em todos os continentes.
A cerimónia teve lugar hoje, na Universidade NOVA, e contou com a presença do Reitor da NOVA, António Rendas, e do Administrador do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro.
Este trabalho, distinguido com o Prémio de Mérito Científico, no valor de 25 mil euros, assume maior relevância no actual contexto económico. A inserção profissional dos graduados do Ensino Superior assumiu uma visibilidade social crescente nos últimos anos, tornando-se objecto de preocupação da sociedade em geral.
A equipa vencedora, liderada pelo investigador da NOVA, Miguel Chaves, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, conta também com os investigadores Mariana Gaio Alves e Pedro Portugal, das Faculdades da NOVA, de Ciências e Tecnologia e Economia.
Com este projecto, os investigadores pretendem analisar as condicionantes que facilitam ou dificultam o acesso dos graduados do Ensino Superior ao mercado de trabalho e o modo como evoluem as suas expectativas profissionais. A equipa visa ainda constituir uma rede de universidades e de centros de investigação que trabalhem a temática da inserção profissional.
Esta é a 4ª edição deste Prémio, que visa distinguir projectos de investigação desenvolvidos por jovens investigadores e fomentar colaborações dentro da Universidade NOVA, nas áreas das Ciências da Vida, das Ciências Sociais e Humanas e das Ciências Exactas e Engenharias. Os membros do Júri do Prémio integram representantes das duas instituições.
O Banco Santander Totta atribui anualmente cerca de 350 bolsas de estudo e investigação, prémios de mérito a estudantes universitários e apoia vários projectos desenvolvidos pelas Universidades, seguindo o eixo da acção social do Banco Santander, que tem a nível mundial mais de 800 acordos de colaboração com universidades em todos os continentes.
domingo, 3 de abril de 2011
A sociedade não promove quem pensa diferente

“Empreendedorismo, Criatividade e Inovação” foi o primeiro tema em debate do ciclo de conversas “Empreender à 5ª”, que decorreu na Fnac do Norteshopping.
“O espaço de conforto mental é o maior obstáculo à criatividade” afirmou Vítor Briga durante o encontro. A mesma fonte realçou o grande pensamento dos empreendedores: “Onde os outros vêem limitações, os empreendedores vêem oportunidades”.
O formador de criatividade cativou a plateia dando vários exemplos de como nos tornarmos mais criativos. Quebrar com os hábitos, saber improvisar e um ambiente organizacional que promova a criatividade poderão fazer a diferença na altura de pensar em novas ideias. O orador ressalva ainda que “a sociedade não promove os lunáticos que pensam diferente”. Para além de não aceitar o erro e “para sermos criativos, vamos sempre errar”, adiantou.
Outro dos problemas dos empreendedores é que “muitas vezes quem cria não tem capacidade para gerir o negócio”, explicou Jorge Teixeira, partner da Accelper Consulting. Acrescentando que há uma grande apetência para querer fazer tudo. Contudo “não adianta fazer algo brilhante, senão tiver capacidade de a vender e de a trazer para o mercado”, salientou.
Durante o encontro, Pedro Coutinho, CTO da Ambidata, deu a conhecer a empresa e o seu percurso enquanto empreendedor. “A Ambidata tem uma visão de futuro”, garante o convidado, que fundou a empresa, em 1999, em conjunto com o sócio Paulo Rego.
Líder no mercado nacional, a empresa foi criada em 1999 com apenas dois colaboradores. O seu sócio fundador, Paulo Rego, com uma larga experiência numa empresa internacional ligada ao sector do tratamento de águas, detectou que no mercado nacional não existia nenhum produto de software específico para a área da gestão e controlo dos resultados analíticos da qualidade da água. Quando saiu dessa empresa, e pela verificação de que haveria um nicho de mercado por explorar, que decidiu criar uma empresa para desenvolver uma solução nesta área. Num primeiro momento, em colaboração com um colega que mais tarde viria a tornar-se também sócio, Pedro Coutinho iniciou o desenvolvimento de uma solução de software que tem vindo a crescer ao longo destes últimos 10 anos. Para o empresário, é inegável que “inovação tem de trazer retorno e negócio”.
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Autor: Patricia Flores - Jornalista
O empreendedorismo articulado da decisão e incerteza

A visão do mundo actual, na forma como o vemos e interpretamos, assume uma perspectiva cada vez mais complexa e volátil. Essa visão é condicionada por acontecimentos que já não respeitam relações de causa – efeito lineares e emergem simultaneamente a um ritmo acelerado. A informação daí gerada assume um carácter massivo, por vezes impreciso, e a sua propagação em tempo real surge de numa multiplicidade de novas fontes. A sua transformação em conhecimento de base às decisões torna-se por isso, um processo cada vez mais desafiante e complexo.
O contexto em que o empreendedorismo se projecta é, já de si, altamente instável e facilitador do erro de previsão. Mais ainda, o acto de empreender é particularmente vulnerável a essa imprevisibilidade, já que expõe o processo decisório às variáveis de risco, incerteza, inovação, percepção da envolvente e mudança. Perante este cenário, e salvaguardando o risco do empreendedor entrar numa espiral de especulações que redundariam numa paralisia da acção, a solução reside em incorporar o factor incerteza como activo dos resultados da sua decisão.
Para isso, a estratégia empreendedora deve ser construída do ganho marginal de conhecimento obtido da exposição prévia ao mercado das peças nucleares do modelo de negócio, destacadas como experiências laboratoriais. A orientação passa, por exemplo, pelo empreendedor confrontar previamente as entidades reguladoras da envolvente sobre a pertinência e timing adequado do seu negócio; assumir o papel de cliente perante a concorrência e experienciar imparcialmente as possibilidades de diferenciação e vantagem competitiva do negócio; apresentar a potenciais clientes a proposta de valor que pretende fazer valer no mercado e verificar o quanto a valorizam face a propostas concorrentes, e com que frequência de razão; e todas as demais acções que farão “beliscar” o mercado, permitindo incorporar sucessivamente as suas reacções num conjunto testado e articulado de uma unidade de negócio projectada de forma tão blindada quanto possível. Note-se que a acção é anterior e determina a estratégia empreendedora, e não o contrário.
No entanto, ainda que alinhado com os pressupostos apresentados, o empreendedor deverá ter consciência de que o seu plano de negócios estará desactualizado a partir do exacto momento em que foi terminado. A sua validade existe enquanto ponto de partida e documento vivo, orientador mas moldável à mutação inevitável do mercado. A sua construção, ainda que munida de uma estratégia embebida e determinada de interacção prévia, carece da consideração dos resultados verificados após a entrada efectiva do seu modelo de negócio como um todo, no mercado. Neste sentido, a decisão empreendedora deve incorporar orientações de evolução baseadas em cenários de hipóteses, análises de sensibilidade, probabilidade, e árvores de decisão, contrariamente a pressupostos “coeteris paribus” desconexos da realidade actual. A decisão de empreender, ao projectar e incorporar no seu modelo de negócio a incerteza, beneficiará da imprevisibilidade característica da envolvente.
Nas palavras de Louis Pasteur “O acaso favorece apenas as mentes preparadas” e mais do que no século XIX em que foi proferida, esta citação assume as bases incontornáveis da sobrevivência do empreendedor da nova era, a era em que a incerteza é das poucas certezas que existem.
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