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sábado, 29 de outubro de 2011

Há maneira certa de empreender?

Elaborar um plano de negócios adequado, definir metas e ações, além de calcular riscos são detalhes que norteiam o sucesso de uma empresa.

Há alguns anos, em tempos de mercado aquecido, na grande maioria dos setores, manter as portas de um estabelecimento abertas e esperar o cliente entrar no recinto era o suficiente para os negócios prosperarem. Entretanto, com a acirrada concorrência nos grandes centros comerciais do país, se diferenciar através de um planejamento apropriado e manter o comportamento empreendedor (isto é, fazer assumindo riscos) pode fazer a diferença entre ter sucesso nos negócios ou estar fadado às crises.

Pesquisa realizada pela Havard Bussiness School revela que a elaboração de um plano de negócios aumenta em 60% a probabilidade de sucesso do empreendedor. Outro estudo revela como a burocracia também é um grande empecilho para o empreendedor brasileiro. Realizado recentemente pelo Banco Mundial, a pesquisa constatou que o Brasil ocupa a 127ª posição num ranking de facilidade para fazer negócios, numa lista formada por 183 países.

Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria no desenvolvimento de negócios e de franquias e especialista em empreendedorismo, revela que “o empreendedor precisa estar atento às novidades do mercado. Seja através de cursos preparatórios, no qual podemos destacar a atuação do SEBRAE, que orienta os novos e experientes empreendedores na busca por melhores resultados, ou, então, vivenciando na prática os desafios que essa carreira proporciona e subtraindo dos obstáculos os conhecimentos para não persistir nos mesmos erros”.

Existem muitas características que são abordadas quando o assunto é ser ou tornar-se empreendedor. Gigliotti explica que “entre todas as qualidades que o empreendedor precisa ter para alcançar o sucesso podemos destacar que ter iniciativa, paixão pelo negócio (já que se ele não acreditar em sua empresa, dificilmente alguém acreditará), aceitar e calcular os riscos e ter em mente que fracassar não é o fim da linha, já que muitos empresários só prosperaram após errarem na condução do negócio uma, duas ou três vezes, e, mesmo com as dificuldades, tentaram novamente até acertarem”.

O plano de negócios é o segredo para direcionar os investimentos e diminuir os riscos de fracassar o projeto. “Se já existe uma ideia, é necessário fazer um detalhado plano de negócio, onde ficarão claros todos os aspectos do empreendimento. Estabelecer metas, diretrizes e controle gerencial são itens essenciais para prosperar na vida profissional, afinal ter seu próprio negócio requer organização, disciplina, ousadia, vontade e trabalho, muito trabalho”, conclui Gigliotti.

* Batista Gigliotti é presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias. A empresa possui em sua carteira de clientes empresas, empreendedores, franquias e franqueados de variados segmentos, entre eles: Agility, IPESSP, Sal e Brasa, Sunbelt Business Brokers, Nobel, Devassa, Pizza Hut, Pra Que Marido, Seven Idiomas e Station Car entre outras – www.fransystems.com.br - É também mestre em administração e professor dos cursos de pós-graduação da EAESP-FGV, Senac, Anhembi, BI e Ibmec/Veris.

domingo, 26 de junho de 2011

Empresário ou Empreendedor?

Existe certa confusão entre o que é ser empreendedor e o que é ser empresário – ou administrador – uma vez que o empreendedorismo está diretamente ligado a uma realização pessoal e profissional. Na verdade, lançar-se na carreira de empresário requer pouco do ser humano, talvez apenas um pouco de capital.

Estudiosos do comportamento humano afirmam que o indivíduo não vive no mundo que o cerca, mas sim numa representação deste próprio mundo, por ele criada a partir da percepção e do processamento daquilo que está à sua volta.

Dessa forma, pode-se dizer que o empreendedor não precisa fundar a sua própria empresa, ele pode participar do negócio de outras pessoas de uma forma proativa e, antes de tudo, deve se sentir realizado por proceder dessa maneira.

Para Peter Drucker, os empreendedores são pessoas que inovam. “A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente”. Segundo ele, o empreendedor está sempre procurando a mudança, reage a ela e explora-a como sendo uma oportunidade. As características do empreendedor bem sucedido são:

• Comprometer-se.
• Atuar com qualidade.
• Procurar informações.
• Procurar oportunidades.
• Correr riscos calculados.
• Estabelecer metas objetivas.
• Persuadir e manter contactos.
• Ter confiança e independência.
• Planejar e treinar de forma sistemática.

Porém, somente as atitudes não constroem um empreendedor, pois o fogo do empreendedorismo aquece, mas é necessária a modéstia de aceitar carência de capacidades e experiência, independentemente dos recursos que se tem à mão. Existe grande diferença entre se ter o desejo de iniciar um negócio e possuir a competência para competir eficazmente. Esta perspectiva desejo versus capacidade empreendedora desdobra-se em dois rumos de ação distintos e enfatiza uma falsa dicotomia: a distinção entre capacidade empreendedora dentro e fora da empresa.

• O que torna uma pessoa empreendedora?
• Quais são os elementos essenciais da capacidade empreendedora?
• Quem são estes empreendedores com uma competência especial e um fogo empreendedor para dar partida num negócio ou a partir de uma idéia, e recebendo a liberdade, incentivo e recursos da empresa onde trabalha, dedica-se entusiasticamente em transformá-la em negócio de sucesso?
• Como os reconhecemos?
• Existem empreendedores em quantidade limitada?
• Empreendedores nascem ou são formados?

Muitas pessoas se preparam a vida toda e não conseguem realizar nada, outras se julgam despreparadas e também nunca realizam. Isso para não falar daqueles que morrem de vontade de um dia terem seu próprio negócio. Por outro lado, existem aqueles que se lançam de modo aventureiro – sem nenhuma preparação – a um empreendimento de risco.

Tudo isso quer dizer que o julgamento do grau de preparação é subjetiva e individual. Ele requer uma reflexão do indivíduo com maturidade e consciência, para uma decisão sensata. Às vezes o grau de preparação é pequeno, mas a pessoa avalia bem e vê que os riscos também são pequenos e, em função disso, decide partir para a ação. Outras vezes, embora havendo uma preparação elevada, o indivíduo, embora sendo sensato e corajoso, sente que ainda não é chegada a hora – e deve seguir a sua intuição.

Sendo assim, nosso conselho é que você reflita bem, pense, converse, analise os fatos, ouça suas vozes interiores. Você tem potencial para decidir qual é a hora certa.