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terça-feira, 4 de maio de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Ana Rebelo - "Procuro renovar o conceito de joalharia com formas contemporâneas"
" As Jóias desde o início dos tempos hierarquizam sociedades, contam histórias e distribuem amor. Tenho como sonho fazer com que uma peça de joalharia seja absorvida pelos cinco sentidos de quem a usa.", é com esta afirmação que Ana Rebêlo nos fala do seu trabalho.
Esta empresária de 34 anos desde cedo rebelou um forte apreço pela criação de diferentes objectos, o que a leva a decidir-se pela área de Artes no ensino secundário. Em 1993 conclui o curso de ourivesaria e Metais d'Arte na Escola Artística António Arroio em Lisboa. Estava aí definido o caminho que iria tomar a sua vida profissional.
A paixão pela arte e procura constante de actualização de conhecimentos nesta área faz com que frequente diversos workshops, tendo ganho um apoio europeu que lhe permitiu ingressar como estagiária no Lycée Jean Guéhenno especializando-se assim durante alguns meses na Pintura a Gouache de Joalharia com um dos Designers da Cartier.
A passagem por algumas oficinas de joalharia, faz com que em 1994 concorra ao Centro de formação de Ourivesaria do Norte que a obriga à mudança para Gondomar, onde reside até hoje.
A procura da especialização e domínio de novas técnicas ligadas a produção de jóias é o que fascina esta artista.
A frequência do curso permite-lhe o contacto com técnicas inovadoras e artistas contemporâneos que vão orientar o seu trabalho.
No ano de 1997, apoiada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, cria a sua empresa em nome individual e começa uma nova aventura, agora como empresária.
Começa a trabalhar em colaboração com várias empresas e consegue assim uma carteira de clientes fiéis ao seu estilo.
Assim em 2001 e querendo crescer como criadora e empresária abre a empresa, " MINÚCIAS JÓIAS " começando assim a marcar as peças com a sua chancela e a vender a vários armazenistas.
A produção de colecções próprias, de peças por encomenda, mas também a produção de peças para grandes marcas internacionais foi a estratégia seguida e que se traduziu num crescimento de 20% no volume de negócios nos últimos 3 anos.
O processo produtivo é basicamente artesanal e desenvolvido por uma equipa qualificada, passando desde o projecto à modelação, fundição, apuramento, tratamento de superfícies e cravação.
"Procuro renovar o Conceito de Joalharia com formas contemporâneas, mas não efémeras..." afirma Ana Rebêlo
Quando questionada sobre a fonte de inspiração para as peças que cria, esta empresária, enquanto criadora afirma “Não sei nada sobre inspiração. Acho até que o que me conduz é a paixão pelo criar jóias, ou pelo menos o que chamo de jóias”.
A mistura de materiais e texturas, a observação da natureza a leitura atenta das tendências e o estudo de padrões, as criticas e os elogios que recebe são os ingredientes para as suas peças.
Uma obra nasce em papel e cresce em pleno fogo na banca de trabalho…Um protótipo é feito com o cunho da Minúcias.
A abrangência do mercado nacional é feita através de 60 representantes, estando neste momento a empresa a investir no mercado externo nomeadamente em Espanha e também em Inglaterra.
A proximidade e a flexibilidade entre o lojista e a empresa, a diversidade aliada a uma óptima relação qualidade preço de peças em prata, com uma aposta forte no serviço pós-venda são as vantagens competitivas apresentadas pela empresária
Mas a jovem empresária já tem os planos bem definidos para o curto prazo, que passam pelo crescimento das exportações; do lançamento de colecções para homem e abrir lojas próprias.
Para o futuro Ana Rebêlo gostaria de liderar uma empresa cada vez mais organizada e com competências para ser a numero um no mercado de jóias de criador, passando ainda pelo franchising da marca Minúcias.
“A Minúcias é mais que uma jóia, é o concretizar de um sonho de criança...” confessa esta empreendedora.
Esta empresária de 34 anos desde cedo rebelou um forte apreço pela criação de diferentes objectos, o que a leva a decidir-se pela área de Artes no ensino secundário. Em 1993 conclui o curso de ourivesaria e Metais d'Arte na Escola Artística António Arroio em Lisboa. Estava aí definido o caminho que iria tomar a sua vida profissional.
A paixão pela arte e procura constante de actualização de conhecimentos nesta área faz com que frequente diversos workshops, tendo ganho um apoio europeu que lhe permitiu ingressar como estagiária no Lycée Jean Guéhenno especializando-se assim durante alguns meses na Pintura a Gouache de Joalharia com um dos Designers da Cartier.
A passagem por algumas oficinas de joalharia, faz com que em 1994 concorra ao Centro de formação de Ourivesaria do Norte que a obriga à mudança para Gondomar, onde reside até hoje.
A procura da especialização e domínio de novas técnicas ligadas a produção de jóias é o que fascina esta artista.
A frequência do curso permite-lhe o contacto com técnicas inovadoras e artistas contemporâneos que vão orientar o seu trabalho.
No ano de 1997, apoiada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, cria a sua empresa em nome individual e começa uma nova aventura, agora como empresária.
Começa a trabalhar em colaboração com várias empresas e consegue assim uma carteira de clientes fiéis ao seu estilo.
Assim em 2001 e querendo crescer como criadora e empresária abre a empresa, " MINÚCIAS JÓIAS " começando assim a marcar as peças com a sua chancela e a vender a vários armazenistas.
A produção de colecções próprias, de peças por encomenda, mas também a produção de peças para grandes marcas internacionais foi a estratégia seguida e que se traduziu num crescimento de 20% no volume de negócios nos últimos 3 anos.
O processo produtivo é basicamente artesanal e desenvolvido por uma equipa qualificada, passando desde o projecto à modelação, fundição, apuramento, tratamento de superfícies e cravação.
"Procuro renovar o Conceito de Joalharia com formas contemporâneas, mas não efémeras..." afirma Ana Rebêlo
Quando questionada sobre a fonte de inspiração para as peças que cria, esta empresária, enquanto criadora afirma “Não sei nada sobre inspiração. Acho até que o que me conduz é a paixão pelo criar jóias, ou pelo menos o que chamo de jóias”.
A mistura de materiais e texturas, a observação da natureza a leitura atenta das tendências e o estudo de padrões, as criticas e os elogios que recebe são os ingredientes para as suas peças.
Uma obra nasce em papel e cresce em pleno fogo na banca de trabalho…Um protótipo é feito com o cunho da Minúcias.
A abrangência do mercado nacional é feita através de 60 representantes, estando neste momento a empresa a investir no mercado externo nomeadamente em Espanha e também em Inglaterra.
A proximidade e a flexibilidade entre o lojista e a empresa, a diversidade aliada a uma óptima relação qualidade preço de peças em prata, com uma aposta forte no serviço pós-venda são as vantagens competitivas apresentadas pela empresária
Mas a jovem empresária já tem os planos bem definidos para o curto prazo, que passam pelo crescimento das exportações; do lançamento de colecções para homem e abrir lojas próprias.
Para o futuro Ana Rebêlo gostaria de liderar uma empresa cada vez mais organizada e com competências para ser a numero um no mercado de jóias de criador, passando ainda pelo franchising da marca Minúcias.
“A Minúcias é mais que uma jóia, é o concretizar de um sonho de criança...” confessa esta empreendedora.
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Autor:Luísa Bessa,
Gestora
Análise Mário Henriques - "A Minucias é um projecto que tem uma ambição e direcção bem claras"

Todos sabemos que a realidade dos negócios traz muitos indicadores que por vezes destroem o melhor dos planos.
Não sei o que será daqui a 5 anos o negócio da Minúcias, mas reconheço que hoje tem dentro de si ingredientes fundamentais para se alcançar o sucesso. Existe Paixão. Preocupação em estudar as novas tendências e estar actual. Capacidade de leitura o que permitiu reconhecer que os produtos e serviços nos dias de hoje não surgem só para satisfazer necessidades, mas sim estabelecer relações que apelam aos sentidos dos clientes. Posicionamento no mercado através de parceiros de negócio expressando uma atitude humilde a aberta nem sempre está presente em muitos projectos, onde as pessoas acabam, por vezes, orgulhosas mas sós, pensando que sozinhas resolvem todos os desafios.
Por último, mas para mim o mais decisivo, é o facto de ter percebido que este é um projecto que tem uma ambição e direcção bem claras. Quer ser o número um, e estar em ‘campeonatos’ mais complicados, como poderão ser os mercados fora de Portugal. Não é frequente vermos esta capacidade para apontar um sonho de forma tão clara e descomplexada e corajosa.
Prof. Carlos Brito - "O networking é uma das formas mais avançadas para se inovar e crescer"

Dando forma à sua missão, a Escola de Gestão do Porto (EGP-UPBS) tem por objectivo melhorar a qualidade da gestão e promover a mudança nas empresas e outras organizações, através da formação avançada a nível pós-graduado, da investigação aplicada e da consultoria.
A EGP-UPBS procura desenvolver uma rede de conhecimento e de competências como suporte à acção dos líderes e à competitividade das empresas nos mercados globais.
O lançamento da 2ª Edição do Programa PAEX – Parceiros para a Excelência procura responder ao desafio de oferecer um produto diferente para resolução de problemas comuns.
A EGP-UPBS procura desenvolver uma rede de conhecimento e de competências como suporte à acção dos líderes e à competitividade das empresas nos mercados globais.
O lançamento da 2ª Edição do Programa PAEX – Parceiros para a Excelência procura responder ao desafio de oferecer um produto diferente para resolução de problemas comuns.
VE – Em 2008 a EGP-UPBS faz uma parceira com uma escola de negócios brasileira para a realização do Programa PAEX. Que factores estiveram na origem da escolha desta escola?
CB - Um dos objectivos estratégicos da EGP-UPBS passa pelo estabelecimento de parcerias internacionais. A escola de negócios brasileira a que se refere é a Fundação Dom Cabral (FDC), com sede em Belo Horizonte. Devo começar por realçar que, segundo o mais recente ranking do Financial Times, a FDC é a 13ª melhor business school do mundo. O que é que ganhamos com essa parceria? Em primeiro lugar, estamos associados a uma escola de grande prestígio internacional. Depois, a FDC tem uma enorme experiência na formação de executivos que nos pode ser útil. E, finalmente, tem uma grande projecção na América Latina o que para nós é interessante. Em suma, há entre a EGP-UPBS e a FDC sinergias óbvias que dão particular interesse à parceria. Neste contexto, o PAEX - Parceiros para a Excelência é um programa que tangibiliza de modo perfeito aquilo que as duas escolas pretendem.
VE – Podemos por isso falar de um programa empreendedor?
CB - Sem dúvida. O PAEX não é um simples curso de formação. É muito mais do que isso. É um programa que conjuga três vertentes: consultoria, formação e networking. Isto significa que, pelo seu carácter inovador, encerra em sim mesmo um cariz empreendedor. A este respeito devo dizer que em Portugal não há nada que se assemelhe ao PAEX. É, de facto, um programa único.
VE – Quais os inputs que o PAEX trouxe para as boas práticas de gestão desenvolvidas actualmente pelas empresas?
CB - Dirigido a empresas de média dimensão que queiram crescer de forma sustentável, o programa procura responder a três grandes objectivos. Em primeiro lugar, dotar as empresas participantes das competências estratégicas e funcionais (ao nível das finanças, do marketing, dos processos, das pessoas, das operações e da logística) que lhes assegurem um posicionamento competitivo. Depois, desenvolver sistemas de controlo de gestão que permitam um adequado acompanhamento da performance e dos resultados. E, em terceiro lugar, proporcionar um ambiente favorável ao networking e intercâmbio de ideias e experiências.
VE – Este é um programa diferente e de dimensão internacional. Pode-nos explicar um pouco as vertentes do programa e como elas se relacionam entre si?
CB - Como disse, o PAEX tem três vertentes: consultoria, formação e networking. Na vertente consultoria damos um apoio às empresas participantes quer no âmbito da consultoria estratégica - o que passa pela definição do plano de negócios e implementação do balanced scorecard - quer mais a nível operacional - o que se traduz num apoio no âmbito das finanças, marketing, operações, recursos humanos, etc. Tudo isto depende das necessidades específicas de cada empresa. A vertente formação inclui um curso geral de gestão de cerca de 100 horas dirigida a 3 a 5 participantes por empresa. Além disso há um ciclo de seminários de gestão avançada. Finalmente, na vertente networking inclui-se toda a rede de contactos potenciada pelo PAEX não só a nível interno que externo.
VE - O PAEX é um programa que se destina a empresas de média dimensão. Qual é a proposta de valor que tem para oferecer aos potenciais aderentes?
CB - A proposta de valor assenta fundamentalmente no desenvolvimento de competências. Aquilo que pretendemos é ajudar as empresas participantes a desenvolver competências de modo a torná-las mais dotadas para enfrentarem os desafios do mundo actual.
VE – A EGP-UPBS tem alguma oferta para empresas de dimensão mais reduzida?
CB - O PAEX dirige-se prioritariamente a empresas com uma facturação anual entre os 10 e os 50 milhões de euros. Para empresas de menor dimensão temos um portfolio de programas que incluem acções de formação que vão desde 1 dia até cursos anuais.
VE – Vivemos actualmente numa crise que afecta globalmente todas as empresas. Que benefícios podem esperar os clientes do Programa PAEX?
CB - Gostaria de destacar os seguintes: melhoria nos resultados económico-financeiros; redefinição da estratégia de gestão da empresa com base num modelo integrado; definição de indicadores de performance e desenvolvimento do balanced scorecard; acompanhamento periódico de metas; redesenho dos processos críticos com maior impacto nos resultados; redefinição da estratégia de marketing; e, por último, ampliação dos horizontes a partir do contacto com as melhores práticas de gestão.
VE – Numa cultura empresarial onde ainda predomina o lema ”o segredo é a alma do negócio”, como foi encarado um dos vectores fundamentais do PAEX que é o networking e benchmarking?
CB - Tem razão quanto ao lema. No entanto, devo esclarecer que é nas empresas com práticas de gestão mais atrasadas que se verifica essa cultura. Nas que estão mais avançadas - ou que estão abertas à introdução de práticas de gestão mais sofisticadas - reconhece-se que uma parte significativa da inovação pode resultar dos contactos estabelecidos com outras organizações: clientes, fornecedores, universidades e até mesmo concorrentes. Por isso, e em suma, trabalhar em rede apostando no networking é uma das formas mais avançadas para se inovar e crescer.
VE – Qual tem sido a adesão/interacção das empresas na Rede Internacional?
CB - Aquilo que designamos por Rede PAEX engloba cerca de 320 empresas espalhadas por vários países: Portugal, Brasil, Argentina, Chile e, em breve, os EUA. No total essas empresas empregam cerca de 65 mil colaboradores e facturam anualmente qualquer coisa como 3,5 mil milhões de euros.
VE – Está em fase de lançamento a segunda Edição do PAEX. Qual tem sido o feedback das empresas que participaram na primeira Edição?
CB - Excelente. As empresas que já participam no PAEX reconhecem que o programa lhes traz mais-valias óbvias em termos de práticas de gestão avançadas.
VE – Qual a data prevista para arranque da segunda edição?
CB - Prevê-se que a 2ª edição arranque no mês de Abril. Estamos neste momento a fazer todos os esforços a nível de comercialização e marketing para que isso aconteça.
VE – Podemos por isso falar de um programa empreendedor?
CB - Sem dúvida. O PAEX não é um simples curso de formação. É muito mais do que isso. É um programa que conjuga três vertentes: consultoria, formação e networking. Isto significa que, pelo seu carácter inovador, encerra em sim mesmo um cariz empreendedor. A este respeito devo dizer que em Portugal não há nada que se assemelhe ao PAEX. É, de facto, um programa único.
VE – Quais os inputs que o PAEX trouxe para as boas práticas de gestão desenvolvidas actualmente pelas empresas?
CB - Dirigido a empresas de média dimensão que queiram crescer de forma sustentável, o programa procura responder a três grandes objectivos. Em primeiro lugar, dotar as empresas participantes das competências estratégicas e funcionais (ao nível das finanças, do marketing, dos processos, das pessoas, das operações e da logística) que lhes assegurem um posicionamento competitivo. Depois, desenvolver sistemas de controlo de gestão que permitam um adequado acompanhamento da performance e dos resultados. E, em terceiro lugar, proporcionar um ambiente favorável ao networking e intercâmbio de ideias e experiências.
VE – Este é um programa diferente e de dimensão internacional. Pode-nos explicar um pouco as vertentes do programa e como elas se relacionam entre si?
CB - Como disse, o PAEX tem três vertentes: consultoria, formação e networking. Na vertente consultoria damos um apoio às empresas participantes quer no âmbito da consultoria estratégica - o que passa pela definição do plano de negócios e implementação do balanced scorecard - quer mais a nível operacional - o que se traduz num apoio no âmbito das finanças, marketing, operações, recursos humanos, etc. Tudo isto depende das necessidades específicas de cada empresa. A vertente formação inclui um curso geral de gestão de cerca de 100 horas dirigida a 3 a 5 participantes por empresa. Além disso há um ciclo de seminários de gestão avançada. Finalmente, na vertente networking inclui-se toda a rede de contactos potenciada pelo PAEX não só a nível interno que externo.
VE - O PAEX é um programa que se destina a empresas de média dimensão. Qual é a proposta de valor que tem para oferecer aos potenciais aderentes?
CB - A proposta de valor assenta fundamentalmente no desenvolvimento de competências. Aquilo que pretendemos é ajudar as empresas participantes a desenvolver competências de modo a torná-las mais dotadas para enfrentarem os desafios do mundo actual.
VE – A EGP-UPBS tem alguma oferta para empresas de dimensão mais reduzida?
CB - O PAEX dirige-se prioritariamente a empresas com uma facturação anual entre os 10 e os 50 milhões de euros. Para empresas de menor dimensão temos um portfolio de programas que incluem acções de formação que vão desde 1 dia até cursos anuais.
VE – Vivemos actualmente numa crise que afecta globalmente todas as empresas. Que benefícios podem esperar os clientes do Programa PAEX?
CB - Gostaria de destacar os seguintes: melhoria nos resultados económico-financeiros; redefinição da estratégia de gestão da empresa com base num modelo integrado; definição de indicadores de performance e desenvolvimento do balanced scorecard; acompanhamento periódico de metas; redesenho dos processos críticos com maior impacto nos resultados; redefinição da estratégia de marketing; e, por último, ampliação dos horizontes a partir do contacto com as melhores práticas de gestão.
VE – Numa cultura empresarial onde ainda predomina o lema ”o segredo é a alma do negócio”, como foi encarado um dos vectores fundamentais do PAEX que é o networking e benchmarking?
CB - Tem razão quanto ao lema. No entanto, devo esclarecer que é nas empresas com práticas de gestão mais atrasadas que se verifica essa cultura. Nas que estão mais avançadas - ou que estão abertas à introdução de práticas de gestão mais sofisticadas - reconhece-se que uma parte significativa da inovação pode resultar dos contactos estabelecidos com outras organizações: clientes, fornecedores, universidades e até mesmo concorrentes. Por isso, e em suma, trabalhar em rede apostando no networking é uma das formas mais avançadas para se inovar e crescer.
VE – Qual tem sido a adesão/interacção das empresas na Rede Internacional?
CB - Aquilo que designamos por Rede PAEX engloba cerca de 320 empresas espalhadas por vários países: Portugal, Brasil, Argentina, Chile e, em breve, os EUA. No total essas empresas empregam cerca de 65 mil colaboradores e facturam anualmente qualquer coisa como 3,5 mil milhões de euros.
VE – Está em fase de lançamento a segunda Edição do PAEX. Qual tem sido o feedback das empresas que participaram na primeira Edição?
CB - Excelente. As empresas que já participam no PAEX reconhecem que o programa lhes traz mais-valias óbvias em termos de práticas de gestão avançadas.
VE – Qual a data prevista para arranque da segunda edição?
CB - Prevê-se que a 2ª edição arranque no mês de Abril. Estamos neste momento a fazer todos os esforços a nível de comercialização e marketing para que isso aconteça.
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Autor: Mónica Monteiro - Gestora
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ambidata possui taxa de Fedilização superior a 95%
A Ambidata® é uma empresa que dedica a sua actividade a duas áreas distintas, mas complementares Software e Ambiente.
Na sua unidade de Software, cria, desenvolve, implementa e mantém soluções de laboratório digital para três áreas: Laboratórios de Ensaios, Empresas de gestão analítica e Laboratórios de Anatomia Patológica.
Na área de ambiente a Ambidata® pretende fornecer soluções específicas de tratamento de água aos seus clientes, assumindo a responsabilidade integral do processo de tratamento de água, desde a fase de diagnóstico do problema e concepção da solução até à fase de implementação do processo de tratamento de água, arranque e assistência técnica periódica.
Actualmente o Sistema de Gestão de IDI (Investigação, Desenvolvimento e Inovação) da Ambidata é certificado, segundo a norma NP 4457:2007, sendo a Ambidata® a 12ª empresa a nível nacional a ser certificada por esta norma e a primeira no sector das Tecnologias da Informação a esta certificação soma-se a obtida no final de 2007, segundo a norma ISO 9001:2008.
As principais vantagens da implementação da gestão inovação (NP 4457:2007) apontadas pelos responsáveis da empresa são: capacidade de gerir o conhecimento interno; aumentar a percepção global do que é inovar; inovar em áreas que não apenas o produto mas também ao nível organizacional, marketing e processo; melhorar o processo de concepção e desenvolvimento; maior sistematização das actividades; melhorar a imagem para o exterior; retorno investimento é medido em conhecimento, inovação e negócio.
Juntamente com as certificações, deve ser salientado que a Ambidata® é líder de mercado em Portugal no fornecimento de soluções digitais para laboratórios de ensaios, pertence à “Rede PME Inovação da COTEC”, tem as suas marcas e software registadas e adere a diversos programas a nível nacional como o “Compre o que é Nosso” e o “Clube PME Internacional”.
Actualmente com um volume de facturação superior a 500 mil euros é líder no mercado nacional.
Origem
Esta empresa foi criada em 1999 com apenas dois colaboradores O seu sócio fundador, Paulo Rego (Eng.º Químico), com uma larga experiência numa empresa internacional ligada ao sector do tratamento de águas, detectou que no mercado nacional não existia nenhum produto de software especifico para a área da gestão e controlo dos resultados analíticos da qualidade da água. Foi perante esta constatação, que quando saiu dessa empresa, e pela verificação que haveria um nicho de mercado por explorar que decidiu criar uma empresa para desenvolver uma solução nesta área.
Num primeiro momento, em colaboração com um colega que mais tarde viria a tornar-se também sócio (Pedro Coutinho, Eng.º Informático), iniciou-se o desenvolvimento de uma solução de software que tem vindo a crescer ao longo destes últimos 10 anos tornando-se a aplicação principal o LabWay-LIMS®.
Com 2 sócios principais que depois de vários anos a trabalhar em empresas nacionais e internacionais, decidem que é chegada a hora de tornar os seus sonhos e ambições em algo mais palpável.
Passaram à prática criando uma empresa que fosse capaz de juntar tudo o que de bom faziam nas empresas onde estavam a trabalhar, mas em simultâneo colocaram em prática algumas das suas ideias de gestão e organização que não eram exequíveis nos locais onde estavam a trabalhar.
No início a Ambidata® tinha dois departamentos; a Unidade de Ambiente e a Unidade de Software, sendo que nos primeiros 3 anos a Unidade de Software teve apenas a actividade de criação e desenvolvimento das soluções de software que apresentam hoje no mercado. Nesta altura a Unidade de Ambiente foi claramente o motor que permitiu colocar a empresa a funcionar e que gerava os proveitos necessários para financiar a Unidade de Software que estava ainda em fase embrionária.
Mercado
Hoje a Ambidata® trabalha com mais de 100 clientes em 4 países diferentes (Portugal; Angola; Espanha e Cabo Verde) estão presentes em feiras internacionais a competir com os concorrentes mundiais.
Volume de Negócios
Nos últimos 3 anos o Volume de negócios da Ambidata foi aproximadamente de 450 mil euros em 2006, 540 mil euros em 2007, 465 mil euros em 2008 e 501 mil euros em 2009.
Factores Diferenciação
Os responsáveis da Ambidata® apontam como principal factor diferenciador o enfoque na realidade de cada cliente e a concentração exclusiva neste nicho de mercado. Cada Cliente é visto como projecto único e onde todos os seus processos e procedimentos são analisados exaustivamente para se identificar uma forma de os optimizar e adequar a uma realidade digital. Para isso a Ambidata® possui uma equipa pluridisciplinar (Química e Biologia, Ambiente, Informática e Sistemas, Marketing, Multimédia, Electrotecnia e Qualidade) e altamente qualificada (Mestres, Engenheiros e Doutores nas mais variadas áreas ligadas ao Negócio dos Laboratórios) que permite apresentar a cada cliente os recursos mais adequados em cada fase de implementação.
Factores Sucesso
Como factores de sucesso são apontados a excelência e qualificação da equipa, a concentração da actividade no nicho de negócio, aliada a uma obsessão pela inovação que contagia os clientes abertos a um processo de implementação das soluções baseadas em melhoria continua.
Processo de Internacionalização
Tendo a Ambidata® a característica muito particular de estar orientada para um “nicho de nicho” de negócio, que são os laboratórios de análises, desde muito cedo compreendeu que o seu mercado tinha de ser global e não nacional. Desde os primeiros momentos que as suas soluções foram desenvolvidas para 3 línguas base o Português, o Espanhol e o Inglês. Mas sabiam que era necessário criar experiência nacional antes de iniciar o processo de internacionalização.
Em 2007 com a abertura do escritório na Coruña iniciam o processo de internacionalização. Os dois primeiros anos foram de estudo e preparação do mercado culminando em 2008 com a abertura do escritório em Madrid e o desenvolvimento de actividade comercial. Além de estar em Espanha foram também aos Estados Unidos, Chicago, a uma das maiores feiras mundiais da área dos laboratórios – Pittcon, para analisar os concorrentes internacionais e o estado a arte dos laboratórios de outros países.
Neste momento têm 5 clientes e uma parceria em Espanha que representou em 2009 um volume de facturação de cerca de 7%.
Além do mercado espanhol possuem também clientes em Angola e Cabo Verde onde mesmo sem desenvolver um trabalho comercial muito intenso, e devido ao reconhecimento nacional da Ambidata® e a ligação de Portugal com estes PALOP conseguiram iniciar projectos, representando a totalidade do mercado internacional 9% da facturação.
Apoios à Internacionalização
Numa fase inicial os estímulos foram apenas pessoais baseados na noção que a Ambidata® tem de que o mercado deve ser Global e não nacional. Depois disso a Ambidata® desenvolveu um projecto de internacionalização que submeteu para apoio do QREN. Os fundos neste processo, foram importantes mas não determinantes. Os responsáveis da empresa afirmam que este objectivo seria concretizado de qualquer forma, a grande vantagem é que permitiu ter uma maior velocidade na sua concretização.
Fidelização Mercado
Em Portugal têm uma taxa de fidelização superior a 95%. Apenas os clientes que por razões de conjuntura deixam de prestar serviços deixaram de ser clientes. Têm uma taxa de satisfação de clientes muito elevada devido á concentração nas necessidades dos seus clientes. A Ambidata® tem neste momento uma quota de mercado em Portugal superior a 80% para os clientes que possuem sistemas digitais.
Desde muito cedo que todas as suas marcas foram registadas a nível nacional e internacional: Ambidata®; LabWay-LIMS®, LabWay-Aqua® e CitoPro®.
Aposta Recursos Humanos
A Ambidata® incentiva todos os seus colaboradores a fazerem formação contínua, seja em certificações, obtenções de Mestrado, Pós-Graduações ou Doutoramentos. Os responsáveis da empresa querem que todos estejam sempre a aprender, tendo uma equipa pequena, a formação é a ferramenta que permite um elevado nível de competências técnicas e pessoais. As necessidades de formação são sempre analisadas durante o processo de avaliação pessoal e de desempenho de forma que a empresa possa durante o ano fornecer as condições necessárias a que cada colaborador atinja os seus objectivos.
Um dos aspectos que mais distingue esta empresa é a obsessão pela visão de futuro e pela comunicação organizativa, reconhecem-se como uma empresa de organização horizontal, não existindo qualquer tipo de hierarquização entre os diversos colaboradores. A informação está disponível e acessível a todos os colaboradores não existindo filtros.
Qual o melhor Investimento? A própria empresa.
Nos últimos 10 anos, em média, 70% dos lucros foram sempre investidos na empresa, para a capitalizar, de forma, a possibilitar a definição de objectivos cada vez mais ambiciosos.
A Ambidata® desenvolveu um sistema interno que permite captar, registar e acompanhar as ideias e sugestões de todos os colaboradores, demonstrando uma apetência pela inovação inata. Defendem contudo que a inovação só faz sentido se for com o objectivo de resolver problemas reais em situação reais. Por isso estão focalizados no cliente e nas suas necessidades.
Estratégia
A Ambidata® tem um documento interno que define objectivos estratégicos globais da empresa até 2020, realizado em conjunto com a envolvência de todos colaboradores. O importante para a Ambidata® é criar recursos para que seja capaz de atingir essas metas, não perdendo o enfoque no que realmente interessa que é a equipa, os clientes e os parceiros no negócio.
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Autor:Paulo Ferreira - Economista
Análise António Costa - "O segredo está ...na Paixão"

O caso de sucesso sinteticamente relatado da Ambidata, permite reflectir sobre quais os aspectos que normalmente são relevantes ao sucesso de uma ideia ou projecto e que deveriam ser devidamente ponderados pelos empresários.
O primeiro ponto a destacar está associado à própria génese da empresa: suportou-se numa necessidade real do mercado “não existia nenhum produto de software específico para a área de gestão e controlo dos resultados analíticos da qualidade da água”; na existência de um segmento de mercado passível de ser identificado, abordado e com dimensão para gerar negócio e, felizmente, não num falso feeling ou seguidismo de moda muito vezes retratado em frases do tipo “… o que está/vai estar a dar”.
Sendo a detecção duma necessidade um aspecto relevante, só de per si não é suficiente, o que evidencia o aspecto seguinte: desenvolvimento do produto adequado à satisfação da necessidade de cada cliente. Em áreas de negócio suportadas no serviço, cada cliente é único, pelo que perceber e conseguir adaptar-se continuamente a essa singularidade é mais uma etapa vencida na corrida de fundo que é a continuidade de um negócio.
Esta capacidade releva-nos a fase seguinte que é identificada pela Ambidata como um factor de sucesso: a obsessão pela inovação. Reconhecer e conseguir implementar processos de melhoria contínua ou de evolução disruptiva é o principal meio de diferenciar, assegurar mais, melhor e estar sempre um passo à frente da concorrência.
Esta filosofia e prática inovação contínua evidencia a máxima de que as empresas são as pessoas, o seu conhecimento agrupado e a sua motivação e que os líderes da Ambidata estão a gerir de formar exemplar.
Estar na frente é também uma filosofia que, quando se avança para o desenvolvimento de um projecto e criação de empresa, é crucial definir: dar passos pequenos e seguros mas, em simultâneo, pensar em grande (o que é bem diferente de criar algo grande ou megalómeno: grandes instalações, muitos empregados, muita e da melhor “maquinaria”, etc.). E este pensamento parece ter sido condutor da estratégia seguida pelos dois sócios fundadores da Ambidata, pois foram capazes de se transformar numa pequena mas ágil e empresa internacional.
Este exemplo de sucesso da Ambidata, permite também demonstrar que fazer as coisas “by the book”, também é uma forma muito eficaz de se conseguir alcançar os objectivos, desde que, e este será o último e provavelmente o mais importante ponto a referir, se consiga a implicação de todos os colaboradores no desenvolvimento e comunhão da enorme paixão que os sócios demonstram pela empresa de todos.
Fernando Leite, Administrador Delegado da LIPOR - "Dispomos de "Know-How" que nos confere uma dimensão Internacional".

Depois de vinte sete anos a tratar dos resíduos de aproximadamente 12% da população portuguesa, vale a pena fazer uma retrospectiva e entender como a Organização se transformou podendo hoje ser equiparada às melhores organizações do género existentes na Europa.
O crescimento demográfico bem como as alterações no modo de vida e de comportamentos sociais verificados na década de 70 originaram uma acumulação de resíduos sem o destino final adequado.
Desde eras longínquas compete às Câmaras a preservação da salubridade, assegurar o asseio e a limpeza das Cidades, viam-se agora confrontadas com a falta de soluções adequadas.
Assim e na busca de uma solução única para problemas comuns, cinco municípios da área metropolitana do Porto decidiram criar a 12 de Novembro de 1982 a LIPOR, como Associação de Municípios constituída por Espinho, Gondomar, Maia, Porto e Valongo.
Nascia assim uma entidade que se destacaria pela inovação e pioneirismos na área de tratamento de resíduos a nível nacional e Internacional.
VE – Quais foram as primeiras medidas de cooperação municipal levadas a cabo pela LIPOR aquando da sua constituição?
FL - A cooperação intermunicipal, no já longínquo ano de 1982, era incomum, mas como a nossa tarefa era hercúlea, houve que congregar esforços, apelando-se – na altura – ao Município mais desenvolvido, no caso o Porto. Assim tivemos uma cooperação especial daquele Município, que nos permitiu começar Acções de Formação para Técnicos Municipais, participação de Técnicos em Congressos e Visitas Técnicas e a realização dos primeiros Estudos sobre a situação de base na Região quanto aos resíduos.
VE – Sabemos que hoje a LIPOR é uma referência a nível Nacional e até Internacional na área de tratamento de resíduos: Dada a pesada herança que recebeu aquando da sua constituição, pode dizer-nos qual foi o ponto de viragem?
FL - O ponto de viragem mais importante foi o aparecimento dos Fundos Estruturais da União Europeia. Com estes apoios, com os Estudos, Planos e Projectos realizados nos anos 90, e com o reforço dos Quadros Técnicos feito no início dos anos 2000, atingirmos o ponto onde hoje estamos.
VE – Podemos afirmar que a LIPOR se trata de um exemplo de Empreendedorismo no Sector Público?
FL - Considero que sim, porque todos os grandes Planos, Acções e Projectos foram concebidos internamente e nunca por decisão ou propostas externas. Fazemos aquilo em que acreditamos.
VE – Sendo uma Organização empreendedora, como vive a Inovação no dia-a-dia?
FL - Diria que de duas maneiras, uma “interna” e outra, por assim dizer, “externa”. Há internamente uma busca, por exemplo, de novos produtos e processos. São exemplo disso a produção de substratos para a agricultura, utilizando como matéria-prima materiais vegetais seleccionados. A Inovação, numa perspectiva “externa”, é exercida por nós numa busca permanente de utilizarmos, nas nossas Centrais, as melhores Técnicas disponíveis.
VE – Quais são as vantagens competitivas da LIPOR?
FL - As vantagens competitivas da LIPOR, assentam em diversos aspectos, nomeadamente na ecoeficiência e no primado da Qualidade que colocamos no nosso desempenho, na qualificação dos nossos Quadros Técnicos, na visão prospectiva que temos quanto a produtos e serviços inovadores.
VE – Em 27 anos de existência, o percurso da LIPOR tem sido impressionante. Gostava de enumerar alguns dos marcos mais emblemáticos na história da Organização?
FL - Há vários, mas os principais são, sem dúvida, o arranque das 3 grandes fábricas que detemos, o Centro de Triagem, a Central de Valorização Energética e a Central de Valorização Orgânica. Estes 3 equipamentos mudaram a nossa face e deram início a fases novas e importantes nossas.
VE – A LIPOR actua num mercado fechado e sem concorrência. Num cenário de mercado aberto, estaria a Lipor preparada para concorrer com players Internacionais?
FL - Sem qualquer dúvida, hoje dispomos de Know how, de Competências, de produtos e serviços, que nos conferem uma dimensão verdadeiramente internacional.
VE – No que se refere aos Serviços Públicos, normalmente associamos um baixo nível de serviço ao Cliente. Como encara a Lipor os seus Clientes?
FL - Os Clientes estão, a par dos nossos Colaboradores, como os Stakeholders de maior “foco” da nossa intervenção. Se os Colaboradores são um Activo maior, a LIPOR não vive sem os Clientes, pelo que estes estão no pensamento e na acção dos diferentes Departamentos nossos.
VE – Quais os produtos/serviços comercializados pela Lipor?
FL - A LIPOR tem um diversificado “portfólio” de produtos que vai dos correctivos orgânicos (Nutrimais, Nutrimais bio, Horta e Jardins), aos materiais para reciclagem (vidro, plásticos, papel e cartão, Equipamentos Eléctricos e Electrónicos, metais diversos, madeiras e outros) à energia eléctrica, esta de duas origens ou gerada a partir da queima de resíduos, ou originada na queima do biogás dos Aterros Sanitários. Na área dos Serviços temos desde o tratamento e estabilização de resíduos, a Cursos, ou Acções de Educação e Sensibilização em diferentes domínios. Como vê é uma actividade muito diversificada.
VE – Existem sistemas efectivos de relação com o Cliente?
FL - Existem e são muito atendidas internamente, como sejam 2 reuniões anuais com Clientes, para a sua audição e tomada de medidas correctivas das situações anómalas. Também existe um Inquérito de satisfação, que avalia anualmente o “sentir” dos nossos Clientes, tudo articulado no nosso Sistema de Gestão da Qualidade, que regista integralmente as situações reportadas pelos Clientes.
VE – É também uma ideia Comum a existência de desperdício de recursos financeiros nas Organizações Publicas. Como tem sido o desempenho financeiro da LIPOR?
FL - Temos tentado gerir os recursos financeiros de que dispomos, sempre no melhor benefício de todas as partes interessadas, os Municípios associados, os Colaboradores, os Fornecedores, Clientes, populações das zonas limítrofes às nossas Unidades Industriais. Assim, para além de crescermos anualmente o nosso Volume de Negócios, também temos um objectivo muito importante e que é o de atingirmos anualmente resultados líquidos positivos.
VE – Podemos dizer que a Lipor, em primeiro lugar “vende comportamentos”. Qual é o papel da comunicação/publicidade para esse objectivo?
FL - O nosso objectivo máximo, no relacionamento com os Cidadãos, é o de mudar comportamentos, pelo que precisamos mesmo que as Boas Práticas relativas aos Resíduos Sólidos, ao respeito pelo Ambiente, sejam praticadas pelos Cidadãos no seu dia-a-dia, pois em alternativa a LIPOR, para atingir os seus Objectivos, que são os Objectivos do País e mesmo da Europa (p.e. reciclagem total dos resíduos), terá custos muito mais elevados.
VE – Podemos falar da existência da Marca “LIPOR”?
FL - Estamos a trabalhar porfiadamente no dia-a-dia para credibilizar cada vez mais essa Marca, e nós sentimos isso na notoriedade que temos. Há já uma marca LIPOR que é símbolo de credibilidade.
VE – Quais são as vantagens/benefícios de terem desenvolvido um conceito de marca num negócio tão particular como o do tratamento de resíduos?
FL - As vantagens são evidentes, e cito-lhe apenas a confiança que os Cidadãos têm em nós quando avançamos p.e. na construção de novas Infraestruturas, que são sempre motivo de contestação e oposição e no nosso caso há receptividade. Poder-lhe-ia falar, também, nos inúmeros Cidadãos que se nos dirigem, pedindo a nossa colaboração para resolução de diversos tipos de problemas.
VE – A Associação possui um processo de Gestão de Marca?
FL -Nós temos a marca LIPOR sob observação permanente, e o modo como o gerimos tem como objectivo o aumento da sua notoriedade.
VE – A Lipor foi considerada em 2008 uma das melhores PME’s para trabalhar pela revista Exame. Acredita de facto que são as pessoas que fazem a diferença nas Organizações?
FL - É totalmente verdade, são as Pessoas e os métodos de Gestão implementados. Na LIPOR não há uma mera relação de empregado/empregador, há muito mais, há uma cumplicidade total quanto à Estratégia da Organização.
VE – Sei que a Lipor disponibiliza anualmente um plano de formação para cada colaborador. Porque?
FL - A Formação é por nós entendida como uma poderosa ferramenta para o crescimento e a valorização dos Colaboradores. Investimos na Formação, porque, como antes disse, os Colaboradores são um Activo importantíssimo para o êxito da nossa Estratégia e para a vitalidade da Organização.
VE - Que condições a Organização disponibiliza aos seus colaboradores?
FL - Há inúmeros “produtos” e “serviços” que disponibilizamos, para além das retribuições e complementos legais. Vão desde cursos, a acções de confraternização, a apoios específicos p.e. de apoio à natalidade, apoios a deficientes, serviço de levantamento de documentos em Repartições Públicas, Ginástica Laboral, entre outros.
VE – A Lipor enquanto entidade pública, está sujeita ao Sistema de Avaliação de Desempenho da Administração Publica – SIADAP. Qual a importância para as Organizações de um sistema de avaliação de desempenho?
FL - A avaliação é muito importante, para nos permitir aplicar prémios e bónus, aos melhores, evitando a desmotivação e permitindo a melhoria contínua da Organização.
VE- Na sua opinião que mudanças trouxe o SIADAP para os organismos públicos?
FL - Ainda estamos numa fase de aplicação do SIADAP, pois nos últimos meses, novo Modelo foi aprovado oficialmente. Diria que é um método relativamente trabalhoso e que rompe com os modelos do passado. Só por isso é, por vezes, contestado. Considero que para melhorarmos, teremos obrigatoriamente que enfrentar as mudanças com positividade e nunca com obstrução.
VE – Que Visão tem a Liderança da Organização para o seu futuro? Que projectos podemos ainda esperar?
FL - O Futuro vai-nos trazer, seguramente, desafios maiores e mais complexos, em contextos totalmente diferentes dos últimos anos e décadas. Acabou-se a abundância, acabou-se o facilitismo, acabou o êxito da mediocridade. O Futuro é para os mais capazes, mais activos, mais adaptáveis à Mudança, mais cultores do rigor, do profissionalismo. O nosso futuro como Organização, está na nossa jovem Equipe de Gestão, que beneficiou recentemente de uma reestruturação organizativa, e que vai demonstrar ainda mais e melhor o seu empenho, competência e profissionalismo. Estou totalmente confiante, porque sei que a Equipe vai conseguir motivar os Colaboradores para os novos desafios que se nos porão.
Quanto aos próximos Projectos, estão plasmados no nosso Plano Estratégico 2007-2016, e passam por mais produtos e serviços, e novas infraestruturas, das quais destaco o novo Aterro Sanitário Intermunicipal, o novo Centro de Triagem e a 3ª linha da nossa Central de Valorização Energética da Maia.
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Autor: Mónica Monteiro - Gestora
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