quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Alfandega da Fé cria ninho de empresas que visa o empreendedorismo

A câmara municipal de Alfândega da Fé vai ampliar a zona industrial da vila e criar um ninho de empresas. São duas medidas para apoiar o empreendedorismo e a criação de emprego no concelho.
 Depois da ampliação da zona industrial, a autarquia vai vender os terrenos a preços reduzidos.
“Temos tido uma grande procura pela zona industrial desde que temos a ligação ao IC5 e por isso sentimos necessidade de a alargar. Já tínhamos os terrenos, mas temos de fazer as infraestruturas para vender os lotes”, refere a presidente da câmara.
Berta Nunes revela que vai ser criado um ninho de empresas para apoiar os empreendedores que queiram iniciar um negócio e não tenham um espaço.
“É para instalar empresas que queiram iniciar a sua atividade que tenham dificuldades em pagar uma renda alta, numa fase inicial de instalação”, explica. “Podem instalar-se nesse edifício durante algum tempo até a empresa estar consolidada e ter a capacidade de encontrar outro local para continuar o seu negócio”, acrescenta. Mas os apoios da autarquia para o empreendedorismo não se ficam por aqui.
“O nosso objetivo é fazer um regulamento para dar um apoio inicial de mil euros aos projetos que tiverem maior viabilidade”, adianta Berta Nunes. Além disso o município também pondera reduzir as taxas municipais para as empresas que venham a instalar-se na zona industrial. “Principalmente durante o primeiro ano, para as empresas que estiverem a iniciar o seu funcionamento podemos reduzir as taxas da água e resíduos”, conclui.
O projeto para a ampliação da zona industrial e a construção do ninho de empresas vai ser candidatado ao próximo Quadro Comunitário de Apoio e representa um investimento de mais de um milhão de euros.

A lógica do empreendedorismo

Não existe lógica na arte de empreender. O que existe é uma sucessão de escolhas e consequências, portanto, não há segredos. Não ciência nem arte, apenas um prática consistente.

Peter Drucker costumava dizer que empreender não é ciência nem arte, apenas uma prática. De fato, ao ler a história de empreendedores de sucesso, descobre-se que uma boa parte deles não tinha a menor ideia de onde queriam chegar. Sua única certeza era o fato de que queriam empreender de qualquer forma.
Se você leu o clássico Feitas para Durar, de James Collins e Jerry Porras, vai lembrar que das 100 empresas pesquisadas no livro, somente três iniciaram com uma ideia grandiosa: Ford, General Electric (GE) e Johnson & Johnson.
As demais empresas, portanto, 97% delas, segundo os autores, foram iniciadas por muitos empreendedores rotulados como péssimos líderes e desprovidos de qualquer senso de planejamento e gestão. Alguns eram “fora da casinha”.
Era o caso de Soichiro Honda, por exemplo, um obstinado, porém um líder de difícil relacionamento, e de Bill Hewlett e Dave Packard, fundadores da HP que iniciaram a empresa sem saber o que ela faria.

A despeito de todas as dificuldades existentes ao longo do caminho, a maioria prosperou, diferente de muitos outros que iniciaram com uma boa ideia, de maneira planejada e os quais, num primeiro momento, sabiam onde queriam chegar.
Era o caso da Texas Instruments, cujas raízes eram fundamentadas num conceito muito bem-sucedido, formada para explorar uma oportunidade tecnológica e mercadológica específica na época, portanto, uma excelente ideia na época.
Com exceção das três primeiras empresas citadas, as demais empresas foram construídas por empreendedores com uma característica imprescindível para quem deseja prosperar no mundo dos
negócios: disciplina.

Por experiência, posso afirmar que a maioria dos empreendedores, salvo casos raros como Steve Jobs (Apple) ou Dean Kamen (Segway), não nascem com nada especial ou diferente das demais pessoas. O fato é que, além da disciplina, a maioria deles é dotada de uma capacidade inquestionável de pensar em produtos e serviços que mudam a vida das pessoas ao redor do mundo.

Quantos empreendedores bem-sucedidos você conhece? Selecione e tente avaliar a sua trajetória de sucesso. A maioria começou sem capital, sem projeto, sem produto ou serviço bem definido, a ponto de a gente se perguntar: como é esse cara conseguiu chegar aonde chegou?
Por tudo isso, não há como discordar de Peter Drucker. Tem muito a ver com disciplina, força de vontade e persistência.  O empreendedorismo não segue as regras tradicionais de ensino. Tem a ver com a prática.
A lógica de empreender é que não há lógica a ser seguida. A lógica fica por conta do “se”, ou seja, se você planejar, se você persistir, se você estudar, se você tiver foco, se você tiver sorte e assim por diante. Como diria Jeffrey Timmons, estudioso do assunto, o segredo é que não há segredos.
Dessa forma, o empreendedorismo deve ser visto e pensado como uma disciplina. Pode até ser ensinado nas escolas, mas nunca será bem-sucedido se não houver aprendizado de fato, por meio de erros e acertos, escolhas e consequências. Nesse caso, não existe garantia de sucesso.

Nesse sentido, o conselho de Raúl Candeloro foi uma benção para mim: “pare de falar de empreendedorismo e comece a praticar o que você diz nas aulas, nos artigos e também nas palestras”.
Aos 50 anos de idade, estou fazendo o que já deveria ter feito há quase dez anos, ao ser demitido de uma grande empresa. De certa forma, estou empurrando a minha vaquinha morro abaixo para enfrentar um novo desafio, sem a menor certeza de que vai dar certo e com a enorme esperança de que vai dar certo.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Miranda do Douro: Associação promove curso de empreendedorismo para mulheres

A Associação Cultural e Desportiva de Atenor (ACDA), no concelho de Miranda do Douro está a promover um concurso de empreendedorismo no feminino, “único em todo o distrito de Bragança”, destinado a 15 mulheres do planalto mirandês.
Segundo o dirigente da ACDA Moisés Esteves, na região existem muitas mulheres com potencial e ideias de negócio, mas a quem “faltava qualquer coisa para dar andamento ao projeto de cada” e este curso vem preencher algumas lacunas e ajudar criar projetos empreendedores no feminino.
Atenor foi assim a única aldeia do distrito de Bragança ser contemplada com um fundo de 75 mil euros, proveniente da União Europeia, para implementação de um curso de empreendedorismo feminino no âmbito da cidadania e igualdade de géneros. “Os únicos requisitos para frequentar o curso de empreendedorismo é ser mulher e ter qualidades de empreendedora”, referiu Moisés Esteves.
Agora, cada uma das formandas será apoiada com cerca de cinco mil euros para dar início ao seu negócio, caso o mesmo seja aprovado e as ideias não faltam. “Estou desempregada há dois anos e faço trabalhos manuais que vendo porta a porta, mas faltava-me potencial económico para fazer investimento nos materiais. Este curso tornou-se ouro sobre azul para desenvolver os meus projetos, já que não é fácil a uma mulher arranjar emprego aos 50 anos de idade”, disse à Lusa Isabel Rúpio, uma das formandas.
Já Albertina Fernandes contou que resolveu aceitar o projeto para criar uma unidade onde se vai dedicar, aos fins de semana a confecionar pão caseiro.
“Com estes cinco mil euros vou ter a hipótese de construir o meu próprio forno, para dar andamento ao meu trabalho e criar assim um nicho de mercado na aldeia”, frisou a formanda.
Trabalhos manuais, projetos nas áreas da cosmética ou da fotografia ou fabrico de produtos através de recursos endógenos são outras ideias que movem mulheres de Atenor.
“Este curso vai permitir colocar 15 mulheres no mercado de trabalho, ou incentiva-las à criação dos seus posto de trabalho. Estamos convencidos de que vamos conseguir atrair novos projetos para a aldeia”, frisou Moisés Esteves.
Os responsáveis pela ACDA acreditam que este curso poderá ser um impulso para a economia local, numa região deprimida onde aparecem “poucas oportunidades para a criação de pequenas empresas”.

Veja 7 maneiras para empreender melhor nas redes sociais

Alguns empreendedores têm dúvidas de como promover sua empresa nas redes sociais. O Facebook, Twitter, Google+ e outros sites similares são excelentes para alavancar negócios, mas, é preciso ter foco e objetivo definidos para alcançar resultados. A maneira como os clientes se relacionam com uma marca nas redes merece atenção e cuidado. Confira abaixo sete dicas valiosas, fornecida por especialistas à Exame, que vão te ajudar a obter sucesso nos canais de comunicação.

Não ignore comentários
As redes sociais são espaços de diálogos, por isso é importante estimular a participação e, obviamente, responder aos questionamentos dos usuários. A principal vantagem é ter acesso às críticas e elogios sobre a empresa que não chegariam de forma tão sincera por outros meios. Para Alexandre Suguimoto, presidente da APADi (Associação Paulista das Agências Digitais), se abrir um canal de comunicação esteja preparado para atendê-lo. Caso contrário é melhor nem criar uma conta.

Defina onde quer estar
Para Grazielle Mendes Rangel, consultora de inovação digital e coordenadora do curso de Inovação Digital, Planejamento e Estratégia em Redes Sociais do Ibmec/MG, o perfil do consumidor da marca é que vai ajudar o empreendedor a escolher a melhor rede para atuar. O Pinterest, por exemplo, pode ser interessante para empresas que tenham boas fotos de produtos. O presidente da APADi ainda sugere avaliar os sites como se fossem vitrines, e criar contas com nome da empresa para garantir a conta, mesmo que não sejam usadas no futuro.

Produza conteúdo correto
As redes sociais são espaços para conteúdos diferentes e não campanhas tradicionais de marketing. O ideal, segundo a coordenadora da Ibmec/MG, é produzir conteúdos que tenham a ver com a marca. Saiba quem é o publico, que tipo de informação é relevante para ele e quais são os valores da empresa. Com estes aspectos definidos, publique temas de interesse do consumidor, e se certifique de que as imagens e textos usados não tenham direitos autorais. Caso contrário, o post pode ser removido da página.

Foco no planejamento
Para um dono de uma pequena empresa, montar uma equipe para se dedicar ao gerenciamento das redes sociais pode não ser viável. Mas, ter planejamento e acompanhamento é indispensável. "É um espaço para desenvolver os produtos e monitorar a concorrência. O que acontece nas redes tem que fazer parte da reunião de pauta das decisões estratégicas", afirma Grazielle.

Tenha consistência
Muitas vezes as empresas começam empolgadas nas redes sociais e depois perdem a freqüência de posts. Isso é muito ruim, pois limita a criação de um relacionamento contínuo com os consumidores. Os posts precisam de consistência: nem o excesso e muito menos a escassez são permitidos.

Crie regras de conduta
Mensagens desrespeitosas, xingamentos e palavrões são comuns em reclamações de consumidores. O recomendável é criar uma política de utilização da página, informando aos usuários que mensagens com esse tipo de conteúdo não serão aceitas.

Integre as redes com os outros canais da empresa
Ter bastante conteúdo nas redes sociais pode ser bom e valorizar a marca, mas não deve ser o único foco do empresário. Não é bom apostar tudo nas redes sociais e substituir até mesmo o site da empresa por uma página no Facebook, por exemplo. De acordo com Grazielle, é importante que exista um alinhamento entre os canais e que cada um tenha um planejamento e papel diferentes, porém, complementares.

REGIÃO – CIMPIN promove ciclo de Workshops

A Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, no âmbito do projeto Empreendedorismo de Base Local, vai realizar quatro workshops, sobre “medidas e modos de financiamento”, entre os dias 4 e 12 de setembro.

Esta iniciativa tem como principal objetivo esclarecer os empresários e potenciais empreendedores, sobre a melhor forma de apresentar um projeto de negócio, bem como os modos e medidas de financiamento do mesmo.

De acordo com o programa, no dia 5 de setembro participa o concelho de Figueiró dos Vinhos e dia 12 de setembro, os concelhos de Castanheira de Pera, Pampilhosa da Serra e Pedrógão Grande.
Este ciclo vai realizar-se entre as 17:30 e as 22:00. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas nos Gabinetes de Apoio ao Empreendedor dos respetivos municípios.

Até dezembro estão ainda previstas diversas iniciativas, nomeadamente três workshops financeiros de capacitação/formação de técnicos (temas: Marketing; Plano Financeiro e Características do Empreendedor), uma sessão de dois dias, de capacitação/formação para empreendedores, um seminário temático denominado “Ambiente e Floresta” e 14 workshops (um por município), que pretendem dotar os participantes de noções financeiras básicas.

O projeto de Empreendedorismo de Base Local do Pinhal Interior Norte, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Centro (QREN), integra várias ações, muitas já concretizadas, entre as quais o “Concurso de Ideias de Negócio para Escolas”, “PIN Inspiring Innovation - Concurso para Empreendedores”, seminários, a exposição “Empreender no Pinhal Interior Norte” e diversos workshops no sentido de capacitar tecnicamente os Gabinetes de Apoio ao Empreendedor, em cada município.

domingo, 25 de agosto de 2013

Empreendedorismo em Silicon Valley

Arranca em setembro o curso Silicon Valley Entrepreneurial Program, uma iniciativa do ISEG/Idefe em parceria com a Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos.

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG/Idefe) em parceria com a Universidade de São Francisco (USF) nos EUA, estão este ano a organizar pela primeira vez um curso de empreendedorismo intitulado Silicon Valley Entrepreneurial Program. Esta formação vai ser ministrada dois países e visa auxiliar portugueses que queiram avançar com a criação de um negócio próprio.
Ana Venâncio, professora auxiliar do ISEG conta que “o curso visa ajudar empreendedores, empresários e executivos a reconhecerem e a quantificarem oportunidades de negócio e a desenvolverem e a estruturarem essas oportunidades em novas start-ups/spin-offs de sucesso”. Os participantes desta formação que se realiza de 10 de Setembro a 4 de outubro vão adquirir conhecimentos analíticos de como identificar oportunidades de negócio, de como priorizar e avaliar essas mesmas oportunidades, vão aprender a definir estratégias de marketing mais eficazes para concretizarem a primeira venda e de como vender projetos e ideias a investidores, parceiros e outros stakeholders.

Durante a formação e nos EUA, os alunos “vão ter acesso ao ecossistema único de Silicon Valley e aí terão a oportunidade de interagir com empreendedores e fundadores de start-ups e venture capitalists que lançaram empresas como a Google e o linkedin. Pretende-se que os participantes fiquem a conhecer na primeira pessoa quais os segredos do sucesso dos empreendedores em Silicon Valley”, frisa Ana Venâncio.

Com uma componente teórica e outra prática, o curso culmina com a apresentação do business plan a um painel de potenciais investidores, permitindo aos alunos desenvolverem o documento base para lançarem a sua própria empresa no dia seguinte e eventualmente angariar o capital necessário. “Os participantes beneficiam de módulos leccionados no ISEG e na USF e inclui visitas a start-ups tecnológicas em Silicon Valley. As aulas, workshops, case-studies, simulações, sessões conjuntas com alunos do MBA e da USF e do ISEG oferecem um currículo dinâmico focado no empreendedorismo e inovação”, acrescenta a docente. Acredita que esta é uma experiência única de partilha e de desenvolvimento de conhecimentos orientados para a criação de empresas e para a inovação.

A ideia de criar a primeira edição deste curso resultou do feedback positivo que o ISEG obteve dos seus alunos de MBA que passaram por programas semelhantes. “Após integrarem estes programas, todos os alunos pretendiam lançar o seu próprio negócio e muitos deles arriscaram e são recentemente empreendedores de sucesso”, finaliza Ana Venâncio. 

EMPREENDEDORISMO NÃO ABRANDA EM PORTUGAL APESAR DA CRISE

A percentagem de empreendedores em Portugal manteve-se estável em 2012, apesar da recessão económica. Dados de um estudo sobre empreendedorismo, realizado em 69 países, apresentado no ISCTE-IUL, durante uma conferência internacional sobre esta temática.

O agravamento da situação económica, financeira e social do país não travou a atividade empreendedora em Portugal entre 2011 e 2012. 

Em cada 100 portugueses, 7 ou 8 são empreendedores, revela um estudo sobre empreendedorismo realizado em 69 países, apresentado no ISCTE-IUL, por ocasião de uma conferência internacional sobre a temática. 

A taxa que mede a percentagem de empreendedores com funções em startups ou novos negócios, cresceu ligeiramente em 2012, situando-se nos 7,7%. Os mais empreendedores são jovens, entre os 25 e os 34 anos. Os homens destacam-se no mundo dos negócios, com 9,2% envolvidos na gestão de novos negócios, enquanto 6,1% são mulheres. 

A oportunidade de negócio motivou a maioria dos inquiridos no estudo a avançar por conta própria (58,3%), seguido da necessidade (26,2%) ou ambas (15,6%).

Em Portugal, as maiores apostas recaem nos negócios direcionados para o consumidor final (44,9%), no setor da transformação (26,2%) e na prestação de serviços a outras empresas (23,8%). 

No universo do GEM - Global Entrepreneurship Monitor, um projeto global que monitoriza anualmente a atividade empreendedora em vários países, Portugal ocupa a 44ª posição entre os 69 países analisados. O país surge ainda na sétima posição entre as 24 economias vocacionadas para a inovação, estando mesmo acima da média desses países. 

O GEM Portugal 2012 envolveu dois ml inquiridos, entre os 18 e os 64 anos, residentes no país, e consultou ainda 38 especialistas portugueses ligados ao empreendedorismo, entre os quais líderes do sistema financeiro, responsáveis governamentais, membros do sistema de ensino e empreendedores de renome.

Os especialistas portugueses inquiridos apontam como fatores positivos para empreender no país, o acesso às infraestruturas disponíveis e os serviços profissionais aí prestados. Entre as principais dificuldades estão o excesso de burocracia e carga fiscal e a cultura nacional pouco orientada para o empreendedorismo, afirmam no estudo. 

Dados conhecidos na Conferência Anual da Entrepreneurship Summer University (ESU), que reúne cerca de uma centena de estudantes de doutoramento, investigadores e docentes dos 24 países que integram a European University Network on Entrepreneurship. O evento, a decorrer pela primeira vez em Portugal, termina hoje no ISCTE-IUL.