A presidente da Nersant - Núcleo Empresarial da Região de Santarém - defende que as empresas que ainda não exportam os seus produtos para o estrangeiro, mas que têm condições de eficiência, possam ter, desta vez, acesso ao crédito através do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e de forma mais simplificada. Salomé Rafael dirigiu-se directamente ao secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, durante a sua visita ao distrito de Santarém na sexta-feira, 20 de Janeiro.
Salomé Rafael referiu ainda que uma das maiores “aflições” da Nersant é a falta de tempo que, na sua opinião, é determinante para um conjunto de empresas. “A continuidade das próprias empresas depende muito do tempo e da aplicação de um conjunto de medidas que são necessárias implementar para a revitalização da economia”, disse, acrescentando que os empresários necessitam de “mais” algum apoio, para além do existente, que é “manifestamente insuficiente” para se continuar a apostar na exportação.
Actualmente a Nersant já ajudou a criar cerca de duas centenas de novas empresas, monitorizadas e acompanhadas pela associação, sobretudo no primeiro ano de constituição. “Sempre existiu da nossa parte uma enorme preocupação relativamente à inovação, competitividade, exportação, internacionalização e proporcionar formação aos próprios gestores e quadros das empresas. Temos tentado estar à frente das situações e não apenas a reagir no momento em que elas acontecem”, sublinhou.
O secretário de Estado do Empreendedorismo realçou a importância de incentivar as empresas que não exportam a exportarem e acrescenta que o Governo quer que empresas viáveis se desenvolvam e recuperem rapidamente. Em relação ao QREN, Carlos Oliveira afirma que é intenção do Governo simplificar e introduzir melhorias no programa do QREN.
Durante o almoço foram apresentados dois projectos do programa Apoiarmicro que está a ser dinamizado e apoiado pela Nersant e ainda a apresentação do AgroCluster. Antes de prosseguirem com a visita a mais duas empresas da região foram ainda entregues diplomas às empresas certificadas pelo Certifica-Sant financiado pelo Programa Compete.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Empreendedorismo e Projeto Educativo
Os estudantes de hoje, cidadãos de amanhã, representam o investimento a longo prazo, sendo, em termos económicos, um ótimo investimento. O trabalho em parceria, a execução de projetos, beneficia as escolas, envolvendo os docentes, os pais que desenvolvem atitudes voltadas para o sucesso dos seus filhos, os alunos que aprendem a planear, programar e avaliar resultados e beneficia os empregadores, pois passam a contar com trabalha-dores qualificados ou, nos tempos que correm, a criação do seu próprio emprego.
As dinâmicas exigem parcerias efetivas, toda a comunidade deve participar, pois trabalhando juntos, trocando informações, compartilhando decisões e colaborando para a aprendizagem não só inicial, mas ao longo da vida, todos contribuímos para uma educação de qualidade, garantia de cidadãos livres e responsáveis e de níveis de bem estar superiores.
A escola é o local privilegiado para o desenvolvimento de projetos, adequados ao nível etário dos formandos. Tem recursos humanos altamente qualificados e com formações diversificadas, tem uma comunidade alargada que influencia, podendo promover sinergias. É, portanto, a instituição central na promoção de atitudes e comportamentos que conduzam à autonomia e desenvolvimento tão necessá-rios aos tempos que vivemos.
Em tempos de discussão pública da organização curricular (até 31 de Janeiro) cabe não só às escolas, mas a todos dar contributos que, para além das alterações imediatas, condicionadas pela conjuntura económica e financeira do país, no médio prazo, introduzam alterações que respondam às mudanças da era do digital, em que a relação com o tempo, a atenção e a informação se altera ram profundamente.
Não basta dizer que o interesse, os conhecimentos ou as atitudes não são as adequadas. Claro que estas mudanças exigem um Projeto Educativo onde a autonomia seja efetiva, essencialmente a autonomia pedagógica, onde os conteúdos da responsabilidade local tenham significado e possam permitir uma organização escolar de base não taylorista, mudando a atual compartimentação que nem já nas fábricas se usa.
Nos últimos anos, a Escola Secundária Sá de Miranda tem-se envolvido em vários projetos a nível de escola, nacional e internacional que muito têm contribuído para desenvolver o empreendorismo na comunidade educativa, em parceria com diversas instituições e empresas da região.
Os projetos a nível de escola, nomeadamente no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde, Educação Ambiental, Clube Europeu, Ciência Viva, Biblioteca Gabinete do Aluno (GAA), entre outros, têm contado com a participação ativa de toda a comunidade educativa. A Associação de Estudantes e a Associação de Pais colaboram nos projetos de escola e assumem, ainda, a dinamização de projetos próprios.
A nível internacional os projetos, nomeadamente ‘EEYP - Erasmian European Youth Parliament’, inserido, este ano, no âmbito das atividades de ‘Braga, Capital Europeia da Juventude’, e os dois projetos de intercâmbio entre a nossa escola e escolas da Lituânia e Croácia, no ambito do Comenius, permitem melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia no ensino escolar, contribuir para a promoção e aprendizagem das línguas, promover a consciência intercultural, mas sobretudo promover a autonomia, o risco e o empreendorismo.
As dinâmicas exigem parcerias efetivas, toda a comunidade deve participar, pois trabalhando juntos, trocando informações, compartilhando decisões e colaborando para a aprendizagem não só inicial, mas ao longo da vida, todos contribuímos para uma educação de qualidade, garantia de cidadãos livres e responsáveis e de níveis de bem estar superiores.
A escola é o local privilegiado para o desenvolvimento de projetos, adequados ao nível etário dos formandos. Tem recursos humanos altamente qualificados e com formações diversificadas, tem uma comunidade alargada que influencia, podendo promover sinergias. É, portanto, a instituição central na promoção de atitudes e comportamentos que conduzam à autonomia e desenvolvimento tão necessá-rios aos tempos que vivemos.
Em tempos de discussão pública da organização curricular (até 31 de Janeiro) cabe não só às escolas, mas a todos dar contributos que, para além das alterações imediatas, condicionadas pela conjuntura económica e financeira do país, no médio prazo, introduzam alterações que respondam às mudanças da era do digital, em que a relação com o tempo, a atenção e a informação se altera ram profundamente.
Não basta dizer que o interesse, os conhecimentos ou as atitudes não são as adequadas. Claro que estas mudanças exigem um Projeto Educativo onde a autonomia seja efetiva, essencialmente a autonomia pedagógica, onde os conteúdos da responsabilidade local tenham significado e possam permitir uma organização escolar de base não taylorista, mudando a atual compartimentação que nem já nas fábricas se usa.
Nos últimos anos, a Escola Secundária Sá de Miranda tem-se envolvido em vários projetos a nível de escola, nacional e internacional que muito têm contribuído para desenvolver o empreendorismo na comunidade educativa, em parceria com diversas instituições e empresas da região.
Os projetos a nível de escola, nomeadamente no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde, Educação Ambiental, Clube Europeu, Ciência Viva, Biblioteca Gabinete do Aluno (GAA), entre outros, têm contado com a participação ativa de toda a comunidade educativa. A Associação de Estudantes e a Associação de Pais colaboram nos projetos de escola e assumem, ainda, a dinamização de projetos próprios.
A nível internacional os projetos, nomeadamente ‘EEYP - Erasmian European Youth Parliament’, inserido, este ano, no âmbito das atividades de ‘Braga, Capital Europeia da Juventude’, e os dois projetos de intercâmbio entre a nossa escola e escolas da Lituânia e Croácia, no ambito do Comenius, permitem melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia no ensino escolar, contribuir para a promoção e aprendizagem das línguas, promover a consciência intercultural, mas sobretudo promover a autonomia, o risco e o empreendorismo.
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por Fausto Farinha in correio do minho
Empreendedorismo sub-18
Um conjunto de 19 grandes empresas europeias - entre as quais uma única portuguesa, a Sonae - juntou-se para promover o empreendedorismo entre os alunos do ensino secundário.
Durante os três anos da iniciativa, o "The Global Entreprise Project" dará oportunidade a 40 mil jovens europeus para criar e gerir uma empresa real, discutir a globalização, desenvolver parcerias com colegas de outros países, aprender competências de empreendedor e aplicar os conhecimentos adquiridos. Os jovens serão desafiados a "aprender fazendo" e a trabalhar com diferentes profissionais. Além dos momentos de formação em sala de aula, o projecto inclui o "Interactive Web Space", um portal na Internet onde os jovens têm ao seu dispor vários casos de estudo e e-learning, ferramentas colaborativas, entre outras funcionalidades, as "Mini-Enterprise Partnerships", uma iniciativa na qual os jovens são estimulados para a criação de mini-empresas e ainda para a realização dos "Global Enterprise Camps", nacionais e internacionais, onde os jovens enfrentam desafios com o objetivo de estimular a sua criatividade e inovação.
Durante os três anos da iniciativa, o "The Global Entreprise Project" dará oportunidade a 40 mil jovens europeus para criar e gerir uma empresa real, discutir a globalização, desenvolver parcerias com colegas de outros países, aprender competências de empreendedor e aplicar os conhecimentos adquiridos. Os jovens serão desafiados a "aprender fazendo" e a trabalhar com diferentes profissionais. Além dos momentos de formação em sala de aula, o projecto inclui o "Interactive Web Space", um portal na Internet onde os jovens têm ao seu dispor vários casos de estudo e e-learning, ferramentas colaborativas, entre outras funcionalidades, as "Mini-Enterprise Partnerships", uma iniciativa na qual os jovens são estimulados para a criação de mini-empresas e ainda para a realização dos "Global Enterprise Camps", nacionais e internacionais, onde os jovens enfrentam desafios com o objetivo de estimular a sua criatividade e inovação.
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in Oje.pt
domingo, 22 de janeiro de 2012
Que 2012 seja o ano da inovação
Só inova quem arrisca, e o empreendedor deve assumir a possibilidade de fracasso
Desejo a todos os leitores e a todos os empreendedores do Brasil um ano repleto de realizações e, sobretudo, de inovação. Tenho o privilégio de escrever neste espaço desde maio de 2011 e me dedico, a cada coluna que desenvolvo, a discutir o empreendedorismo em seus vários aspectos.
Acredito fortemente que somente com o avanço da capacidade empreendedora, aliada à capacidade de inovação, o Brasil entrará, nos próximos anos, no tão querido círculo virtuoso de que sempre falamos.
Mas o que é empreender com inovação? Em minha opinião, é ter a capacidade de apostar em novas ideias, sejam elas para a criação de um novo produto, um novo mercado ou uma nova forma de gestão.
Inovar é apostar para ter êxito, mas não depender do êxito para apostar. Pode parecer paradoxal, mas não é. Só inova quem corre riscos e, ao arriscar-se, o empreendedor deve assumir a possibilidade de que nem tudo o que foi planejado ou desejado se concretize.
Mas quem não inova também pode fracassar ou ter sucesso, você pode estar pensando. É verdade. Mas a diferença aqui é que para ser inovador, em qualquer cenário, é necessário haver aprendizado. Essa é a diferença que “faz toda diferença”.
Em termos macro, inovação é também é a vontade pública e privada de transformar velhos métodos de conduta, realinhar antigas formas de pensamento, redefinir conceitos arraigados. Governos podem e devem ser inovadores acompanhando as transformações da sociedade, assim tornam-se governos mais democráticos.
As pessoas, não necessariamente apenas os empreendedores, também podem e, arrisco, no fundo querem inovar. Mudar a forma de pensar, redefinir pequenos atos cotidianos, inventar novas formas de trabalhar e de se relacionar socialmente. Tudo isso é inovação e todos, sem exceção, estão aptos a incorporá-la em suas vidas.
Por tudo isso, desejo a todos um ano de 2012 inovador, que será, consequentemente, tenho certeza, um ano repleto de realizações.
Desejo a todos os leitores e a todos os empreendedores do Brasil um ano repleto de realizações e, sobretudo, de inovação. Tenho o privilégio de escrever neste espaço desde maio de 2011 e me dedico, a cada coluna que desenvolvo, a discutir o empreendedorismo em seus vários aspectos.
Acredito fortemente que somente com o avanço da capacidade empreendedora, aliada à capacidade de inovação, o Brasil entrará, nos próximos anos, no tão querido círculo virtuoso de que sempre falamos.
Mas o que é empreender com inovação? Em minha opinião, é ter a capacidade de apostar em novas ideias, sejam elas para a criação de um novo produto, um novo mercado ou uma nova forma de gestão.
Inovar é apostar para ter êxito, mas não depender do êxito para apostar. Pode parecer paradoxal, mas não é. Só inova quem corre riscos e, ao arriscar-se, o empreendedor deve assumir a possibilidade de que nem tudo o que foi planejado ou desejado se concretize.
Mas quem não inova também pode fracassar ou ter sucesso, você pode estar pensando. É verdade. Mas a diferença aqui é que para ser inovador, em qualquer cenário, é necessário haver aprendizado. Essa é a diferença que “faz toda diferença”.
Em termos macro, inovação é também é a vontade pública e privada de transformar velhos métodos de conduta, realinhar antigas formas de pensamento, redefinir conceitos arraigados. Governos podem e devem ser inovadores acompanhando as transformações da sociedade, assim tornam-se governos mais democráticos.
As pessoas, não necessariamente apenas os empreendedores, também podem e, arrisco, no fundo querem inovar. Mudar a forma de pensar, redefinir pequenos atos cotidianos, inventar novas formas de trabalhar e de se relacionar socialmente. Tudo isso é inovação e todos, sem exceção, estão aptos a incorporá-la em suas vidas.
Por tudo isso, desejo a todos um ano de 2012 inovador, que será, consequentemente, tenho certeza, um ano repleto de realizações.
Simples como na casa da avó
O que faz uma pessoa ser empreendedora? Há várias explicações - e entre elas certamente está o ambiente do qual a pessoa se origina. Empreender pode ser um processo que inicia na relação familiar, ainda criança, mesmo que só aflore mais tarde.
A vontade de ser independente, de ter o próprio negócio, é essencial para que alguém possa desenvolver as competências necessárias para empreender com sucesso.
É o caso de Taciana Kalili, que fundou a Brigaderia - uma rede que tem atualmente oito lojas em shopping centers de São Paulo e vende um doce que todo mundo sabe (ou acha que sabe) fazer: o brigadeiro.
São mais de 10 mil unidades vendidas a cada dia. Taciana atribui seu sucesso a sua origem cultural. O prazer pela culinária e o jeito aconchegante de receber pessoas como na casa da avó são fundamentais em seu negócio.
Ela transformou a tradição num negócio inovador. Recriou um doce popular e transformou uma receita simples em presente sofisticado.
Dito assim, parece simples. Mas, no caso de Taciana, a "sacada" de que o doce de sua infância poderia se transformar no seu negócio explica parte do sucesso. Some-se a isso o fato de ela ter nascido numa família que valorizava o trabalho.
Para empreender, o ambiente familiar e cultural são importantíssimos e Taciana, desde cedo, teve sua atenção voltada para o valor do trabalho. O pai de Taciana, médico do interior de Minas Gerais, sempre a estimulou trabalhar.
Desde a adolescência, como queria ser independente - e não queria tornar-se médica, como o pai , teve vários empregos. Administrou pequenas empresas, foi designer de moda e exerceu diversas atividades.
A educação pelo trabalho, forte na cultura americana, pode ser encontrada em algumas famílias brasileiras.
As experiências como vender sanduíches na escola, fazer artesanato de material reciclável, trabalhar no comércio na época do Natal são atividades educativas para os jovens, proporcionam uma relação positiva com o trabalho, valorizam o esforço e a conquista pessoal, além de criar uma noção de responsabilidade e independência financeira.
A prática de esportes também ajuda a explicar as escolhas de Taciana. Além dos benefícios físicos que proporcionam, eles estimulam a sociabilidade, mostram o valor da persistência na conquista de resultados.
Taciana foi jogadora da seleção brasileira infanto-juvenil de vôlei e atribui a esse fato sua capacidade de liderar equipes e trabalhar com paixão. O vôlei a ajudou a sonhar alto, a ter disciplina e buscar a superação.
Praticar um esporte na juventude ensina a lidar com as frustrações: ora se ganha, ora se é superada por um competidor mais bem preparado. Os jovens podem desenvolver um sentido de competitividade saudável que pode ser a base para empreender no futuro.
Seu negócio começou em 2009 quando Taciana fez 500 brigadeiros, de diversas variedades, para a festa de aniversário do marido. Os convidados gostaram e ela passou a aceitar encomenda para as festas de amigos.
A Brigaderia, que ela fundou algum tempo depois, é uma releitura da casa da sua avó. Para Tatiana, tudo está acontecendo rápido, mas ela tem tanta certeza de seu propósito e sua capacidade de empreender que parece que o mundo conspira a favor de seu sucesso.
Aos 34 anos sonha em poder proporcionar trabalho a muitas pessoas, novas emoções para os clientes e boas referências para seus filhos.
A vontade de ser independente, de ter o próprio negócio, é essencial para que alguém possa desenvolver as competências necessárias para empreender com sucesso.
É o caso de Taciana Kalili, que fundou a Brigaderia - uma rede que tem atualmente oito lojas em shopping centers de São Paulo e vende um doce que todo mundo sabe (ou acha que sabe) fazer: o brigadeiro.
São mais de 10 mil unidades vendidas a cada dia. Taciana atribui seu sucesso a sua origem cultural. O prazer pela culinária e o jeito aconchegante de receber pessoas como na casa da avó são fundamentais em seu negócio.
Ela transformou a tradição num negócio inovador. Recriou um doce popular e transformou uma receita simples em presente sofisticado.
Dito assim, parece simples. Mas, no caso de Taciana, a "sacada" de que o doce de sua infância poderia se transformar no seu negócio explica parte do sucesso. Some-se a isso o fato de ela ter nascido numa família que valorizava o trabalho.
Para empreender, o ambiente familiar e cultural são importantíssimos e Taciana, desde cedo, teve sua atenção voltada para o valor do trabalho. O pai de Taciana, médico do interior de Minas Gerais, sempre a estimulou trabalhar.
Desde a adolescência, como queria ser independente - e não queria tornar-se médica, como o pai , teve vários empregos. Administrou pequenas empresas, foi designer de moda e exerceu diversas atividades.
A educação pelo trabalho, forte na cultura americana, pode ser encontrada em algumas famílias brasileiras.
As experiências como vender sanduíches na escola, fazer artesanato de material reciclável, trabalhar no comércio na época do Natal são atividades educativas para os jovens, proporcionam uma relação positiva com o trabalho, valorizam o esforço e a conquista pessoal, além de criar uma noção de responsabilidade e independência financeira.
A prática de esportes também ajuda a explicar as escolhas de Taciana. Além dos benefícios físicos que proporcionam, eles estimulam a sociabilidade, mostram o valor da persistência na conquista de resultados.
Taciana foi jogadora da seleção brasileira infanto-juvenil de vôlei e atribui a esse fato sua capacidade de liderar equipes e trabalhar com paixão. O vôlei a ajudou a sonhar alto, a ter disciplina e buscar a superação.
Praticar um esporte na juventude ensina a lidar com as frustrações: ora se ganha, ora se é superada por um competidor mais bem preparado. Os jovens podem desenvolver um sentido de competitividade saudável que pode ser a base para empreender no futuro.
Seu negócio começou em 2009 quando Taciana fez 500 brigadeiros, de diversas variedades, para a festa de aniversário do marido. Os convidados gostaram e ela passou a aceitar encomenda para as festas de amigos.
A Brigaderia, que ela fundou algum tempo depois, é uma releitura da casa da sua avó. Para Tatiana, tudo está acontecendo rápido, mas ela tem tanta certeza de seu propósito e sua capacidade de empreender que parece que o mundo conspira a favor de seu sucesso.
Aos 34 anos sonha em poder proporcionar trabalho a muitas pessoas, novas emoções para os clientes e boas referências para seus filhos.
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in brasileconomico
Estarreja quer jovens empreendedores
A criação de empresas, o comportamento empreendedor ou o associativismo jovem foram algumas das ideias debatidas durante o Seminário de Empreendedorismo que reuniu perto de 500 alunos da Escola Secundária, no Cine-Teatro de Estarreja, na última quinta-feira.
Tendo como objetivo “motivá-los para esta ideia da criatividade, da inovação e que é essencial em tempo de crise criar o próprio emprego”, referiu Rosário Santos, da coordenação do Núcleo de Empreendedorismo da Secundária, a iniciativa procura despertar os estudantes para que percebam “que não podem estar dependentes de terceiros e têm que ser eles a criarem as suas empresas e postos de trabalho”.
As dinâmicas criadas em ambiente escolar, nomeadamente através do Núcleo de Empreendedorismo, têm alertado os jovens para estas realidades, e em curso está já a 3ª edição do Concurso de Ideias de Negócio – Jovem Empreendedor, apresentada durante o evento, esperando-se que “consigamos muitos mais alunos a participar”.
Durante o seminário, os vencedores do Concurso de Ideias 2010/2011 – José Manuel Garrido, Francisca Martins e Ana Rita Pires, na categoria Ideia Jovem (7º ao 9º ano), que criaram o projeto Arte no Papel, e Vanessa Fonseca, na categoria Jovem Empreendedor (10º ao 12º ano), autora do projeto Fonseca & Fonseca Unipessoal Lda que incide na comercialização do “Sappi, um sensor auditivo para pessoas invisuais, que iria substituir a visão” – partilharam as suas ideias com os colegas de escola.
Rosário Santos revelou ainda que este ano vai ser promovido um concurso de talentos, estando o empreendedorismo relacionado também com talentos inatos, desde “a música, o teatro ou a poesia”.
No encerramento do seminário, o presidente do município, José Eduardo de Matos, sublinhou as palavras de Albert Einstein, “no tempo de crise só a imaginação é mais importante do que o conhecimento”, fazendo um apelo “à energia e vontade de fazer e criar. Acreditem em vocês e nas vossas capacidades”, encorajou o autarca. À plateia constituída por 500 jovens, fez também questão de sensibilizar para o sentido de comunidade, afirmando que a vida só faz sentido se contribuirmos para “melhorar o nosso dia-a-dia, o mundo onde estamos”.
Exemplificando que “esta iniciativa é uma materialização clara de uma ação empreendedora”, o diretor da Secundária, Jorge Ventura, afirmou que “estudam numa escola, vivem num município que provam que são organismos empreendedores e que todos os dias direcionam ações que tentam promover a vossa comodidade. É isso que queremos, ter ideias que sejam concretizadoras dos vossos interesses”.
O seminário faz parte das atividades de promoção do Empreendedorismo na Escola, que a DESTAC – Associação para o Desenvolvimento do Centro de Estarreja, como entidade executora, está a desenvolver através do CLDS – Contrato Local de Desenvolvimento Social – 7 Desafios em Rede, com o apoio do Núcleo de Empreendedorismo da Escola Secundária de Estarreja e da Divisão de Educação e Coesão Social, e integrou o programa das comemorações do VII aniversário de elevação de Estarreja a Cidade.
Tendo como objetivo “motivá-los para esta ideia da criatividade, da inovação e que é essencial em tempo de crise criar o próprio emprego”, referiu Rosário Santos, da coordenação do Núcleo de Empreendedorismo da Secundária, a iniciativa procura despertar os estudantes para que percebam “que não podem estar dependentes de terceiros e têm que ser eles a criarem as suas empresas e postos de trabalho”.
As dinâmicas criadas em ambiente escolar, nomeadamente através do Núcleo de Empreendedorismo, têm alertado os jovens para estas realidades, e em curso está já a 3ª edição do Concurso de Ideias de Negócio – Jovem Empreendedor, apresentada durante o evento, esperando-se que “consigamos muitos mais alunos a participar”.
Durante o seminário, os vencedores do Concurso de Ideias 2010/2011 – José Manuel Garrido, Francisca Martins e Ana Rita Pires, na categoria Ideia Jovem (7º ao 9º ano), que criaram o projeto Arte no Papel, e Vanessa Fonseca, na categoria Jovem Empreendedor (10º ao 12º ano), autora do projeto Fonseca & Fonseca Unipessoal Lda que incide na comercialização do “Sappi, um sensor auditivo para pessoas invisuais, que iria substituir a visão” – partilharam as suas ideias com os colegas de escola.
Rosário Santos revelou ainda que este ano vai ser promovido um concurso de talentos, estando o empreendedorismo relacionado também com talentos inatos, desde “a música, o teatro ou a poesia”.
No encerramento do seminário, o presidente do município, José Eduardo de Matos, sublinhou as palavras de Albert Einstein, “no tempo de crise só a imaginação é mais importante do que o conhecimento”, fazendo um apelo “à energia e vontade de fazer e criar. Acreditem em vocês e nas vossas capacidades”, encorajou o autarca. À plateia constituída por 500 jovens, fez também questão de sensibilizar para o sentido de comunidade, afirmando que a vida só faz sentido se contribuirmos para “melhorar o nosso dia-a-dia, o mundo onde estamos”.
Exemplificando que “esta iniciativa é uma materialização clara de uma ação empreendedora”, o diretor da Secundária, Jorge Ventura, afirmou que “estudam numa escola, vivem num município que provam que são organismos empreendedores e que todos os dias direcionam ações que tentam promover a vossa comodidade. É isso que queremos, ter ideias que sejam concretizadoras dos vossos interesses”.
O seminário faz parte das atividades de promoção do Empreendedorismo na Escola, que a DESTAC – Associação para o Desenvolvimento do Centro de Estarreja, como entidade executora, está a desenvolver através do CLDS – Contrato Local de Desenvolvimento Social – 7 Desafios em Rede, com o apoio do Núcleo de Empreendedorismo da Escola Secundária de Estarreja e da Divisão de Educação e Coesão Social, e integrou o programa das comemorações do VII aniversário de elevação de Estarreja a Cidade.
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Pequenas empresas criam 85 % dos novos empregos na União Europeia
Segundo os resultados de um estudo sobre o contributo essencial das PME para a criação de emprego, apresentado hoje pela Comissão Europeia, 85% do total líquido de novos postos de trabalho na UE entre 2002 e 2010 foram criados por pequenas e médias empresas.
Bruxelas, 16 de janeiro de 2012 - 85 % do total líquido de novos postos de trabalho1 na UE entre 2002 e 2010 foram criados por pequenas e médias empresas (PME). Esta percentagem é consideravelmente superior à parte das PME no emprego total (67 %). Durante este período, o emprego líquido criado pela economia empresarial da UE aumentou substancialmente, em média 1,1 milhão de novos postos de trabalho por ano. Estes são os principais resultados de um estudo sobre o contributo essencial das PME para a criação de emprego, apresentado hoje pela Comissão Europeia.
Com 1 % por ano, o crescimento do emprego nas PME foi mais elevado do que nas grandes empresas (0,5 %). Uma clara exceção é o setor do comércio, onde o emprego nas PME aumentou 0,7 % ao ano, face a 2,2 % nas grandes empresas. Isto deve-se a um aumento significativo de grandes empresas comerciais, nomeadamente no setor da venda, manutenção e reparação de veículos automóveis.
Dentro das PME, as microempresas (menos de 10 trabalhadores) são responsáveis pelo maior crescimento líquido do emprego na economia empresarial (58 %).
Em segundo lugar, as novas empresas (menos de cinco anos) são responsáveis pela maior parte dos novos postos de trabalho. As novas empresas ligadas aos serviços empresariais são responsáveis por mais de um quarto (27 %) dos novos postos de trabalho, ao passo que as novas empresas nos setores dos transportes e da comunicação representam o contributo mais pequeno (6 %).
O Vice-Presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, responsável pela Indústria e Empreendedorismo, declarou que: «Neste momento crítico para a economia europeia, vemos as pequenas empresas cumprir e confirmar o seu papel enquanto principais geradoras de novos postos de trabalho. O seu contributo significativo para a criação de emprego realça a crescente relevância económica das PME e a necessidade de apoiar estas empresas a todos os níveis. As pequenas e novas empresas são claramente a chave para restabelecer o crescimento económico.»
Principais efeitos da crise: as empresas mais pequenas registam mais frequentemente impactos negativos
De acordo com os resultados do estudo efetuado, a crise económica deixou marcas em empresas de todas as dimensões, sendo particularmente vulneráveis as microempresas. Com a crise económica de 2009-2010, o número de postos de trabalho nas PME diminuiu em média 2,4 % por ano, contra 0,95 % por ano nas grandes empresas. A evolução do emprego manteve-se negativa em 2010, mas as expectativas para 2011 melhoravam no momento de realização do estudo. A percentagem das empresas que contavam despedir trabalhadores em 2011 era inferior à percentagem das empresas que efetivamente despediram trabalhadores em 2010.
Além dos efeitos no emprego, os efeitos negativos da crise mais importantes para as empresas foram a redução geral da procura total dos seus produtos e serviços (mencionada por 62 % das empresas), seguida do agravamento das condições de pagamento pelos clientes (48 % das empresas) e da escassez de fundo de maneio (que afetou 31 % dos inquiridos).
A capacidade de inovação é uma arma contra a crise
A inovação parece ter efeitos positivos: as empresas inovadoras, bem como as empresas de países mais inovadores, registam com maior frequência um crescimento no emprego e taxas mais elevadas de crescimento do emprego.
O estudo sublinha que as PME inovadoras ou empresas que operam em economias mais inovadoras sofreram menos com a crise económica. Por exemplo, se a diminuição da procura total é referida por 70 % das empresas em países considerados inovadores modestos2, o valor correspondente é de 45 % para os países líderes em inovação.
Qualidade do emprego nas PME
O estudo distingue duas dimensões principais da qualidade do emprego: a qualidade do emprego e a qualidade do trabalho. Em média, é um facto que o emprego nas pequenas empresas é menos produtivo, menos remunerado e menos sindicalizado do que o emprego nas grandes empresas. Contudo, as microempresas referem uma vantagem competitiva sobre os seus concorrentes no que diz respeito a aspetos «brandos» dos recursos humanos das empresas: ambiente de trabalho, equilíbrio entre vida profissional e privada e maior flexibilidade do horário de trabalho.
Contexto
O estudo insere-se no projeto de Análise do Desempenho das PME e baseia-se num inquérito às empresas, realizado no final de 2010, que abrange os 27 Estados‑Membros da UE e 10 outros países participantes no Programa de Empreendedorismo e Inovação (a saber, a Albânia, Croácia, a antiga República Jugoslava da Macedónia, a Islândia, Israel, o Liechtenstein, a Noruega, Montenegro, a Sérvia e a Turquia).
Bruxelas, 16 de janeiro de 2012 - 85 % do total líquido de novos postos de trabalho1 na UE entre 2002 e 2010 foram criados por pequenas e médias empresas (PME). Esta percentagem é consideravelmente superior à parte das PME no emprego total (67 %). Durante este período, o emprego líquido criado pela economia empresarial da UE aumentou substancialmente, em média 1,1 milhão de novos postos de trabalho por ano. Estes são os principais resultados de um estudo sobre o contributo essencial das PME para a criação de emprego, apresentado hoje pela Comissão Europeia.
Com 1 % por ano, o crescimento do emprego nas PME foi mais elevado do que nas grandes empresas (0,5 %). Uma clara exceção é o setor do comércio, onde o emprego nas PME aumentou 0,7 % ao ano, face a 2,2 % nas grandes empresas. Isto deve-se a um aumento significativo de grandes empresas comerciais, nomeadamente no setor da venda, manutenção e reparação de veículos automóveis.
Dentro das PME, as microempresas (menos de 10 trabalhadores) são responsáveis pelo maior crescimento líquido do emprego na economia empresarial (58 %).
Em segundo lugar, as novas empresas (menos de cinco anos) são responsáveis pela maior parte dos novos postos de trabalho. As novas empresas ligadas aos serviços empresariais são responsáveis por mais de um quarto (27 %) dos novos postos de trabalho, ao passo que as novas empresas nos setores dos transportes e da comunicação representam o contributo mais pequeno (6 %).
O Vice-Presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, responsável pela Indústria e Empreendedorismo, declarou que: «Neste momento crítico para a economia europeia, vemos as pequenas empresas cumprir e confirmar o seu papel enquanto principais geradoras de novos postos de trabalho. O seu contributo significativo para a criação de emprego realça a crescente relevância económica das PME e a necessidade de apoiar estas empresas a todos os níveis. As pequenas e novas empresas são claramente a chave para restabelecer o crescimento económico.»
Principais efeitos da crise: as empresas mais pequenas registam mais frequentemente impactos negativos
De acordo com os resultados do estudo efetuado, a crise económica deixou marcas em empresas de todas as dimensões, sendo particularmente vulneráveis as microempresas. Com a crise económica de 2009-2010, o número de postos de trabalho nas PME diminuiu em média 2,4 % por ano, contra 0,95 % por ano nas grandes empresas. A evolução do emprego manteve-se negativa em 2010, mas as expectativas para 2011 melhoravam no momento de realização do estudo. A percentagem das empresas que contavam despedir trabalhadores em 2011 era inferior à percentagem das empresas que efetivamente despediram trabalhadores em 2010.
Além dos efeitos no emprego, os efeitos negativos da crise mais importantes para as empresas foram a redução geral da procura total dos seus produtos e serviços (mencionada por 62 % das empresas), seguida do agravamento das condições de pagamento pelos clientes (48 % das empresas) e da escassez de fundo de maneio (que afetou 31 % dos inquiridos).
A capacidade de inovação é uma arma contra a crise
A inovação parece ter efeitos positivos: as empresas inovadoras, bem como as empresas de países mais inovadores, registam com maior frequência um crescimento no emprego e taxas mais elevadas de crescimento do emprego.
O estudo sublinha que as PME inovadoras ou empresas que operam em economias mais inovadoras sofreram menos com a crise económica. Por exemplo, se a diminuição da procura total é referida por 70 % das empresas em países considerados inovadores modestos2, o valor correspondente é de 45 % para os países líderes em inovação.
Qualidade do emprego nas PME
O estudo distingue duas dimensões principais da qualidade do emprego: a qualidade do emprego e a qualidade do trabalho. Em média, é um facto que o emprego nas pequenas empresas é menos produtivo, menos remunerado e menos sindicalizado do que o emprego nas grandes empresas. Contudo, as microempresas referem uma vantagem competitiva sobre os seus concorrentes no que diz respeito a aspetos «brandos» dos recursos humanos das empresas: ambiente de trabalho, equilíbrio entre vida profissional e privada e maior flexibilidade do horário de trabalho.
Contexto
O estudo insere-se no projeto de Análise do Desempenho das PME e baseia-se num inquérito às empresas, realizado no final de 2010, que abrange os 27 Estados‑Membros da UE e 10 outros países participantes no Programa de Empreendedorismo e Inovação (a saber, a Albânia, Croácia, a antiga República Jugoslava da Macedónia, a Islândia, Israel, o Liechtenstein, a Noruega, Montenegro, a Sérvia e a Turquia).
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